Tradução: Clélia Ramos
Capítulo 4
Bill Paga o Pato
Era o Coelho Branco, voltando vagarosamente, olhando ansiosamente para trás, como se tivesse perdido algo. Alice ouvia-o resmungando consigo mesmo, "A Duquesa! A Duquesa! Oh, minhas queridas patas! Oh minha pele e bigodes! Ela irá me executar, tão certo quanto os furões são furões! Onde posso tê-los derrubado, eu queria saber!"
Alice adivinhou no mesmo momento que o Coelho estava procurando pelo leque e o par de luvas brancas, e ela muito naturalmente começou a ajudá-lo na procura, mas os objetos não estavam por lugar nenhum à vista... tudo parecia ter mudado desde que ela nadara no lago; e o grande salão, com a mesa de vidro e a pequena porta desaparecera completamente.
Logo o Coelho percebeu Alice, que procurava pelas luvas. Ele disse em tom enraivecido: "O que, Mary Ann, você está fazendo aqui fora? Vá já para casa, já, e traga-me um par de luvas e um leque! Rápido, já!"
E Alice estava tão assustada que correu na direção que ele apontava, sem tentar explicar-lhe o erro cometido.
"Ele tomou-me por sua empregada", a menina dizia para si mesma enquanto corria.
"Como ele vai ficar surpreso quando descobrir quem eu sou! Mas seria melhor pegar seu leque e luvas... isto é, se eu puder encontrá-los." Ao falar estas palavras, Alice chegou numa bonita casinha, na porta da qual havia uma placa de latão bem brilhante com o nome "C. BRANCO" gravado. Ela entrou sem bater, e subiu apressadamente as escadas, com muito medo de que pudesse encontrar a Mary Ann verdadeira e ser expulsa da casa antes de encontrar o leque e as luvas.
"Que estranho isso parece", Alice disse para si mesma, "receber ordens de um coelho! Imagine Dinah dando-me ordens!", e ela começou a imaginar o que poderia acontecer.
"Senhorita Alice! Venha cá e apronte-se para sua caminhada." "Já vou em um minuto, ama! Mas eu tenho que cuidar desse buraco de rato até Dinah voltar, e ver se o rato não foge."
"Eu acho", Alice continuou, "que eles não iriam deixar Dinah ficar em casa se ela começasse a dar ordens desse jeito."
Nesse instante a menina percebeu que estava dentro de um pequeno quarto arrumado com uma mesa em uma vitrine e sobre ela (como Alice desejara), um leque e dois ou três pares de luvas brancas limpas. Ela apanhou o leque e um par de luvas e já estava deixando o quarto quando seus olhos caíram sobre uma garrafa que estava perto da janela. Não havia nenhuma etiqueta desta vez com as palavras "BEBA-ME", mas, no entanto, ela desarrolhou e colocou-a nos lábios.
"Eu sei que algo interessante vai certamente acontecer", ela disse para si mesma, "sempre que eu bebo ou como alguma coisa por aqui. Então, vou ver o que esta garrafa faz. Eu espero que me faça crescer novamente, eu estou realmente cansada de ser essa coisinha."
E a bebida fez efeito de verdade, e muito mais rápido do que Alice esperava: Antes que ela tivesse bebido metade da garrafa, percebeu sua cabeça pressionando contra o teto, e então teve que parar para salvar seu pescoço de ser quebrado. Ela rispidamente deixou de lado a garrafa, dizendo para si mesma: "É o suficiente... eu espero não crescer mais, porque se isso não acontecer, eu não vou poder sair pela porta...eu queria não ter bebido tanto!"
Nossa! Era muito tarde para desejar isso! Ela continuou crescendo e crescendo, e logo precisou ajoelhar-se no chão. Em outro minuto não havia nem mesmo um quarto para isso, e ela tentou deitar-se com um cotovelo contra a porta e o outro braço sobre a cabeça! Alice continuava a crescer e, como último recurso, ela colocou um braço para fora da janela e um pé para dentro da chaminé, dizendo para si mesma "Agora eu não posso fazer mais nada, o que quer quer seja que aconteça. O que vai ser de mim?"
Felizmente para Alice, a pequena garrafa mágica já fizera todo seu efeito, e ela não cresceu mais: ainda era bem desconfortável e parecia não haver nenhum tipo de chance de ela sair do quarto novamente. Não admira que se sentisse infeliz.
"Era bem casa", pensou a pobre Alice, "ninguém fica crescendo e diminuindo, e recebendo ordens de ratos e coelhos. Eu quase desejo não ter entrado na toca do coelho...mas, mas, é tão curioso, sabe, esse tipo de vida! Eu queria saber o que pode ter acontecido comigo. Quando eu lia contos de fada, ficava imaginando que esse tipo de coisas nunca acontece e agora estou aqui no meio de um! Deveria haver um livro escrito sobre mim, deveria sim! E quando eu crescer, eu vou escrever um... mas... eu já cresci...", ela continuou com uma vozinha triste, "não há mais espaço para eu crescer aqui."
"Mas então", pensou Alice," eu não vou nunca ficar mais velha do que sou agora? Isso é um conforto, de qualquer maneira... nunca ficar velha... e então... ter sempre que estudar. Oh! eu não gostaria disso!
"Ah, sua bobinha", ela respondeu para si mesma. "Como você quer estudar aqui? Afinal esse quarto já está tão pequeno para você, quanto mais para livros de escola!
E então ela continuou, fingindo que perguntava de um lado e respondia do outro até que alguns minutos depois ela ouviu uma voz lá fora e ficou atenta.
"Mary Ann! Mary Ann!", dizia a voz. "Traga-me as minhas luvas imediatamente!". Então ouviu-se passadas na escada. Alice sabia que era o Coelho vindo procurar por ela. A menina tremia tanto que começou a chacoalhar a casa, quase esquecendo que ela agora era quase mil vezes maior que o Coelho e não havia razão para temê-lo.
O Coelho chegou até a porta e tentou abri-la. Mas como a porta abria para dentro e o cotovelo de Alice estava contra ela, nada conseguiu. A menina ouviu uma vozinha dizendo baixinho:
"Então eu vou dar a volta e entrar pela janela."
"Isso você não vai fazer", pensou Alice e, depois de esperar que o Coelho pudesse estar embaixo da janela ela repentinamente esticou a mão e tentou apanhá-lo fazendo um movimento no ar. Ela não pegou nada, mas ouviu um pequeno grito e uma queda, e um barulho de vidro quebrado, de onde ela concluiu que provavelmente o Coelho caíra em uma estufa ou algo do tipo.
Em seguida uma voz irada, do Coelho: "Pat! Pat! Onde está você?" E então uma voz que ela não ouvira ainda disse:
"Eu estou aqui! Colhendo maçãs, meu senhoir."
"Colhendo maçãs, certamente", retrucou o Coelho nervosamente. "Aqui, venha me livrar disso" (Sons de mais vidros quebrados.) "Agora diga-me, Pat, o que é isso na janela?"
"Com certeza é um braço, meu senhoir!"
"Um braço, seu ganso burro! Quem já viu um desse tamanho? Ele toma toda a janela!"
"Com certeza, meu sinhoir! Mas que é um braço, isso é!"
"Bem, de um jeito ou de outro, vá e tire-o de lá."
Houve um grande silêncio depois disso, com alguns cochichos de vez em quando, tipo "Certo, eu não gosto disso, meu sinhoir, nadinha, nadinha!" "Faça o que eu mando, seu covarde!". No fim de uns minutos Alice esticou sua mão novamente e fez outro movimento no ar. Dessa vez foram dois gritinhos e mais barulho de vidro quebrado.
"Quantas estufas têm lá!", pensou Alice. "Eu gostaria de saber o que eles vão fazer! Para puxar-me para fora da janela, o que será que eles vão poder! Tenho certeza que eu não quero ficar aqui muito tempo!
Ela esperou por algum tempo sem ouvir nada mais. Por fim, ouviu um barulhão de rodas de uma carroça e o som de muitas vozes falando juntas. Ela conseguiu compreender as palavras: "Onde está a outra escada... Por quê?... Eu só trouxe uma. Bill pegou a outra... Bill! Traga-me a escada aqui rapaz... Aqui, coloque-as num canto. Não, amarre-as juntas primeiro."
"Oh! eles irão fazer bem o bastante. Não seja curioso... Aqui Bill! Agarre esta corda! O teto aguentará! Cuidado com a telha solta... Lá vem ela! Oh! está caindo! Abaixem as cabeças! (um barulho de coisa quebrada) Agora, o que aconteceu? Foi Bill, eu acho... Quem vai entrar na chaminé? Eu não! Vai sim! Eu não vou também! Bill foi escolhido para descer. Aqui, Bill! O patrão diz que você é quem vai descer pela chaminé."
"Oh! Então o Bill vai descer pela chaminé, certo?" pensou Alice consigo mesma. "Eles colocam tudo pra cima do pobre Bill. Eu não gostaria de estar no lugar dele, esta lareira é estreita. Mas para dizer a verdade eu acho que posso chutar um pouco."
Ela puxou seu pé o mais longe possível da chaminé e esperou até ouvir o pequeno animal (Alice não conseguia imaginar que tipo ele seria) entrando no buraco da lareira. Então, dizendo para si mesma "Este é Bill", ela deu um brusco chute e esperou para ver o que acontecia a seguir.
O que ela ouviu foi um coro geral de "Aí vai Bill" e depois a voz do Coelho ... "Segure ele, você aí na cerca!", então silêncio e depois uma confusão de vozes..." Suspenda a cabeça dele... Brandy agora... Não o estrangule... Como foi isso companheiro? O que aconteceu com você? Conte-nos sobre isso!"
Por último veio uma vozinha débil, chiada ("Este é o Bill", pensou Alice) "Bem, eu não sei muito bem... Quero mais não... Estou melhor agora... mas um bocado confuso pra contar para voceis...tudo o que eu sei é que alguma coisa veio até mim como se fosse um boneco de mola e eu fui pra cima como um foguete!"
"Você fez isso mesmo, velho companheiro", disseram os outros.
"Nós precisamos derrubar a casa", disse a voz do Coelho.
E Alice gritou, tão alto quanto pôde: "Se vocês fizerem isso, eu mando a Dinah atrás de vocês!"
Houve um silêncio de morte no mesmo instante e Alice pensou consigo mesma: "Eu gostaria de saber o que eles vão fazer a seguir! Se eles tiverem algum juízo vão tirar o teto da casa."
Depois de um minuto ou dois eles começaram a se movimentar novamente, e Alice ouviu o Coelho dizer:
"Um carrinho cheio é o suficiente!"
"Um carrinho cheio de quê?, pensou Alice. Mas ela não teve tempo para ficar na dúvida, pois no momento seguinte uma chuva de pequenos seixos veio bater na janela, alguns dele machucando seu rosto.
"Eu vou dar um basta nisso", ela pensou. Alice gritou: "É melhor vocês não fazerem isso novamente", o que produziu outro silêncio de morte.
Alice percebeu, com alguma surpresa, que os seixos estavam todos se transformando em pedaços de bolo ao caírem no chão, e uma brilhante idéia veio à sua mente.
"Se eu comer um desses pedaços do bolo", ela pensou, "com certeza acontecerá alguma mudança em meu tamanho, e, como não vai pode me fazer ficar ainda maior, deve me fazer diminuir, eu suponho."
Então ela engoliu um dos pedaços, e foi maravilhoso descobrir que começara a diminuir instantaneamente. Tão logo ficou pequena o suficiente para passar pela porta, Alice saiu correndo da casa, encontrando um grupo de pequenos animais e pássaros esperando lá fora. O pobre pequeno lagarto, Bill, estava no meio, sendo seguido por dois porquinhos-da-índia que lhe davam algo em uma garrafa. Todos correram em direção a Alice mas ela fugiu o mais depressa que pôde, e logo encontrou-se salva em uma densa floresta.
"A primeira coisa que eu tenho que fazer", disse Alice para si mesma, enquanto vagueava pela floresta, "é crescer até meu tamanho normal outra vez, e a segunda coisa é encontrar o caminho para aquele jardim adorável. Acho que este é o melhor plano."
Soava como um excelente plano, sem dúvida, bem arrumado e arranjado com simplicidade: a única dificuldade era que ela não tinha a menor idéia de como fazer isso, e enquanto Alice espreitava ansiosamente por entre as árvores, um pequeno latido agudo sobre sua cabeça a fez olhar para cima com um sobressalto.
Era um enorme cachorrinho que olhava para ela com grandes olhos redondos e debilmente lhe estendia uma patinha, tentando tocá-la.
"Pobre coisinha!", disse Alice com um tom carinhoso, e tentou com força assobiar para ele; mas a menina estava tão terrivelmente assustada pensando que ele poderia estar com fome e querer comê-la a despeito de todo seu carinho.
Sem saber o que fazer ela apanhou um pedaço de pau e jogou para o cachorrinho: Em conseqüência o cãozinho pulou no ar com um ganido de prazer, e investiu contra o pau como se o temesse. Alice mantinha-se escondida atrás de uma moita para evitar de ser avistada e, no momento que apareceu do outro lado, o filhote deu outra corrida contra o galho acabando por tropeçar nele mesmo na sua pressa de apanhá-lo. Então Alice, como se estivesse brincando com uma carroça e esperando a qualquer momento ser esmagada sob seus pés, correu para perto da moita novamente . Daí, o filhote começou uma série de pequenos ataques ao galho, correndo vários pouquinhos para frente de cada vez e voltando para trás bastante depois, latindo rouco todo o tempo, até que acabou sentando ofegante, com sua língua para fora da boca e seus grandes olhos semi-cerrados.
Aquela parecia uma boa oportunidade para Alice fazer sua escapada e ela então fugiu, correndo até estar muito cansada e sem ar, até que o latido do cãozinho soasse bastante fraco ao longe.
"Mesmo assim, que lindo filhotinho ele era!", disse Alice enquanto apoiava-se em uma flor para descansar, abanando-se com uma das luvas." Eu gostaria de ter-lhe ensinado alguns truques, se ao menos tivesse o tamanho certo para isso! Oh puxa! Eu quase esqueci que tenho que crescer novamente! Deixe-me ver – como é que se faz isso? Eu acho que deveria comer ou beber alguma coisa ou outra, mas a grande questão é "O quê?"
A grande questão certamente era "O quê?" E Alice olhou ao seu redor para as flores e a grama mas não pôde ver nada que parecesse a coisa certa para comer ou beber nessa cirscunstância. Havia um grande cogumelo crescendo perto dela, quase a mesma altura de Alice e, ao dar uma olhada sob ele, de ambos os lados e ainda atrás dele, ocorreu-lhe que ela poderia também dar uma olhada sobre ele.
Ela esticou-se na ponta dos dedos e olhou sobre a margem do cogumelo, seus olhos imediatamente avistaram uma enorme lagarta azul, sentada no topo da planta, com os braços cruzados calmamente fumando um narguilé, não dando bola nem para ela nem para mais nada.
terça-feira, 29 de maio de 2007
(3)Aventuras de Alice no País das Maravilhas (Lewis Carroll)
Tradução: Clélia Ramos
Capítulo 3
Uma Corrida de Comitê e uma História Comprida
Aquela era com certeza uma turma estranha que se reunia nas margens do lago: os pássaros com suas plumas arrastando, os animais com o pêlo grudado no corpo, e todos pingando, irritados e desconfortáveis.
A primeira questão era, evidentemente, como se secarem: eles estavam reunidos em conselho para decidirem sobre isso e depois de poucos minutos parecia natural para Alice encontrar-se conversando familiarmente com eles, como se ela os tivesse conhecido toda a vida. Na verdade, ela travava uma longa discussão com o Papagaio australiano, que no final tornara-se zangado, e falara, "Eu sou mais velho que você, e devo saber mais." E com isso Alice não podia concordar, sem saber a idade dele, e como o Papagaio recusava-se terminantemente a dizer sua idade, nada mais havia a dizer.
Finalmente o Rato, que parecia ser a pessoa de maior autoridade entre eles, bradou, "Sentem-se, todos vocês, e ouçam-me! Eu vou fazê-los secar." Eles sentaram-se então em círculo, com o Rato no meio. Alice mantinha seus olhos fixados ansiosamente nele, pois ela tinha certeza que pegaria um resfriado se não secasse logo.
"Aham!" disse o gato com um ar de importante. "Vocês estão todos prontos? Essa é a coisa mais seca que eu conheço. Silêncio na roda, por favor! William o Conquistador, cuja causa foi favorecida pelo Papa, logo submetido pela Inglaterra, que desejava líderes, acostumada à usurpação e à conquista. Edwin e Morcar, os condes de Mercia e Northumbria..."
"Ugh!", disse o Papagaio, com um calafrio.
"Desculpe-me" interferiu o Rato, carrancudo, mas educadamente. "Você falou alguma coisa?"
"Eu não!" respondeu o Papagaio, rapidamente.
"Pensei que tivesse", retrucou o Rato. "Prosseguindo: Edwin e Morcar, os condes de Mercia e Northumbria, declararam para ele; e ainda Stingand, o patriótico arcebispo de Canterbury, achou que..."
"Achou o quê?", perguntou o Pato.
"Achou que", o Rato replicou irritadamente, "é claro que você sabe o que que significa."
"Eu sei o que que significa muito bem, quando sou eu que acho", afirmou o Pato, "geralmente é um sapo ou uma minhoca. A questão é: o que o arcebispo achou?"
O Rato não entendeu a pergunta, mas apressadamente foi em frente: "achou que era aconselhável conhecer William e oferecer-lhe a coroa. O procedimento de William no início era moderado. Mas a insolência dos seus normandos... como você está indo, minha querida", ele continuou, virando-se para Alice enquanto falava.
"Tão molhada quanto antes", respondeu a menina em um tom melancólico, "isso não está parecendo me secar afinal."
"Nesse caso", disse o Dodo solenemente, levantando-se, "eu proponho que a assembléia seja suspensa para a adoção imediata de medidas enérgicas..." "Fale em inglês", gritou o Papagaio.
"Eu não sei o significado de metade dessas palavras, e mais, não acredito que você saiba." E o Papagaio torceu a cabeça para esconder um sorriso; alguns dos outros pássaros riram às escondidas audivelmente.
"O que eu estava dizendo", retomou o Dodo em um tom ofendido, "é que a melhor coisa para nós secarmos seria uma corrida de comitê."
"O que é uma corrida de comitê?", perguntou Alice. Não que ela quisesse mesmo saber, mas o Dodo fizera uma pausa como se pensasse que alguém deveria falar, e ninguém parecia inclinado a dizer nada.
"Bem", disse o Dodo, "a melhor maneira de explicar isso é fazendo."
(E, como talvez você queira tentar essa corrida em algum dia de inverno, vou contar como o Dodo fez.)
Primeiro ele delimitou a pista de corridas como um tipo de círculo (a forma exata não importa, ele dissera) e então todo o destacamento foi distribuído pela pista, aqui e ali. Não houve o tradicional "Um, dois, três e já!", mas todos começavam a correr quando queriam e paravam quando queriam, daí não era fácil saber quando a corrida terminava. Entretanto, quando eles já estavam correndo há mais ou menos meia-hora, e já estavam quase secos, o Dodo repentinamente gritou: "A corrida está acabada".
Então, todos se aglomeraram em torno dele, ofegando e perguntando:
"Mas quem ganhou?"
Essa pergunta o Dodo não poderia responder sem pensar muito, e ficou parado um bom tempo com um dedo sobre a testa (a posição na qual você normalmente vê Shakespeare nas gravuras) enquanto o resto do pessoal ficava em silêncio.
"Todos ganharam, e todos devem ganhar prêmios."
"Mas quem dará os prêmios?", um coro de vozes perguntou.
"Ora, ela, claro", respondeu o Dodo, apontando Alice com o dedo, e já toda a turma rodeava a menina, gritando de maneira confusa: "Prêmios! Prêmios!"
Alice não tinha a menor idéia sobre o que fazer, e, em desespero, colocou a mão no bolso e puxou uma caixa de confeitos (felizmente a água salgada não entrara nela), e distribuiu as balas como se fossem prêmios. Deu na conta exata, um para cada um.
"Mas ela precisa ganhar um prêmio também", lembrou o Rato.
"É claro", replicou o Dodo solenemente. "O que mais você tem no bolso?", e se virou para Alice.
"Apenas um dedal", respondeu a menina tristemente.
"Dê-me", pediu o Dodo.
Então novamente eles a rodearam, enquanto o Dodo solenemente a presenteava com o dedal, dizendo:
"Nós gostaríamos que você aceitasse esse elegante dedal", e ao final desse pequenino discurso, todos o aplaudiram.
Alice achou a coisa toda muito absurda, mas eles pareciam tão sérios que ela não ousou rir, e, como não podia pensar em nada para dizer, simplesmente fez uma reverência e apanhou o dedal, parecendo o mais solene possível.
A próxima coisa a fazer era comer os confeitos; isso causou algum barulho e bagunça, pois os pássaros grandes reclamavam que não podiam saborear os seus e os pequenos engasgavam e tinham que levar palmadas nas costas. Entretanto, afinal todos terminaram e sentaram-se em círculo, pedindo ao Rato para lhes contar alguma coisa.
"Você prometeu nos contar sua história, você sabe", disse Alice, "e o porque você odeia G e C", ela terminou sussurrando, com medo que ele se ofendesse novamente.
"A minha é uma longa e triste história!", disse o Rato, virando-se para Alice, suspirando.
"É uma longa cauda, certamente", replicou Alice, olhando para o rabo do Rato com admiração, "mas porque você a chama de triste?"
Alice continuava confusa sobre isso enquanto o Rato estava falando, pois a história que ele contava era mais ou menos assim:
Furioso diz para o rato,
Que ele conheceu em casa, "Vamos logo para o tribunal nós dois!
Eu vou te processar!
Pode vir logo, não vou querer adiar nem um minuto, o julgamento
vai ser agora. Não tenho mesmo nada para fazer nessa manhã!"
Disse o rato para o monstro; "Esse processo, prezado senhor,
sem júri ou jurados, vai ser uma grande perda de tempo."
"Eu serei o júri. Eu serei o juiz", respondeu o esperto
Furioso.
"Eu vou te julgar agora e agora vou condená-lo à morte!"
"Você não está prestando atenção!", disse o Rato para Alice, severamente. "No que você está pensando?"
"Desculpe-me", respondeu Alice humildemente, "você já estava na quinta volta, não é?"
"Eu não!", gritou o Rato com voz aguda, muito bravo. "Você não presta atenção em nós!"
"Um nó!", disse Alice, sempre pronta para ajudar, olhando para todos os lados. "Deixe-me ajudar a desfazer esse nó."
"Eu não disse nada desse tipo", disse o Rato, levantando-se e andando. "Você me insulta falando estas besteiras."
"Eu não quis dizer isso", suplicava a pobre Alice. "Mas você se ofende tão facilmente!"
O Rato apenas rosnou em resposta.
"Por favor, volte e termine sua história!", Alice chamava. E todos os outros juntaram-se em coro:
"Sim, por favor, conte!"
Mas o Rato apenas balançava a cabeça impacientemente e caminhou ainda mais rapidamente.
"Que pena que ele não queira ficar", suspirou o Papagaio, e logo o Rato já estava longe. E uma velha Carangueja aproveitou a oportunidade para dizer à sua filha:
"Ah!, minha querida. Que isso lhe sirva de lição para que você nunca perca o seu humor."
"Segure sua língua, Mãe", retrucou a jovem Carangueja, de um jeito meio impertinente. "Você acaba com a paciência de qualquer ostra."
"Eu queria que nossa Dinah estivesse aqui", disse Alice em voz alta, dirigindo-se a ninguém em particular. "Ela iria logo logo trazê-lo de volta."
"E quem é Dinah? Se é que eu posso fazer esta pergunta", interveio o Papagaio.
Alice replicou ansiosamente, porque ela estava sempre pronta para falar do seu animalzinho de estimação:"Dinah é a nossa gata. E ela é muito boa para pegar ratos, você nem pode imaginar... E, oh, eu queria que você a visse atrás de pássaros! Ela pode comer um passarinho tão rápido quanto olhar para ele!"
Esse discurso causou uma forte sensação entre o destacamento. Alguns pássaros fugiram: uma velha Matraca começou a se agasalhar muito cuidadosamente, observando: "Eu realmente preciso ir para casa, o sereno não cai bem para minha garganta!"
E uma Canária chamou numa voz trêmula seus filhotes: "Vamos, meus queridos! Já está na hora de vocês estarem na cama!"
Com diversos pretextos todos se foram, deixando Alice sozinha.
"Eu acho que não deveria ter mencionado Dinah", ela disse em um tom melancólico. "Parece que ninguém gosta dela aqui em baixo, e eu tenho certeza que ela é a melhor gata do mundo! Oh minha querida Dinah! Eu queria saber se volto a vê-la algum dia! E aqui a pobre Alice começou a chorar novamente, pois se sentia muito solitária e deprimida. Em pouco tempo, entretanto, ela novamente ouviu o barulho de passos à distância e olhou ao redor impacientemente, meio que esperando que o Rato tivesse mudado de idéia e voltado para terminar a história.
Capítulo 3
Uma Corrida de Comitê e uma História Comprida
Aquela era com certeza uma turma estranha que se reunia nas margens do lago: os pássaros com suas plumas arrastando, os animais com o pêlo grudado no corpo, e todos pingando, irritados e desconfortáveis.
A primeira questão era, evidentemente, como se secarem: eles estavam reunidos em conselho para decidirem sobre isso e depois de poucos minutos parecia natural para Alice encontrar-se conversando familiarmente com eles, como se ela os tivesse conhecido toda a vida. Na verdade, ela travava uma longa discussão com o Papagaio australiano, que no final tornara-se zangado, e falara, "Eu sou mais velho que você, e devo saber mais." E com isso Alice não podia concordar, sem saber a idade dele, e como o Papagaio recusava-se terminantemente a dizer sua idade, nada mais havia a dizer.
Finalmente o Rato, que parecia ser a pessoa de maior autoridade entre eles, bradou, "Sentem-se, todos vocês, e ouçam-me! Eu vou fazê-los secar." Eles sentaram-se então em círculo, com o Rato no meio. Alice mantinha seus olhos fixados ansiosamente nele, pois ela tinha certeza que pegaria um resfriado se não secasse logo.
"Aham!" disse o gato com um ar de importante. "Vocês estão todos prontos? Essa é a coisa mais seca que eu conheço. Silêncio na roda, por favor! William o Conquistador, cuja causa foi favorecida pelo Papa, logo submetido pela Inglaterra, que desejava líderes, acostumada à usurpação e à conquista. Edwin e Morcar, os condes de Mercia e Northumbria..."
"Ugh!", disse o Papagaio, com um calafrio.
"Desculpe-me" interferiu o Rato, carrancudo, mas educadamente. "Você falou alguma coisa?"
"Eu não!" respondeu o Papagaio, rapidamente.
"Pensei que tivesse", retrucou o Rato. "Prosseguindo: Edwin e Morcar, os condes de Mercia e Northumbria, declararam para ele; e ainda Stingand, o patriótico arcebispo de Canterbury, achou que..."
"Achou o quê?", perguntou o Pato.
"Achou que", o Rato replicou irritadamente, "é claro que você sabe o que que significa."
"Eu sei o que que significa muito bem, quando sou eu que acho", afirmou o Pato, "geralmente é um sapo ou uma minhoca. A questão é: o que o arcebispo achou?"
O Rato não entendeu a pergunta, mas apressadamente foi em frente: "achou que era aconselhável conhecer William e oferecer-lhe a coroa. O procedimento de William no início era moderado. Mas a insolência dos seus normandos... como você está indo, minha querida", ele continuou, virando-se para Alice enquanto falava.
"Tão molhada quanto antes", respondeu a menina em um tom melancólico, "isso não está parecendo me secar afinal."
"Nesse caso", disse o Dodo solenemente, levantando-se, "eu proponho que a assembléia seja suspensa para a adoção imediata de medidas enérgicas..." "Fale em inglês", gritou o Papagaio.
"Eu não sei o significado de metade dessas palavras, e mais, não acredito que você saiba." E o Papagaio torceu a cabeça para esconder um sorriso; alguns dos outros pássaros riram às escondidas audivelmente.
"O que eu estava dizendo", retomou o Dodo em um tom ofendido, "é que a melhor coisa para nós secarmos seria uma corrida de comitê."
"O que é uma corrida de comitê?", perguntou Alice. Não que ela quisesse mesmo saber, mas o Dodo fizera uma pausa como se pensasse que alguém deveria falar, e ninguém parecia inclinado a dizer nada.
"Bem", disse o Dodo, "a melhor maneira de explicar isso é fazendo."
(E, como talvez você queira tentar essa corrida em algum dia de inverno, vou contar como o Dodo fez.)
Primeiro ele delimitou a pista de corridas como um tipo de círculo (a forma exata não importa, ele dissera) e então todo o destacamento foi distribuído pela pista, aqui e ali. Não houve o tradicional "Um, dois, três e já!", mas todos começavam a correr quando queriam e paravam quando queriam, daí não era fácil saber quando a corrida terminava. Entretanto, quando eles já estavam correndo há mais ou menos meia-hora, e já estavam quase secos, o Dodo repentinamente gritou: "A corrida está acabada".
Então, todos se aglomeraram em torno dele, ofegando e perguntando:
"Mas quem ganhou?"
Essa pergunta o Dodo não poderia responder sem pensar muito, e ficou parado um bom tempo com um dedo sobre a testa (a posição na qual você normalmente vê Shakespeare nas gravuras) enquanto o resto do pessoal ficava em silêncio.
"Todos ganharam, e todos devem ganhar prêmios."
"Mas quem dará os prêmios?", um coro de vozes perguntou.
"Ora, ela, claro", respondeu o Dodo, apontando Alice com o dedo, e já toda a turma rodeava a menina, gritando de maneira confusa: "Prêmios! Prêmios!"
Alice não tinha a menor idéia sobre o que fazer, e, em desespero, colocou a mão no bolso e puxou uma caixa de confeitos (felizmente a água salgada não entrara nela), e distribuiu as balas como se fossem prêmios. Deu na conta exata, um para cada um.
"Mas ela precisa ganhar um prêmio também", lembrou o Rato.
"É claro", replicou o Dodo solenemente. "O que mais você tem no bolso?", e se virou para Alice.
"Apenas um dedal", respondeu a menina tristemente.
"Dê-me", pediu o Dodo.
Então novamente eles a rodearam, enquanto o Dodo solenemente a presenteava com o dedal, dizendo:
"Nós gostaríamos que você aceitasse esse elegante dedal", e ao final desse pequenino discurso, todos o aplaudiram.
Alice achou a coisa toda muito absurda, mas eles pareciam tão sérios que ela não ousou rir, e, como não podia pensar em nada para dizer, simplesmente fez uma reverência e apanhou o dedal, parecendo o mais solene possível.
A próxima coisa a fazer era comer os confeitos; isso causou algum barulho e bagunça, pois os pássaros grandes reclamavam que não podiam saborear os seus e os pequenos engasgavam e tinham que levar palmadas nas costas. Entretanto, afinal todos terminaram e sentaram-se em círculo, pedindo ao Rato para lhes contar alguma coisa.
"Você prometeu nos contar sua história, você sabe", disse Alice, "e o porque você odeia G e C", ela terminou sussurrando, com medo que ele se ofendesse novamente.
"A minha é uma longa e triste história!", disse o Rato, virando-se para Alice, suspirando.
"É uma longa cauda, certamente", replicou Alice, olhando para o rabo do Rato com admiração, "mas porque você a chama de triste?"
Alice continuava confusa sobre isso enquanto o Rato estava falando, pois a história que ele contava era mais ou menos assim:
Furioso diz para o rato,
Que ele conheceu em casa, "Vamos logo para o tribunal nós dois!
Eu vou te processar!
Pode vir logo, não vou querer adiar nem um minuto, o julgamento
vai ser agora. Não tenho mesmo nada para fazer nessa manhã!"
Disse o rato para o monstro; "Esse processo, prezado senhor,
sem júri ou jurados, vai ser uma grande perda de tempo."
"Eu serei o júri. Eu serei o juiz", respondeu o esperto
Furioso.
"Eu vou te julgar agora e agora vou condená-lo à morte!"
"Você não está prestando atenção!", disse o Rato para Alice, severamente. "No que você está pensando?"
"Desculpe-me", respondeu Alice humildemente, "você já estava na quinta volta, não é?"
"Eu não!", gritou o Rato com voz aguda, muito bravo. "Você não presta atenção em nós!"
"Um nó!", disse Alice, sempre pronta para ajudar, olhando para todos os lados. "Deixe-me ajudar a desfazer esse nó."
"Eu não disse nada desse tipo", disse o Rato, levantando-se e andando. "Você me insulta falando estas besteiras."
"Eu não quis dizer isso", suplicava a pobre Alice. "Mas você se ofende tão facilmente!"
O Rato apenas rosnou em resposta.
"Por favor, volte e termine sua história!", Alice chamava. E todos os outros juntaram-se em coro:
"Sim, por favor, conte!"
Mas o Rato apenas balançava a cabeça impacientemente e caminhou ainda mais rapidamente.
"Que pena que ele não queira ficar", suspirou o Papagaio, e logo o Rato já estava longe. E uma velha Carangueja aproveitou a oportunidade para dizer à sua filha:
"Ah!, minha querida. Que isso lhe sirva de lição para que você nunca perca o seu humor."
"Segure sua língua, Mãe", retrucou a jovem Carangueja, de um jeito meio impertinente. "Você acaba com a paciência de qualquer ostra."
"Eu queria que nossa Dinah estivesse aqui", disse Alice em voz alta, dirigindo-se a ninguém em particular. "Ela iria logo logo trazê-lo de volta."
"E quem é Dinah? Se é que eu posso fazer esta pergunta", interveio o Papagaio.
Alice replicou ansiosamente, porque ela estava sempre pronta para falar do seu animalzinho de estimação:"Dinah é a nossa gata. E ela é muito boa para pegar ratos, você nem pode imaginar... E, oh, eu queria que você a visse atrás de pássaros! Ela pode comer um passarinho tão rápido quanto olhar para ele!"
Esse discurso causou uma forte sensação entre o destacamento. Alguns pássaros fugiram: uma velha Matraca começou a se agasalhar muito cuidadosamente, observando: "Eu realmente preciso ir para casa, o sereno não cai bem para minha garganta!"
E uma Canária chamou numa voz trêmula seus filhotes: "Vamos, meus queridos! Já está na hora de vocês estarem na cama!"
Com diversos pretextos todos se foram, deixando Alice sozinha.
"Eu acho que não deveria ter mencionado Dinah", ela disse em um tom melancólico. "Parece que ninguém gosta dela aqui em baixo, e eu tenho certeza que ela é a melhor gata do mundo! Oh minha querida Dinah! Eu queria saber se volto a vê-la algum dia! E aqui a pobre Alice começou a chorar novamente, pois se sentia muito solitária e deprimida. Em pouco tempo, entretanto, ela novamente ouviu o barulho de passos à distância e olhou ao redor impacientemente, meio que esperando que o Rato tivesse mudado de idéia e voltado para terminar a história.
Sincronicidade
Você me sente sem eu chegar
Eu leio sua alma sem te conhecer
Eu levo amor à tua vida
E um brilho de luz em cada palavra dita.
Basta um pensamento para que eu aconteça
De noite eu penso, de manhã realizo.
Eu não controlo o choro e o riso
Cada dia crio a minha sentença.
Eu atraio só o que eu quero.
Eu faço minhas imagens...
O retorno chega logo
Chega o amor, luz, felicidades.
Eu sinto teus desejos no vento
Eu sigo tua essência e luz.
O que estás pensando neste momento?
O que você pensa longe reluz.
É assim, de tão simples difícil parece
É assim, fazer acontecer hoje o que a alma pede
É assim, só pensar e sintonizar no bem...
É só querer que tudo vem!
Carolina Salcides
Eu leio sua alma sem te conhecer
Eu levo amor à tua vida
E um brilho de luz em cada palavra dita.
Basta um pensamento para que eu aconteça
De noite eu penso, de manhã realizo.
Eu não controlo o choro e o riso
Cada dia crio a minha sentença.
Eu atraio só o que eu quero.
Eu faço minhas imagens...
O retorno chega logo
Chega o amor, luz, felicidades.
Eu sinto teus desejos no vento
Eu sigo tua essência e luz.
O que estás pensando neste momento?
O que você pensa longe reluz.
É assim, de tão simples difícil parece
É assim, fazer acontecer hoje o que a alma pede
É assim, só pensar e sintonizar no bem...
É só querer que tudo vem!
Carolina Salcides
segunda-feira, 28 de maio de 2007
FRAGMENTOS DA MINHA MEMÓRIA!!!
Fpolis, 20 de abril de 2005.
Estreito
Há exatamente 36 anos e 9 dias eu, vinha para Terra sei lá eu depois de quantas passagens anteriores...Não tenho todas as lembranças desse tempo mais acredito que diferente de muitas pessoas me sobra na memória detalhes de acontecimentos que torna a mim um ser único e especial.
Existe na minha trajetória uma certeza de que todo momento não foi vão, de que todo sofrimento fez, faz e fará sentido e que o sentido é o real!
Sou a terceira e última filha de um casal que permanece junto até os dias de hoje.Meus irmãos pela ordem: Carolina e Gustavo com a diferença de um ano entre eles e cinco anos depois eu: Fernanda.
Essa é a minha historia ou estória como você preferir!Nasci em Tubarão uma cidade localizada no sul de Santa Catarina, na região sul do Brasil.No Hospital Nossa Senhora da Conceição, meu parto foi cesariana e o médico que a realizou foi o já falecido Dr. Luiz Campelli, não tenho lembranças dele, mas ele fez o meu parto e me trouxe ao mundo a ele o meu muito obrigado!
Quando fui para casa minha família estava de casa nova...Uma casa linda!Grande, enorme, branca, sei lá eu o que meus irmãos sentiram...
Meu pai se chama Pedro e nessa época já era médico, minha mãe tinha o apelido de Mena desde criança pelo seu irmão Zico que anos mais tarde fui saber que se chamava Daniel.Um dia após o meu nascimento nasceu minha prima Eveline, filha do tio Zico e da Tia Jane.Eveline é alguém que amo muito e viemos juntas para essa jornada!
Dizem que eu chorava muito e era escandalosa...Eu?
Sei que a vida da gente se dá pelo encontro com o outro e quer lugar melhor do que a ESCOLA!!!
Ao lado do Hospital e também pela responsabilidade das Irmãs da Divina Providencia fui seguindo a tradição familiar aos três anos de idade para o então denominado Maternal.No período vespertino com a professora Ana Carolina ,lá em uma sala em que consigo ver, fora o cheiro da lancheira tão saudosista, algo que lembra banana talvez porque uma tenha passado perto, sei lá...minhas primeiras amigas fazem parte desse tempo, algumas ficaram por bastante tempo, nada que o atual tempo não sonhe em reencontrar...
Eveline até hoje permanece por motivos óbvios e de coração.Acho que é uma forma de relembrar ou de jamais esquecer, ela diz que não lembra de quase nada mais eu conto com a ajuda de Láis e Laura suas filhas para resgatar sua criança interior!Lembro da Magali minha primeira amiga negra, linda, alegre, verdadeira típica ariana, como eu e Eveline.Graziela Namen, alta como eu e Eveline, ariana como nós, alegre, verdadeira, corajosa como a Eveline eu como todos diziam era medrosa, cuidadosa, manhosa, chorosa...que chata!A Graziela tinha um cabelão com volume e comprido vivia de Chiquinha, trança...Eu tinha orelhas de abano, cabelo liso e oleoso era feia e tinha cara de pobre e suja.Que horror...
Tínhamos uma brincadeira que não esqueço que era cavar em baixo de uma mesa fixa de azulejo, dentro da caixa de areia.Objetivo encontrar um tesouro que estava escondido lá...Quando chegava a hora de voltar pra sala tapávamos o buraco.Voltávamos a cavar sempre que necessário.Ana Lúcia também era da nossa turma, linda estava esse tempo todo lembrando seu nome pois seu rosto esta no meu coração.Tinha os lábios carnudos, eu a reencontrei em 1992 logo que vim morar em Florianópolis.Ela linda e eu gorda, feia e recém saída de uma crise bipolar sem saber o nome do trem que tinha me atropelado...
Na nossa sala de aula tinha um quadro com janelinhas com nossas fotografias quando chegávamos depois de penduradas as lancheiras abríamos as janelinhas.Tinha algo com o clima: chuva, sol, nuvem... não sei quantas vezes minha janelinha ficou fechada, mais não devem ter sido poucas.Aliais muitas vezes minhas janelinhas de presença ficara fechadas...
Estreito
Há exatamente 36 anos e 9 dias eu, vinha para Terra sei lá eu depois de quantas passagens anteriores...Não tenho todas as lembranças desse tempo mais acredito que diferente de muitas pessoas me sobra na memória detalhes de acontecimentos que torna a mim um ser único e especial.
Existe na minha trajetória uma certeza de que todo momento não foi vão, de que todo sofrimento fez, faz e fará sentido e que o sentido é o real!
Sou a terceira e última filha de um casal que permanece junto até os dias de hoje.Meus irmãos pela ordem: Carolina e Gustavo com a diferença de um ano entre eles e cinco anos depois eu: Fernanda.
Essa é a minha historia ou estória como você preferir!Nasci em Tubarão uma cidade localizada no sul de Santa Catarina, na região sul do Brasil.No Hospital Nossa Senhora da Conceição, meu parto foi cesariana e o médico que a realizou foi o já falecido Dr. Luiz Campelli, não tenho lembranças dele, mas ele fez o meu parto e me trouxe ao mundo a ele o meu muito obrigado!
Quando fui para casa minha família estava de casa nova...Uma casa linda!Grande, enorme, branca, sei lá eu o que meus irmãos sentiram...
Meu pai se chama Pedro e nessa época já era médico, minha mãe tinha o apelido de Mena desde criança pelo seu irmão Zico que anos mais tarde fui saber que se chamava Daniel.Um dia após o meu nascimento nasceu minha prima Eveline, filha do tio Zico e da Tia Jane.Eveline é alguém que amo muito e viemos juntas para essa jornada!
Dizem que eu chorava muito e era escandalosa...Eu?
Sei que a vida da gente se dá pelo encontro com o outro e quer lugar melhor do que a ESCOLA!!!
Ao lado do Hospital e também pela responsabilidade das Irmãs da Divina Providencia fui seguindo a tradição familiar aos três anos de idade para o então denominado Maternal.No período vespertino com a professora Ana Carolina ,lá em uma sala em que consigo ver, fora o cheiro da lancheira tão saudosista, algo que lembra banana talvez porque uma tenha passado perto, sei lá...minhas primeiras amigas fazem parte desse tempo, algumas ficaram por bastante tempo, nada que o atual tempo não sonhe em reencontrar...
Eveline até hoje permanece por motivos óbvios e de coração.Acho que é uma forma de relembrar ou de jamais esquecer, ela diz que não lembra de quase nada mais eu conto com a ajuda de Láis e Laura suas filhas para resgatar sua criança interior!Lembro da Magali minha primeira amiga negra, linda, alegre, verdadeira típica ariana, como eu e Eveline.Graziela Namen, alta como eu e Eveline, ariana como nós, alegre, verdadeira, corajosa como a Eveline eu como todos diziam era medrosa, cuidadosa, manhosa, chorosa...que chata!A Graziela tinha um cabelão com volume e comprido vivia de Chiquinha, trança...Eu tinha orelhas de abano, cabelo liso e oleoso era feia e tinha cara de pobre e suja.Que horror...
Tínhamos uma brincadeira que não esqueço que era cavar em baixo de uma mesa fixa de azulejo, dentro da caixa de areia.Objetivo encontrar um tesouro que estava escondido lá...Quando chegava a hora de voltar pra sala tapávamos o buraco.Voltávamos a cavar sempre que necessário.Ana Lúcia também era da nossa turma, linda estava esse tempo todo lembrando seu nome pois seu rosto esta no meu coração.Tinha os lábios carnudos, eu a reencontrei em 1992 logo que vim morar em Florianópolis.Ela linda e eu gorda, feia e recém saída de uma crise bipolar sem saber o nome do trem que tinha me atropelado...
Na nossa sala de aula tinha um quadro com janelinhas com nossas fotografias quando chegávamos depois de penduradas as lancheiras abríamos as janelinhas.Tinha algo com o clima: chuva, sol, nuvem... não sei quantas vezes minha janelinha ficou fechada, mais não devem ter sido poucas.Aliais muitas vezes minhas janelinhas de presença ficara fechadas...
Aladdin - A Whole New World (tradução)
Um Novo Mundo
Eu posso lhe mostrar o mundo
Brilhante, vislumbrante, esplendido
Diga-me, princesa, agora
Qual a última vez que você deixou
Seu coração decidir ?
Eu posso abrir seus olhos
E deixar você ver toda esta maravilha
Que esta por todos os lados
Em um passeio de tapete mágico
Um novo mundo
Um novo ponto de vista fantástico
Ninguém para nos dizer não
Ou aonde ir
Ou dizer que nos estamos apenas sonhando
Um novo mundo
Um lugar maravilhoso que eu nunca conheci
Mas quando eu estou longe daqui
É cristalino e claro
Que agora estou num mundo novo com você
Agora eu estou num novo mundo com você
Visões inacreditáveis
Sentimentos indescritíveis
Planando, caindo e livres
Por um céu de diamante infinito
Um novo mundo
Não deixe seus olhos se fecharem
Milhares de coisas para ver
Prenda seu fôlego - fica melhor
Sou como uma estrela cadente
Eu vim de tão longe
Eu não posso voltar de onde vim
Um mundo novo
Tudo a volta é uma surpresa
Com novos horizontes para procurar
Momentos felizes
Eu irei atrás deles em qualquer lugar
Há tempo para isso
Deixe-me dividir este novo mundo com você
Um mundo novo
É onde nós estaremos
Uma perseguição emocionante a
Um lugar maravilhoso
Para mim e para você...
Eu posso lhe mostrar o mundo
Brilhante, vislumbrante, esplendido
Diga-me, princesa, agora
Qual a última vez que você deixou
Seu coração decidir ?
Eu posso abrir seus olhos
E deixar você ver toda esta maravilha
Que esta por todos os lados
Em um passeio de tapete mágico
Um novo mundo
Um novo ponto de vista fantástico
Ninguém para nos dizer não
Ou aonde ir
Ou dizer que nos estamos apenas sonhando
Um novo mundo
Um lugar maravilhoso que eu nunca conheci
Mas quando eu estou longe daqui
É cristalino e claro
Que agora estou num mundo novo com você
Agora eu estou num novo mundo com você
Visões inacreditáveis
Sentimentos indescritíveis
Planando, caindo e livres
Por um céu de diamante infinito
Um novo mundo
Não deixe seus olhos se fecharem
Milhares de coisas para ver
Prenda seu fôlego - fica melhor
Sou como uma estrela cadente
Eu vim de tão longe
Eu não posso voltar de onde vim
Um mundo novo
Tudo a volta é uma surpresa
Com novos horizontes para procurar
Momentos felizes
Eu irei atrás deles em qualquer lugar
Há tempo para isso
Deixe-me dividir este novo mundo com você
Um mundo novo
É onde nós estaremos
Uma perseguição emocionante a
Um lugar maravilhoso
Para mim e para você...
(2)AVENTURAS DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (Lewis Carroll) CAPÍTULO 2
Tradução: Clélia Ramos
Capítulo 2
A Lagoa de Lágrimas
"Muito curiosíssimo e muito curiosíssimo!", gritou Alice (ela estava tão surpresa, que por um momento quase esqueceu como falar um bom inglês).
"Agora eu estou esticando como o maior telescópio que nunca houve! Adeus meus pezinhos!"Quando ela olhou para baixo, seus pés pareceram-lhe já quase fora do seu campo de visão, tão distante estavam.)
"Oh! meus pobres pezinhos, quem é que vai colocar seus sapatos e meias para vocês, queridos? Eu tenho certeza que eu não serei capaz! Eu estou muito longe para preocupar-me com vocês: vocês agora têm que se virar o melhor que puderem... mas eu preciso ser boa para eles", pensou Alice, "ou eles podem não me levar para onde eu quiser! Deixe-me ver...Eu vou dar para eles um par de botinas todo Natal."
Alice começou então a planejar consigo mesma como faria isso. "As botinas poderão ir pelo correio", pensou, "e como vai ser engraçado, mandar presentes para seus próprios pés! E como o endereço vai parecer maluco!
Ilustríssimo pé direito da Alice
Tapete Felpudo
perto da Lareira
(com amor, Alice).
"Oh! Deus, quanta bobagem estou falando!"
Exatamente nesse instante a cabeça da menina bateu contra o teto da sala: ela estava com mais de dois metros e meio de altura. Alice finalmente apanhou a pequena chave dourada e apressou-se em direção à porta do jardim.
Pobre Alice! Era tudo o que podia fazer, deitar-se de lado para olhar o jardim com um olho, mas ir até lá era mais difícil do que nunca: ela sentou-se e começou a chorar novamente.
"Você deveria estar envergonhada de si mesma", disse Alice, "uma menina crescida como você (ela bem podia dizer isso...) chorando desse jeito! Pare agora, eu lhe ordeno!" Mas ela continuou do mesmo jeito, derramando galões de lágrimas, até que houvesse um grande lago ao seu redor, com quase meio palmo de fundura, estendendo-se por metade da sala!
Depois de um tempo ela ouviu pisadinhas ao longe e rapidamente secou os olhos para ver o que vinha vindo. Era o Coelho Branco voltando, muito bem vestido, com um par de luvas brancas em uma mão e um grande leque na outra: ele vinha trotando com muita pressa, resmungando consigo mesmo: "Oh! Ela vai me matar se eu a fizer esperar!"
Alice sentia-se tão desesperada que estava pronta para pedir ajuda a qualquer um: então, quando o Coelho chegou perto dela, a menina começou com uma voz baixa, tímida: "Por favor, Senhor..." O Coelho parou violentamente, derrubando as luvas brancas e o leque, e disparou em direção à escuridão tão rápido quanto pôde. Alice apanhou o leque e as luvas, e, como a sala estava muito quente, começou a abanar-se enquanto falava:
"Puxa! Puxa! Como tudo está tão estranho hoje! E ontem as coisas estavam tão normais! O que será que mudou à noite? Deixe-me ver: eu era a mesma quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é "Quem sou eu?" Ah! esta é a grande confusão!" E Alice começou a pensar em todas as crianças que ela conhecia e que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma delas.
"Eu tenho certeza que não sou Ada", ela disse,"porque os cabelos dela são enrolados e os meus não. E eu tenho certeza que não sou Mabel porque eu sei muitas coisas e ela, oh!, ela sabe tão pouco! Além disso ela é ela e eu sou eu e... puxa, que confuso isso tudo é! Vou tentar ver se ainda sei tudo que sabia. Deixe-me ver 4 vezes 5 são 12 e 4 vezes 6 são 13 e 4 vezes 7 são... nossa! Eu nunca vou chegar a vinte desse jeito! Entretanto a tabuada não quer dizer nada: vamos tentar Geografia. Londres é a capital de Paris, Paris é a capital de Roma, e Roma é... não, não, está tudo errado. Eu tenho certeza! Eu devo ter me transformado em Mabel! Eu vou tentar recitar "A abelhinha atarefada". Ela cruzou então as mãozinhas sobre o colo como se estivesse na escola e começou a recitar a poesia, mas sua voz soava rouca e estranha e as palavras não vinham como de costume:
Olha o pequeno crocodilo,
Mexendo sua cauda brilhante,
Espalha as águas do Nilo,
Que alegria!
Como ele fica feliz,
Que patas bonitinhas,
Bem vindos peixinhos,
Que dentões enormes!!!
"Tenho certeza que estas não são as palavras corretas", disse a pobre Alice, e seus olhos ficaram cheios d’água novamente. "Eu devo ser Mabel, afinal, e eu vou ter que ir e viver naquela casa tão pequena, e quase não ter brinquedos para brincar, e oh, ter sempre tantas lições para aprender! Não, não vou me convencer disso: se eu sou Mabel, eu vou ficar aqui embaixo.
Não adianta eles colocarem suas cabeças para baixo e dizer, "venha para cima, querida". Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer "Quem sou eu? Digam-me isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não, vou ficar aqui até ser outra... mas, puxa", e Alice começou a chorar , com uma súbita explosão de lágrimas.
"Eu queria que eles olhassem para baixo! Eu estou tão cansada de estar aqui sozinha."
Enquanto dizia isso, Alice olhou para baixo em direção a suas mãos, e ficou surpresa ao notar que tinha vestido uma das luvas do coelho enquanto falava.
"Como consegui fazer isso?", ela pensou. "Eu devo estar encolhendo novamente." Ela então levantou-se e foi em direção à mesa para medir-se em comparação a ela e descobriu que, pelas suas contas, estava agora com mais ou menos sessenta centímetros de altura e continuava a encolher rapidamente. Alice descobriu que a causa daquilo era o leque que segurava, e jogou-o fora impetuosamente, exatamente a tempo de salvar-se de encolher inteiramente.
"Escapei por um triz!", disse Alice bastante assustada com a súbita mudança, mas muito feliz por ainda existir.
"E agora para o jardim!" E ela correu com toda rapidez para a portinha, mas, alas!, a pequena porta estava fechada novamente, e a pequena chave dourada estava sobre a mesa de vidro como antes, "e as coisas estão piores que nunca", pensou a pobre criança, "porque eu nunca fui menor que isso, nunca! E eu digo que isso é ruim, muito ruim, é sim!"
Enquanto dizia essas palavras seu pé escorregou e, num instante, splash! ela estava até o queixo na água salgada. Sua primeira idéia é que teria caído no mar, "e nesse caso eu posso ir embora pela ferrovia", disse Alice para si mesma.(Alice tinha ido à praia apenas uma vez em sua vida, e tirara a conclusão que em qualquer lugar da costa inglesa que se vá, você encontra algumas cabines de troca de roupa, crianças cavando na areia com pás de madeira, e uma fila de hospedarias atrás, e mais atrás ainda a estação de trem). Mas logo percebeu que estava no lago de lágrimas que derramara quando estava com dois metros e meio de altura.
"Eu gostaria de não ter chorado tanto!", disse Alice enquanto nadava tentando encontrar a saída. "Eu devo estar sendo punida por isso agora, suponho, afogando-me em minhas próprias lágrimas! Isso sim será uma coisa estranha. Entretanto, tudo está estranho, hoje. Nesse instante ela ouviu algo chapinhando no lago um pouco mais adiante e nadou para perto tentando entender o que era aquilo: inicialmente ela pensou que poderia ser uma morsa ou um hipopótamo, mas então lembrou como estava pequena e logo compreendeu que era apenas um rato, que tinha escorregado como ela.
"Será que adiantaria", pensou Alice,"tentar falar com esse rato? Tudo é tão fora do comum aqui, que eu posso até pensar que ele pode falar: de qualquer maneira, não há mal em tentar."
Então ela começou: "Oh Rato, você conhece a saída desse lago? Estou muito cansada de nadar de lá para cá, oh Rato." (Alice pensava que esta era a maneira certa de se falar com um rato: ela nunca fizera isso antes, mas lembrava de ter visto na Gramática do Latim de seu irmão: "Um rato... de um rato... para outro rato... um rato... Oh rato!") O rato olhou para ela inquisitivamente e parecia piscar um dos seus olhinhos, mas não falava nada.
"Talvez ele não entenda inglês", pensou Alice. "É provável que seja um rato francês, vindo para cá com William o Conquistador." (Como todo seu conhecimento de história, Alice não tinha noção clara sobre há quanto tempo aquilo tinha acontecido) Ela começou novamente: "Où est ma chatte?", que era a primeira frase do seu livro de francês.
O Rato deu um súbito salto para fora da água e começou a tremer inteirinho, com medo.
"Oh! desculpe-me", gritou Alice apressadamente, temerosa de ter ferido os sentimentos do pobre animal. "Eu quase esqueci que você não gosta de gatos."
"Não gosta de gatos", gritou o Rato com uma voz nervosamente aguda. "Você gostaria de gatos se fosse eu?"
"Bem, talvez não", disse Alice num tom calmo. "Não fique bravo com isso. E eu ainda queria lhe mostrar nossa gata Dinah. Eu acho que você passaria a gostar de gatos se pudesse apenas olhar para ela. Ela é uma coisinha linda", Alice continuou, meio para ela mesma, enquanto nadava preguiçosamente pela piscina afora, "ela senta-se ronronando tão bonitinha ao lado do fogo, lambendo as patas e lavando o rosto... e ela é tão fofa para se criar...e ela é boa também para pegar ratos, oh, desculpe!", gritou Alice novamente, enquanto o rato arrepiava-se todo, e ela sentiu que dessa vez realmente o ofendera.
"Nós não vamos mais falar sobre isso, se preferirmos."
"Nós, realmente", gritou o Rato, que tremia até à ponta da cauda, "como se eu quisesse falar sobre esse assunto! Nossa família sempre odiou gatos! Aquelas coisas detestáveis, baixas, vulgares! Não me faça ouvir esse nome novamente."
"Eu não faço, realmente", dise Alice, querendo mudar rapidamente o assunto da conversa. "Você... você, gosta de cachorros?"
O Rato não respondeu, então Alice continuou impacientemente: "Há um cachorrinho lindo, perto da nossa casa, eu gostaria de lhe mostrar! É um pequeno terrier de olhos brilhantes, você sabe, com oh!, com um pêlo marrom comprido e anelado! E ele pega as coisas quando você joga, e senta-se e pede comida, e todo esse tipo de coisas... eu não consigo lembrar de metade delas... e ele pertence a um fazendeiro, você sabe, que diz que ele é muito útil, vale mais de cem libras. Ele disse que o cachorrinho mata todos os ratos e... oh! puxa!", gritou Alice em um tom desconsolado. "Temo que o ofendi novamente."
O Rato nadava para longe dela o mais rápido posível, produzindo uma grande agitação na lagoa à sua saída.
Alice chamava suavemente atrás dele: "Rato querido! Volte, e nós não iremos falar de gatos, nem de cães, se você não gosta deles!"
Quando o Rato ouviu isso, virou-se e nadou lentamente em direção a Alice: seu rosto ainda estava pálido (de raiva, Alice pensou) e disse, com uma vozinha baixa e trêmula.
"Vamos para a praia, e então eu vou lhe contar minha história e você vai entender porque eu odeio gatos e cães."
Estava mais do que na hora de ir, pois ao lagoa estava ficando cheia de pássaros e animais que nela caíam. Havia um Pato e um Dodo, um Papagaio e uma Aguiazinha, e muitas outras criaturas curiosas. Alice seguiu o caminho e o grupo todo nadou junto para a praia.
Capítulo 2
A Lagoa de Lágrimas
"Muito curiosíssimo e muito curiosíssimo!", gritou Alice (ela estava tão surpresa, que por um momento quase esqueceu como falar um bom inglês).
"Agora eu estou esticando como o maior telescópio que nunca houve! Adeus meus pezinhos!"Quando ela olhou para baixo, seus pés pareceram-lhe já quase fora do seu campo de visão, tão distante estavam.)
"Oh! meus pobres pezinhos, quem é que vai colocar seus sapatos e meias para vocês, queridos? Eu tenho certeza que eu não serei capaz! Eu estou muito longe para preocupar-me com vocês: vocês agora têm que se virar o melhor que puderem... mas eu preciso ser boa para eles", pensou Alice, "ou eles podem não me levar para onde eu quiser! Deixe-me ver...Eu vou dar para eles um par de botinas todo Natal."
Alice começou então a planejar consigo mesma como faria isso. "As botinas poderão ir pelo correio", pensou, "e como vai ser engraçado, mandar presentes para seus próprios pés! E como o endereço vai parecer maluco!
Ilustríssimo pé direito da Alice
Tapete Felpudo
perto da Lareira
(com amor, Alice).
"Oh! Deus, quanta bobagem estou falando!"
Exatamente nesse instante a cabeça da menina bateu contra o teto da sala: ela estava com mais de dois metros e meio de altura. Alice finalmente apanhou a pequena chave dourada e apressou-se em direção à porta do jardim.
Pobre Alice! Era tudo o que podia fazer, deitar-se de lado para olhar o jardim com um olho, mas ir até lá era mais difícil do que nunca: ela sentou-se e começou a chorar novamente.
"Você deveria estar envergonhada de si mesma", disse Alice, "uma menina crescida como você (ela bem podia dizer isso...) chorando desse jeito! Pare agora, eu lhe ordeno!" Mas ela continuou do mesmo jeito, derramando galões de lágrimas, até que houvesse um grande lago ao seu redor, com quase meio palmo de fundura, estendendo-se por metade da sala!
Depois de um tempo ela ouviu pisadinhas ao longe e rapidamente secou os olhos para ver o que vinha vindo. Era o Coelho Branco voltando, muito bem vestido, com um par de luvas brancas em uma mão e um grande leque na outra: ele vinha trotando com muita pressa, resmungando consigo mesmo: "Oh! Ela vai me matar se eu a fizer esperar!"
Alice sentia-se tão desesperada que estava pronta para pedir ajuda a qualquer um: então, quando o Coelho chegou perto dela, a menina começou com uma voz baixa, tímida: "Por favor, Senhor..." O Coelho parou violentamente, derrubando as luvas brancas e o leque, e disparou em direção à escuridão tão rápido quanto pôde. Alice apanhou o leque e as luvas, e, como a sala estava muito quente, começou a abanar-se enquanto falava:
"Puxa! Puxa! Como tudo está tão estranho hoje! E ontem as coisas estavam tão normais! O que será que mudou à noite? Deixe-me ver: eu era a mesma quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é "Quem sou eu?" Ah! esta é a grande confusão!" E Alice começou a pensar em todas as crianças que ela conhecia e que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma delas.
"Eu tenho certeza que não sou Ada", ela disse,"porque os cabelos dela são enrolados e os meus não. E eu tenho certeza que não sou Mabel porque eu sei muitas coisas e ela, oh!, ela sabe tão pouco! Além disso ela é ela e eu sou eu e... puxa, que confuso isso tudo é! Vou tentar ver se ainda sei tudo que sabia. Deixe-me ver 4 vezes 5 são 12 e 4 vezes 6 são 13 e 4 vezes 7 são... nossa! Eu nunca vou chegar a vinte desse jeito! Entretanto a tabuada não quer dizer nada: vamos tentar Geografia. Londres é a capital de Paris, Paris é a capital de Roma, e Roma é... não, não, está tudo errado. Eu tenho certeza! Eu devo ter me transformado em Mabel! Eu vou tentar recitar "A abelhinha atarefada". Ela cruzou então as mãozinhas sobre o colo como se estivesse na escola e começou a recitar a poesia, mas sua voz soava rouca e estranha e as palavras não vinham como de costume:
Olha o pequeno crocodilo,
Mexendo sua cauda brilhante,
Espalha as águas do Nilo,
Que alegria!
Como ele fica feliz,
Que patas bonitinhas,
Bem vindos peixinhos,
Que dentões enormes!!!
"Tenho certeza que estas não são as palavras corretas", disse a pobre Alice, e seus olhos ficaram cheios d’água novamente. "Eu devo ser Mabel, afinal, e eu vou ter que ir e viver naquela casa tão pequena, e quase não ter brinquedos para brincar, e oh, ter sempre tantas lições para aprender! Não, não vou me convencer disso: se eu sou Mabel, eu vou ficar aqui embaixo.
Não adianta eles colocarem suas cabeças para baixo e dizer, "venha para cima, querida". Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer "Quem sou eu? Digam-me isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não, vou ficar aqui até ser outra... mas, puxa", e Alice começou a chorar , com uma súbita explosão de lágrimas.
"Eu queria que eles olhassem para baixo! Eu estou tão cansada de estar aqui sozinha."
Enquanto dizia isso, Alice olhou para baixo em direção a suas mãos, e ficou surpresa ao notar que tinha vestido uma das luvas do coelho enquanto falava.
"Como consegui fazer isso?", ela pensou. "Eu devo estar encolhendo novamente." Ela então levantou-se e foi em direção à mesa para medir-se em comparação a ela e descobriu que, pelas suas contas, estava agora com mais ou menos sessenta centímetros de altura e continuava a encolher rapidamente. Alice descobriu que a causa daquilo era o leque que segurava, e jogou-o fora impetuosamente, exatamente a tempo de salvar-se de encolher inteiramente.
"Escapei por um triz!", disse Alice bastante assustada com a súbita mudança, mas muito feliz por ainda existir.
"E agora para o jardim!" E ela correu com toda rapidez para a portinha, mas, alas!, a pequena porta estava fechada novamente, e a pequena chave dourada estava sobre a mesa de vidro como antes, "e as coisas estão piores que nunca", pensou a pobre criança, "porque eu nunca fui menor que isso, nunca! E eu digo que isso é ruim, muito ruim, é sim!"
Enquanto dizia essas palavras seu pé escorregou e, num instante, splash! ela estava até o queixo na água salgada. Sua primeira idéia é que teria caído no mar, "e nesse caso eu posso ir embora pela ferrovia", disse Alice para si mesma.(Alice tinha ido à praia apenas uma vez em sua vida, e tirara a conclusão que em qualquer lugar da costa inglesa que se vá, você encontra algumas cabines de troca de roupa, crianças cavando na areia com pás de madeira, e uma fila de hospedarias atrás, e mais atrás ainda a estação de trem). Mas logo percebeu que estava no lago de lágrimas que derramara quando estava com dois metros e meio de altura.
"Eu gostaria de não ter chorado tanto!", disse Alice enquanto nadava tentando encontrar a saída. "Eu devo estar sendo punida por isso agora, suponho, afogando-me em minhas próprias lágrimas! Isso sim será uma coisa estranha. Entretanto, tudo está estranho, hoje. Nesse instante ela ouviu algo chapinhando no lago um pouco mais adiante e nadou para perto tentando entender o que era aquilo: inicialmente ela pensou que poderia ser uma morsa ou um hipopótamo, mas então lembrou como estava pequena e logo compreendeu que era apenas um rato, que tinha escorregado como ela.
"Será que adiantaria", pensou Alice,"tentar falar com esse rato? Tudo é tão fora do comum aqui, que eu posso até pensar que ele pode falar: de qualquer maneira, não há mal em tentar."
Então ela começou: "Oh Rato, você conhece a saída desse lago? Estou muito cansada de nadar de lá para cá, oh Rato." (Alice pensava que esta era a maneira certa de se falar com um rato: ela nunca fizera isso antes, mas lembrava de ter visto na Gramática do Latim de seu irmão: "Um rato... de um rato... para outro rato... um rato... Oh rato!") O rato olhou para ela inquisitivamente e parecia piscar um dos seus olhinhos, mas não falava nada.
"Talvez ele não entenda inglês", pensou Alice. "É provável que seja um rato francês, vindo para cá com William o Conquistador." (Como todo seu conhecimento de história, Alice não tinha noção clara sobre há quanto tempo aquilo tinha acontecido) Ela começou novamente: "Où est ma chatte?", que era a primeira frase do seu livro de francês.
O Rato deu um súbito salto para fora da água e começou a tremer inteirinho, com medo.
"Oh! desculpe-me", gritou Alice apressadamente, temerosa de ter ferido os sentimentos do pobre animal. "Eu quase esqueci que você não gosta de gatos."
"Não gosta de gatos", gritou o Rato com uma voz nervosamente aguda. "Você gostaria de gatos se fosse eu?"
"Bem, talvez não", disse Alice num tom calmo. "Não fique bravo com isso. E eu ainda queria lhe mostrar nossa gata Dinah. Eu acho que você passaria a gostar de gatos se pudesse apenas olhar para ela. Ela é uma coisinha linda", Alice continuou, meio para ela mesma, enquanto nadava preguiçosamente pela piscina afora, "ela senta-se ronronando tão bonitinha ao lado do fogo, lambendo as patas e lavando o rosto... e ela é tão fofa para se criar...e ela é boa também para pegar ratos, oh, desculpe!", gritou Alice novamente, enquanto o rato arrepiava-se todo, e ela sentiu que dessa vez realmente o ofendera.
"Nós não vamos mais falar sobre isso, se preferirmos."
"Nós, realmente", gritou o Rato, que tremia até à ponta da cauda, "como se eu quisesse falar sobre esse assunto! Nossa família sempre odiou gatos! Aquelas coisas detestáveis, baixas, vulgares! Não me faça ouvir esse nome novamente."
"Eu não faço, realmente", dise Alice, querendo mudar rapidamente o assunto da conversa. "Você... você, gosta de cachorros?"
O Rato não respondeu, então Alice continuou impacientemente: "Há um cachorrinho lindo, perto da nossa casa, eu gostaria de lhe mostrar! É um pequeno terrier de olhos brilhantes, você sabe, com oh!, com um pêlo marrom comprido e anelado! E ele pega as coisas quando você joga, e senta-se e pede comida, e todo esse tipo de coisas... eu não consigo lembrar de metade delas... e ele pertence a um fazendeiro, você sabe, que diz que ele é muito útil, vale mais de cem libras. Ele disse que o cachorrinho mata todos os ratos e... oh! puxa!", gritou Alice em um tom desconsolado. "Temo que o ofendi novamente."
O Rato nadava para longe dela o mais rápido posível, produzindo uma grande agitação na lagoa à sua saída.
Alice chamava suavemente atrás dele: "Rato querido! Volte, e nós não iremos falar de gatos, nem de cães, se você não gosta deles!"
Quando o Rato ouviu isso, virou-se e nadou lentamente em direção a Alice: seu rosto ainda estava pálido (de raiva, Alice pensou) e disse, com uma vozinha baixa e trêmula.
"Vamos para a praia, e então eu vou lhe contar minha história e você vai entender porque eu odeio gatos e cães."
Estava mais do que na hora de ir, pois ao lagoa estava ficando cheia de pássaros e animais que nela caíam. Havia um Pato e um Dodo, um Papagaio e uma Aguiazinha, e muitas outras criaturas curiosas. Alice seguiu o caminho e o grupo todo nadou junto para a praia.
(1)AVENTURAS DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (Lewis Carroll) CAPÍTULO 1
Tradução: Clélia Ramos
Capítulo 1
Pela toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e "para que serve um livro", pensou Alice, "sem figuras nem diálogos?".
Então, ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.
Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo "Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!" (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a idéia pela mente como um relâmpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca.
No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.
A toca do coelho dava diretamente em um túnel, e então aprofundava-se repentinamente. Tão repentinamente que Alice não teve um momento sequer para pensar antes de já se encontrar caindo no que parecia ser bastante fundo.
Ou aquilo era muito fundo ou ela caía muito devagar, pois a menina tinha muito tempo para olhar ao seu redor e para desejar saber o que iria acontecer a seguir. Primeiro, ela tentou olhar para baixo e compreender para onde estava indo, mas estava escuro demais para ver alguma coisa; então, ela olhou para os lados do poço e percebeu que ele era cheio de prateleiras: aqui e ali ela viu mapas e quadros pendurados em cabides. Alice apanhou um pote de uma das prateleiras ao passar: estava etiquetado "GELÉIA DE LARANJA", mas para seu grande desapontamento estava vazio: ela não jogou o pote fora por medo de machucar alguém que estivesse embaixo e por isso precisou fazer algumas manobras para recolocá-lo em uma das prateleiras.
"Bem", pensou Alice consigo mesma. "Depois de uma queda dessas, eu não vou achar nada se rolar pela escada! Em casa eles vão achar que eu sou corajosa! Porque eu não vou falar nada, mesmo que caia de cima da casa!" (O que era provavelmente verdade).
Para baixo, para baixo, para baixo. Essa queda nunca chegará ao fim?
"Eu adoraria saber quantas milhas eu caí até agora", ela disse em voz alta."Eu devo estar chegando em algum lugar perto do centro da terra. Deixe-me ver. Até aqui eu já desci umas 800 milhas, eu acho...(você vê, Alice aprendeu uma porção desse tipo de coisas na escola e pensou que seria muito boa a oportunidade de colocar para fora seu conhecimento; mesmo não havendo ninguém para ouvi-la, ainda assim era bom praticar.)
"Sim, acho que está correto, mas em que Latitude e Longitude estaríamos?" (Alice não tinha a mais leve idéia do que Latitude era, ou Longitude tampouco, mas ela pensava que eram boas palavras para se dizer.)
Logo ela começou novamente:"Eu queria saber se eu posso cair direto através da terra! Como seria engraçado surgir entre as pessoas que caminham com suas cabeças para baixo. Os antipáticos, eu acho... (ela estava menos triste que não houvesse ninguém ouvindo agora, porque aquela não soou como a palavra correta) mas eu tenho que pedir-lhes que digam o nome do país deles, sabe. Por favor, madame, aqui é a Nova Zelândia? Ou Austrália? (e ela tentou fazer uma reverência enquanto falava – tentar fazer uma reverência enquanto se cai no ar! Você acha que poderia controlar isso?) Ela iria pensar que eu sou uma garotinha ignorante por perguntar! Não, não vou perguntar nunca.Talvez eu possa ver o nome escrito em algum lugar."
Para baixo, para baixo, para baixo. Não havia nada mais a fazer, então Alice começou a falar novamente.
"Dinah vai sentir muito a minha falta esta noite, eu acho (Dinah era a gatinha). Espero que eles lembrem de dar-lhe leite na hora do chá. Dinah, minha querida! Eu queria que você estivesse aqui comigo agora. Não há ratos no ar, eu temo, mas você poderia pegar um morcego, e eles são tão parecidos com os ratos, você sabe. Mas será que os gatos comem morcegos?" E aqui Alice começou a ficar sonolenta e continuou falando para si mesma, de uma maneira sonhadora. "Gatos comem morcegos?", e às vezes "Morcegos comem gatos?"
Como vocês podem ver, ela não conseguia responder nenhuma das duas questões, portanto não importava muito de que maneira ela as colocava. Alice sentiu que estava cochilando, e começou a sonhar que caminhava de mãos dadas com Dinah e falava com ela, bem seriamente: "Então, Dinah, diga-me a verdade... você já comeu um morcego?", quando subitamente, thump!thump!, caiu sobre uma pilha de gravetos e folhas secas e a queda acabou.
Alice não estava nem um pouco machucada, e pôde saltar sobre os pés num instante: olhou para cima mas estava tudo escuro sobre sua cabeça, diante dela havia outro grande túnel e o Coelho Branco ainda estava à vista, apressado.
Não havia nenhum momento a perder! Lá se foi Alice como vento, exatamente a tempo de ouvi-lo dizer, quando virara a esquina:
"Oh! minhas orelhas e minhas vibrissas, como está ficando tarde!"
Alice estava bem atrás dele quando dobrou a esquina, mas ainda era possível avistar o coelho. A menina encontrou-se, então, em um comprido e baixo aposento, que era iluminado por uma fileira de lâmpadas penduradas no teto.
Havia portas por toda a volta do aposento, mas estavam todas trancadas, e depois que Alice percorreu uma a uma, tentando cada porta sem sucesso, ela voltou tristemente para o centro do quarto, pensando sobre como sairia daquela.
De repente, encontrou uma pequena mesa de três pés, toda feita em vidro sólido: não havia nada sobre ela senão uma minúscula chave dourada e a primeira idéia de Alice foi de que ela deveria pertencer a uma das portas da sala; "mas, ai de mim!, ou as fechaduras são muito grandes ou a chave muito pequena, mas de qualquer maneira não iria abrir nenhuma das portas." Entretanto, na segunda tentativa, Alice encontrou uma cortina que não havia percebido antes, e atrás dela existia uma pequena porta de aproximadamente 80 centímetros: a menina colocou a pequena chave dourada na fechadura e, para seu grande prazer, ela encaixou!
Alice abriu a porta e viu que dava para uma pequena passagem, não muito maior que um buraco de rato: ela ajoelhou-se e avistou o mais adorável jardim que jamais vira. Como ela gostaria de sair daquela sala escura e passear por entre aqueles canteiros de flores viçosas e aquelas fontes geladas... mas ela nem mesmo conseguiria fazer passar sua cabeça pela porta; "e mesmo que a minha cabeça passasse", pensou a pobre Alice, "teria pouca utilidade sem meus ombros. Oh! como eu desejo poder encolher como um telescópio. Eu acho que poderia, se ao menos soubesse como começar."
Vejam só, tantas coisas estranhas tinham acontecido ultimamente que Alice começara a pensar que muito poucas coisas eram na verdade realmente impossíveis.
Não havia muito sentido em ficar esperando ao lado da portinha e então Alice voltou em direção à mesa, com esperança de poder encontrar outra chave sobre ela ou, quem sabe, um livro de regras para ensinar as pessoas a encolherem como telescópios: desta vez ela encontrou uma pequena garrafa sobre ela ("que certamente não estava sobre aqui antes", disse Alice) e amarrada ao redor do gargalo estava uma etiqueta com as palavras "BEBA-ME" lindamente impressa em palavras grandes.
Tudo bem dizer "BEBA-ME", mas a sábia Alice não ia fazer aquilo apressadamente. "Não, eu vou olhar primeiro", disse ela, "e ver se está marcado veneno ou não; Alice já lera muitas lindas histórias sobre criancinhas queimadas ou engolidas por feras selvagens e outras coisas desagradáveis, tudo porque não tinham lembrado das regras simples que seus amigos falavam para elas. Por exemplo: um atiçador de lareira pode queimá-lo se você segurar por muito tempo, ou, se você cortar seu dedo muito fundo com uma faca, geralmente sangra; e ela nunca esquecera aquela: se você beber de uma garrafa que diz "veneno" é quase certo que isso irá prejudicá-lo, cedo ou tarde.
Entretanto, esta garrafa não tinha gravado "veneno", daí, Alice aventurou-se a experimentá-la e, achando o sabor muito gostoso ( o conteúdo tinha, de fato, um tipo de mistura de torta de cereja, creme de ovos, leite e açúcar, abacaxi, peru assado, toffy e torradas quentes), ela bem rápido acabou com ele.
"Que sensação estranha", disse Alice. "Eu devo estar encolhendo como um telescópio!"
E daí era fato, ela estava agora com apenas 25 centímetros de altura, e seu rosto resplandeceu ao pensar que aquele era o tamanho exato para atavessar a portinha em direção ao adorável jardim. Primeiro, entretanto, ela esperou alguns minutos para ver se ainda iria encolher: ela sentiu-se um pouco nervosa em relação ao fato "porque isso pode resultar, você sabe", disse Alice para si mesma, "em eu sumir como uma vela". A menina ficou pensando como seria, tentando imaginar como a chama de uma vela se parece depois que a vela acaba e ela não conseguiu lembrar de ter visto alguma vez algo assim.
Afinal, achando que nada mais aconteceria, ela decidiu-se a entrar no jardim, mas, pobre Alice! Quando ela chegou na porta, lembrou-se que tinha esquecido a pequena chave dourada, e quando voltou até à mesa, percebeu que não era possível pegá-la: Alice podia avistá-la através do vidro e tentou o máximo possível para escalar uma das pernas da mesa, mas era muito escorregadia; e quando desistiu, a pobrezinha sentou-se e chorou.
"Vamos, não há razão para chorar assim", disse Alice. Eu lhe aconselho deixar isso pra lá neste minuto." Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos, e uma vez ainda lembrava-se de ter tentado boxear suas próprias orelhas por ter trapaceado consigo mesma em um jogo de críquete que jogava com ela mesma, pois essa curiosa criança gostava de fingir ser duas pessoas.
"Mas não adianta agora", pensou a pobre Alice,"querer ser duas pessoas! Porque é suficientemente difícil para mim ser uma pessoa respeitável."
Logo seu olho caiu sobre uma pequena caixa de vidro que jazia sob a mesa: ela abriu-a e encontrou um pequeno bolo, no qual a palavra "COMA-ME" era lindamente inscrito. "Bem, eu vou comê-lo", pensou Alice, "e se isso me fizer crescer eu posso pegar a chave; se ele me tornar muito pequena eu passo por baixo da porta. Então, de qualquer maneira, eu vou para o jardim e não me importa o que acontecer!"
Alice comeu um pedacinho e disse ansiosamente para si mesma. "E agora? E agora?", colocando a mão no topo da cabeça para sentir se estava crescendo. Ela ficou surpresa ao perceber que permanecera do mesmo tamanho. Para falar a verdade, é isso o que normalmente acontece quando se come um bolo, mas Alice já estava acostumada a não esperar nada senão coisas extraordinárias acontecendo, que as coisas acontecerem de uma maneira normal parececia chatisse.
Então, ela pôs mãos à obra e muito rapidamente acabou com o bolo.
Capítulo 1
Pela toca do Coelho
Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e "para que serve um livro", pensou Alice, "sem figuras nem diálogos?".
Então, ela pensava consigo mesma (tão bem quanto era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.
Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo "Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!" (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a idéia pela mente como um relâmpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca.
No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.
A toca do coelho dava diretamente em um túnel, e então aprofundava-se repentinamente. Tão repentinamente que Alice não teve um momento sequer para pensar antes de já se encontrar caindo no que parecia ser bastante fundo.
Ou aquilo era muito fundo ou ela caía muito devagar, pois a menina tinha muito tempo para olhar ao seu redor e para desejar saber o que iria acontecer a seguir. Primeiro, ela tentou olhar para baixo e compreender para onde estava indo, mas estava escuro demais para ver alguma coisa; então, ela olhou para os lados do poço e percebeu que ele era cheio de prateleiras: aqui e ali ela viu mapas e quadros pendurados em cabides. Alice apanhou um pote de uma das prateleiras ao passar: estava etiquetado "GELÉIA DE LARANJA", mas para seu grande desapontamento estava vazio: ela não jogou o pote fora por medo de machucar alguém que estivesse embaixo e por isso precisou fazer algumas manobras para recolocá-lo em uma das prateleiras.
"Bem", pensou Alice consigo mesma. "Depois de uma queda dessas, eu não vou achar nada se rolar pela escada! Em casa eles vão achar que eu sou corajosa! Porque eu não vou falar nada, mesmo que caia de cima da casa!" (O que era provavelmente verdade).
Para baixo, para baixo, para baixo. Essa queda nunca chegará ao fim?
"Eu adoraria saber quantas milhas eu caí até agora", ela disse em voz alta."Eu devo estar chegando em algum lugar perto do centro da terra. Deixe-me ver. Até aqui eu já desci umas 800 milhas, eu acho...(você vê, Alice aprendeu uma porção desse tipo de coisas na escola e pensou que seria muito boa a oportunidade de colocar para fora seu conhecimento; mesmo não havendo ninguém para ouvi-la, ainda assim era bom praticar.)
"Sim, acho que está correto, mas em que Latitude e Longitude estaríamos?" (Alice não tinha a mais leve idéia do que Latitude era, ou Longitude tampouco, mas ela pensava que eram boas palavras para se dizer.)
Logo ela começou novamente:"Eu queria saber se eu posso cair direto através da terra! Como seria engraçado surgir entre as pessoas que caminham com suas cabeças para baixo. Os antipáticos, eu acho... (ela estava menos triste que não houvesse ninguém ouvindo agora, porque aquela não soou como a palavra correta) mas eu tenho que pedir-lhes que digam o nome do país deles, sabe. Por favor, madame, aqui é a Nova Zelândia? Ou Austrália? (e ela tentou fazer uma reverência enquanto falava – tentar fazer uma reverência enquanto se cai no ar! Você acha que poderia controlar isso?) Ela iria pensar que eu sou uma garotinha ignorante por perguntar! Não, não vou perguntar nunca.Talvez eu possa ver o nome escrito em algum lugar."
Para baixo, para baixo, para baixo. Não havia nada mais a fazer, então Alice começou a falar novamente.
"Dinah vai sentir muito a minha falta esta noite, eu acho (Dinah era a gatinha). Espero que eles lembrem de dar-lhe leite na hora do chá. Dinah, minha querida! Eu queria que você estivesse aqui comigo agora. Não há ratos no ar, eu temo, mas você poderia pegar um morcego, e eles são tão parecidos com os ratos, você sabe. Mas será que os gatos comem morcegos?" E aqui Alice começou a ficar sonolenta e continuou falando para si mesma, de uma maneira sonhadora. "Gatos comem morcegos?", e às vezes "Morcegos comem gatos?"
Como vocês podem ver, ela não conseguia responder nenhuma das duas questões, portanto não importava muito de que maneira ela as colocava. Alice sentiu que estava cochilando, e começou a sonhar que caminhava de mãos dadas com Dinah e falava com ela, bem seriamente: "Então, Dinah, diga-me a verdade... você já comeu um morcego?", quando subitamente, thump!thump!, caiu sobre uma pilha de gravetos e folhas secas e a queda acabou.
Alice não estava nem um pouco machucada, e pôde saltar sobre os pés num instante: olhou para cima mas estava tudo escuro sobre sua cabeça, diante dela havia outro grande túnel e o Coelho Branco ainda estava à vista, apressado.
Não havia nenhum momento a perder! Lá se foi Alice como vento, exatamente a tempo de ouvi-lo dizer, quando virara a esquina:
"Oh! minhas orelhas e minhas vibrissas, como está ficando tarde!"
Alice estava bem atrás dele quando dobrou a esquina, mas ainda era possível avistar o coelho. A menina encontrou-se, então, em um comprido e baixo aposento, que era iluminado por uma fileira de lâmpadas penduradas no teto.
Havia portas por toda a volta do aposento, mas estavam todas trancadas, e depois que Alice percorreu uma a uma, tentando cada porta sem sucesso, ela voltou tristemente para o centro do quarto, pensando sobre como sairia daquela.
De repente, encontrou uma pequena mesa de três pés, toda feita em vidro sólido: não havia nada sobre ela senão uma minúscula chave dourada e a primeira idéia de Alice foi de que ela deveria pertencer a uma das portas da sala; "mas, ai de mim!, ou as fechaduras são muito grandes ou a chave muito pequena, mas de qualquer maneira não iria abrir nenhuma das portas." Entretanto, na segunda tentativa, Alice encontrou uma cortina que não havia percebido antes, e atrás dela existia uma pequena porta de aproximadamente 80 centímetros: a menina colocou a pequena chave dourada na fechadura e, para seu grande prazer, ela encaixou!
Alice abriu a porta e viu que dava para uma pequena passagem, não muito maior que um buraco de rato: ela ajoelhou-se e avistou o mais adorável jardim que jamais vira. Como ela gostaria de sair daquela sala escura e passear por entre aqueles canteiros de flores viçosas e aquelas fontes geladas... mas ela nem mesmo conseguiria fazer passar sua cabeça pela porta; "e mesmo que a minha cabeça passasse", pensou a pobre Alice, "teria pouca utilidade sem meus ombros. Oh! como eu desejo poder encolher como um telescópio. Eu acho que poderia, se ao menos soubesse como começar."
Vejam só, tantas coisas estranhas tinham acontecido ultimamente que Alice começara a pensar que muito poucas coisas eram na verdade realmente impossíveis.
Não havia muito sentido em ficar esperando ao lado da portinha e então Alice voltou em direção à mesa, com esperança de poder encontrar outra chave sobre ela ou, quem sabe, um livro de regras para ensinar as pessoas a encolherem como telescópios: desta vez ela encontrou uma pequena garrafa sobre ela ("que certamente não estava sobre aqui antes", disse Alice) e amarrada ao redor do gargalo estava uma etiqueta com as palavras "BEBA-ME" lindamente impressa em palavras grandes.
Tudo bem dizer "BEBA-ME", mas a sábia Alice não ia fazer aquilo apressadamente. "Não, eu vou olhar primeiro", disse ela, "e ver se está marcado veneno ou não; Alice já lera muitas lindas histórias sobre criancinhas queimadas ou engolidas por feras selvagens e outras coisas desagradáveis, tudo porque não tinham lembrado das regras simples que seus amigos falavam para elas. Por exemplo: um atiçador de lareira pode queimá-lo se você segurar por muito tempo, ou, se você cortar seu dedo muito fundo com uma faca, geralmente sangra; e ela nunca esquecera aquela: se você beber de uma garrafa que diz "veneno" é quase certo que isso irá prejudicá-lo, cedo ou tarde.
Entretanto, esta garrafa não tinha gravado "veneno", daí, Alice aventurou-se a experimentá-la e, achando o sabor muito gostoso ( o conteúdo tinha, de fato, um tipo de mistura de torta de cereja, creme de ovos, leite e açúcar, abacaxi, peru assado, toffy e torradas quentes), ela bem rápido acabou com ele.
"Que sensação estranha", disse Alice. "Eu devo estar encolhendo como um telescópio!"
E daí era fato, ela estava agora com apenas 25 centímetros de altura, e seu rosto resplandeceu ao pensar que aquele era o tamanho exato para atavessar a portinha em direção ao adorável jardim. Primeiro, entretanto, ela esperou alguns minutos para ver se ainda iria encolher: ela sentiu-se um pouco nervosa em relação ao fato "porque isso pode resultar, você sabe", disse Alice para si mesma, "em eu sumir como uma vela". A menina ficou pensando como seria, tentando imaginar como a chama de uma vela se parece depois que a vela acaba e ela não conseguiu lembrar de ter visto alguma vez algo assim.
Afinal, achando que nada mais aconteceria, ela decidiu-se a entrar no jardim, mas, pobre Alice! Quando ela chegou na porta, lembrou-se que tinha esquecido a pequena chave dourada, e quando voltou até à mesa, percebeu que não era possível pegá-la: Alice podia avistá-la através do vidro e tentou o máximo possível para escalar uma das pernas da mesa, mas era muito escorregadia; e quando desistiu, a pobrezinha sentou-se e chorou.
"Vamos, não há razão para chorar assim", disse Alice. Eu lhe aconselho deixar isso pra lá neste minuto." Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos, e uma vez ainda lembrava-se de ter tentado boxear suas próprias orelhas por ter trapaceado consigo mesma em um jogo de críquete que jogava com ela mesma, pois essa curiosa criança gostava de fingir ser duas pessoas.
"Mas não adianta agora", pensou a pobre Alice,"querer ser duas pessoas! Porque é suficientemente difícil para mim ser uma pessoa respeitável."
Logo seu olho caiu sobre uma pequena caixa de vidro que jazia sob a mesa: ela abriu-a e encontrou um pequeno bolo, no qual a palavra "COMA-ME" era lindamente inscrito. "Bem, eu vou comê-lo", pensou Alice, "e se isso me fizer crescer eu posso pegar a chave; se ele me tornar muito pequena eu passo por baixo da porta. Então, de qualquer maneira, eu vou para o jardim e não me importa o que acontecer!"
Alice comeu um pedacinho e disse ansiosamente para si mesma. "E agora? E agora?", colocando a mão no topo da cabeça para sentir se estava crescendo. Ela ficou surpresa ao perceber que permanecera do mesmo tamanho. Para falar a verdade, é isso o que normalmente acontece quando se come um bolo, mas Alice já estava acostumada a não esperar nada senão coisas extraordinárias acontecendo, que as coisas acontecerem de uma maneira normal parececia chatisse.
Então, ela pôs mãos à obra e muito rapidamente acabou com o bolo.
Quem foi Lewis Carroll?
(1832-1898)
Se me pedissem para definir Lewis Carroll numa só frase diria:
Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, nasceu em Inglaterra em 1832, foi matemático, lógico, fotógrafo e romancista sendo reconhecido como tal após o seu sucesso com "Alice no País das Maravilhas", faleceu em 1898.
Mas, uma frase é muito pouco para falar sobre Lewis Carroll e todo o trabalho que desenvolveu ao longo dos seus 66 anos de vida.
Charles L. Dodgson nasceu em Daresbury, no dia 27 de Janeiro de 1932.
O pai - Reverendo Charles Dodgson - era pastor protestante e deu ao filho uma educação religiosa, preparando-o para uma carreira também religiosa. No entanto, Charles Dodgson ingressou na Universidade de Oxford e, em 1855, foi convidado para aí permanecer como professor de Matemática. Leccionou em Oxford até 1881.
Apesar dos seus primeiros livros abordarem temas de Geometria e Álgebra, foi como lógico que Dodgson se destacou. O seu interesse pela lógica matemática e pelos jogos capazes de testar a razão, levou-o a publicar diversos livros sobre lógica entre os quais se destacam The Game of Logic (1887) e Symbolic Logic (1896).
Enquanto professor em Oxford, conheceu aquele que viria a ser o seu grande amigo, Henry Liddell, pai de 3 meninas - Alice, Lorina e Edite - a primeira das quais viria a ser a fonte de inspiração para o seu primeiro grande romance publicado em 1865: Alice in Wonderland.
C. Dodgson adopta então o pseudónimo de Lewis Carroll para as obras literárias, reservando o seu verdadeiro nome para as obras científicas. Após o sucesso de Alice in Wonderland, escreveu Through de Looking Glass (1871) que alcançou tanto sucesso como o primeiro. Seguiram-se-lhe: The Hunting of Snark (1876) uma poesia plena de nonsense que fascinou a crítica e Sylvie and Bruno (1889).
A partir de 1850, Lewis Carroll destacou-se também como fotógrafo tendo-se especializado em 2 tipos de fotografia: retratos de pessoas importantes da época (artistas, escritores, poetas, religiosos, cientistas, professores, etc.) e crianças (em geral, raparigas com idades entre os 8 e os 12 anos).
O Trabalho lógico e matemático de Lewis Carroll
Charles Dodgson foi um dos mais distintos professores de Lógica da Universidade de Oxford. Escreveu diversos livros, panfletos e pequenos textos para estudantes sobre Matemática e Lógica dos quais se destacam:
A Syllabus of Plane Algebraic Geometry (1860)
The Fifth Book of Euclid Treated Algebraically (1865/1868)
An Elementary Treatise on Determinants (1867)
Some Popular Fallacies about Vivesection (1875)
Euclid and His Modern Rivals (1879)
A Tangled Tale (1885)
The Game of Logic (1887)
Curiosa Mathematica, (1888)
Pillow Problems (1893)
Symbolic Logic (1896)
Em 1895, publicou na revista "Mind" aquele que viria a ser conhecido como "O Paradoxo de Carroll" - What the Tortoise said to Achilles.
Um dos traços característicos da lógica de Charles Dodgson é o poder de forçar as leis da lógica, explorar os limites da linguagem simbólica, mostrar os limites das formulações, no fundo, revelar o nonsense que pode estar escondido sob a aparência da correcção formal.
Seguem-se dois exemplos:
Trios de proposições propostas como silogismos :
1. Os Dicionários são úteis; Livros úteis são valiosos. Os Dicionários são valiosos.
Esta dedução está certa!
2. O açúcar é doce; O sal não é doce. O sal não é açúcar.
Esta dedução está incompleta! Está omitido o facto do açúcar não ser sal.
3. Alguns leões são ferozes; Alguns leões não bebem café. Algumas criaturas que bebem café não são ferozes.
Esta dedução está errada! A certa seria: Algumas criaturas ferozes não bebem café.
Das dez frases seguintes, deduza a única solução a que elas conduzem:
1. Os únicos animais que existem nesta casa são gatos;
2. Todo o animal que é de estimação gosta de contemplar a Lua;
3. Quando detesto um animal, evito-o;
4. Nenhum animal é carnívoro, a não ser que vagueiem durante a noite;
5. Nenhum gato deixa de matar ratos;
6. Nunca nenhum animal falou comigo, excepto quando estão nesta casa;
7. Os cangurus não são animais de estimação;
8. Apenas os animais carnívoros matam ratos;
9. Eu detesto animais que não me falem;
10. Os animais que vagueiam durante a noite gostam sempre de contemplar a Lua.
Solução:
Represente cada uma das categorias de animais mencionadas por uma letra:
h -> animais que existem nesta casa
c -> gatos
p -> animais de estimação
g -> animais que gostam da contemplar a Lua
d -> animais que detesto
a -> animais que evito
v -> animais carnívoros
n -> animais que vagueiam durante a noite
m -> caçadores de ratos
t -> animais que falam comigo
k -> cangurus
As dez frases dadas podem agora ser representadas simbolicamente, recorrendo à sua estrutura lógica.
1. h => c
2. g => p
3. d => a o que é equivalente a ~a => ~d
4. v => n
5. c => m
6. t => h
7. k => ~p o que é equivalente a p => ~k
8. m => v
9. ~t => d o que é equivalente a ~d => t
10. n => g
Onde p => q tem o significado da relação "se p, então q" e ~p significa "não p".
Deste modo, a frase 9. ~t => d, quer dizer "se os animais não falam comigo então eu detesto-os".
Ao ligar as dez frases numa cadeia de implicações, resulta:
~a => ~d => t => h => c => m => v => n => g => p => ~k
então ~a => ~k o que é equivalente a k => a o que, em linguagem corrente, quer dizer: eu evito cangurus.
Ao que parece Dodgson sofria de insónias e durante as longas noites em que não conseguia dormir, entretinha-se a formular problemas lógicos divertidos,construir jogos de palavras e adivinhas.
Aqui ficam um exemplo retirado do livro de Martin Gardner: The Universe in a Handkercheif, Lewis Carroll's Mathematical Recreations, Games, Puzzles, and Word Plays.
Os Relógios Loucos de Carroll
Qual dos relógios regista o tempo mais fielmente? Um que se atrasa um minuto por dia ou um que não funciona?
Solução
O relógio que se atrasa um minuto por dia dá a hora exacta de dois em dois anos, pois como se atrasa um minuto por dia só voltará a estar certo depois de se atrasar doze horas, o que só acontece ao fim de 720 dias.
O relógio que está parado está certo duas vezes em cada vinte e quatro horas.
Por isso o relógio que melhor regista o tempo é o que está parado.
FONTE : http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/alice/lewis_carroll.htm
Se me pedissem para definir Lewis Carroll numa só frase diria:
Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido como Lewis Carroll, nasceu em Inglaterra em 1832, foi matemático, lógico, fotógrafo e romancista sendo reconhecido como tal após o seu sucesso com "Alice no País das Maravilhas", faleceu em 1898.
Mas, uma frase é muito pouco para falar sobre Lewis Carroll e todo o trabalho que desenvolveu ao longo dos seus 66 anos de vida.
Charles L. Dodgson nasceu em Daresbury, no dia 27 de Janeiro de 1932.
O pai - Reverendo Charles Dodgson - era pastor protestante e deu ao filho uma educação religiosa, preparando-o para uma carreira também religiosa. No entanto, Charles Dodgson ingressou na Universidade de Oxford e, em 1855, foi convidado para aí permanecer como professor de Matemática. Leccionou em Oxford até 1881.
Apesar dos seus primeiros livros abordarem temas de Geometria e Álgebra, foi como lógico que Dodgson se destacou. O seu interesse pela lógica matemática e pelos jogos capazes de testar a razão, levou-o a publicar diversos livros sobre lógica entre os quais se destacam The Game of Logic (1887) e Symbolic Logic (1896).
Enquanto professor em Oxford, conheceu aquele que viria a ser o seu grande amigo, Henry Liddell, pai de 3 meninas - Alice, Lorina e Edite - a primeira das quais viria a ser a fonte de inspiração para o seu primeiro grande romance publicado em 1865: Alice in Wonderland.
C. Dodgson adopta então o pseudónimo de Lewis Carroll para as obras literárias, reservando o seu verdadeiro nome para as obras científicas. Após o sucesso de Alice in Wonderland, escreveu Through de Looking Glass (1871) que alcançou tanto sucesso como o primeiro. Seguiram-se-lhe: The Hunting of Snark (1876) uma poesia plena de nonsense que fascinou a crítica e Sylvie and Bruno (1889).
A partir de 1850, Lewis Carroll destacou-se também como fotógrafo tendo-se especializado em 2 tipos de fotografia: retratos de pessoas importantes da época (artistas, escritores, poetas, religiosos, cientistas, professores, etc.) e crianças (em geral, raparigas com idades entre os 8 e os 12 anos).
O Trabalho lógico e matemático de Lewis Carroll
Charles Dodgson foi um dos mais distintos professores de Lógica da Universidade de Oxford. Escreveu diversos livros, panfletos e pequenos textos para estudantes sobre Matemática e Lógica dos quais se destacam:
A Syllabus of Plane Algebraic Geometry (1860)
The Fifth Book of Euclid Treated Algebraically (1865/1868)
An Elementary Treatise on Determinants (1867)
Some Popular Fallacies about Vivesection (1875)
Euclid and His Modern Rivals (1879)
A Tangled Tale (1885)
The Game of Logic (1887)
Curiosa Mathematica, (1888)
Pillow Problems (1893)
Symbolic Logic (1896)
Em 1895, publicou na revista "Mind" aquele que viria a ser conhecido como "O Paradoxo de Carroll" - What the Tortoise said to Achilles.
Um dos traços característicos da lógica de Charles Dodgson é o poder de forçar as leis da lógica, explorar os limites da linguagem simbólica, mostrar os limites das formulações, no fundo, revelar o nonsense que pode estar escondido sob a aparência da correcção formal.
Seguem-se dois exemplos:
Trios de proposições propostas como silogismos :
1. Os Dicionários são úteis; Livros úteis são valiosos. Os Dicionários são valiosos.
Esta dedução está certa!
2. O açúcar é doce; O sal não é doce. O sal não é açúcar.
Esta dedução está incompleta! Está omitido o facto do açúcar não ser sal.
3. Alguns leões são ferozes; Alguns leões não bebem café. Algumas criaturas que bebem café não são ferozes.
Esta dedução está errada! A certa seria: Algumas criaturas ferozes não bebem café.
Das dez frases seguintes, deduza a única solução a que elas conduzem:
1. Os únicos animais que existem nesta casa são gatos;
2. Todo o animal que é de estimação gosta de contemplar a Lua;
3. Quando detesto um animal, evito-o;
4. Nenhum animal é carnívoro, a não ser que vagueiem durante a noite;
5. Nenhum gato deixa de matar ratos;
6. Nunca nenhum animal falou comigo, excepto quando estão nesta casa;
7. Os cangurus não são animais de estimação;
8. Apenas os animais carnívoros matam ratos;
9. Eu detesto animais que não me falem;
10. Os animais que vagueiam durante a noite gostam sempre de contemplar a Lua.
Solução:
Represente cada uma das categorias de animais mencionadas por uma letra:
h -> animais que existem nesta casa
c -> gatos
p -> animais de estimação
g -> animais que gostam da contemplar a Lua
d -> animais que detesto
a -> animais que evito
v -> animais carnívoros
n -> animais que vagueiam durante a noite
m -> caçadores de ratos
t -> animais que falam comigo
k -> cangurus
As dez frases dadas podem agora ser representadas simbolicamente, recorrendo à sua estrutura lógica.
1. h => c
2. g => p
3. d => a o que é equivalente a ~a => ~d
4. v => n
5. c => m
6. t => h
7. k => ~p o que é equivalente a p => ~k
8. m => v
9. ~t => d o que é equivalente a ~d => t
10. n => g
Onde p => q tem o significado da relação "se p, então q" e ~p significa "não p".
Deste modo, a frase 9. ~t => d, quer dizer "se os animais não falam comigo então eu detesto-os".
Ao ligar as dez frases numa cadeia de implicações, resulta:
~a => ~d => t => h => c => m => v => n => g => p => ~k
então ~a => ~k o que é equivalente a k => a o que, em linguagem corrente, quer dizer: eu evito cangurus.
Ao que parece Dodgson sofria de insónias e durante as longas noites em que não conseguia dormir, entretinha-se a formular problemas lógicos divertidos,construir jogos de palavras e adivinhas.
Aqui ficam um exemplo retirado do livro de Martin Gardner: The Universe in a Handkercheif, Lewis Carroll's Mathematical Recreations, Games, Puzzles, and Word Plays.
Os Relógios Loucos de Carroll
Qual dos relógios regista o tempo mais fielmente? Um que se atrasa um minuto por dia ou um que não funciona?
Solução
O relógio que se atrasa um minuto por dia dá a hora exacta de dois em dois anos, pois como se atrasa um minuto por dia só voltará a estar certo depois de se atrasar doze horas, o que só acontece ao fim de 720 dias.
O relógio que está parado está certo duas vezes em cada vinte e quatro horas.
Por isso o relógio que melhor regista o tempo é o que está parado.
FONTE : http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/alice/lewis_carroll.htm
Lewis Carroll
Lewis Carroll, pseudônimo de Charles Lutwidge Dodson, (Cheshire, 27 de janeiro de 1832 — Guildford, 14 de Janeiro de 1898) foi um matemático e escritor inglês.
Lewis Carroll teve uma carreira como professor de matemática na Christ Church, origem da famosa Universidade de Oxford, tendo sido um bom matemático e lógico, porém não brilhante. Sua fama vem mais de seus dois livros infantis, Alice no país das maravilhas (1865) e Alice no País do Espelho (Alice do outro lado do espelho, no título mais conhecido em Portugal) (1872), ambos escritos sob inspiração de Alice Liddell, filha do deão da Christ Church, de apenas dez anos de idade, por quem ele nutria uma paixão platônica. Lewis foi o inventor de inúmeros jogos e quebra-cabeças infantis, com que ele entretinha suas amigas crianças.
Como matemático dedicou-se a criar e resolver diversos problemas intrincados de lógica, sendo esta a sua maior contribuição científica.
A pedofilia de Carroll nunca foi às vias de fato, tendo sido sempre platônica, e ficou registrada em inúmeras fotografias de nu infantil que ele fez durante sua vida. Carroll jamais se casou. A própria sugestão de seus relacionamentos com as meninas envolverem algum componente sexual constrangia Carroll.
Ambos os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos no seu texto. Em Alice no país da maravilhas, em que a personagem Alice entrava em uma toca atrás de um coelho falante e caía em um mundo fantástico e fantasioso, uma das passagens mais conhecidas é a do chá com a Lebre de Março e o Chapeleiro, em que o Chapeleiro propõe um enigma, nunca resolvido por Carroll, ao perguntar "por que um corvo se parece com uma escrivaninha?".
A passagem mais comentada e lembrada de Alice no País do Espelho, livro em que Alice entra no espelho e encontra lá um mundo em que tudo é invertido, é o evento, nunca dito, mas apenas sugerido, da queda de Humpty Dumpty. O interessante de Alice no País do Espelho é que toda a história se passa como se fosse um jogo de xadrez, em que cada evento constitui-se em uma jogada, sendo o final da história, e seu clímax, o xeque-mate.
Lewis Carroll até hoje continua um enigma, e seus livros infantis uma fonte de diversão para adultos e crianças.
Lewis Carroll teve uma carreira como professor de matemática na Christ Church, origem da famosa Universidade de Oxford, tendo sido um bom matemático e lógico, porém não brilhante. Sua fama vem mais de seus dois livros infantis, Alice no país das maravilhas (1865) e Alice no País do Espelho (Alice do outro lado do espelho, no título mais conhecido em Portugal) (1872), ambos escritos sob inspiração de Alice Liddell, filha do deão da Christ Church, de apenas dez anos de idade, por quem ele nutria uma paixão platônica. Lewis foi o inventor de inúmeros jogos e quebra-cabeças infantis, com que ele entretinha suas amigas crianças.
Como matemático dedicou-se a criar e resolver diversos problemas intrincados de lógica, sendo esta a sua maior contribuição científica.
A pedofilia de Carroll nunca foi às vias de fato, tendo sido sempre platônica, e ficou registrada em inúmeras fotografias de nu infantil que ele fez durante sua vida. Carroll jamais se casou. A própria sugestão de seus relacionamentos com as meninas envolverem algum componente sexual constrangia Carroll.
Ambos os livros infantis de Carroll contêm inúmeros problemas de matemática e lógica ocultos no seu texto. Em Alice no país da maravilhas, em que a personagem Alice entrava em uma toca atrás de um coelho falante e caía em um mundo fantástico e fantasioso, uma das passagens mais conhecidas é a do chá com a Lebre de Março e o Chapeleiro, em que o Chapeleiro propõe um enigma, nunca resolvido por Carroll, ao perguntar "por que um corvo se parece com uma escrivaninha?".
A passagem mais comentada e lembrada de Alice no País do Espelho, livro em que Alice entra no espelho e encontra lá um mundo em que tudo é invertido, é o evento, nunca dito, mas apenas sugerido, da queda de Humpty Dumpty. O interessante de Alice no País do Espelho é que toda a história se passa como se fosse um jogo de xadrez, em que cada evento constitui-se em uma jogada, sendo o final da história, e seu clímax, o xeque-mate.
Lewis Carroll até hoje continua um enigma, e seus livros infantis uma fonte de diversão para adultos e crianças.
domingo, 27 de maio de 2007
Alice no País das Maravilhas
Alice's Adventures in Wonderland (no original, apesar de muitas vezes ser chamado de "Alice in Wonderland") é o livro mais famoso de Lewis Carroll e narra o sonho de uma garotinha. Como em todo sonho, nesse também são quebradas muitas das regras que regem o mundo real, e essas quebras vão sendo analisadas pela própria personagem principal, em um jogo bastante interessante de se acompanhar.
Destaca-se na história a figura do Coelho, o qual leva a menina para o poço, e as figuras do jogo de cartas, que se movem loucamente, se analisadas sob o ponto de vista da realidade do mundo, mas que ainda assim conservam uma curiosa lógica em seus atos, específica das relações que mantêm com os demais personagens. Cabe à garotinha assistir e tentar compreender todo esse jogo, antes que sua irmã a acorde e a traga de volta para seu próprio ambiente, controlado e conhecido.
Um dos motivos pelo qual muitos leitores não compreendem a história e a consideram sem sentido é que Carrol incorporou várias alusões a poemas da era vitoriana e até mesmo a seus conhecidos, o que não pode ser entendido por não-ingleses, a não ser no caso de carrollianos e leitores do livro Annotated Alice, de Martin Gardner.
Origem do livro
A história de Alice se originou quando Charles Lutwidge Dodgson estava fazendo um passeio de barco no rio Tâmisa com Alice Liddell e suas irmãs, em 1862. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual. A Alice do mundo real pediu-lhe que escrevesse o conto para ela. Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 deu-a de aniversário um manuscripto chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice Embaixo da Terra. Mostrou-o também a um amigo seu de nome MacDonald, que lhe convenceu a publicar o livro. Dodgson mudou a versão original, aumentando de 18.000 palavras para 35.000, notavelmente acrescentando as cenas do gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco.
A tiragem inicial de 2000 exemplares de 1865 foi removida, pois o ilustrador, John Tenniel, não gostou da qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente. A obra tornou-se um grande sucesso, sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas, inclusive Esperanto.
Em 1998, a primeiríssima edição do livro (a que foi removida por Tenniel) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.
Personagens
Alice - é uma garota muito inteligente e curiosa. É divertido ver as observações dela sobre seu sonho; ela adora exibir seus conhecimentos, que são amplos para sua idade.
Coelho branco - é o primeiro animal falante que Alice vê, e também o animal que Alice segue. Parece estar sempre apressado e é autoritário com seus empregados, como Mary Ann e o lagarto Bill.
Lebre de Março, Arganaz (ou Leirão) e Chapeleiro - Loucos, totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o gato de Cheshire). Sempre estão tomando chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro brigou com o tempo e sempre é 6hs da tarde para eles. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao tocar uma música em sua presença. O Arganaz está sempre dormindo, e ocasionalmente acorda durante alguns segundos.
Rei e Rainha de Copas - A Rainha vive mandando que seus criados (cartas de baralho) cortem a cabeça de todos os seus convidados, mas o Grifo disse que isso é apenas fantasia dela. Ela é raivosa e autoritária. O rei tem menos influência do que ela. (Ver Rainha de Copas (Alice no País das Maravilhas)
Duquesa - Muito feia. Concordava com tudo que Alice dizia e sempre achava a moral de cada coisa, embora raramente uma coisa tivesse relação com a outra.
Interpretando
"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare". – Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas.
Alice é uma obra que permite muitas interpretações. Uma delas pode ser a de que a obra representa uma associação muito forte com a adolescência.
Parece que ela entra nessa aventura sem pensar em nada, tão de repente quanto se entra na adolescência. Podemos ler no livro: “No mesmo instante, lá se foi Alice atrás dele, sem nem parar para pensar de que jeito é que ia conseguir sair depois. A toca era a entrada de um túnel, que continuava um pouco para adiante e depois descia pela terra adentro, tão de repente que Alice nem teve tempo de pensar, antes de começar a cair numa coisa que parecia ser um poço muito fundo” e “Continuava caindo, caindo, caindo. Será que a queda não ia chegar ao fim nunca ?”.
E a questão do tamanho nos faz novamente lembrar da adolescência. Ela parece integrar todos os episódios da história. Alice está sempre crescendo e diminuindo dependendo a situação e isso certas vezes é conveniente ou não para ela.
Logo no primeiro capítulo Alice tem seu tamanho reduzido, que parece sugerir insignificância. A transformação pela qual Alice passa leva-a a refletir sobre a possibilidade de reduzir até acabar, fazendo-a “sumir completamente, como uma vela” e após segurar o leque e calçar as luvas do Coelho Branco, o tamanho pequeno a faz pensar em si mesma como algo insignificante: “As coisas estão piores que nunca - pensou a pobre criança - pois nunca fui tão pequena assim antes, nunca!”. E também no episódio no qual ela pensa em se fingir de duas quando diz “Mas agora não adianta nada fingir que sou duas pessoas – pensou a pobre Alice – Na verdade estou tão mínima que o que sobrou de mim mal chega a fazer uma pessoa decente.” Esses episódios parecem corresponder, portanto, ao arquétipo da criança – pequena ou insignificante.
Noutro momento, Alice bebe o líquido de nova garrafa e torce para que os efeitos sejam os desejados: “Espero que me faça crescer de novo, porque estou realmente cansada de ser esta coisinha tão pequenininha”. Comparamos isso com o fato de, em alguns momentos, o adolescente se sentir como uma criança, insignificante e incampaz de exercer um papel na sociedade.
Há também episódios da história nos quais Alice cresce de modo desenfreado. Na casa do coelho ela fica presa por ter crescido demais. Comparamos isso com a insatisfação adolescente de crescer e ter a responsabilidade de fazer o que a sociedade espera dele, ficar preso em convenções.
Isso é representado também no episódio da lagoa de lágrimas no qual se lê “Pobre Alice! O máximo que ela conseguia fazer, se deitasse de lado, com a cara no chão, era botar um olho diante da porta e olhar o jardim. Entrar tinha ficado mais impossível do que nunca. Então ela sentou e começou a chorar de novo”. E nesse mesmo episódio observam-se contrastes da adolescência quando ela ordena a si mesma que pare de chorar por ser feio uma menina tão grande chorando daquele jeito, mas o conselho não lhe adianta de nada e ela continua a chorar.
Mas é possível perceber uma grande quantidade de circunstâncias nas quais o tamanho representa novas possibilidades para Alice como representa o ser criança ou ser adulto para um adolescente. Sendo pequena ela pode entrar no jardim, mas sendo grande ela pode pegar a chave. Sendo grande ela também se sente mais confiante em relação ao julgamento no último capítulo do livro. Alice passa a superar seus obstáculos graças a efeitos mágicos próprios do novo mundo no qual foi inserida.
Há uma passagem na qual seu pescoço cresce muito e ela tem uma possibilidade inimaginável de observação. É uma nova visão do mundo. Como a nova perspectiva de um adolescente sobre o mundo. Porque depois de experiências vividas principalmente nessa idade temos uma nova visão de mundo, uma nova visão das situações.
Mesmo sentindo saudades dos seus “velhos tempos” como no momento no qual ela diz “Em casa era muito mais agradável – pensou a coitada – eu não ficava toda hora aumentando e diminuindo, nem encontrando camundongos e coelhos que ficam me dando ordens. Já estou quase me arrependendo de ter entrado na toca do coelho”, Alice gosta desse novo mundo, e logo contrapõe “acontece que essa vida por aqui pode ser bem divertida, de tão estranha que é!”. O mesmo acontece com adolescentes que gostavam de suas vidas como crianças, mas adoram as novas possibilidades que a adolescência os traz.
As novidades do país das maravilhas (e, por que não dizer, do tamanho) fazem-na sentir a potência do recurso mágico, desejá-lo para sentir-se invencível – “quando eu for grande, vou escrever um conto de fadas”. É como se dissesse que gostaria de dominar seu mundo, controlar suas regras, regular suas engrenagens.
Encontra-se toda uma questão de formação de personalidade. Podemos perceber isso no trecho da conversa com a lagarta que pergunta a Alice quem é ela e ela, por sua vez responde “A senhora me desculpe, mas no memento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma”. E é exatamente assim que acontece com o adolescente, as mudanças são rápidas e grandes e não se tem noção de quem se é, porque a cada dia você muda ao menos um pouco.
Ao final do livro, ao longo do julgamento, Alice vai crescendo num ritmo menos acelerado se comparado com todas as outras vezes nas quais ela cresceu. Mas o limite desta transformação é o tamanho natural da menina, tamanho que tinha antes de entrar na toca atrás do coelho. Que é muito maior que o tamanho das criaturas ali presentes. Ela se torna mais confiante com seu tamanho e se vê numa nova condição para dialogar com o mundo.
Assim, conseguimos entender a coragem de Alice na cena final do julgamento, ainda no sonho, momentos antes de acordar, em que confronta a Rainha, sem se importar com nenhuma das ameaças. Quando é mandada calar, a menina investe contra as cartas dizendo “Quem se importa com vocês - disse Alice, que já tinha crescido até voltar ao seu tamanho verdadeiro. – Vocês não passam de cartas de baralho”. Pouco a pouco ela se sente mais segura e passa a se entender com seu tamanho real e a partir daí está pronta para acordar de seu sonho como um adolescente que amadurece partindo para a vida adulta.
Depois de Alice acordar sua irmã fica pensando nela “Ela imaginou como sua irmãzinha (...) ia se transformar em mulher feita e como ela guardaria, nos anos mais maduros, o coração simples e amoroso de sua infância. E como reuniria em volta de si outras crianças, seus filhos, e faria seus olhinhos ficarem brilhantes e curiosos com (...) o sonho que tivera com o País das Maravilhas muito tempo antes”. Parece que é alguém que já passou pela adolescência falando dela, com certa nostalgia e saudade. Parece que a irmã de Alice percebe que ela cresceu.
Destaca-se na história a figura do Coelho, o qual leva a menina para o poço, e as figuras do jogo de cartas, que se movem loucamente, se analisadas sob o ponto de vista da realidade do mundo, mas que ainda assim conservam uma curiosa lógica em seus atos, específica das relações que mantêm com os demais personagens. Cabe à garotinha assistir e tentar compreender todo esse jogo, antes que sua irmã a acorde e a traga de volta para seu próprio ambiente, controlado e conhecido.
Um dos motivos pelo qual muitos leitores não compreendem a história e a consideram sem sentido é que Carrol incorporou várias alusões a poemas da era vitoriana e até mesmo a seus conhecidos, o que não pode ser entendido por não-ingleses, a não ser no caso de carrollianos e leitores do livro Annotated Alice, de Martin Gardner.
Origem do livro
A história de Alice se originou quando Charles Lutwidge Dodgson estava fazendo um passeio de barco no rio Tâmisa com Alice Liddell e suas irmãs, em 1862. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual. A Alice do mundo real pediu-lhe que escrevesse o conto para ela. Dodgson atendeu ao pedido e em 1864 deu-a de aniversário um manuscripto chamado Alice's Adventures Underground, ou As Aventuras de Alice Embaixo da Terra. Mostrou-o também a um amigo seu de nome MacDonald, que lhe convenceu a publicar o livro. Dodgson mudou a versão original, aumentando de 18.000 palavras para 35.000, notavelmente acrescentando as cenas do gato de Cheshire e do Chapeleiro Louco.
A tiragem inicial de 2000 exemplares de 1865 foi removida, pois o ilustrador, John Tenniel, não gostou da qualidade da impressão. A segunda tiragem esgotou-se nas vendas rapidamente. A obra tornou-se um grande sucesso, sido lida por Oscar Wilde e pela rainha Vitória e tendo sido traduzida para mais de 50 línguas, inclusive Esperanto.
Em 1998, a primeiríssima edição do livro (a que foi removida por Tenniel) foi leiloada por 1,5 milhão de dólares americanos.
Personagens
Alice - é uma garota muito inteligente e curiosa. É divertido ver as observações dela sobre seu sonho; ela adora exibir seus conhecimentos, que são amplos para sua idade.
Coelho branco - é o primeiro animal falante que Alice vê, e também o animal que Alice segue. Parece estar sempre apressado e é autoritário com seus empregados, como Mary Ann e o lagarto Bill.
Lebre de Março, Arganaz (ou Leirão) e Chapeleiro - Loucos, totalmente loucos (como todos os moradores do País das Maravilhas, segundo o gato de Cheshire). Sempre estão tomando chá, porque, segundo eles, o Chapeleiro brigou com o tempo e sempre é 6hs da tarde para eles. O Chapeleiro aparentemente teve problemas com a Rainha ao tocar uma música em sua presença. O Arganaz está sempre dormindo, e ocasionalmente acorda durante alguns segundos.
Rei e Rainha de Copas - A Rainha vive mandando que seus criados (cartas de baralho) cortem a cabeça de todos os seus convidados, mas o Grifo disse que isso é apenas fantasia dela. Ela é raivosa e autoritária. O rei tem menos influência do que ela. (Ver Rainha de Copas (Alice no País das Maravilhas)
Duquesa - Muito feia. Concordava com tudo que Alice dizia e sempre achava a moral de cada coisa, embora raramente uma coisa tivesse relação com a outra.
Interpretando
"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare". – Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas.
Alice é uma obra que permite muitas interpretações. Uma delas pode ser a de que a obra representa uma associação muito forte com a adolescência.
Parece que ela entra nessa aventura sem pensar em nada, tão de repente quanto se entra na adolescência. Podemos ler no livro: “No mesmo instante, lá se foi Alice atrás dele, sem nem parar para pensar de que jeito é que ia conseguir sair depois. A toca era a entrada de um túnel, que continuava um pouco para adiante e depois descia pela terra adentro, tão de repente que Alice nem teve tempo de pensar, antes de começar a cair numa coisa que parecia ser um poço muito fundo” e “Continuava caindo, caindo, caindo. Será que a queda não ia chegar ao fim nunca ?”.
E a questão do tamanho nos faz novamente lembrar da adolescência. Ela parece integrar todos os episódios da história. Alice está sempre crescendo e diminuindo dependendo a situação e isso certas vezes é conveniente ou não para ela.
Logo no primeiro capítulo Alice tem seu tamanho reduzido, que parece sugerir insignificância. A transformação pela qual Alice passa leva-a a refletir sobre a possibilidade de reduzir até acabar, fazendo-a “sumir completamente, como uma vela” e após segurar o leque e calçar as luvas do Coelho Branco, o tamanho pequeno a faz pensar em si mesma como algo insignificante: “As coisas estão piores que nunca - pensou a pobre criança - pois nunca fui tão pequena assim antes, nunca!”. E também no episódio no qual ela pensa em se fingir de duas quando diz “Mas agora não adianta nada fingir que sou duas pessoas – pensou a pobre Alice – Na verdade estou tão mínima que o que sobrou de mim mal chega a fazer uma pessoa decente.” Esses episódios parecem corresponder, portanto, ao arquétipo da criança – pequena ou insignificante.
Noutro momento, Alice bebe o líquido de nova garrafa e torce para que os efeitos sejam os desejados: “Espero que me faça crescer de novo, porque estou realmente cansada de ser esta coisinha tão pequenininha”. Comparamos isso com o fato de, em alguns momentos, o adolescente se sentir como uma criança, insignificante e incampaz de exercer um papel na sociedade.
Há também episódios da história nos quais Alice cresce de modo desenfreado. Na casa do coelho ela fica presa por ter crescido demais. Comparamos isso com a insatisfação adolescente de crescer e ter a responsabilidade de fazer o que a sociedade espera dele, ficar preso em convenções.
Isso é representado também no episódio da lagoa de lágrimas no qual se lê “Pobre Alice! O máximo que ela conseguia fazer, se deitasse de lado, com a cara no chão, era botar um olho diante da porta e olhar o jardim. Entrar tinha ficado mais impossível do que nunca. Então ela sentou e começou a chorar de novo”. E nesse mesmo episódio observam-se contrastes da adolescência quando ela ordena a si mesma que pare de chorar por ser feio uma menina tão grande chorando daquele jeito, mas o conselho não lhe adianta de nada e ela continua a chorar.
Mas é possível perceber uma grande quantidade de circunstâncias nas quais o tamanho representa novas possibilidades para Alice como representa o ser criança ou ser adulto para um adolescente. Sendo pequena ela pode entrar no jardim, mas sendo grande ela pode pegar a chave. Sendo grande ela também se sente mais confiante em relação ao julgamento no último capítulo do livro. Alice passa a superar seus obstáculos graças a efeitos mágicos próprios do novo mundo no qual foi inserida.
Há uma passagem na qual seu pescoço cresce muito e ela tem uma possibilidade inimaginável de observação. É uma nova visão do mundo. Como a nova perspectiva de um adolescente sobre o mundo. Porque depois de experiências vividas principalmente nessa idade temos uma nova visão de mundo, uma nova visão das situações.
Mesmo sentindo saudades dos seus “velhos tempos” como no momento no qual ela diz “Em casa era muito mais agradável – pensou a coitada – eu não ficava toda hora aumentando e diminuindo, nem encontrando camundongos e coelhos que ficam me dando ordens. Já estou quase me arrependendo de ter entrado na toca do coelho”, Alice gosta desse novo mundo, e logo contrapõe “acontece que essa vida por aqui pode ser bem divertida, de tão estranha que é!”. O mesmo acontece com adolescentes que gostavam de suas vidas como crianças, mas adoram as novas possibilidades que a adolescência os traz.
As novidades do país das maravilhas (e, por que não dizer, do tamanho) fazem-na sentir a potência do recurso mágico, desejá-lo para sentir-se invencível – “quando eu for grande, vou escrever um conto de fadas”. É como se dissesse que gostaria de dominar seu mundo, controlar suas regras, regular suas engrenagens.
Encontra-se toda uma questão de formação de personalidade. Podemos perceber isso no trecho da conversa com a lagarta que pergunta a Alice quem é ela e ela, por sua vez responde “A senhora me desculpe, mas no memento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma”. E é exatamente assim que acontece com o adolescente, as mudanças são rápidas e grandes e não se tem noção de quem se é, porque a cada dia você muda ao menos um pouco.
Ao final do livro, ao longo do julgamento, Alice vai crescendo num ritmo menos acelerado se comparado com todas as outras vezes nas quais ela cresceu. Mas o limite desta transformação é o tamanho natural da menina, tamanho que tinha antes de entrar na toca atrás do coelho. Que é muito maior que o tamanho das criaturas ali presentes. Ela se torna mais confiante com seu tamanho e se vê numa nova condição para dialogar com o mundo.
Assim, conseguimos entender a coragem de Alice na cena final do julgamento, ainda no sonho, momentos antes de acordar, em que confronta a Rainha, sem se importar com nenhuma das ameaças. Quando é mandada calar, a menina investe contra as cartas dizendo “Quem se importa com vocês - disse Alice, que já tinha crescido até voltar ao seu tamanho verdadeiro. – Vocês não passam de cartas de baralho”. Pouco a pouco ela se sente mais segura e passa a se entender com seu tamanho real e a partir daí está pronta para acordar de seu sonho como um adolescente que amadurece partindo para a vida adulta.
Depois de Alice acordar sua irmã fica pensando nela “Ela imaginou como sua irmãzinha (...) ia se transformar em mulher feita e como ela guardaria, nos anos mais maduros, o coração simples e amoroso de sua infância. E como reuniria em volta de si outras crianças, seus filhos, e faria seus olhinhos ficarem brilhantes e curiosos com (...) o sonho que tivera com o País das Maravilhas muito tempo antes”. Parece que é alguém que já passou pela adolescência falando dela, com certa nostalgia e saudade. Parece que a irmã de Alice percebe que ela cresceu.
ALICE...
Alice in Wonderland - All In The Golden Afternoon
Disney
Composição: Indisponível
FLOWERS:
Little bread-and-butterflies kiss the tulips
And the sun is like a toy balloon
There are get up in the morning glories
In the golden afternoon
There are dizzy daffodils on the hillside
Strings of violets are all in tune
Tiger lilies love the dandy lions
In the golden afternoon
(The golden afternoon)
There are dog and caterpillars and the copper centipede
Where the lazy daisies love the very peaceful life
They lead...
You can learn a lot of things from the flowers
For especially in the month of June
There's a wealth of happiness and romance
All in the golden afternoon
All in the golden afternoon
The golden afternoon...
ALICE:
You can learn a lot of things from the flowers
For especially in the month of June
There's a wealth of happiness and romance
All-
FLOWERS:
The golden afternoon!
Disney
Composição: Indisponível
FLOWERS:
Little bread-and-butterflies kiss the tulips
And the sun is like a toy balloon
There are get up in the morning glories
In the golden afternoon
There are dizzy daffodils on the hillside
Strings of violets are all in tune
Tiger lilies love the dandy lions
In the golden afternoon
(The golden afternoon)
There are dog and caterpillars and the copper centipede
Where the lazy daisies love the very peaceful life
They lead...
You can learn a lot of things from the flowers
For especially in the month of June
There's a wealth of happiness and romance
All in the golden afternoon
All in the golden afternoon
The golden afternoon...
ALICE:
You can learn a lot of things from the flowers
For especially in the month of June
There's a wealth of happiness and romance
All-
FLOWERS:
The golden afternoon!
sábado, 26 de maio de 2007
VIVER E NÃO TER VERGONHA DE SER FELIZ, E ABRAÇAR AS OPORTUNIDADES...
Pra Rua Me Levar
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
E QUE BOM QUE TENHO TIDO A OPORTUNIDADE DE CONHECER PESSOAS MARAVILHOSAS...
SIGNIFICATIVAS...
INTELIGENTES...
SEDUTURAS...
SENSIVEIS...
VERDADEIRAS...
MUITO OBRIGADA UNIVERSO!!!
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
E QUE BOM QUE TENHO TIDO A OPORTUNIDADE DE CONHECER PESSOAS MARAVILHOSAS...
SIGNIFICATIVAS...
INTELIGENTES...
SEDUTURAS...
SENSIVEIS...
VERDADEIRAS...
MUITO OBRIGADA UNIVERSO!!!
SAUDADE...DE UM PASSADO PRESENTE FUTURISTICO!!!
O Anjo Mais Velho
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo a minh'alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar
Tua palavra, tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só
Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Simone de Beauvoir
Vida
Filha de um advogado, Georges de Beauvoir, e Françoise Brasseur, Simone mais tarde optaria por se livrar de suas origens burguesas. Sua primeira moradia em Paris foi no boulevar Raspail. Filha exemplar e aluna brilhante no Curso Désir, ela teve uma infância tranqüila e marcada pela dedicação aos estudos.
Na escola, estava sempre em primeiro lugar, junto com a amiga Zaza (Elizabeth Mabille), com quem teve uma relação de muitos anos que foi abruptamente rompida com a morte precoce de Zaza. Ela narrou esse episódio de sua vida, posteriormente, em seu primeiro livro autobiográfico, Memórias de Uma Moça bem-comportada, em que critica os valores burgueses.
Conheceu Jean-Paul Sartre na Sorbonne, no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polêmica (foi uma relação "aberta", pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros)e fecunda que lhes permitiu compatibilizar sua liberdade individual com sua vida em conjunto.
Obra
Foi professora de filosofia até 1943 em escolas de diferentes localidades francesas, como Ruão e Marselha. Em seu primeiro romance, A convidada (1943), explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual, temas que aborda igualmente em romances posteriores como O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), obra pela qual recebeu o Prêmio Goncourt e que é considerada sua obra-prima.
As teses existencialistas, segundo as quais cada pessoa é responsável por si própria, introduzem-se também em uma série de quatro obras autobiográficas, além de Memórias de uma moça bem-comportada (1958), destacam-se A força das coisas(1963) e Tudo dito e feito (1972). Suas obras oferecem uma visão sumamente reveladora de sua vida e de seu tempo.
Entre seus ensaios críticos cabe destacar O Segundo Sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, onde tece críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimônia do adeus (1981), onde evoca a figura de seu companheiro de tantos anos, Jean-Paul Sartre.
Filha de um advogado, Georges de Beauvoir, e Françoise Brasseur, Simone mais tarde optaria por se livrar de suas origens burguesas. Sua primeira moradia em Paris foi no boulevar Raspail. Filha exemplar e aluna brilhante no Curso Désir, ela teve uma infância tranqüila e marcada pela dedicação aos estudos.
Na escola, estava sempre em primeiro lugar, junto com a amiga Zaza (Elizabeth Mabille), com quem teve uma relação de muitos anos que foi abruptamente rompida com a morte precoce de Zaza. Ela narrou esse episódio de sua vida, posteriormente, em seu primeiro livro autobiográfico, Memórias de Uma Moça bem-comportada, em que critica os valores burgueses.
Conheceu Jean-Paul Sartre na Sorbonne, no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polêmica (foi uma relação "aberta", pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros)e fecunda que lhes permitiu compatibilizar sua liberdade individual com sua vida em conjunto.
Obra
Foi professora de filosofia até 1943 em escolas de diferentes localidades francesas, como Ruão e Marselha. Em seu primeiro romance, A convidada (1943), explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da ação e da responsabilidade individual, temas que aborda igualmente em romances posteriores como O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), obra pela qual recebeu o Prêmio Goncourt e que é considerada sua obra-prima.
As teses existencialistas, segundo as quais cada pessoa é responsável por si própria, introduzem-se também em uma série de quatro obras autobiográficas, além de Memórias de uma moça bem-comportada (1958), destacam-se A força das coisas(1963) e Tudo dito e feito (1972). Suas obras oferecem uma visão sumamente reveladora de sua vida e de seu tempo.
Entre seus ensaios críticos cabe destacar O Segundo Sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, onde tece críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimônia do adeus (1981), onde evoca a figura de seu companheiro de tantos anos, Jean-Paul Sartre.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
MARAVILHOSO...
Tive um amigo que era bailarino.
Mas eu nunca o vira dançar em um teatro.
Ele era muito bonito. Seus gestos eram encantadores. Ás vezes, eu pensava que ele era bailarino, no fato de ocupar seu lugar no espaço.
Enfim, ao meu amigo nada muito interessava ou tudo interessava muito, pois mudava de rumo por qualquer motivo. Não tinha horário, nem dinheiro. Compromisso algum. Flanava pela cidade como uma garça.
Um dia, para minha surpresa, pediu-me um bloco de pedra-sabão e ferramentas. Queria esculpir!...
Providenciei imediatamente, morrendo de alegria. Afinal, era a primeira vez que meu amigo apresentava um projeto concreto, inteligível.
Quem sabe seria um grande escultor?!...
Deixei-o só no atelier, para não perturbar sua criação.
Voltei no cair da tarde, ansioso, curioso...
Encontrei-o, de banho tomado, feliz, comendo uvas e escutando música.
Perguntei pela escultura.
-Que escultura?! espantou-se.
Corri ao atelier e sobra a bancada onde estava a pedra-sabão não havia nada, só pó, muito pó.
-Foi maravilhoso!, ele disse -Adorei esculpir! Tantas formas aconteceram e se transformavam com a minha coragem de tocar a pedra com a faca! Novas e novas formas a cada corte...
-Você esculpiu a pedra toca e não restou nenhuma escultura?! você esculpiu até transformar tudo em pó? Que loucura, que maluquice!, contestei.
-Sim, foi incrível! Coisas lindas acontecem em esculpir. Cada forma era a sugestão da seguinte...
-Tá legal, tá legal! Da próxima vez que você for esculpir, eu vou filmar.
Com o passar do tempo, lembro-me sempre dessa história.
Percorrendo os infindáveis corredores do Louvre, invadiu-me uma sensação de despropósito ao ver tantas obras, tantas obras. Que loucura!
Sem pensar direito, mas lembrando-me do meu amigo bailarino, comecei a dançar.
Dancei freneticamente, deixando-me levar por uma música imaginária.
A multidão que se acotovelava para ver a Mona Lisa, virou-se para me ver rodopiar.
Fui aplaudido... Mas ninguém filmou...
Hoje, contar este episódio do Louvre, ora é uma piada, ora um feito heróico, dependendo pra quem eu conto.
Por aí afora, não sei mais por onde anda aquele belo e leve amigo.
Nunca o vi na tela global, na manchete de jornal, no palco de teatro.
Fecho os olhos e imagino o desfile das esculturas surpreendentes que ele fez naquela tarde até tudo virar pó.
Para ele bastava o gesto, o momento, a vida.
Ele era a própria obra, resultante dos momentos e dos gestos de sua vida.
Enquanto dito bailarino, pouco lhe importava o programa, o currículo, o folder, o palco, o teatro.
O processo burocrático, que lhe permitiria o espaço institucional da dança, o reconhecimento, a fama, ele ignorava.
Para ele a forma da sua expressão era corcunstacial. Bastava que desejasse para que tivesse motivo de ser. Quero dançar, danço. Quero pintar, pinto. Daí todas as possibilidade de expressão humana em um só homem sem rótulos.
Flávio Ferraz Lima
Mas eu nunca o vira dançar em um teatro.
Ele era muito bonito. Seus gestos eram encantadores. Ás vezes, eu pensava que ele era bailarino, no fato de ocupar seu lugar no espaço.
Enfim, ao meu amigo nada muito interessava ou tudo interessava muito, pois mudava de rumo por qualquer motivo. Não tinha horário, nem dinheiro. Compromisso algum. Flanava pela cidade como uma garça.
Um dia, para minha surpresa, pediu-me um bloco de pedra-sabão e ferramentas. Queria esculpir!...
Providenciei imediatamente, morrendo de alegria. Afinal, era a primeira vez que meu amigo apresentava um projeto concreto, inteligível.
Quem sabe seria um grande escultor?!...
Deixei-o só no atelier, para não perturbar sua criação.
Voltei no cair da tarde, ansioso, curioso...
Encontrei-o, de banho tomado, feliz, comendo uvas e escutando música.
Perguntei pela escultura.
-Que escultura?! espantou-se.
Corri ao atelier e sobra a bancada onde estava a pedra-sabão não havia nada, só pó, muito pó.
-Foi maravilhoso!, ele disse -Adorei esculpir! Tantas formas aconteceram e se transformavam com a minha coragem de tocar a pedra com a faca! Novas e novas formas a cada corte...
-Você esculpiu a pedra toca e não restou nenhuma escultura?! você esculpiu até transformar tudo em pó? Que loucura, que maluquice!, contestei.
-Sim, foi incrível! Coisas lindas acontecem em esculpir. Cada forma era a sugestão da seguinte...
-Tá legal, tá legal! Da próxima vez que você for esculpir, eu vou filmar.
Com o passar do tempo, lembro-me sempre dessa história.
Percorrendo os infindáveis corredores do Louvre, invadiu-me uma sensação de despropósito ao ver tantas obras, tantas obras. Que loucura!
Sem pensar direito, mas lembrando-me do meu amigo bailarino, comecei a dançar.
Dancei freneticamente, deixando-me levar por uma música imaginária.
A multidão que se acotovelava para ver a Mona Lisa, virou-se para me ver rodopiar.
Fui aplaudido... Mas ninguém filmou...
Hoje, contar este episódio do Louvre, ora é uma piada, ora um feito heróico, dependendo pra quem eu conto.
Por aí afora, não sei mais por onde anda aquele belo e leve amigo.
Nunca o vi na tela global, na manchete de jornal, no palco de teatro.
Fecho os olhos e imagino o desfile das esculturas surpreendentes que ele fez naquela tarde até tudo virar pó.
Para ele bastava o gesto, o momento, a vida.
Ele era a própria obra, resultante dos momentos e dos gestos de sua vida.
Enquanto dito bailarino, pouco lhe importava o programa, o currículo, o folder, o palco, o teatro.
O processo burocrático, que lhe permitiria o espaço institucional da dança, o reconhecimento, a fama, ele ignorava.
Para ele a forma da sua expressão era corcunstacial. Bastava que desejasse para que tivesse motivo de ser. Quero dançar, danço. Quero pintar, pinto. Daí todas as possibilidade de expressão humana em um só homem sem rótulos.
Flávio Ferraz Lima
domingo, 20 de maio de 2007
VOLTEI DE PORTO...E VOLTEI A MUDAR A CARA DO BLOG...
Não volta mais, as fotos ficaram menores...
Algumas sairam do lado e foram para baixo...
Mas eu não sou quem era!
Esse final de semana fui "vendaval"!
Estou sem palavras...
Quero muito agradecer tudo que têm me acontecido!
E a você, até a próxima...
Que seja breve o tempo que nos separa,
mas que dure muito os monento em que estivermos juntos...
Semelhante atrai semelhante!
Gostei da imagem que encontrei no espelho!
Algumas sairam do lado e foram para baixo...
Mas eu não sou quem era!
Esse final de semana fui "vendaval"!
Estou sem palavras...
Quero muito agradecer tudo que têm me acontecido!
E a você, até a próxima...
Que seja breve o tempo que nos separa,
mas que dure muito os monento em que estivermos juntos...
Semelhante atrai semelhante!
Gostei da imagem que encontrei no espelho!
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Ando Meio Desligado
Composição: Rita Lee
Ando
Meio desligado
Eu nem sinto
Meus pés no chão
Olho
E não vejo nada
Eu só penso
Se você me quer
Eu nem vejo a hora
De te dizer
Aquilo tudo
Que eu decorei
E depois do beijo
Que eu já sonhei
Você vai sentir mas
Por favor
Não leve à mal
Eu só quero que você me queira
Não leve à mal
Ando
Meio desligado
Eu nem sinto
Meus pés no chão
Olho
E não vejo nada
Eu só penso
Se você me quer
Eu nem vejo a hora
De te dizer
Aquilo tudo
Que eu decorei
E depois do beijo
Que eu já sonhei
Você vai sentir mas
Por favor
Não leve à mal
Eu só quero que você me queira
Não leve à mal
terça-feira, 15 de maio de 2007
A ALMA E A MATÉRIA
A Alma E A Matéria
Marisa Monte
Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes
Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar
Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão
Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
Marisa Monte
Composição: Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes
Procuro nas coisas vagas ciência
Eu movo dezenas de músculos para sorrir
Nos poros a contrair, nas pétalas do jasmim
Com a brisa que vem roçar da outra margem do mar
Procuro na paisagem cadência
Os átomos coreografam a grama do chão
Na pele braile pra ler na superfície de mim
Milímetros de prazer, quilômetros de paixão
Vem pra esse mundo, Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado entre eu e você
E a alma aproveita pra ser a matéria e viver
domingo, 13 de maio de 2007
FINAL DE SEMANA NO SUL DA ILHA - MORRO DAS PEDRAS E ARMAÇÃO -
ESTOU CANSADA...
MUITA EMOÇÃO...
MUITA CONVERSA...
MUITO AMOR...
MUITO CARINHO...
MUITA GARGALHADA...
MUITA TROCA...
MUITA NATUREZA...
MUITOS PLANOS...
MUITA SOPA...
MUITA SALADA...
MUITA OSTRA...
MUITO CAMARÃO...
MUITA CHUVA...
E AGORA...
SONO.
Um Dia de Domingo
Tim Maia
Composição: Michael Sullivan e Paulo Massadas
Eu preciso te falar
te encontrar
de qualquer jeito
pra sentar e conversar
depois andar
de encontro ao vento
eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia
e na pele quero ter
o mesmo sol
que te bronzeia
eu preciso te tocar
e outra vez
te ver sorrindo
e voltar num sonho lindo
já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido
eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo
ver o sol amanhecer
e ver a vida acontecer
como um dia de domingo
Faz de conta que
ainda é cedo
tudo vai ficar
por conta da emoção
Faz de conta que
ainda é cedo
e deixar falar a voz
a voz do coração
MUITA EMOÇÃO...
MUITA CONVERSA...
MUITO AMOR...
MUITO CARINHO...
MUITA GARGALHADA...
MUITA TROCA...
MUITA NATUREZA...
MUITOS PLANOS...
MUITA SOPA...
MUITA SALADA...
MUITA OSTRA...
MUITO CAMARÃO...
MUITA CHUVA...
E AGORA...
SONO.
Um Dia de Domingo
Tim Maia
Composição: Michael Sullivan e Paulo Massadas
Eu preciso te falar
te encontrar
de qualquer jeito
pra sentar e conversar
depois andar
de encontro ao vento
eu preciso respirar
o mesmo ar que te rodeia
e na pele quero ter
o mesmo sol
que te bronzeia
eu preciso te tocar
e outra vez
te ver sorrindo
e voltar num sonho lindo
já não dá mais pra viver
um sentimento sem sentido
eu preciso descobrir
a emoção de estar contigo
ver o sol amanhecer
e ver a vida acontecer
como um dia de domingo
Faz de conta que
ainda é cedo
tudo vai ficar
por conta da emoção
Faz de conta que
ainda é cedo
e deixar falar a voz
a voz do coração
sábado, 12 de maio de 2007
DEUSA AFRODITE ( DEUSA GREGA)
Virgem que veio do mar
Estrela sempre luminosa da manhã
Deusa radiante da beleza feminina
Amante do encanto virginal da sensualidade
Vênus eterna da tolerância e beleza
Baila na luz, oculta dentro de nossos olhos
Sensualidade feminina
Eternamente revelada na mulher.
O amor atraído por Afrodite é grande...é apaixonado...é verdadeiro.
Afrodite é o arquétipo da sexualidade e da sensualidade.
Há duas versões sobre o nascimento biológico desta deusa.
Na versão de Homero, Afrodite nasce de modo convencional, como sendo filha de Zeus e Dione, ninfa do mar.
Já na versão de Hesíodo, ela nasce em conseqüência e um ato bárbaro. Cronos, cortou os órgãos de seu pai Urano e os atirou no mar. Uma espuma branca surgiu em torno deles e misturando-se ao mar, gerou Afrodite.
Afrodite desembarcou em terra firme na ilha de Cítera ou em Chipre. Depois foi acompanhada por Eros (Amor) e Hímeros (Desejo) até à assembléia dos deuses, onde foi muito bem recebida.
Afrodite teve muitos amores, entre eles Ares, deus da guerra. Com ele ela teve três filhos: uma filha, Harmonia e dois filhos, Deimos (Terror) e Fóbos (Medo). A união entre estes dois deuses, o amor e a guerra, são duas paixões incontroláveis, as quais se em perfeito equilíbrio, poderiam estabelecer a harmonia.
Afrodite também uniu-se a Hermes, que era um deus Hermafrodito. Como um símbolo, este deus pode representar a bissexualidade ou a androginia.
Eros (Cupido), deus do amor, foi o filho mais famoso de Afrodite. Armado com seu arco, desfechava as setas do desejo no coração dos deuses e dos homens. Carl Jung definiu Eros como a capacidade de relacionar-se, a qualidade de ligar-se aos outros. Segundo Hesíodo, Eros foi a força fundamental da criação, presente antes dos titãs e dos deuses olímpicos.
SEUS AMORES MORTAIS
Sob o nome romano de Vênus, viu Anquines cuidando de seu gado em uma certa montanha, enamorou-se . Fingindo ser uma jovem muito linda, arrancou fervorosa paixão dele. Mais tarde, revelou sua real identidade e contou que concebera um filho, Enéias, que foi o lendário fundador de Roma.
Os romanos consideravam Vênus sua mãe ancestral e a cidade de Veneza recebeu este nome em sua homenagem.
Um dos seus amantes mais famosos foi Adônis, um caçador corajoso e extremamente belo. Afrodite temendo por sua vida, avisou-lhe para que evitasse as bestas. Certo dia, enquanto caçava, seus cães afrontaram um javali feroz. Adônis feriu o animal e isto provocou que a besta se voltasse contra ele despedaçando-o. Depois de sua morte, entretanto, foi permitido a Afrodite, que em determinada época do ano, Adônis voltasse para ela. Este retorno simbolizava a volta da fertilidade e também era toda a base do culto de Adônis. Pode representar ainda, um desejo de amar de novo.
Afrodite era adorada em templos de Pafos, Chipre, Citera e Corinto. Ela sempre renovava sua virgindade, banhando-se no mar de Pafos. Antes de cada amor, fazia-se uma nova mulher. Quando uma mulher se torna outra nova mulher? Somente quando esta mulher obtiver a consciência de que ela é metade de uma parte inteira.
Afrodite é uma divindade da Lua Cheia, a qual sustenta e nutre a vida. Seus poderes são maduros, cheios de vida e poderosos, mas ela também protege ferrenhamente tudo aquilo que cria. Por simbolizar o amor e a fertilidade, seus símbolos são as vacas, cervos, cabras, ovelhas, pombas e abelhas.
ARQUÉTIPO DA SENSUALIDADE
Quando uma mulher apaixona-se por alguém e é correspondida, obtemos a personificação do arquétipo de Afrodite. Incorporando um corpo mortal, a deusa do amor se sente atraente e sensual, tornando-se desse modo, irresistível.
Quando Afrodite está ativa e presente em nosso íntimo, um magnetismo pessoal nos induz a caminhar em um campo eroticamente carregado de intensa percepção sexual. Nos tornamos mais "quentes", atraentes e vibrantes. Há uma magia no ar e um estado de encantamento e louca paixão é evocado.
É a energia sutil de Afrodite que nos faz ver o mundo não como algo codificado, mas sim, se apresentando com uma fisionomia, um rosto, revelando sua imagem interior. É só através dos olhos de Afrodite que vislumbramos o mundo nas suas diversas e infindáveis cores, cheiros, sabores, sons...
Perder esta Deusa é morrer no deserto árido, seco, sem cor, sem vida. Afrodite é uma necessidade imperativa. Ela é a Beleza e a Deusa Dourada que nos sorri. É somente através dela que os outros deuses se manifestam e deixam de ser meras abstrações teológicas.
Se o mundo é tão belo, por que não sofisticarmos nossa percepção? Perceber é o modo de conhecer o mundo e, a nossa deusa Afrodite é pura sedução e nos revela a nudez das coisas, de modo a nos mostrar a sua imaginação sensual.
AFRODITE E A LÍNGUA DAS FLORES
As flores sempre foram associadas a todas as deusas do amor e beleza, pois elas representam a sexualidade da natureza. Elas representam os órgãos sexuais mais belos que conhecemos. A associação simbólica das flores e os órgãos sexuais de uma mulher está em sua natureza delicada, na maneira pela qual brota, floresce e abre-se, fazendo-se vulnerável para a polinização e fertilização com outras. É exatamente este o motivo pelo qual as flores são o presente mais comum ofertado entre amantes, pois simboliza a beleza da sexualidade humana.
As principais flores associadas com Afrodite são: a rosa vermelha, o jasmim, a orquídea, papoulas e o hibisco.
AFRODITE EM NOSSAS VIDAS
Afrodite é a deusa das pombas, dos cisnes, das rosas, das maçãs e de todas as coisas graciosas e criativas. Você está passando por algum trauma momentâneo? Ou você não se considera bonita o bastante? Pois Afrodite chega em nossas vidas para nos ensinar a dança do amor. Nos fará recuperar o respeito próprio e aprenderemos a nos aceitar como realmente somos. Toda a mulher que deseja buscar a consciência perdida de Afrodite precisa começar a amar e acalentar o seu corpo, tal como ele é. E, os homens também, precisam parar de comparar toda a mulher com um retrato interior imaginário e inatingível que trazem dentro de si.
O primeiro passo para explorar este domínio perdido é através da dança. Dance em sua casa ou saia para dançar, este é um dos melhores remédios para nos aceitarmos e nos conhecermos melhor. Quando estamos em harmonia com nosso corpo um grande milagre se opera: começamos a sentir verdadeiramente. Há uma espécie de derretimento de defesas interiores e uma abertura se concretiza, liberando uma sensibilidade à disposições e atmosferas mais sutis.
Afrodite nos presenteará com um carisma magnético que nos permitirá expressar-nos por inteiro. Vale a pena tentar!
DANÇANDO COM AFRODITE
Deite-se e relaxe. Inspire e expire profundamente por seis vezes.
Em seguida imagine-se em um jardim cheio de rosas e orquídeas, douradas pelo pôr-do-sol, cujo perfume é carregado por uma suave brisa primaveril. Tal brisa acariciará seu rosto, massageará seus cabelos, e seu corpo. Delicie-se ingenuamente e chame Afrodite. Um movimento sutil no ar anunciará sua presença. Ela lhe estenderá a mão e a convidará para um passeio. Vislumbrará então uma grande floresta, um de seus locais de poder. Neste templo de árvores e pássaros, respire profundamente o cheiro da terra e o perfume das flores selvagens. Escute a música delicada dos pássaros. Afrodite lhe ofertará um presente: uma orquídea. Sinta e incorpore o seu aroma. Neste momento uma pomba pousará em seu braço. No olhar deste mágico ser você poderá compreender a beleza misteriosa da deusa Afrodite. Vários pássaros a sua volta cantarão uma linda uma linda melodia. Você deve dançar. Afrodite dançará com você e da floresta surgirão as graças e outras musas que dançarão também com vocês.
Visualize o infinito, pois a partir deste momento você terá em sua vida infinitas possibilidades de ser feliz, sendo você mesma, se assumindo, se aceitando e se amando.
Sinta o encanto, o prazer e a magia de ser você Por onde você pisa, brotam flores de todas as cores. Onde você passar neste mundo, despertará o amor e a beleza e sentirá feliz por ser você e estar viva.
Quando achar que está pronta, abrace Afrodite e agradeça os momentos maravilhosos que passaram juntas. Ela lhe conduzirá até a saída da floresta e depois você virá sozinha. Respire profundamente novamente e abra os olhos. Feliz retorno!
CRISTAL DE AMOR DE AFRODITE
Os cristais possuem o poder oculto de estimular o amor entre casais. Eis aqui um sortilégio de amor que usa um cristal de quartzo rosa, pedra de Afrodite. Ele é simples, mas eficiente.
Pegue o seu cristal e banhe-o em solução de água com sal marinho. Em seguido embrulhe-o em um pano branco até a hora de realizar o sortilégio. Deste modo, limpará e neutralizará todas as energias indesejáveis.
Depois deste tempo, pegue o cristal e carregue-o segurando-o em sua mão, para impregná-lo de sua energia e absorver a dele. Solicite neste momento, os poderes da Deusa Afrodite e que ela lhe traga a pessoa que seja correta e destinada para você.
Coloque o cristal em uma bolsinha de cetim vermelha, cobre ou verde. Você pode comprar o cetim e fazer você mesma (terá mais poder). Deve atar os quatro cantos do tecido unindo-os com um cordão da mesma cor.
DIA DOS NAMORADOS COM AFRODITE
Comemore o dia dos namorados com Afrodite. Que deusa melhor do que ela para compartilhar um dia tão romântico?
Em primeiro lugar, em honra a deusa Afrodite adorne seu quarto com rosas vermelhas e queime um incenso desta mesma essência.
RITUAL DE BANHO
Uma das conexões com a deusa Afrodite é através de um simples banho. Recordando seu mito de nascimento, onde ela surgiu da espumas do mar, você pode praticar este ritual numa praia, rio, na banheira e até no chuveiro.
Inicie este seu maravilhoso dia com um gostoso banho. Se puder, polvilhando-o com pétalas de rosas vermelhas, declarando mentalmente toda a sua paixão e desejo. Comece então molhando seu cabelo. Deixe ou faça a água gotejar sobre seu corpo. Sinta-se e diga que é tão bela e atraente quanto Afrodite. Permaneça um bom tempo mergulhada neste tipo de pensamento, depois pode pegar a toalha e enxugar-se.
A seguir faça uma delicada massagem facial-corporal com óleo de essência de rosas. Deste modo, liberará todas as suas tensões e o odor de rosas se exalará invocando assim todos os seus efeitos aromáticos que são afrodisíacos.
Coloque sua melhor roupa e saia para comprar o presente de seu amado. Você não tem um? Tudo bem, deve sair mesmo assim e comprar um presente especial para você. Neste caso, busque roupas e acessórios que você nunca teve coragem de usar antes.
INOVE!
Escolha algo que lhe deixe atrevidamente sensual. Achou? Pois à noite será a hora de vesti-lo e badalar. Talvez seja hoje o dia que Afrodite lhe trará seu principie encantado, retirando todos os "sapos" que insistem em cruzar seu caminho. Quem sabe?
O AMOR ESTÁ NO AR...
O amor está no ar e no perfume de cada dia.
Já foi cientificamente comprovado que o aroma desempenha um papel importante no contexto da atração sexual. O caminho do coração, passa com certeza, primeiro pelo nariz. Uma presença marcante, só se faz através de um perfume de mesmo porte. Portanto, sempre recomendo para que toda mulher eleja um fragrância de seu agrado e lhe seja fiel. Ela deve ser reconhecida por um cheiro particular.
Mas existe também uma poção mágica que pode ativar os poderes afrodisíacos de seu perfume habitual, sem alterar suas características naturais, que consiste em se acrescentar:
1/4 de óleo da patchulli
1/4 de óleo de benjoim
1/4 de óleo de loto
1/4 de óleo de heliotrópio
1/4 de óleo de lírio florentino
1/4 de azeite de oliva
Misture todos os ingredientes acima. Adicione à mistura o seu perfume ou colônia preferida.
JANTAR PARA UM AMOR MAIS RECEPTIVO
Depois do nariz, a parte mais vulnerável do homem é o estômago. Então, neste dia dos namorados é a hora certa de preparar-lhe aquele jantarzinho muito especial.
Decore sua mesa com muito amor cobrindo-a com uma toalha cor-de-rosa. Adorne com um centro de mesa com rosas vermelhas ou papoulas, acrescentando duas velas da mesma cor. Nelas você deve escrever as iniciais dos dois nomes. Primeiro o dele e depois o seu em cima. Elas simbolizarão o desejo ardente mútuo.
Perfume o ambiente com um incenso de rosas vermelhas.
Prepare ou compre uma torta de maças. Tenha disponível uvas e morangos, que deverão ser mergulhados em chocolate, para no término do jantar, num momento mais íntimo serem brindados com champanhe. Tribos indígenas da América do Sul, costumavam usar o chocolate para cobrir suas zonas erógenas. Tornavam assim, os beijos mais doces e agradáveis. O chocolate é considerado o alimento de Vênus.
Prepare um jantar simples, mas não esqueça de usar manjericão, erva tradicional que deve ser sempre acrescentada em refeições de amor. Se servir alguma salada, ela deve ser temperada com vinagre rosa.
RITUAL DE AFRODITE PARA OS AMANTES SEPARADOS
Esse ritual é para aqueles momentos em que se está separado de seu parceiro, seja por trabalho ou outro motivo. Ele nos dará a paciência necessária para suportar essa separação, da mesma maneira que Afrodite esperou pacientemente quando esteve separada de Adonis.
Você necessitará para esse ritual adquirir material de moldar, pode ser de barro, massa ou de cera (encontrado em qualquer livraria especializada em material escolar). Molde dois corações planos. Poderá amassar ou aplanar a massa ou barro ou usar um molde em forma de coração.
Depois acenda uma vela vermelha, já que essa é a cor da paixão. Tão logo a cera comece a derreter, faça com que goteje sobre um dos corações. Enquanto a cera ainda estiver quente, pressione os dois corações, como se fosse um sanduíche, de maneira que a cera cole juntos os dois corações. Ao realizar essa tarefa, vá dizendo:
-"Deusa Afrodite, traga de volta pra mim, são e salvo, o meu amor".
Depois guarde os dois corações em lugar seguro até que volte a encontrar seu parceiro.
Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO
Estrela sempre luminosa da manhã
Deusa radiante da beleza feminina
Amante do encanto virginal da sensualidade
Vênus eterna da tolerância e beleza
Baila na luz, oculta dentro de nossos olhos
Sensualidade feminina
Eternamente revelada na mulher.
O amor atraído por Afrodite é grande...é apaixonado...é verdadeiro.
Afrodite é o arquétipo da sexualidade e da sensualidade.
Há duas versões sobre o nascimento biológico desta deusa.
Na versão de Homero, Afrodite nasce de modo convencional, como sendo filha de Zeus e Dione, ninfa do mar.
Já na versão de Hesíodo, ela nasce em conseqüência e um ato bárbaro. Cronos, cortou os órgãos de seu pai Urano e os atirou no mar. Uma espuma branca surgiu em torno deles e misturando-se ao mar, gerou Afrodite.
Afrodite desembarcou em terra firme na ilha de Cítera ou em Chipre. Depois foi acompanhada por Eros (Amor) e Hímeros (Desejo) até à assembléia dos deuses, onde foi muito bem recebida.
Afrodite teve muitos amores, entre eles Ares, deus da guerra. Com ele ela teve três filhos: uma filha, Harmonia e dois filhos, Deimos (Terror) e Fóbos (Medo). A união entre estes dois deuses, o amor e a guerra, são duas paixões incontroláveis, as quais se em perfeito equilíbrio, poderiam estabelecer a harmonia.
Afrodite também uniu-se a Hermes, que era um deus Hermafrodito. Como um símbolo, este deus pode representar a bissexualidade ou a androginia.
Eros (Cupido), deus do amor, foi o filho mais famoso de Afrodite. Armado com seu arco, desfechava as setas do desejo no coração dos deuses e dos homens. Carl Jung definiu Eros como a capacidade de relacionar-se, a qualidade de ligar-se aos outros. Segundo Hesíodo, Eros foi a força fundamental da criação, presente antes dos titãs e dos deuses olímpicos.
SEUS AMORES MORTAIS
Sob o nome romano de Vênus, viu Anquines cuidando de seu gado em uma certa montanha, enamorou-se . Fingindo ser uma jovem muito linda, arrancou fervorosa paixão dele. Mais tarde, revelou sua real identidade e contou que concebera um filho, Enéias, que foi o lendário fundador de Roma.
Os romanos consideravam Vênus sua mãe ancestral e a cidade de Veneza recebeu este nome em sua homenagem.
Um dos seus amantes mais famosos foi Adônis, um caçador corajoso e extremamente belo. Afrodite temendo por sua vida, avisou-lhe para que evitasse as bestas. Certo dia, enquanto caçava, seus cães afrontaram um javali feroz. Adônis feriu o animal e isto provocou que a besta se voltasse contra ele despedaçando-o. Depois de sua morte, entretanto, foi permitido a Afrodite, que em determinada época do ano, Adônis voltasse para ela. Este retorno simbolizava a volta da fertilidade e também era toda a base do culto de Adônis. Pode representar ainda, um desejo de amar de novo.
Afrodite era adorada em templos de Pafos, Chipre, Citera e Corinto. Ela sempre renovava sua virgindade, banhando-se no mar de Pafos. Antes de cada amor, fazia-se uma nova mulher. Quando uma mulher se torna outra nova mulher? Somente quando esta mulher obtiver a consciência de que ela é metade de uma parte inteira.
Afrodite é uma divindade da Lua Cheia, a qual sustenta e nutre a vida. Seus poderes são maduros, cheios de vida e poderosos, mas ela também protege ferrenhamente tudo aquilo que cria. Por simbolizar o amor e a fertilidade, seus símbolos são as vacas, cervos, cabras, ovelhas, pombas e abelhas.
ARQUÉTIPO DA SENSUALIDADE
Quando uma mulher apaixona-se por alguém e é correspondida, obtemos a personificação do arquétipo de Afrodite. Incorporando um corpo mortal, a deusa do amor se sente atraente e sensual, tornando-se desse modo, irresistível.
Quando Afrodite está ativa e presente em nosso íntimo, um magnetismo pessoal nos induz a caminhar em um campo eroticamente carregado de intensa percepção sexual. Nos tornamos mais "quentes", atraentes e vibrantes. Há uma magia no ar e um estado de encantamento e louca paixão é evocado.
É a energia sutil de Afrodite que nos faz ver o mundo não como algo codificado, mas sim, se apresentando com uma fisionomia, um rosto, revelando sua imagem interior. É só através dos olhos de Afrodite que vislumbramos o mundo nas suas diversas e infindáveis cores, cheiros, sabores, sons...
Perder esta Deusa é morrer no deserto árido, seco, sem cor, sem vida. Afrodite é uma necessidade imperativa. Ela é a Beleza e a Deusa Dourada que nos sorri. É somente através dela que os outros deuses se manifestam e deixam de ser meras abstrações teológicas.
Se o mundo é tão belo, por que não sofisticarmos nossa percepção? Perceber é o modo de conhecer o mundo e, a nossa deusa Afrodite é pura sedução e nos revela a nudez das coisas, de modo a nos mostrar a sua imaginação sensual.
AFRODITE E A LÍNGUA DAS FLORES
As flores sempre foram associadas a todas as deusas do amor e beleza, pois elas representam a sexualidade da natureza. Elas representam os órgãos sexuais mais belos que conhecemos. A associação simbólica das flores e os órgãos sexuais de uma mulher está em sua natureza delicada, na maneira pela qual brota, floresce e abre-se, fazendo-se vulnerável para a polinização e fertilização com outras. É exatamente este o motivo pelo qual as flores são o presente mais comum ofertado entre amantes, pois simboliza a beleza da sexualidade humana.
As principais flores associadas com Afrodite são: a rosa vermelha, o jasmim, a orquídea, papoulas e o hibisco.
AFRODITE EM NOSSAS VIDAS
Afrodite é a deusa das pombas, dos cisnes, das rosas, das maçãs e de todas as coisas graciosas e criativas. Você está passando por algum trauma momentâneo? Ou você não se considera bonita o bastante? Pois Afrodite chega em nossas vidas para nos ensinar a dança do amor. Nos fará recuperar o respeito próprio e aprenderemos a nos aceitar como realmente somos. Toda a mulher que deseja buscar a consciência perdida de Afrodite precisa começar a amar e acalentar o seu corpo, tal como ele é. E, os homens também, precisam parar de comparar toda a mulher com um retrato interior imaginário e inatingível que trazem dentro de si.
O primeiro passo para explorar este domínio perdido é através da dança. Dance em sua casa ou saia para dançar, este é um dos melhores remédios para nos aceitarmos e nos conhecermos melhor. Quando estamos em harmonia com nosso corpo um grande milagre se opera: começamos a sentir verdadeiramente. Há uma espécie de derretimento de defesas interiores e uma abertura se concretiza, liberando uma sensibilidade à disposições e atmosferas mais sutis.
Afrodite nos presenteará com um carisma magnético que nos permitirá expressar-nos por inteiro. Vale a pena tentar!
DANÇANDO COM AFRODITE
Deite-se e relaxe. Inspire e expire profundamente por seis vezes.
Em seguida imagine-se em um jardim cheio de rosas e orquídeas, douradas pelo pôr-do-sol, cujo perfume é carregado por uma suave brisa primaveril. Tal brisa acariciará seu rosto, massageará seus cabelos, e seu corpo. Delicie-se ingenuamente e chame Afrodite. Um movimento sutil no ar anunciará sua presença. Ela lhe estenderá a mão e a convidará para um passeio. Vislumbrará então uma grande floresta, um de seus locais de poder. Neste templo de árvores e pássaros, respire profundamente o cheiro da terra e o perfume das flores selvagens. Escute a música delicada dos pássaros. Afrodite lhe ofertará um presente: uma orquídea. Sinta e incorpore o seu aroma. Neste momento uma pomba pousará em seu braço. No olhar deste mágico ser você poderá compreender a beleza misteriosa da deusa Afrodite. Vários pássaros a sua volta cantarão uma linda uma linda melodia. Você deve dançar. Afrodite dançará com você e da floresta surgirão as graças e outras musas que dançarão também com vocês.
Visualize o infinito, pois a partir deste momento você terá em sua vida infinitas possibilidades de ser feliz, sendo você mesma, se assumindo, se aceitando e se amando.
Sinta o encanto, o prazer e a magia de ser você Por onde você pisa, brotam flores de todas as cores. Onde você passar neste mundo, despertará o amor e a beleza e sentirá feliz por ser você e estar viva.
Quando achar que está pronta, abrace Afrodite e agradeça os momentos maravilhosos que passaram juntas. Ela lhe conduzirá até a saída da floresta e depois você virá sozinha. Respire profundamente novamente e abra os olhos. Feliz retorno!
CRISTAL DE AMOR DE AFRODITE
Os cristais possuem o poder oculto de estimular o amor entre casais. Eis aqui um sortilégio de amor que usa um cristal de quartzo rosa, pedra de Afrodite. Ele é simples, mas eficiente.
Pegue o seu cristal e banhe-o em solução de água com sal marinho. Em seguido embrulhe-o em um pano branco até a hora de realizar o sortilégio. Deste modo, limpará e neutralizará todas as energias indesejáveis.
Depois deste tempo, pegue o cristal e carregue-o segurando-o em sua mão, para impregná-lo de sua energia e absorver a dele. Solicite neste momento, os poderes da Deusa Afrodite e que ela lhe traga a pessoa que seja correta e destinada para você.
Coloque o cristal em uma bolsinha de cetim vermelha, cobre ou verde. Você pode comprar o cetim e fazer você mesma (terá mais poder). Deve atar os quatro cantos do tecido unindo-os com um cordão da mesma cor.
DIA DOS NAMORADOS COM AFRODITE
Comemore o dia dos namorados com Afrodite. Que deusa melhor do que ela para compartilhar um dia tão romântico?
Em primeiro lugar, em honra a deusa Afrodite adorne seu quarto com rosas vermelhas e queime um incenso desta mesma essência.
RITUAL DE BANHO
Uma das conexões com a deusa Afrodite é através de um simples banho. Recordando seu mito de nascimento, onde ela surgiu da espumas do mar, você pode praticar este ritual numa praia, rio, na banheira e até no chuveiro.
Inicie este seu maravilhoso dia com um gostoso banho. Se puder, polvilhando-o com pétalas de rosas vermelhas, declarando mentalmente toda a sua paixão e desejo. Comece então molhando seu cabelo. Deixe ou faça a água gotejar sobre seu corpo. Sinta-se e diga que é tão bela e atraente quanto Afrodite. Permaneça um bom tempo mergulhada neste tipo de pensamento, depois pode pegar a toalha e enxugar-se.
A seguir faça uma delicada massagem facial-corporal com óleo de essência de rosas. Deste modo, liberará todas as suas tensões e o odor de rosas se exalará invocando assim todos os seus efeitos aromáticos que são afrodisíacos.
Coloque sua melhor roupa e saia para comprar o presente de seu amado. Você não tem um? Tudo bem, deve sair mesmo assim e comprar um presente especial para você. Neste caso, busque roupas e acessórios que você nunca teve coragem de usar antes.
INOVE!
Escolha algo que lhe deixe atrevidamente sensual. Achou? Pois à noite será a hora de vesti-lo e badalar. Talvez seja hoje o dia que Afrodite lhe trará seu principie encantado, retirando todos os "sapos" que insistem em cruzar seu caminho. Quem sabe?
O AMOR ESTÁ NO AR...
O amor está no ar e no perfume de cada dia.
Já foi cientificamente comprovado que o aroma desempenha um papel importante no contexto da atração sexual. O caminho do coração, passa com certeza, primeiro pelo nariz. Uma presença marcante, só se faz através de um perfume de mesmo porte. Portanto, sempre recomendo para que toda mulher eleja um fragrância de seu agrado e lhe seja fiel. Ela deve ser reconhecida por um cheiro particular.
Mas existe também uma poção mágica que pode ativar os poderes afrodisíacos de seu perfume habitual, sem alterar suas características naturais, que consiste em se acrescentar:
1/4 de óleo da patchulli
1/4 de óleo de benjoim
1/4 de óleo de loto
1/4 de óleo de heliotrópio
1/4 de óleo de lírio florentino
1/4 de azeite de oliva
Misture todos os ingredientes acima. Adicione à mistura o seu perfume ou colônia preferida.
JANTAR PARA UM AMOR MAIS RECEPTIVO
Depois do nariz, a parte mais vulnerável do homem é o estômago. Então, neste dia dos namorados é a hora certa de preparar-lhe aquele jantarzinho muito especial.
Decore sua mesa com muito amor cobrindo-a com uma toalha cor-de-rosa. Adorne com um centro de mesa com rosas vermelhas ou papoulas, acrescentando duas velas da mesma cor. Nelas você deve escrever as iniciais dos dois nomes. Primeiro o dele e depois o seu em cima. Elas simbolizarão o desejo ardente mútuo.
Perfume o ambiente com um incenso de rosas vermelhas.
Prepare ou compre uma torta de maças. Tenha disponível uvas e morangos, que deverão ser mergulhados em chocolate, para no término do jantar, num momento mais íntimo serem brindados com champanhe. Tribos indígenas da América do Sul, costumavam usar o chocolate para cobrir suas zonas erógenas. Tornavam assim, os beijos mais doces e agradáveis. O chocolate é considerado o alimento de Vênus.
Prepare um jantar simples, mas não esqueça de usar manjericão, erva tradicional que deve ser sempre acrescentada em refeições de amor. Se servir alguma salada, ela deve ser temperada com vinagre rosa.
RITUAL DE AFRODITE PARA OS AMANTES SEPARADOS
Esse ritual é para aqueles momentos em que se está separado de seu parceiro, seja por trabalho ou outro motivo. Ele nos dará a paciência necessária para suportar essa separação, da mesma maneira que Afrodite esperou pacientemente quando esteve separada de Adonis.
Você necessitará para esse ritual adquirir material de moldar, pode ser de barro, massa ou de cera (encontrado em qualquer livraria especializada em material escolar). Molde dois corações planos. Poderá amassar ou aplanar a massa ou barro ou usar um molde em forma de coração.
Depois acenda uma vela vermelha, já que essa é a cor da paixão. Tão logo a cera comece a derreter, faça com que goteje sobre um dos corações. Enquanto a cera ainda estiver quente, pressione os dois corações, como se fosse um sanduíche, de maneira que a cera cole juntos os dois corações. Ao realizar essa tarefa, vá dizendo:
-"Deusa Afrodite, traga de volta pra mim, são e salvo, o meu amor".
Depois guarde os dois corações em lugar seguro até que volte a encontrar seu parceiro.
Texto pesquisado e desenvolvido por ROSANE VOLPATTO
Voltei para minha fase ROSA...
...não deveria ter saído dela!
Meus colaboradores "sumiram" da página inicial devido a minha constante mudança de cores...
É a "bipolaridade" atacando no Blog rsrss...
No próximo final de semana volto à Porto Alegre, para mais um Banquete de aprendizado, vivências, diversão e aventuras...
Estou lendo Jung e amandoooooo...
Bom confesso que ele é o meu preferido,
Freud deveria dizer:
_ Realmente meu discípulo me superou, fui muito importante.Sem mim ele não teria ido a lugar algum!Mas, ele foi muito alem de mim!
Nem preciso dizer que estou me identificando horrores com o Mestre em questão, quanta modéstia...
Os dois livros que eu teria que ter lido para o curso ainda não chegaram...
Amanhã, passarei na Catarinense, se ainda não estiverem lá...Vou comprar em Porto!Que têm tudo, Quem sabe um marido para mim?KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...
Brincadeira, estou bem assim! Na real, só quero estar com alguém se for AMOR de VERDADE!Tipo esse que sinto AGORA por MIM!!!Estar com alguém, por estar, ARGH!!!!!!!!!!!!!!!Ninguém merece, de relações doentias o mundo tá cheio!
E para mim, ciúme, mesmo aquele pouquinho que dizem ser indispensável é patologia!Relação de amor é com liberdade e confiança!!!Quero que meu amor seja feliz, será que ele está?Bem sei que ele é bem grandinho e sabe se cuidar...Cabe a ele escolher os seus caminhos!!!Têm dias, vários que tenho muita vontade de estar perto...Abraça-lo, mesmo em silêncio...Silêncio fala muito!Ficar assim horas...Sentindo a respiração, o coração, o cheiro...Claro com muito cafuné naquele cabelo de criança!!!
Mas voltando a fase rosa, FASE BARBIE...Minha infância era o glorioso tempo da Susie, nunca tive um Bob(era o par dela), tive milhares de Susies e confesso brinquei até os 14 anos!Bem faceira...Já tinha o primeiro amor, mas brincava de BONECA...Fui bem pura!Era tímida e feia, meu mundo de fantasia era concretamente o da SUSIE!KKKKKKKKKKKKKKKK...Quando surgiu a BARBIE, eu já era "ADULTA", abobinei...
Dizia que nada se comparava a amada SUSIE!!!!Um dia minha companheira voltou a cena...Que decepção, ela têm um cabeção rsrsrsrs... Mesmo assim, continuei vendo a BARBIE com maus olhos...Até que ano passado comprei MINHA PRIMEIRA BARBIE!!! Aos 37 anos...É tenho várias AMIGAS, com menos de 10 anos...Que frequentam a minha casa!!!E a elas é dado o direito de brincar com tudo!!!Minha casa é uma brinquedoteca!Nunca tinha pensado nisso, mas é...Tudo aqui é para ser usado, manuseado, mexido, remexido...Trauma de infância, resolvidissimo lógico!!!Viva a terapia!Para minha mãe, casa era VITRINE, nada saia do lugar, cá entre nós um TÉDIO!Nunca respeitei bem esses princípios, ou falta de princípios segundo minha ótica!!!Mas me gastaram algumas horas de terapia, e não foi por acaso que meu primeiro trabalho artístico foi uma VITRINE!!!Uma homenagem a ela, ou uma bela crítica...Odeio aparências, sou autentica demais para formalidades e convenções sociais!!!Minha casa é extremamente organizada, mas tudo pode sair do lugar a qualquer momento...Sem me desestabilizar!!!Sei aonde recolocar as coisas, ou mudar seus lugares se assim o desejar...Monotonia nunca!!!Na minha infância a cozinha fechava!!!Eu era chamada de relaxada frequentemente, eu era mesmo...Era minha forma de me rebelar!!!Mas não minha forma de ser!!!Sou extremamente organizada, criativa, centrada e bem sincera!!!E já o era naquela época, mas era impossível a convivência...Sem essa quebra!!!Fui uma adolescente que vivia dois pólos...Um com o grupo, sempre tive muitos amigos!!!Era extrovertida, com quem tinha intimidade...Engraçada, ironica, parceira, disposta, feliz...Mas na realidade vivia uma sombra aterrorizante!!!Sofri muito!!!Tenho me libertado dessas correntes a cada dia, estou me sentindo cada vez mais leve...Mas família, P... que P...!!!Quantos rótulos!!!Eu precisando de amparo, e levando marretada...era chamada de dissimulada, atriz...Bom sou ATRIZ!!!Não poderia ser diferente, conviver dentro daquele lugar aonde eu não me encaixava, só atuando...
Me identifico na minha família mais com meu PAI e meu IRMÃO, o segundo mal fala comigo...Mas é a vida!Se não fosse o meu PAI e o AMOR que eu sinto por ele, provavelmente eu nem estaria aqui...Claro, que têm também a minha consciência de eternidade que já vem de muito tempo!Tenho quebrado muros esse ano, mas tenho passado por situaçãoes que me derrubariam no passado...Vindas da mesma fonte, que pelo que percebo continua com a mesma "qualidade de água"!Mas não há espaço para desculpas, pois não existem culpas...Mas existe sim responsabilidade, e cada qual com seu cada qual!!!Vou dar conta das minhas, e o mundo que de conta das suas...Não há mais espaço para discutir relação, faço isso em terapia!Demorei a perceber que na realidade não mudei nada...apenas estou sendo o que sempre fui, mas estava encoberto...Por mascaras, medos...Revelei-me, num dark roon!!!Hipocrisia não cabe na minha vida, claro que tenho que ser educada e me utilizar de convenções sociais...Mas dá vontade de mandar pra P Q P!!!!!!!!!Ai, a pessoa olha um texto cheio de conteúdo: by Fernando Sasse ( o cara), e se detém num erro de digitação...Ah é demais...Me escolheram a dedo, outra pessoa, tinha ido para o NEPAL!!!E VIVA O REINO ENCANTADO DAS BARBIES...Tenho três!!!As duas últimas são fadas...Quem sabe ficam para ALICE!
Meus colaboradores "sumiram" da página inicial devido a minha constante mudança de cores...
É a "bipolaridade" atacando no Blog rsrss...
No próximo final de semana volto à Porto Alegre, para mais um Banquete de aprendizado, vivências, diversão e aventuras...
Estou lendo Jung e amandoooooo...
Bom confesso que ele é o meu preferido,
Freud deveria dizer:
_ Realmente meu discípulo me superou, fui muito importante.Sem mim ele não teria ido a lugar algum!Mas, ele foi muito alem de mim!
Nem preciso dizer que estou me identificando horrores com o Mestre em questão, quanta modéstia...
Os dois livros que eu teria que ter lido para o curso ainda não chegaram...
Amanhã, passarei na Catarinense, se ainda não estiverem lá...Vou comprar em Porto!Que têm tudo, Quem sabe um marido para mim?KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK...
Brincadeira, estou bem assim! Na real, só quero estar com alguém se for AMOR de VERDADE!Tipo esse que sinto AGORA por MIM!!!Estar com alguém, por estar, ARGH!!!!!!!!!!!!!!!Ninguém merece, de relações doentias o mundo tá cheio!
E para mim, ciúme, mesmo aquele pouquinho que dizem ser indispensável é patologia!Relação de amor é com liberdade e confiança!!!Quero que meu amor seja feliz, será que ele está?Bem sei que ele é bem grandinho e sabe se cuidar...Cabe a ele escolher os seus caminhos!!!Têm dias, vários que tenho muita vontade de estar perto...Abraça-lo, mesmo em silêncio...Silêncio fala muito!Ficar assim horas...Sentindo a respiração, o coração, o cheiro...Claro com muito cafuné naquele cabelo de criança!!!
Mas voltando a fase rosa, FASE BARBIE...Minha infância era o glorioso tempo da Susie, nunca tive um Bob(era o par dela), tive milhares de Susies e confesso brinquei até os 14 anos!Bem faceira...Já tinha o primeiro amor, mas brincava de BONECA...Fui bem pura!Era tímida e feia, meu mundo de fantasia era concretamente o da SUSIE!KKKKKKKKKKKKKKKK...Quando surgiu a BARBIE, eu já era "ADULTA", abobinei...
Dizia que nada se comparava a amada SUSIE!!!!Um dia minha companheira voltou a cena...Que decepção, ela têm um cabeção rsrsrsrs... Mesmo assim, continuei vendo a BARBIE com maus olhos...Até que ano passado comprei MINHA PRIMEIRA BARBIE!!! Aos 37 anos...É tenho várias AMIGAS, com menos de 10 anos...Que frequentam a minha casa!!!E a elas é dado o direito de brincar com tudo!!!Minha casa é uma brinquedoteca!Nunca tinha pensado nisso, mas é...Tudo aqui é para ser usado, manuseado, mexido, remexido...Trauma de infância, resolvidissimo lógico!!!Viva a terapia!Para minha mãe, casa era VITRINE, nada saia do lugar, cá entre nós um TÉDIO!Nunca respeitei bem esses princípios, ou falta de princípios segundo minha ótica!!!Mas me gastaram algumas horas de terapia, e não foi por acaso que meu primeiro trabalho artístico foi uma VITRINE!!!Uma homenagem a ela, ou uma bela crítica...Odeio aparências, sou autentica demais para formalidades e convenções sociais!!!Minha casa é extremamente organizada, mas tudo pode sair do lugar a qualquer momento...Sem me desestabilizar!!!Sei aonde recolocar as coisas, ou mudar seus lugares se assim o desejar...Monotonia nunca!!!Na minha infância a cozinha fechava!!!Eu era chamada de relaxada frequentemente, eu era mesmo...Era minha forma de me rebelar!!!Mas não minha forma de ser!!!Sou extremamente organizada, criativa, centrada e bem sincera!!!E já o era naquela época, mas era impossível a convivência...Sem essa quebra!!!Fui uma adolescente que vivia dois pólos...Um com o grupo, sempre tive muitos amigos!!!Era extrovertida, com quem tinha intimidade...Engraçada, ironica, parceira, disposta, feliz...Mas na realidade vivia uma sombra aterrorizante!!!Sofri muito!!!Tenho me libertado dessas correntes a cada dia, estou me sentindo cada vez mais leve...Mas família, P... que P...!!!Quantos rótulos!!!Eu precisando de amparo, e levando marretada...era chamada de dissimulada, atriz...Bom sou ATRIZ!!!Não poderia ser diferente, conviver dentro daquele lugar aonde eu não me encaixava, só atuando...
Me identifico na minha família mais com meu PAI e meu IRMÃO, o segundo mal fala comigo...Mas é a vida!Se não fosse o meu PAI e o AMOR que eu sinto por ele, provavelmente eu nem estaria aqui...Claro, que têm também a minha consciência de eternidade que já vem de muito tempo!Tenho quebrado muros esse ano, mas tenho passado por situaçãoes que me derrubariam no passado...Vindas da mesma fonte, que pelo que percebo continua com a mesma "qualidade de água"!Mas não há espaço para desculpas, pois não existem culpas...Mas existe sim responsabilidade, e cada qual com seu cada qual!!!Vou dar conta das minhas, e o mundo que de conta das suas...Não há mais espaço para discutir relação, faço isso em terapia!Demorei a perceber que na realidade não mudei nada...apenas estou sendo o que sempre fui, mas estava encoberto...Por mascaras, medos...Revelei-me, num dark roon!!!Hipocrisia não cabe na minha vida, claro que tenho que ser educada e me utilizar de convenções sociais...Mas dá vontade de mandar pra P Q P!!!!!!!!!Ai, a pessoa olha um texto cheio de conteúdo: by Fernando Sasse ( o cara), e se detém num erro de digitação...Ah é demais...Me escolheram a dedo, outra pessoa, tinha ido para o NEPAL!!!E VIVA O REINO ENCANTADO DAS BARBIES...Tenho três!!!As duas últimas são fadas...Quem sabe ficam para ALICE!
A SACERDOTISA ( segunda carta dos arcanos maiores no tarot)
A Sacerdotisa
Ampliação da consciência de si mesmo e do todo - Busca das razões das próprias frustrações - Expansão das emoções - Processo de auto afirmação - Amadurecimento - Incorporação de dons e idéias - Sabedoria - Sensibilidade
O segundo passo da Tarefa Kármica, é entrar dentro de si mesmo para descobrir a própria essência. É impossível saber quem eu sou, se não souber onde eu estou, de onde vim, o que represento. Assim a Sacerdotisa mostra um momento de introspecção e de descoberta. Ela simboliza a capacidade de nós nos conscientizar-nos de si mesmo e da realidade que nos cerca. A sensação é de estar descobrindo um pedaço seu, que se compõe de potencialidades, dons, ideais, sentimentos. Coisas que você escondeu de medo de não dar certo, e se frustrar, ou de se sentir marginalizado. Na verdade, agora você estará percebendo que de um tempo pra cá este lado seu vinha se manifestando e, ao contrário do que pensou, está sendo mais aceito que antes, e os resultados são bem melhores.
É uma carta de auto-afirmação, não no sentido vulgar, mas no processo necessário à formação da personalidade.
Mas, pode fazer você se sentir um pouco inseguro, é um momento onde você estará reconhecendo, que já faz um tempo que estava sentindo que faltava alguma coisa. Estará olhando para suas carências. Mas, não são fracassos que você vê no seus anseios, são esperanças de realizar sua própria vontade. O seu ser está pedindo passagem, preste atenção nos seus sonhos e fantasias. Elas serão um meio de comunicação direta com seu espírito. Você acabou de descobrir partes do seu ser, aproprie-se dela, dominando sua Alma. E assuma seus sentimentos.
Você está se expondo, assumindo idéias e maneiras de ser que até agora reprimia. Está dando tudo de si. Percebendo e manifestando seus sentimentos como nunca fez.
No passado da carta mostra uma certa insegurança, você está assumindo personagens que representam aquilo que você sempre quis ser e fazer. Por isto tem muito medo de ser rejeitado ou se frustrar. Mas, quando a gente é, o nosso Ser, realiza o karma, ou seja, faz o que nossa função kármica exige e conecta-se da forma certa com o ambiente. Dessa forma atinge também um retorno satisfatório. Às vezes este retorno pode demorar, mas acontece com certeza. Esse é o fenômeno da sincronicidade. Quando você exerce a função do seu espírito, o Universo compactua.
Assim no futuro a sacerdotisa promete que você vai conseguir se auto afirmar e conquistar uma segurança maior.
http://www.tarotdoor.com/
Ampliação da consciência de si mesmo e do todo - Busca das razões das próprias frustrações - Expansão das emoções - Processo de auto afirmação - Amadurecimento - Incorporação de dons e idéias - Sabedoria - Sensibilidade
O segundo passo da Tarefa Kármica, é entrar dentro de si mesmo para descobrir a própria essência. É impossível saber quem eu sou, se não souber onde eu estou, de onde vim, o que represento. Assim a Sacerdotisa mostra um momento de introspecção e de descoberta. Ela simboliza a capacidade de nós nos conscientizar-nos de si mesmo e da realidade que nos cerca. A sensação é de estar descobrindo um pedaço seu, que se compõe de potencialidades, dons, ideais, sentimentos. Coisas que você escondeu de medo de não dar certo, e se frustrar, ou de se sentir marginalizado. Na verdade, agora você estará percebendo que de um tempo pra cá este lado seu vinha se manifestando e, ao contrário do que pensou, está sendo mais aceito que antes, e os resultados são bem melhores.
É uma carta de auto-afirmação, não no sentido vulgar, mas no processo necessário à formação da personalidade.
Mas, pode fazer você se sentir um pouco inseguro, é um momento onde você estará reconhecendo, que já faz um tempo que estava sentindo que faltava alguma coisa. Estará olhando para suas carências. Mas, não são fracassos que você vê no seus anseios, são esperanças de realizar sua própria vontade. O seu ser está pedindo passagem, preste atenção nos seus sonhos e fantasias. Elas serão um meio de comunicação direta com seu espírito. Você acabou de descobrir partes do seu ser, aproprie-se dela, dominando sua Alma. E assuma seus sentimentos.
Você está se expondo, assumindo idéias e maneiras de ser que até agora reprimia. Está dando tudo de si. Percebendo e manifestando seus sentimentos como nunca fez.
No passado da carta mostra uma certa insegurança, você está assumindo personagens que representam aquilo que você sempre quis ser e fazer. Por isto tem muito medo de ser rejeitado ou se frustrar. Mas, quando a gente é, o nosso Ser, realiza o karma, ou seja, faz o que nossa função kármica exige e conecta-se da forma certa com o ambiente. Dessa forma atinge também um retorno satisfatório. Às vezes este retorno pode demorar, mas acontece com certeza. Esse é o fenômeno da sincronicidade. Quando você exerce a função do seu espírito, o Universo compactua.
Assim no futuro a sacerdotisa promete que você vai conseguir se auto afirmar e conquistar uma segurança maior.
http://www.tarotdoor.com/
sexta-feira, 11 de maio de 2007
JÁ SEI NAMORAR
Marisa Monte
Composição: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte
Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora, só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora, só me falta sair
Não tenho paciência
pra televisão
Eu não sou audiência
para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora, só me falta ganhar
Não tenho juiz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência
pra televisão
Eu não sou audiência
para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Tô te querendo como ninguém
Tô te querendo como Deus quiser
Tô te querendo como eu te quero
Tô te querendo como se quer
Composição: Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte
Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora, só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora, só me falta sair
Não tenho paciência
pra televisão
Eu não sou audiência
para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora, só me falta ganhar
Não tenho juiz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz
Não tenho paciência
pra televisão
Eu não sou audiência
para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também
Tô te querendo como ninguém
Tô te querendo como Deus quiser
Tô te querendo como eu te quero
Tô te querendo como se quer
A ORIGEM DA LUA
Acredita-se que a terra tenha sido formada há aproximadamente 5,5 bilhões de anos atrás, através da aglomeração de grandes rochas resultantes da formação do sol. Então, há 4,5 bilhões de anos atrás, segundo uma teoria, um corpo do tamanho de marte chocou-se com a nascente terra, espalhando material suficiente para que a lua pudesse ser formada. Tal hipótese foi testada através de simulações computacionais, com resultados que tendem a comprovar sua veracidade. Além disso, um choque da terra com um grande asteróide seria capaz de desviar o eixo de rotação da terra com relação ao plano de órbita da lua, fato hoje observado.
Depois desse choque a calma então prevaleceu nessa parte do sistema solar por aproximadamente 600 milhões de anos. Análises feitas em rochas lunares trazidas pelos astronautas da missão Apollo sugeriram que há 3.9 bilhões atrás um cataclisma ocorreu: uma chuva de grandes corpos, do tamanho de asteróides, atingiu a terra, a lua, e provavelmente todos os planetas dessa região interna do sistema solar.
Tal teoria que ainda hoje recebe críticas, tem ganhado força com a análise de rochas lunares provenientes de crateras do lado oculto da lua e também de rochas de 12 crateras diferentes, pelas missões norte-americas e soviéticas. Nenhuma delas era mais antiga do que 3,9 milhões de anos, indicando que o evento foi suficiente intenso para apagar os traços de impactos anteriores. A fonte do cataclisma é desconhecida, embora haja teorias baseadas em simulações computacionais, sugerindo que essa chuva de rochas foi ocorreu devida à formação tardia dos planetas Netuno e Urano.
Através de um pequeno binóculo já é possível a observação das crateras lunares. Os mesmos impactos ocorreram na terra, embora poucas sejam hoje visíveis, em parte pelo efeito de proteção da atmosfera que desintegra muitos meteoritos antes deles atingirem a superfície e também devido à erosão causada pelos ventos e chuvas. Na lua pequenas crateras de milhões de anos são visíveis porque a falta de atmosfera e água faz com que a erosão seja quase inexistente. Ou seja, o mundo que os astronautas visitaram nos anos 70 é praticamente o mesmo daquele do tempo em que a vida começou a aparecer na terra, há 3 bilhões de anos atrás.
Por essa razão o estudo da lua e de suas crateras não é importante por si só, mas também para elucidar os eventos que aconteceram em todo sistema solar, desde a sua formação, há cerca de 5,5 milhões de anos atrás. Um conhecimento detalhado das datas do impactos que causaram as crateras lunares, poderiam descrever eventos cósmicos que fazem parte da história do nosso planeta.
O melhor método para se conhecer a data de um impacto lunar seria ir lá e colher amostras estatisticamente distribuídas e fazer as datações. No entanto, não temos acesso fácil à lua no presente momento. Em 1969, na época quando o homem pisou na lua pela primeira vez, acreditava-se que pelo ano 2000 já teríamos lá algumas colônias. Não estamos nem perto disso. As 6 missões Apollo e as três russas, terminaram em 1972, trazendo amostras de rochas de somente 9 pontos distintos. Mais algumas rochas lunares que foram ejetadas após os impactos foram encontradas mais recentemente. Pouco se fez desde então, exceto estudar mais detalhadamente as rochas disponíveis.
Há um pequeno efeito de erosão lunar, que nos permite ao menos ter uma idéia da idade de crateras lunares. Os impactos produzem raios, que são rastros de pó fino formados durante a explosão, que se estendem por muitos quilômetros sobre a superfície. Tais raios são associados a crateras recentes, como aquela vista na lua através de binóculos, chamada Giordano Bruno. Enquanto que as crateras se mantêm inalteradas por bilhões de anos, os raios não, pois à medida que o tempo passa poeira fina vinda do espaço, micrometeoritos, acaba recobrindo os raios, fazendo-os desaparecer. Especula-se que talvez a cratera Giordano Bruno tenha sido decorrente de um aparente impacto ocorrido na lua em 1178 observado por cinco monges ingleses e descrito na crônica de Gervase de Canterbury. Uma evidência favorável a tal hipótese é dada pela observação do vibrações da superfície lunar.
Quando um meteorito muito grande ou veloz se choca com a lua, esta responde com vibrações. Calcula-se que tais oscilações não cessam antes de uns oitocentos anos, para um impacto do tipo que estamos considerando. Esses estremecimentos da superfícies podem ser medidos através de raios laser mandados da terra e refletidos em espelhos deixados na lua pelos astronautas da missão Apollo. A medição do tempo de ida e volta dos raios nos dá com excelente a distância da fonte do laser ao espelho. As medições indicam que a superfície lunar vibra com um período de cerca de três anos e amplitude de três metros, consistente com a idéia de que a cratera Giordano Bruno tenha menos de 1000 anos de idade.
Fernando Sasse (03/12/05)
Depois desse choque a calma então prevaleceu nessa parte do sistema solar por aproximadamente 600 milhões de anos. Análises feitas em rochas lunares trazidas pelos astronautas da missão Apollo sugeriram que há 3.9 bilhões atrás um cataclisma ocorreu: uma chuva de grandes corpos, do tamanho de asteróides, atingiu a terra, a lua, e provavelmente todos os planetas dessa região interna do sistema solar.
Tal teoria que ainda hoje recebe críticas, tem ganhado força com a análise de rochas lunares provenientes de crateras do lado oculto da lua e também de rochas de 12 crateras diferentes, pelas missões norte-americas e soviéticas. Nenhuma delas era mais antiga do que 3,9 milhões de anos, indicando que o evento foi suficiente intenso para apagar os traços de impactos anteriores. A fonte do cataclisma é desconhecida, embora haja teorias baseadas em simulações computacionais, sugerindo que essa chuva de rochas foi ocorreu devida à formação tardia dos planetas Netuno e Urano.
Através de um pequeno binóculo já é possível a observação das crateras lunares. Os mesmos impactos ocorreram na terra, embora poucas sejam hoje visíveis, em parte pelo efeito de proteção da atmosfera que desintegra muitos meteoritos antes deles atingirem a superfície e também devido à erosão causada pelos ventos e chuvas. Na lua pequenas crateras de milhões de anos são visíveis porque a falta de atmosfera e água faz com que a erosão seja quase inexistente. Ou seja, o mundo que os astronautas visitaram nos anos 70 é praticamente o mesmo daquele do tempo em que a vida começou a aparecer na terra, há 3 bilhões de anos atrás.
Por essa razão o estudo da lua e de suas crateras não é importante por si só, mas também para elucidar os eventos que aconteceram em todo sistema solar, desde a sua formação, há cerca de 5,5 milhões de anos atrás. Um conhecimento detalhado das datas do impactos que causaram as crateras lunares, poderiam descrever eventos cósmicos que fazem parte da história do nosso planeta.
O melhor método para se conhecer a data de um impacto lunar seria ir lá e colher amostras estatisticamente distribuídas e fazer as datações. No entanto, não temos acesso fácil à lua no presente momento. Em 1969, na época quando o homem pisou na lua pela primeira vez, acreditava-se que pelo ano 2000 já teríamos lá algumas colônias. Não estamos nem perto disso. As 6 missões Apollo e as três russas, terminaram em 1972, trazendo amostras de rochas de somente 9 pontos distintos. Mais algumas rochas lunares que foram ejetadas após os impactos foram encontradas mais recentemente. Pouco se fez desde então, exceto estudar mais detalhadamente as rochas disponíveis.
Há um pequeno efeito de erosão lunar, que nos permite ao menos ter uma idéia da idade de crateras lunares. Os impactos produzem raios, que são rastros de pó fino formados durante a explosão, que se estendem por muitos quilômetros sobre a superfície. Tais raios são associados a crateras recentes, como aquela vista na lua através de binóculos, chamada Giordano Bruno. Enquanto que as crateras se mantêm inalteradas por bilhões de anos, os raios não, pois à medida que o tempo passa poeira fina vinda do espaço, micrometeoritos, acaba recobrindo os raios, fazendo-os desaparecer. Especula-se que talvez a cratera Giordano Bruno tenha sido decorrente de um aparente impacto ocorrido na lua em 1178 observado por cinco monges ingleses e descrito na crônica de Gervase de Canterbury. Uma evidência favorável a tal hipótese é dada pela observação do vibrações da superfície lunar.
Quando um meteorito muito grande ou veloz se choca com a lua, esta responde com vibrações. Calcula-se que tais oscilações não cessam antes de uns oitocentos anos, para um impacto do tipo que estamos considerando. Esses estremecimentos da superfícies podem ser medidos através de raios laser mandados da terra e refletidos em espelhos deixados na lua pelos astronautas da missão Apollo. A medição do tempo de ida e volta dos raios nos dá com excelente a distância da fonte do laser ao espelho. As medições indicam que a superfície lunar vibra com um período de cerca de três anos e amplitude de três metros, consistente com a idéia de que a cratera Giordano Bruno tenha menos de 1000 anos de idade.
Fernando Sasse (03/12/05)
quinta-feira, 10 de maio de 2007
ÁRIES E LEÃO, HOJE E NESSE MÊS DE MAIO...
ÁRIES: Mês de maio
-Você andou se contendo muito além do que sua natureza permitiria, mas acontece que agora chegou o momento tão esperado, a circunstância que torna propício você tomar as atitudes com que tanto sonhou, aquelas que dariam um basta definitivo a milhares de situações que se alastraram por tempo demais em suspense. Suspense é tudo que sua alma abomina!
DIA 10/05/07 para ÁRIES:
Faça tudo de acordo com essas regras com as quais sua alma discorda, pois ainda não será possível subvertê-las ao ponto que sua criatividade exige. Vai experimentando aplicar esta criatividade aos poucos, bem aos poucos.
LEÃO:
Mês de maio
-Nada nem ninguém facilitará seu caminho, você terá de abrir-se passagem com força e determinação, guiando-se pela inefável certeza de que as tensões recentes não definiram a qualidade de seu futuro. Pelo contrário, todas as tensões, brigas e dificuldades, afinal, ficarão para trás, porém não com a velocidade e urgência que sua alma gostaria. Paciência!
DIA 10/05/07 para LEÃO:
Fique em movimento, responda positivamente ao apelo cósmico para se manter em ação, a despeito de que, a cada fim de dia, você não sinta ter avançado muito. A confirmação do avanço está na mão do tempo, sempre absolutamente eficiente.
OSCAR QUIROGA
-Você andou se contendo muito além do que sua natureza permitiria, mas acontece que agora chegou o momento tão esperado, a circunstância que torna propício você tomar as atitudes com que tanto sonhou, aquelas que dariam um basta definitivo a milhares de situações que se alastraram por tempo demais em suspense. Suspense é tudo que sua alma abomina!
DIA 10/05/07 para ÁRIES:
Faça tudo de acordo com essas regras com as quais sua alma discorda, pois ainda não será possível subvertê-las ao ponto que sua criatividade exige. Vai experimentando aplicar esta criatividade aos poucos, bem aos poucos.
LEÃO:
Mês de maio
-Nada nem ninguém facilitará seu caminho, você terá de abrir-se passagem com força e determinação, guiando-se pela inefável certeza de que as tensões recentes não definiram a qualidade de seu futuro. Pelo contrário, todas as tensões, brigas e dificuldades, afinal, ficarão para trás, porém não com a velocidade e urgência que sua alma gostaria. Paciência!
DIA 10/05/07 para LEÃO:
Fique em movimento, responda positivamente ao apelo cósmico para se manter em ação, a despeito de que, a cada fim de dia, você não sinta ter avançado muito. A confirmação do avanço está na mão do tempo, sempre absolutamente eficiente.
OSCAR QUIROGA
FAZER AS DEVIDAS ADAPTAÇÕES.
Data estelar: Júpiter e Urano em quadratura, Lua é quarto minguante no signo de Aquário.
Enquanto isso, aqui na nave Terra é legítimo que nossa humanidade busque a prosperidade material e espiritual, essa atividade faz parte do plano. Contudo, e em nome da preservação dessa legitimidade, é propício fazer as devidas adaptações ao espírito do tempo atual. O mundo como a gente o conhece não é mais o terreno onde a prosperidade material e espiritual pode se desenvolver e, ao mesmo tempo, o mundo do futuro ainda não chegou, restando para as almas humanas medianamente esclarecidas a dura responsabilidade de agir guiadas pela intuição, a despeito de não haver receptividade para tanto. Em nome das futuras gerações, obrigações cotidianas precisam ser cumpridas por todas as pessoas que já viram em suas almas a cooperação substituir a atual competição.
OSCAR QUIROGA DIÁRIO DE BORDO PARA TODOS OS SIGNOS 10/05/07
http://www.astrologiareal.com.br/
Enquanto isso, aqui na nave Terra é legítimo que nossa humanidade busque a prosperidade material e espiritual, essa atividade faz parte do plano. Contudo, e em nome da preservação dessa legitimidade, é propício fazer as devidas adaptações ao espírito do tempo atual. O mundo como a gente o conhece não é mais o terreno onde a prosperidade material e espiritual pode se desenvolver e, ao mesmo tempo, o mundo do futuro ainda não chegou, restando para as almas humanas medianamente esclarecidas a dura responsabilidade de agir guiadas pela intuição, a despeito de não haver receptividade para tanto. Em nome das futuras gerações, obrigações cotidianas precisam ser cumpridas por todas as pessoas que já viram em suas almas a cooperação substituir a atual competição.
OSCAR QUIROGA DIÁRIO DE BORDO PARA TODOS OS SIGNOS 10/05/07
http://www.astrologiareal.com.br/
http://www.calendariomaia.hpg.ig.com.br/ : PÁGINA PARA VC CALCULAR SEU SELO E CONHECER MAIS SOBRE O ASSUNTO!
O Encantamento do Sonho
Tempo é Arte
A Quinta Força
O Poder dos Treze Tons Galácticos
Uma vez na Terra, o poder das 20 tribos em suas diferentes capacidades é movido pelas 13 lunações que caracterizam a órbita do terceiro planeta. Através dos 13.000 anos do Encantamento do Sonho, da Gênese do Dragão, as 13 lunações mantêm os kins planetários no tempo do sonho galáctico. Os trajes espaciais tridimensionais são testados e suas ligações são fixadas ao hólon quadridimensional.
Então, através da Gênese do macaco, os kins começam a assumir posições para sua tarefa: colocar o terceiro planeta firmemente no módulo de sincronização da quinta força. Já foram destruídas as missões do quarto e do quinto planetas. Para evitar que a deterioração planetária chegue ao terceiro planeta, destruindo, assim, as oportunidades de Kinich Ahau de entoar o acorde galáctico, os kins planetários devem estabilizar a Terra.
O módulo de sincronização de treze tons deve ser estabelecido. Uma vez colocado em seu lugar como um instrumento do tempo universal, os kins planetários serão capazes de atuar como um organismo em contato consigo mesmo em qualquer lugar do planeta. Uma vez que isso tenha sido estabelecido, a cromática do túnel do tempo Terra/Urano poderá ser tentada.
Porém, é uma tarefa complicada. A ruptura do fluxo galáctico de inspiração e do fluxo solar de expiração, é mais profunda do que se previa. Enquanto a Terra deve carregar o fluxo orbital de Marte para manter a célula de baldeação da Terra, a ruptura de Maldek está entre os cinco planetas interiores e os cinco planetas exteriores, na célula de baldeação intermediária.
Na chegada da gênese da lua, - 3.187 anos do Encantamento do Sonho, forças em Júpiter bloqueiam o influxo de informações do hólon galáctico: o módulo de sincronização e os 100 padrões do destino para criar as ondas encantadas e os poderes mágicos para ajudar os kins planetários em sua tarefa.
Sacerdotes impostores na Terra substituem as informações verdadeiras pela proporção 12:60. Em vez da magia de seguir as treze luas, houve a substituição por um calendário de 12 meses, não circulante; em vez da beleza e do poder do vôo mágico, a hora de sessenta minutos resultado é desastroso. Os trajes espaciais tridimensionais são simultaneamente privados de um contato direto com o hólon e ensinados a crer que são independentes do hólon.
Ao mesmo tempo, já que os órgãos dos sentidos e do prazer são os pontos de acesso ao hólon, introduziu-se a vergonha sexual. Então o Ego tridimensional foi fortalecido e intensificou se sua crença na separatividade.
A civilização avança. Civilização o esforço para manter o traje espacial as custas do hólon a memória galáctica se turva. A legislação toma o lugar do prazer, do livre arbítrio. A guerra morte, os privilégios, a pobreza e a violação da Terra se convertem em ordem do dia Agora pergunta é: Poderá a Terra, o terceiro mundo, tornar se o terceiro planeta a transformar-se numa favela galáctica no sistema de Kinich Ahau Ou despertarão os kins planetários para o chamado da quinta força e por algum ato heróico coletivo voltarão a seu destino original a nação do arco-íris das cinco famílias terrestres e quatro raças raiz
Operando dentro do módulo de sincronização galáctica, poderá a nação do arco íris pacificar o planeta Terra e manter a missão orbital da Nave do Tempo Terra para estabelecer o quinto túnel do tempo cromático entre a Terra, a terceira orbita, e Urano, a oitava? Poderá Kinich Ahau finalmente entoar o quinto acorde galáctico no decisivo ano de 2013, ou será que Kinich Ahau, uma pequena estrela despretensiosa, desaparecerá na noite galáctica incapaz de colocar-se à altura da ocasião?
Somente vocês têm a resposta.
Por
José Argüeles - Macaco Espectral Azul - Valum Votan
e
Lloydine Argüeles - Vento Solar Branco - Bolon Ik
RETIRADO INTEGRALMENTE DO LIVRO
ENCANTAMENTO DO SONHO - EDITORA INTERGALÁCTICA
TRADUZIDO POR JEFFERSON MALLMANN HOMEM
REVISADO POR ANA CLÁUDIA CECILIATO
Tempo é Arte
A Quinta Força
O Poder dos Treze Tons Galácticos
Uma vez na Terra, o poder das 20 tribos em suas diferentes capacidades é movido pelas 13 lunações que caracterizam a órbita do terceiro planeta. Através dos 13.000 anos do Encantamento do Sonho, da Gênese do Dragão, as 13 lunações mantêm os kins planetários no tempo do sonho galáctico. Os trajes espaciais tridimensionais são testados e suas ligações são fixadas ao hólon quadridimensional.
Então, através da Gênese do macaco, os kins começam a assumir posições para sua tarefa: colocar o terceiro planeta firmemente no módulo de sincronização da quinta força. Já foram destruídas as missões do quarto e do quinto planetas. Para evitar que a deterioração planetária chegue ao terceiro planeta, destruindo, assim, as oportunidades de Kinich Ahau de entoar o acorde galáctico, os kins planetários devem estabilizar a Terra.
O módulo de sincronização de treze tons deve ser estabelecido. Uma vez colocado em seu lugar como um instrumento do tempo universal, os kins planetários serão capazes de atuar como um organismo em contato consigo mesmo em qualquer lugar do planeta. Uma vez que isso tenha sido estabelecido, a cromática do túnel do tempo Terra/Urano poderá ser tentada.
Porém, é uma tarefa complicada. A ruptura do fluxo galáctico de inspiração e do fluxo solar de expiração, é mais profunda do que se previa. Enquanto a Terra deve carregar o fluxo orbital de Marte para manter a célula de baldeação da Terra, a ruptura de Maldek está entre os cinco planetas interiores e os cinco planetas exteriores, na célula de baldeação intermediária.
Na chegada da gênese da lua, - 3.187 anos do Encantamento do Sonho, forças em Júpiter bloqueiam o influxo de informações do hólon galáctico: o módulo de sincronização e os 100 padrões do destino para criar as ondas encantadas e os poderes mágicos para ajudar os kins planetários em sua tarefa.
Sacerdotes impostores na Terra substituem as informações verdadeiras pela proporção 12:60. Em vez da magia de seguir as treze luas, houve a substituição por um calendário de 12 meses, não circulante; em vez da beleza e do poder do vôo mágico, a hora de sessenta minutos resultado é desastroso. Os trajes espaciais tridimensionais são simultaneamente privados de um contato direto com o hólon e ensinados a crer que são independentes do hólon.
Ao mesmo tempo, já que os órgãos dos sentidos e do prazer são os pontos de acesso ao hólon, introduziu-se a vergonha sexual. Então o Ego tridimensional foi fortalecido e intensificou se sua crença na separatividade.
A civilização avança. Civilização o esforço para manter o traje espacial as custas do hólon a memória galáctica se turva. A legislação toma o lugar do prazer, do livre arbítrio. A guerra morte, os privilégios, a pobreza e a violação da Terra se convertem em ordem do dia Agora pergunta é: Poderá a Terra, o terceiro mundo, tornar se o terceiro planeta a transformar-se numa favela galáctica no sistema de Kinich Ahau Ou despertarão os kins planetários para o chamado da quinta força e por algum ato heróico coletivo voltarão a seu destino original a nação do arco-íris das cinco famílias terrestres e quatro raças raiz
Operando dentro do módulo de sincronização galáctica, poderá a nação do arco íris pacificar o planeta Terra e manter a missão orbital da Nave do Tempo Terra para estabelecer o quinto túnel do tempo cromático entre a Terra, a terceira orbita, e Urano, a oitava? Poderá Kinich Ahau finalmente entoar o quinto acorde galáctico no decisivo ano de 2013, ou será que Kinich Ahau, uma pequena estrela despretensiosa, desaparecerá na noite galáctica incapaz de colocar-se à altura da ocasião?
Somente vocês têm a resposta.
Por
José Argüeles - Macaco Espectral Azul - Valum Votan
e
Lloydine Argüeles - Vento Solar Branco - Bolon Ik
RETIRADO INTEGRALMENTE DO LIVRO
ENCANTAMENTO DO SONHO - EDITORA INTERGALÁCTICA
TRADUZIDO POR JEFFERSON MALLMANN HOMEM
REVISADO POR ANA CLÁUDIA CECILIATO
ESPELHO BRANCO DO NORTE MAGNÉTICO (MEU SELO MAIA)
ESPELHO = Eznab
Este selo oferece uma oportunidade especial de visitar a sala dos espelhos, de ver-se refletido ali e poder dirigir-se a esta parte sua da qual você se tem estado esquivando , ou que não tinha visto claramente. Contemple essa parte não clara , a que você não reconhece: a ilusão dos problemas. Esta é sua oportunidade de ver a verdade, de completar a parte que lhe falta. Olhe no espelho que revela o inconsciente e contemple essas suas partes sombreadas, que o impedem de ver a luz, ou que se interpõem entre você e a luz . Está sendo proporcionado a você o dom da percepção.
Aceite este selo, pois você está disposto e tem a coragem de completar essas partes não tão claras em você. Que problemas aparente você tem, que debilidade ou ilusão você está vivenciando, que você pode enfrentar diretamente para poder encontrar o benefício que isso traz ao fazê-lo ? Use o mundo e as pessoas que rodeiam você, neste seu processo de descobrir. Se você se mantiver fixo em sua posição, não deixará que mudem as situações. Se estiver mantendo uma postura forte , convencido de que somente você tem razão, liberte-se para poder vivenciar o poder que existe em fazer uma mudança . Prove essa sensação de deixar as coisas fluirem, e aceite o ponto de vista dos outros. Ponha-se do outro lado do espelho.
Este selo guia você para uma posição solta entre o que parecem ser polaridades extremas. Para poder vivenciar esta posição, visualize mentalmente um triângulo de luz conectando você com as duas polaridades. Imagine-se no centro do triângulo, o lugar da integração, do conflito, o paradoxo, o lugar da fluidez. Se você tem uma preocupação ou pergunta, reserve algum tempo para receber a orientação que parte deste centro fluido.
O absoluto não existe; a fenda dentro do mundo se está abrindo. Você vive dentro de um esquema tempo/espaço que se está expandindo , a fim de que possa ser sanada a separação e o Céu e a Terra possam tornar-se um só. O julgar e o aceitar são lados opostos do mesmo espelho Entre e passe por estes reflexos até uma realidade maior, Use a espada do discernimento para cortar com seu auto-julgamento e o dos outros. A aceitação de si mesmo tem o poder libertar e perdoar todas as coisas que o mantém alheado para ver a clara imagem que realmente você reflete.
A sabedoria da sombra (receios e medos )
Na sombra do reflexo de seu espelho, você pode estar sentindo-te perdido ou confuso ao ver-se refletido em seus problemas, duvidas a respeito de si mesmo, medos , auto- julgamento e problemas emocionais... as mil faces da ilusão. Pergunte-se sinceramente de que forma você apoia estas ilusões em sua vida. A você esta sendo dada a espada da discriminação. Olhe em seu espelho da vida e exclua o que não esteja completamente claro.
Acaso as sombras refletidas em seu espelho se tornaram ou parecem tão reais que você sente que elas se sobrepõem a sua habilidade de conseguir mudar as coisas ? Enfrente essas sombras em seu espelho esfumaçado. Olhe-as bem e medite a respeito do que lhe querem dizer e da sabedoria que lhe trazem. O que aparece neste espelho é o de que você mais necessita para crescer e desenvolver-se.
Se você se sente confuso em sua mente, imagine-se sentado no centro de seu selo e peça-lhe sabedoria. Com claridade elimine a confusão de sua mente e reconheça a verdade. Faça-se amigo de sua mente. Abra-se a sua Essência, a qual pode ver os problemas e as sombras como dádivas da compreensão espiritual.
Contemple também os espelhos que os outros apresentam a você, para perceber como você contribui para manter a ilusão em sua vida. Se você tem uma reação forte contra uma coisa ou pessoa, estude com uma lupa seus julgamentos, ressentimentos e reações fortes. Procure ver a dádiva que é este espelho, use-o para realmente ver, perdoar e transformar. Peça a bons amigos que lhe digam como vêem você. E juntos atravessem o salão dos espelhos. Como guerreiro espiritual do arco-íris, esteja disposto a assumir os riscos que o ajudarão a perdoar a si mesmo e aos outros. Contemple-se, junto com sua sombra ,liberado da confusão da ilusão mental. Então penetre neste reflexo para sair do outro lado, na grande realidade.
Número: 18 = Uuc-Lahun
Símbolos: Espelho, espada
Cor: Prateado
Flores: Orquídea, Bromélia
Pedras: Diamante, Cristal, Pirita prateada
Direção: Norte
Elemento: Ar
Mudra: Estender um braço de cada vez para acima, esticando-o e, em seguida, baixá-lo em diagonal, como se estivesse cortando uma ilusão.
ETZNAB
A PRÓPRIA IMAGEM
PRONÚNCA: (etiznab)
Em Maia: ETZNAB - Espelho
Em Asteca: Tecpati - Rochedo
Em Zapoteca: Gopa - Rocha
Posição Solar: 18º dos 20 sóis
Direção: Norte (Xaman)
Cor: Branca (Sac)
Chakra: Plexo Solar
Elemento: Ar
Planeta: Netuno
Realidade: Espiritual / Coração Universal
Consciência: Universal
Essência: Refina, modula, recebe, auto-regula-se.
Frequência: Reflete, perpetua, ordena
Personalidade: Prática, social, responsável
Paradoxo: Auto-concentração x auto-sacrifício
Desafio: Controlar o excesso de crítica com os outros e consigo
Saída: Desenvolver a cooperação e compartilhar com os outros, sem expectativas.
Sóis que dão proteção (Poder de Guia), pessoas ou dias são: Os sóis do Norte:
IK CIMI, OC, IX, ETZNAB
Sóis compatíveis (Análogos), pessoas ou dias são: Os sóis do Leste:
IMIX, CHICCHAN, MULUC, BEN, CABAN
Sóis ocultos, pessoas ou dias são: Os sóis do Oeste:
AKBAL MANIK, CHUEN, MEN, CAUAC
Sóis antípodas, pessoas ou dias são: Os sóis do Sul:
KAN, LAMAT, EB, CIB, AHAU
O SAGRADO SOL E T Z N A B
ETZNAB diz respeito a superar obstáculos, as limitações pessoais e encontrar soluções para os antigos problemas. ETZNAB pode elevar-se acima das limitações para um novo nível de evolução criativa. Em essência, ETZNAB renova realizações. Diz respeito à transcendência e ao alinhamento. É estéril e molestado por tumulto, pois ele é um ondulado reflexo que provoca a ilusão. Agarre o presente momento, ETZNAB, para boa sorte, honra, honra e riqueza, que resultaria de suas ações, mas cuidado com a hesitação que poderia levá-lo para longe do destino escolhido.
ETZNAB geralmente sofre grandes agonias e privações na juventude. Alguns se deixam derrotar pelos obstáculos, outros ascendem acima deles. Ele precisa escolher entre ser uma vítima ou um próspero e alinhado ser humano. Faz parte da natureza de ETZNAB transcender essas limitações e ser bem sucedido na vida.
O sagrado sol ETZNAB tem visão aguçada que pode se desdobrar das ilusões do mundo e ver as coisas pelo que elas realmente são. Vê claramente o que ocorre sobre a Terra. Tem uma mente perspicaz e a habilidade para ver e compreender, até mesmo, os mínimos detalhes de determinado assunto. O paradoxo aqui é que o espelho está sempre refletindo o que está a sua frente, mas tem dificuldade de ser visto pelos outros e maior dificuldade ainda de se ver.
Exteriormente, ETZNAB pode aparentar austeridade, reserva e até mesmo, ser improdutivo (estéril). O desafio é suavizar a dura e reservada presença que mantém as amizades e novos conhecimentos à distância. Esta imagem que ETNAZB cria é a proteção, pois na realidade tem medo de ser conhecido. Debaixo da aparência exterior de confiança, está um sol com muitas dúvidas interiores e inseguranças.
Vaidade e auto-absorção são, provavelmente, a origem de muitos problemas na vida, e grandes fraquezas. Ele pode, tanto ser autoconcentrado no trabalho, como na própria aparência. Este é um sinal de insegurança e tentará curar-se recebendo elogios e ajuda dos outros. Em relacionamentos íntimos, alguns, são muito ciumentos. Esta é outra indicação de sua profunda insegurança pessoal. Insegurança, medo, dificuldades emocionais e autojulgamento são obstáculos comuns a este sol. Não seja tão duro consigo mesmo! Compreenda que, afinal das contas, você é humano.
ETZNAB demonstra uma mente prática e penetrante e tem grande entusiasmo por novos assuntos a que se dedica. Muitos são cultos, curiosos e abertos para novos aprendizados. Esta quase obsessão por novos aprendizados ajuda ETZNAB a desenvolver bom julgamento em assuntos sociais. Ele freqüentemente se distrai estabelecendo um debate sobre um assunto técnico ou complicado com outras pessoas em uma boa conversação. ETZNAB é interessado nos profundos significados dos aspectos físicos e românticos dos relacionamentos. Algumas vezes ETZNAB fica preso nos labirintos da mente.
Muitas vezes ETZNAB age mecanicamente e demonstra boa coordenação. Pode resolver problemas comuns, trabalhar com ferramentas ou dominar a coordenação dos dedos, necessária para instrumentos musicais. É extremamente interessado em aspectos técnicos daquilo que faz, tendo perspicácia para detalhes. Engenharia e fotografia, geralmente, são carreiras escolhidas.
ETZNAB é polido, cortês e não competitivo, podendo ser responsável e altruísta. Estas são as mais importantes qualidades de ETZNAB. Objetivando colocar o auto-interesse de lado para ir de encontro às necessidades dos outros, alguns sacrificar-se-ão por seus países ou por aqueles que estão próximos. Outros ajudarão amigos e a família a estabelecer-se em um projeto ou atividade criativa.
Este sol é extremamente social. Festas, reuniões, romances e novidades podem tornar-se um exagero. Inevitavelmente ETZNAB torna-se excitado quando rodeado por outras pessoas. Pode ser um modelo de amigo e amante, mas isto pode mudar quando alguém realmente vê e compreende seus conflitos internos.
Etznab gasta muito tempo se debatendo em relacionamentos íntimos. Muitos são totalmente fora da realidade, com idéias acerca de como um relacionamento deveria ser conduzido para não trazer um conflito direto com suas necessidades. Eles sempre se sacrificam em algum nível e ficam nervosos por terem feito isso. Esta característica resulta em relacionamentos estressantes e conflitantes para ambos os parceiros. Conflitos chave para ETZNAB são: cooperação e auto-sacrifício versus auto-interesse e vaidade. A solução chegará quando ele aprender habilidades sociais que usem cooperação e partilha, e sem perder seus próprios interesses. Um ETZNAB maduro pode ter aprendido esta lição mas os mais jovens costumam cometer os mesmos erros básicos.
ETZNAB parece calmo e polido superficialmente mas interiormente é FOGO. Evitará conflitos, reprimindo sentimentos e emoções por longo tempo, mas quando muito pressionado, demonstrará um temperamento quente. Quando não suporta mais EXPLODE com grande raiva, ou pelo menos, lançará insultos ferinos e raivosos.
Os intensos ciúmes deste sol, oriundo mais do medo do que do ardor pode gerar um tipo de domínio sobre os demais, mas ETZNAB sente-se desconfortável dominando os outros. Assim, geralmente trabalhará mais para outras pessoas do que sendo o patrão. Em alguns casos, estabelecerá uma atividade autônoma para evitar dominação ou controle.
ETZNAB, é tempo de investigar o seu lado que você tem evitado. Aprenda a ver-se com clareza. Questione-se para saber o que se encontra entre você e o seu alinhamento. Deixe ir os seus julgamentos e opiniões fixas das coisas. Isto o impede de mudar e evoluir. Suas percepções não são as únicas que estão certas. Aprenda a ver sob outras perspectivas. Peça clareza, sabedoria e habilidade para ver como você está contribuindo para suas próprias ilusões. Observe-se quando sentir fortes reações a situações e pessoas. Quais são seus julgamentos para esta reação? Em virtude de dificuldade em ver-se a si mesmo, você aprenderá observando os outros e suas reações para com eles. Corra o risco e peça para amigos íntimos exporem suas percepções a seu respeito, pois assim, você poderá compreender-se melhor. Perdoe-se e aos outros, abrindo mão de seus julgamentos. Olhe o passado no espelho embaçado e retire as ilusões, pois assim, você poderá caminhar na total integridade de seu destino solar.
Joy Naxle’in Traduzido por: Maria Thereza F. Di Lascio
Este selo oferece uma oportunidade especial de visitar a sala dos espelhos, de ver-se refletido ali e poder dirigir-se a esta parte sua da qual você se tem estado esquivando , ou que não tinha visto claramente. Contemple essa parte não clara , a que você não reconhece: a ilusão dos problemas. Esta é sua oportunidade de ver a verdade, de completar a parte que lhe falta. Olhe no espelho que revela o inconsciente e contemple essas suas partes sombreadas, que o impedem de ver a luz, ou que se interpõem entre você e a luz . Está sendo proporcionado a você o dom da percepção.
Aceite este selo, pois você está disposto e tem a coragem de completar essas partes não tão claras em você. Que problemas aparente você tem, que debilidade ou ilusão você está vivenciando, que você pode enfrentar diretamente para poder encontrar o benefício que isso traz ao fazê-lo ? Use o mundo e as pessoas que rodeiam você, neste seu processo de descobrir. Se você se mantiver fixo em sua posição, não deixará que mudem as situações. Se estiver mantendo uma postura forte , convencido de que somente você tem razão, liberte-se para poder vivenciar o poder que existe em fazer uma mudança . Prove essa sensação de deixar as coisas fluirem, e aceite o ponto de vista dos outros. Ponha-se do outro lado do espelho.
Este selo guia você para uma posição solta entre o que parecem ser polaridades extremas. Para poder vivenciar esta posição, visualize mentalmente um triângulo de luz conectando você com as duas polaridades. Imagine-se no centro do triângulo, o lugar da integração, do conflito, o paradoxo, o lugar da fluidez. Se você tem uma preocupação ou pergunta, reserve algum tempo para receber a orientação que parte deste centro fluido.
O absoluto não existe; a fenda dentro do mundo se está abrindo. Você vive dentro de um esquema tempo/espaço que se está expandindo , a fim de que possa ser sanada a separação e o Céu e a Terra possam tornar-se um só. O julgar e o aceitar são lados opostos do mesmo espelho Entre e passe por estes reflexos até uma realidade maior, Use a espada do discernimento para cortar com seu auto-julgamento e o dos outros. A aceitação de si mesmo tem o poder libertar e perdoar todas as coisas que o mantém alheado para ver a clara imagem que realmente você reflete.
A sabedoria da sombra (receios e medos )
Na sombra do reflexo de seu espelho, você pode estar sentindo-te perdido ou confuso ao ver-se refletido em seus problemas, duvidas a respeito de si mesmo, medos , auto- julgamento e problemas emocionais... as mil faces da ilusão. Pergunte-se sinceramente de que forma você apoia estas ilusões em sua vida. A você esta sendo dada a espada da discriminação. Olhe em seu espelho da vida e exclua o que não esteja completamente claro.
Acaso as sombras refletidas em seu espelho se tornaram ou parecem tão reais que você sente que elas se sobrepõem a sua habilidade de conseguir mudar as coisas ? Enfrente essas sombras em seu espelho esfumaçado. Olhe-as bem e medite a respeito do que lhe querem dizer e da sabedoria que lhe trazem. O que aparece neste espelho é o de que você mais necessita para crescer e desenvolver-se.
Se você se sente confuso em sua mente, imagine-se sentado no centro de seu selo e peça-lhe sabedoria. Com claridade elimine a confusão de sua mente e reconheça a verdade. Faça-se amigo de sua mente. Abra-se a sua Essência, a qual pode ver os problemas e as sombras como dádivas da compreensão espiritual.
Contemple também os espelhos que os outros apresentam a você, para perceber como você contribui para manter a ilusão em sua vida. Se você tem uma reação forte contra uma coisa ou pessoa, estude com uma lupa seus julgamentos, ressentimentos e reações fortes. Procure ver a dádiva que é este espelho, use-o para realmente ver, perdoar e transformar. Peça a bons amigos que lhe digam como vêem você. E juntos atravessem o salão dos espelhos. Como guerreiro espiritual do arco-íris, esteja disposto a assumir os riscos que o ajudarão a perdoar a si mesmo e aos outros. Contemple-se, junto com sua sombra ,liberado da confusão da ilusão mental. Então penetre neste reflexo para sair do outro lado, na grande realidade.
Número: 18 = Uuc-Lahun
Símbolos: Espelho, espada
Cor: Prateado
Flores: Orquídea, Bromélia
Pedras: Diamante, Cristal, Pirita prateada
Direção: Norte
Elemento: Ar
Mudra: Estender um braço de cada vez para acima, esticando-o e, em seguida, baixá-lo em diagonal, como se estivesse cortando uma ilusão.
ETZNAB
A PRÓPRIA IMAGEM
PRONÚNCA: (etiznab)
Em Maia: ETZNAB - Espelho
Em Asteca: Tecpati - Rochedo
Em Zapoteca: Gopa - Rocha
Posição Solar: 18º dos 20 sóis
Direção: Norte (Xaman)
Cor: Branca (Sac)
Chakra: Plexo Solar
Elemento: Ar
Planeta: Netuno
Realidade: Espiritual / Coração Universal
Consciência: Universal
Essência: Refina, modula, recebe, auto-regula-se.
Frequência: Reflete, perpetua, ordena
Personalidade: Prática, social, responsável
Paradoxo: Auto-concentração x auto-sacrifício
Desafio: Controlar o excesso de crítica com os outros e consigo
Saída: Desenvolver a cooperação e compartilhar com os outros, sem expectativas.
Sóis que dão proteção (Poder de Guia), pessoas ou dias são: Os sóis do Norte:
IK CIMI, OC, IX, ETZNAB
Sóis compatíveis (Análogos), pessoas ou dias são: Os sóis do Leste:
IMIX, CHICCHAN, MULUC, BEN, CABAN
Sóis ocultos, pessoas ou dias são: Os sóis do Oeste:
AKBAL MANIK, CHUEN, MEN, CAUAC
Sóis antípodas, pessoas ou dias são: Os sóis do Sul:
KAN, LAMAT, EB, CIB, AHAU
O SAGRADO SOL E T Z N A B
ETZNAB diz respeito a superar obstáculos, as limitações pessoais e encontrar soluções para os antigos problemas. ETZNAB pode elevar-se acima das limitações para um novo nível de evolução criativa. Em essência, ETZNAB renova realizações. Diz respeito à transcendência e ao alinhamento. É estéril e molestado por tumulto, pois ele é um ondulado reflexo que provoca a ilusão. Agarre o presente momento, ETZNAB, para boa sorte, honra, honra e riqueza, que resultaria de suas ações, mas cuidado com a hesitação que poderia levá-lo para longe do destino escolhido.
ETZNAB geralmente sofre grandes agonias e privações na juventude. Alguns se deixam derrotar pelos obstáculos, outros ascendem acima deles. Ele precisa escolher entre ser uma vítima ou um próspero e alinhado ser humano. Faz parte da natureza de ETZNAB transcender essas limitações e ser bem sucedido na vida.
O sagrado sol ETZNAB tem visão aguçada que pode se desdobrar das ilusões do mundo e ver as coisas pelo que elas realmente são. Vê claramente o que ocorre sobre a Terra. Tem uma mente perspicaz e a habilidade para ver e compreender, até mesmo, os mínimos detalhes de determinado assunto. O paradoxo aqui é que o espelho está sempre refletindo o que está a sua frente, mas tem dificuldade de ser visto pelos outros e maior dificuldade ainda de se ver.
Exteriormente, ETZNAB pode aparentar austeridade, reserva e até mesmo, ser improdutivo (estéril). O desafio é suavizar a dura e reservada presença que mantém as amizades e novos conhecimentos à distância. Esta imagem que ETNAZB cria é a proteção, pois na realidade tem medo de ser conhecido. Debaixo da aparência exterior de confiança, está um sol com muitas dúvidas interiores e inseguranças.
Vaidade e auto-absorção são, provavelmente, a origem de muitos problemas na vida, e grandes fraquezas. Ele pode, tanto ser autoconcentrado no trabalho, como na própria aparência. Este é um sinal de insegurança e tentará curar-se recebendo elogios e ajuda dos outros. Em relacionamentos íntimos, alguns, são muito ciumentos. Esta é outra indicação de sua profunda insegurança pessoal. Insegurança, medo, dificuldades emocionais e autojulgamento são obstáculos comuns a este sol. Não seja tão duro consigo mesmo! Compreenda que, afinal das contas, você é humano.
ETZNAB demonstra uma mente prática e penetrante e tem grande entusiasmo por novos assuntos a que se dedica. Muitos são cultos, curiosos e abertos para novos aprendizados. Esta quase obsessão por novos aprendizados ajuda ETZNAB a desenvolver bom julgamento em assuntos sociais. Ele freqüentemente se distrai estabelecendo um debate sobre um assunto técnico ou complicado com outras pessoas em uma boa conversação. ETZNAB é interessado nos profundos significados dos aspectos físicos e românticos dos relacionamentos. Algumas vezes ETZNAB fica preso nos labirintos da mente.
Muitas vezes ETZNAB age mecanicamente e demonstra boa coordenação. Pode resolver problemas comuns, trabalhar com ferramentas ou dominar a coordenação dos dedos, necessária para instrumentos musicais. É extremamente interessado em aspectos técnicos daquilo que faz, tendo perspicácia para detalhes. Engenharia e fotografia, geralmente, são carreiras escolhidas.
ETZNAB é polido, cortês e não competitivo, podendo ser responsável e altruísta. Estas são as mais importantes qualidades de ETZNAB. Objetivando colocar o auto-interesse de lado para ir de encontro às necessidades dos outros, alguns sacrificar-se-ão por seus países ou por aqueles que estão próximos. Outros ajudarão amigos e a família a estabelecer-se em um projeto ou atividade criativa.
Este sol é extremamente social. Festas, reuniões, romances e novidades podem tornar-se um exagero. Inevitavelmente ETZNAB torna-se excitado quando rodeado por outras pessoas. Pode ser um modelo de amigo e amante, mas isto pode mudar quando alguém realmente vê e compreende seus conflitos internos.
Etznab gasta muito tempo se debatendo em relacionamentos íntimos. Muitos são totalmente fora da realidade, com idéias acerca de como um relacionamento deveria ser conduzido para não trazer um conflito direto com suas necessidades. Eles sempre se sacrificam em algum nível e ficam nervosos por terem feito isso. Esta característica resulta em relacionamentos estressantes e conflitantes para ambos os parceiros. Conflitos chave para ETZNAB são: cooperação e auto-sacrifício versus auto-interesse e vaidade. A solução chegará quando ele aprender habilidades sociais que usem cooperação e partilha, e sem perder seus próprios interesses. Um ETZNAB maduro pode ter aprendido esta lição mas os mais jovens costumam cometer os mesmos erros básicos.
ETZNAB parece calmo e polido superficialmente mas interiormente é FOGO. Evitará conflitos, reprimindo sentimentos e emoções por longo tempo, mas quando muito pressionado, demonstrará um temperamento quente. Quando não suporta mais EXPLODE com grande raiva, ou pelo menos, lançará insultos ferinos e raivosos.
Os intensos ciúmes deste sol, oriundo mais do medo do que do ardor pode gerar um tipo de domínio sobre os demais, mas ETZNAB sente-se desconfortável dominando os outros. Assim, geralmente trabalhará mais para outras pessoas do que sendo o patrão. Em alguns casos, estabelecerá uma atividade autônoma para evitar dominação ou controle.
ETZNAB, é tempo de investigar o seu lado que você tem evitado. Aprenda a ver-se com clareza. Questione-se para saber o que se encontra entre você e o seu alinhamento. Deixe ir os seus julgamentos e opiniões fixas das coisas. Isto o impede de mudar e evoluir. Suas percepções não são as únicas que estão certas. Aprenda a ver sob outras perspectivas. Peça clareza, sabedoria e habilidade para ver como você está contribuindo para suas próprias ilusões. Observe-se quando sentir fortes reações a situações e pessoas. Quais são seus julgamentos para esta reação? Em virtude de dificuldade em ver-se a si mesmo, você aprenderá observando os outros e suas reações para com eles. Corra o risco e peça para amigos íntimos exporem suas percepções a seu respeito, pois assim, você poderá compreender-se melhor. Perdoe-se e aos outros, abrindo mão de seus julgamentos. Olhe o passado no espelho embaçado e retire as ilusões, pois assim, você poderá caminhar na total integridade de seu destino solar.
Joy Naxle’in Traduzido por: Maria Thereza F. Di Lascio
MINHA CRIANÇA MÁGICA NO CALENDÁRIO MAIA, TENHO CONTATO COM ESSA SABEDORIA DESDE 1995.
Etznab - Espelho
Eu sou Etznab, a sala de espelhos.
Em minha brilhante simplicidade, apenas lhe revelo a verdade
De volta para você.
O mesmo reflexo é visto por alguns como beleza,
Por outros como distorção.
Entretanto, sou apenas um holograma espelhado,
Um meio de você adquirir visão real
Que vê através do espelho desta realidade aparente.
Viaje comigo agora, para o centro da sala dos espelhos
Sendo vazio, simples, quieto,
Liberto para o momento do círculo sem fim
Do labirinto da ilusão mental no mundo de aparências.
Eu sou Etznab.
Encontre minha reflexão infinita
Na poderosa realidade emergindo
Onde o tempo permanece estático;
Lá, a entrada do ponto do Grande Mistério aparecerá.
Meça o momento.
Entre na sala de espelhos.
Neste local de não-tempo, tempo fora do tempo,
No reflexo infindável do ser,
Você pergunta: "Quem sou eu?"
A questão responde, "Eu sou"
Como uma ruptura começa a se formar no espelho.
A abertura entre os mundos onde você entra.
Com a intenção clara do guerreiro espiritual,
Você se aproxima do espelho, sussurrando,
"Verdade, verdade, chame meu novo nome!"
O espaço arremessa com a poderosa vibração presa no vazio.
A palavra é falada.
Realidades e dimensões convergem.
O espelho se dissolve, bem diante de seus olhos,
E você caminha através do espelho, livre,
Na realidade maior.
Lá você vê uma pirâmide de Luz,
E começa a planar, com intenção clara,
De subir às alturas.
Ao ascender, você sente o mistério
De uma zona de poder magnificado descendente.
Se seu corpo treme, você diz
"Existe apenas a verdade deste momento, agora."
Ao alcançar o topo da pirâmide,
Você é atraído pelo padrão no centro
Onde você repousa olhando em direção ao paraíso, sem expectativas,
No êxtase da totalidade,
Vertendo unidade, atemporal.
Um ser luminoso aproxima-se
Com a espada da verdade e Luz
Com asas abraçando gentilmente o silêncio,
A Luz penetra em suas ilusões mais escuras.
Sem medo você espera a morte do seu ser,
Pois está pronto para receber a iniciação da espada.
A lâmina da verdade corta a ilusão,
Penetrando através do topo de sua cabeça até o seu coração,
Abrindo, conectando, alinhando coração e mente
Como um instrumento vazio, revelando a face da presença divina.
Neste momento de iluminação, conheça a si mesmo
Uma vez mais, como a pirâmide de cristal da Luz,
Cúpula do templo,
Unida com a pirâmide.
Nesta câmara secreta onde duas pirâmides se encontram,
Você é sacramentado, purificado.
Na graça você é tido como uma criança de verdade e lua,
Uma criança do Grande Sol Central,
Uma criança do eterno agora
Nesta união sagrada,
Saiba que você é o fruto Divino que cai
Da árvore da consciência do Único
O Descobridor
Verdade, chame meu nome. Eu fico nu diante de você, despido da ilusão.
Eu sou Etznab, a sala de espelhos.
Em minha brilhante simplicidade, apenas lhe revelo a verdade
De volta para você.
O mesmo reflexo é visto por alguns como beleza,
Por outros como distorção.
Entretanto, sou apenas um holograma espelhado,
Um meio de você adquirir visão real
Que vê através do espelho desta realidade aparente.
Viaje comigo agora, para o centro da sala dos espelhos
Sendo vazio, simples, quieto,
Liberto para o momento do círculo sem fim
Do labirinto da ilusão mental no mundo de aparências.
Eu sou Etznab.
Encontre minha reflexão infinita
Na poderosa realidade emergindo
Onde o tempo permanece estático;
Lá, a entrada do ponto do Grande Mistério aparecerá.
Meça o momento.
Entre na sala de espelhos.
Neste local de não-tempo, tempo fora do tempo,
No reflexo infindável do ser,
Você pergunta: "Quem sou eu?"
A questão responde, "Eu sou"
Como uma ruptura começa a se formar no espelho.
A abertura entre os mundos onde você entra.
Com a intenção clara do guerreiro espiritual,
Você se aproxima do espelho, sussurrando,
"Verdade, verdade, chame meu novo nome!"
O espaço arremessa com a poderosa vibração presa no vazio.
A palavra é falada.
Realidades e dimensões convergem.
O espelho se dissolve, bem diante de seus olhos,
E você caminha através do espelho, livre,
Na realidade maior.
Lá você vê uma pirâmide de Luz,
E começa a planar, com intenção clara,
De subir às alturas.
Ao ascender, você sente o mistério
De uma zona de poder magnificado descendente.
Se seu corpo treme, você diz
"Existe apenas a verdade deste momento, agora."
Ao alcançar o topo da pirâmide,
Você é atraído pelo padrão no centro
Onde você repousa olhando em direção ao paraíso, sem expectativas,
No êxtase da totalidade,
Vertendo unidade, atemporal.
Um ser luminoso aproxima-se
Com a espada da verdade e Luz
Com asas abraçando gentilmente o silêncio,
A Luz penetra em suas ilusões mais escuras.
Sem medo você espera a morte do seu ser,
Pois está pronto para receber a iniciação da espada.
A lâmina da verdade corta a ilusão,
Penetrando através do topo de sua cabeça até o seu coração,
Abrindo, conectando, alinhando coração e mente
Como um instrumento vazio, revelando a face da presença divina.
Neste momento de iluminação, conheça a si mesmo
Uma vez mais, como a pirâmide de cristal da Luz,
Cúpula do templo,
Unida com a pirâmide.
Nesta câmara secreta onde duas pirâmides se encontram,
Você é sacramentado, purificado.
Na graça você é tido como uma criança de verdade e lua,
Uma criança do Grande Sol Central,
Uma criança do eterno agora
Nesta união sagrada,
Saiba que você é o fruto Divino que cai
Da árvore da consciência do Único
O Descobridor
Verdade, chame meu nome. Eu fico nu diante de você, despido da ilusão.
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Voltei a trabalhar...
...que delícia!
A saudade dos alunos...
A recepção das professoras e demais membros da escola, tudo de bom.
Mas, têm gente que jura que eu fiz lipo rsrsrs...
Eu sei a lipo que eu fiz!!!
Diária, horária...
Agora carrego uma foto sua na carteira, cada vez que abro, te encontro em imagem...
A mais atual que tenho, salvei e imprimi aqui!
Passeias comigo, na mente, no coração e na carteira...
Perdão, mas é a única forma de estares fisicamente presente!
Pois nos outros planos te sinto totalmente aqui!
E não há espaço para falta...
Mas sabes que almejo pelo reencontro de corpos e de almas!
Só o tempo...
Senhor das horas!
Bom vou dormir, amanhã acordo 5 e 30 da manhã...
E uma música que fala tudo:
Não é Fácil
Marisa Monte
Composição: Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te terá ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho
Só que eu não acho nada estranho...Vou vivendo, e "a vida nos espera numa boa" como já dizia a boa Marisa Monte em outra canção!Durma bem!
A saudade dos alunos...
A recepção das professoras e demais membros da escola, tudo de bom.
Mas, têm gente que jura que eu fiz lipo rsrsrs...
Eu sei a lipo que eu fiz!!!
Diária, horária...
Agora carrego uma foto sua na carteira, cada vez que abro, te encontro em imagem...
A mais atual que tenho, salvei e imprimi aqui!
Passeias comigo, na mente, no coração e na carteira...
Perdão, mas é a única forma de estares fisicamente presente!
Pois nos outros planos te sinto totalmente aqui!
E não há espaço para falta...
Mas sabes que almejo pelo reencontro de corpos e de almas!
Só o tempo...
Senhor das horas!
Bom vou dormir, amanhã acordo 5 e 30 da manhã...
E uma música que fala tudo:
Não é Fácil
Marisa Monte
Composição: Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown
Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te terá ao meu lado
O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho
Só que eu não acho nada estranho...Vou vivendo, e "a vida nos espera numa boa" como já dizia a boa Marisa Monte em outra canção!Durma bem!
PARA MINHA FAMÍLIA, que em breve será construída...
MULTI
Batom na boca, comida na mesa, esmalte fresco, casa limpa.
Roupa passada, flores regadas, salto alto, pé na estrada.
Cabelos ao vento, corpo ao sol.
Curvas e cores, dores, amores.
Tempo curto, amor demais.
Homem, crianças, animais.
Dona de tudo, dona de si.
Varre dançando, se olha no espelho, vive amando.
Acorda cedo, corre, voa , cai, levanta.
Chora, ri, sonha, concretiza.
Bruxa, fada, sacerdotisa.
Faz feitiço na cozinha
Sortilégios a luz do dia
Faz magia na cama.
Beija, olha nos olhos
Ama, ama.
(CAROLINA SALCIDES)
ESSA É PARA VOCÊ,
DIRETAMENTE:
EU AMO VOCÊS... O FUTURO É LOGO ALI, ALÊM DO ARTUR VÊM A ALICE TAMBÉM...
SEREMOS SEIS? OU NESSA VIDA QUE É APENAS UMA PÁGINA, NÃO VAMOS ILUSTRAR?
ESTOU ABERTA...
QUE A NÓS CABE A ETERNIDADE, NÃO TENHO DÚVIDAS...
NESSA VIDA, A ESCOLHA É SUA!
NÃO TENHO PRESSA, E NEM DÓI PENSAR QUE DORMES NOS BRAÇOS DE OUTRA...
NOSSA RELAÇÃO É NOSSA!!!
AOS OUTROS, NÃO TÊM ESPAÇO...
A NÂO SER NOSSOS FILHOS...
JÁ TEMOS DOIS!
SOU LOUCA!!!
TENHO AMOR POR ELES...
TENHA UM ÓTIMO DIA!!!
COM MUITO AMOR...
OBRIGADA UNIVERSO HOJE E SEMPRE, ETERNAMENTE...
Batom na boca, comida na mesa, esmalte fresco, casa limpa.
Roupa passada, flores regadas, salto alto, pé na estrada.
Cabelos ao vento, corpo ao sol.
Curvas e cores, dores, amores.
Tempo curto, amor demais.
Homem, crianças, animais.
Dona de tudo, dona de si.
Varre dançando, se olha no espelho, vive amando.
Acorda cedo, corre, voa , cai, levanta.
Chora, ri, sonha, concretiza.
Bruxa, fada, sacerdotisa.
Faz feitiço na cozinha
Sortilégios a luz do dia
Faz magia na cama.
Beija, olha nos olhos
Ama, ama.
(CAROLINA SALCIDES)
ESSA É PARA VOCÊ,
DIRETAMENTE:
EU AMO VOCÊS... O FUTURO É LOGO ALI, ALÊM DO ARTUR VÊM A ALICE TAMBÉM...
SEREMOS SEIS? OU NESSA VIDA QUE É APENAS UMA PÁGINA, NÃO VAMOS ILUSTRAR?
ESTOU ABERTA...
QUE A NÓS CABE A ETERNIDADE, NÃO TENHO DÚVIDAS...
NESSA VIDA, A ESCOLHA É SUA!
NÃO TENHO PRESSA, E NEM DÓI PENSAR QUE DORMES NOS BRAÇOS DE OUTRA...
NOSSA RELAÇÃO É NOSSA!!!
AOS OUTROS, NÃO TÊM ESPAÇO...
A NÂO SER NOSSOS FILHOS...
JÁ TEMOS DOIS!
SOU LOUCA!!!
TENHO AMOR POR ELES...
TENHA UM ÓTIMO DIA!!!
COM MUITO AMOR...
OBRIGADA UNIVERSO HOJE E SEMPRE, ETERNAMENTE...
Mago
Início de um novo setênio - Criação de uma nova estrutura - Estabelecimento de papéis representando os dons e relações - Definição de metas e objetivos - Encontro de um novo sentido de vida - Incorporação e exercício do próprio eu - Self
A primeira carta do Tarot mostra a essência do ser. O menino, representa o espírito, expressa os dons e as potencialidades que já nascem conosco, e os símbolos na mão e na mesa, representam os instrumentos que todo ser humano traz para se inserir no ambiente, e cumprir a sua missão que é exercer sua especialidade. Ou seja, O Mago indica que temos tudo o que precisamos para realizar nossa Tarefa como ser humano. E cabe a nós, nos mobilizarmos para a ação. Os Arcanos Maiores descrevem um ciclo de sete anos. Em cada setênio, realizamos uma Tarefa Kármica, que consiste em desenvolvermos um feixe de dons. De 1 a 22, os Arcanos Maiores descrevem a trajetória que percorremos para atingir esse objetivo (veja, o capítulo da Estrutura dos naipes). E a primeira carta indica um momento onde você está definindo as bases para o desenvolvimento da tarefa do setênio. O Mago mostra que você está iniciando uma nova vida. Para isto, vai fazer uma grande depuração, vai eliminar tudo o que é o que não precisa mais e reunir apenas o mínimo necessário para este reinicio.
Tarots Egipcios ©Kier
Sol em Aries
Aleph - 1
" Sê em tuas obras como és em teus pensamentos. "
©Iglesias Janeiro
Como um menino, você se vê, cheio de potencialidades, com muita vontade de abrir espaço para desenvolver os seus dons. Tem nas mãos os instrumentos básicos para isto. Eles significam quatro necessidades básicas que você tem e que vão lhe impulsionar nesta tarefa: Sobrevivência: Você tem que ter uma base sólida para seu desenvolvimento. Vai redefinir: Moradia, fonte de renda, cotidiano, laços afetivos, enfim, todas as bases. Aquelas esteios para nossa subsistência e conforto, material e emocional. Adaptação ao ambiente: Necessita de se inserir na sociedade. Vai definir personagens, procure colocar nelas o máximo de sua potencialidades. Elas expressam seus dons. E através destes papéis é que você vai criar o seu espaço e seu ambiente. É hora de definir melhor quem você quer ser e quem você quer ao seu redor. Realizar o karma: Tem uma necessidade muito grande de fazer algo. Sentir-se útil, para os outros ou para si, não importa o homem tem a necessidade de criar. Para isto você nasceu dotado de dons, e segundo minha fé, estes dons são do espírito, e transcendem a nossa vida atual. Vem da herança dos antepassados, como também da memória das vidas passadas. Você não precisa se esforçar para descobrir quais são, basta olhar para aquilo que você gosta. Cultive tudo aquilo que lhe faz gosto. Neste momento você irá redefinir os seus objetivos. Está ansioso para realizar-se mais, para usar melhor as próprias potencialidades. Assim vai definir também um novo rumo para sua vida. Adquirir saber: Você mudou muito, é uma nova pessoa e agora seu sentido de vida é outro. Descobriu que tem o poder sobre si mesmo e sobre a própria vida. Percebeu que pode determinar os próprios passos. Identificou situações que estão te motivando, porque permitem que você exerça seu ser. Momento iluminado, pois, você está descobrindo sua essência, um pedacinho do seu espírito, e isto traz uma motivação constante, que vai perdurar por sete anos. A carta número Um representa um momento onde a pessoa está se centrando e identificando tudo o que ela precisa para iniciar uma nova etapa de vida. Ela aparece no momento em que a pessoa está começando o setênio. Por isto, é a carta que indica o início de situações importantes que englobam uma necessidade de reorganizar todos os quatro setores mais importantes, relacionados com os quatro naipes: Estruturas de sobrevivência, posição social e manifestação dos dons; realização pessoal, e aprendizagem e manipulação do auto estímulo. Emprego onde a pessoa vai desenvolver uma nova profissão. Entrada na universidade (sendo que esta, é realmente, uma oportunidade para o desenvolvimento dos dons). Início de um relacionamento com a Alma Gêmea. Nascimento do primeiro filho. Construção de casa ou negócio próprio.
A primeira carta do Tarot mostra a essência do ser. O menino, representa o espírito, expressa os dons e as potencialidades que já nascem conosco, e os símbolos na mão e na mesa, representam os instrumentos que todo ser humano traz para se inserir no ambiente, e cumprir a sua missão que é exercer sua especialidade. Ou seja, O Mago indica que temos tudo o que precisamos para realizar nossa Tarefa como ser humano. E cabe a nós, nos mobilizarmos para a ação. Os Arcanos Maiores descrevem um ciclo de sete anos. Em cada setênio, realizamos uma Tarefa Kármica, que consiste em desenvolvermos um feixe de dons. De 1 a 22, os Arcanos Maiores descrevem a trajetória que percorremos para atingir esse objetivo (veja, o capítulo da Estrutura dos naipes). E a primeira carta indica um momento onde você está definindo as bases para o desenvolvimento da tarefa do setênio. O Mago mostra que você está iniciando uma nova vida. Para isto, vai fazer uma grande depuração, vai eliminar tudo o que é o que não precisa mais e reunir apenas o mínimo necessário para este reinicio.
Tarots Egipcios ©Kier
Sol em Aries
Aleph - 1
" Sê em tuas obras como és em teus pensamentos. "
©Iglesias Janeiro
Como um menino, você se vê, cheio de potencialidades, com muita vontade de abrir espaço para desenvolver os seus dons. Tem nas mãos os instrumentos básicos para isto. Eles significam quatro necessidades básicas que você tem e que vão lhe impulsionar nesta tarefa: Sobrevivência: Você tem que ter uma base sólida para seu desenvolvimento. Vai redefinir: Moradia, fonte de renda, cotidiano, laços afetivos, enfim, todas as bases. Aquelas esteios para nossa subsistência e conforto, material e emocional. Adaptação ao ambiente: Necessita de se inserir na sociedade. Vai definir personagens, procure colocar nelas o máximo de sua potencialidades. Elas expressam seus dons. E através destes papéis é que você vai criar o seu espaço e seu ambiente. É hora de definir melhor quem você quer ser e quem você quer ao seu redor. Realizar o karma: Tem uma necessidade muito grande de fazer algo. Sentir-se útil, para os outros ou para si, não importa o homem tem a necessidade de criar. Para isto você nasceu dotado de dons, e segundo minha fé, estes dons são do espírito, e transcendem a nossa vida atual. Vem da herança dos antepassados, como também da memória das vidas passadas. Você não precisa se esforçar para descobrir quais são, basta olhar para aquilo que você gosta. Cultive tudo aquilo que lhe faz gosto. Neste momento você irá redefinir os seus objetivos. Está ansioso para realizar-se mais, para usar melhor as próprias potencialidades. Assim vai definir também um novo rumo para sua vida. Adquirir saber: Você mudou muito, é uma nova pessoa e agora seu sentido de vida é outro. Descobriu que tem o poder sobre si mesmo e sobre a própria vida. Percebeu que pode determinar os próprios passos. Identificou situações que estão te motivando, porque permitem que você exerça seu ser. Momento iluminado, pois, você está descobrindo sua essência, um pedacinho do seu espírito, e isto traz uma motivação constante, que vai perdurar por sete anos. A carta número Um representa um momento onde a pessoa está se centrando e identificando tudo o que ela precisa para iniciar uma nova etapa de vida. Ela aparece no momento em que a pessoa está começando o setênio. Por isto, é a carta que indica o início de situações importantes que englobam uma necessidade de reorganizar todos os quatro setores mais importantes, relacionados com os quatro naipes: Estruturas de sobrevivência, posição social e manifestação dos dons; realização pessoal, e aprendizagem e manipulação do auto estímulo. Emprego onde a pessoa vai desenvolver uma nova profissão. Entrada na universidade (sendo que esta, é realmente, uma oportunidade para o desenvolvimento dos dons). Início de um relacionamento com a Alma Gêmea. Nascimento do primeiro filho. Construção de casa ou negócio próprio.
Tarot Egípcio: A Jornada em Busca do Saber
O Tarot descreve nas suas cartas as etapas do desenvolvimento da consciência e do exercício do ser humano. Utilizando a simbologia do Livro dos Mortos Egípcio, os Arcanos seguem o princípio que todo Homem nasce provido de dons e conhecimentos herdados dos seus antepassados que devem ser desenvolvidos para a realização da grande Tarefa de contribuir para a evolução e aperfeiçoamento do Universo. Conforme a doutrina egípcia, adquirir o poder sobre sua própria Alma, para que Osíris ceda a possibilidade da reencarnação. A Grande Jornada pelas Doze Vias do Saber, significa o processo da realização de nossos dons, que se desenvolve durante sete anos . Como se nossa vida fosse formada de várias vidas, cada uma delas com a duração de um setênio. E os Arcanos representam os passos deste processo. O Império faraônico estava estruturado a base de símbolos, o sentido destes eram revelados metodicamente a cada classe e indivíduo, conforme a função que exercia na estrutura, e o progresso que fazia na aprendizagem. Primeiro eram passados os ensinamentos dos princípios universais, os Arcanos Maiores, que são os fundamentos que modelam o caráter, e concluindo os conhecimentos práticos. Nos estudos dos Arcanos, se seguia a mesma regra: Primeiro o aluno devia se identificar com os símbolos de uma carta, e depois relacionar a interação de todos eles em um só principio da doutrina, ia avançando arcano por arcano até conhecer o significado de todos e obter o que se chamava de "preparação do fundamento", passando, então a adquirir a 'preparação do serviço", esta última por meio do simbolismo dos Arcanos Menores. Os Arcanos menores estão vinculados a determinados passos iniciáticos, como estão os demais, representam melhor os elementos diferenciados através dos quais os princípios universais associados aos Maiores atuam no mundo físico, motivo pelo qual, tendo o mesmo simbolismo e transcendência, tem menor importância doutrinária e maior aplicativa. O mais importante e que os egípcios convertiam a doutrina em prática e a preparação do fundamento entrava em serviço.
O baralho é dividido em dois grupos de cartas. Os Arcanos Maiores e os Arcanos Menores. Os Arcanos são como perguntas básicas que ajudam em cada momento a organizarmos nossa relação com o mundo. Perguntas que ajudamos a identificar os objetivos do momento que estamos vivendo, as potencialidades que temos para enfrentar a situação e as características do ambiente que estamos inseridos.
Os Arcanos Maiores são mais gerais, representam os conceitos mais abrangentes, e estão mais próximos dos nossos anseios e da nossa essência.
Os Arcanos Menores são mais simples, abrangem um número menor de associações e estão mais próximos das possibilidades que o meio oferece, ou seja dos fatos propriamente dito.
Podemos dividir o Tarot em sete naipes, três dos Arcanos Maiores e os quatro convencionais dos Arcanos Menores: Paus, Copas, Espadas e Ouros. Sendo que nas figuras dos naipes dos Arcanos Menores encontramos um personagem a mais: Rei, Rainha, Soldado e o Escravo (estes dois últimos podem ser chamados de Cavaleiro e Valete, ou até como no Tarot de Aleister Crowley, de Príncipe e Princesa).
O "Livro de Thot"
como método de predição por inspiração psíquica.
Por Iglesias Janeiro.
Texto extraído do livro A Cabala da Predição Ed. Kier.
Na teogonia egípcia, Thot era uma divindade secundária de caráter lunar, que havendo morado na Terra, ensinou aos homens a escritura e a divisão de tempo e lhes revelou os mistérios cifrados nas medidas. Chamado "duas vezes grande" pelos primitivos egípcios em razão de que seus ensinamentos se referiam à dois mundos - o oculto e o manifestado - denominado "três vezes grande" pelos continuadores de sua obra em razão de que seus ensinamentos se relacionam com os três planos em que se move o pensamento do homem e este identifica e expressa o quanto sua natureza é capaz de perceber e discernir. Se crê que o conceito cosmogônico do Ano Divino e os ciclos de evolução associados a este conceito, são obra das doutrinas que Thot transmitia pessoalmente a um grupo de escolhidos, sendo a idéia de construir monumentos que resistissem a ação dos elementos e pudessem testemunhar as generalizações provenientes da verdade dessas doutrinas, a específica chave do conhecimento adiantado que o dito mestre deu aos seus discípulos a respeito das mutações dos tempos e ao florescimento e decadência que profetizou a civilização do Nilo. Por ser de imenso valor o que o mestre ensinou de viva voz, a tradição dota da maior importância um livro que Thot deixou escrito, e que, a julgar pelas referencias que há sobre ele mesmo, contém aquela coisa que dá o conhecimento a todos os demais. De acordo dom as ditas referencias, neste livro as divindades representam princípios universais, os princípios universais se expressam por meio de símbolos, os símbolos se interpretam por meio de números e os números se traduzem idéias, que a mente conhece não pelo que é a idéia em si mesma, senão pela vínculo que tem com o princípio universal com que se relaciona.
Conhecedor Thot de que o tempo não havia chegado para que os ensinamentos tal modo cifrados cumpririam sua missão, encerrou o livro numa caixa de ouro, colocou a caixa de ouro em uma de prata, a de prata numa de marfim, a de marfim, numa de bronze, a de bronze em uma de cobre, a de cobre numa de ferro e esta ultima contendo o livro e as demais caixas, a depositou no fundo do Nilo. Há indícios que os "vasos de ouro e prata "que Moisés disse que os israelitas roubaram do Egito, estavam algumas das lâminas que compunham as páginas deste livro, e que ao conhecer o conteúdo os sacerdotes mais chegados ao legislador hebreu, foram mais tarde o fundamento da Cabala. O abade Anastacio Kischer, numa viagem que fez ao Egito à uns 300 anos, parece que obteve uma dessas laminas, que pertenceu depois ao Cardeal Bembo, publicando-a Kircher em seu livro "A língua egípcia constituída, e servindo-se dos signos que contém, como chave para decifrar numerosos hieróglifos, entre outros, alguns murais de antiquíssimo templos, que resultaram corresponder a várias das laminas do livro de Thot. Comparando as idéias expressas nos hieróglifos conhecidos e comparando o número da ordem deles em cada lamina, pelo o que possuíam, se pode restabelecer os que faltavam, e novamente reunida e estudada toda a coleção, os investigadores de distintas escolas adaptaram as conclusões às suas respectivas doutrinas, e embora para alguns se tratava de um livro que encerra ou declara os mais profundos mistérios, para outros não passou de ser um objeto de entremetimento, chegando a converteres, para os primeiros entre eles Couro de Gevelén, Etteilla e Paus, em um arcano cujo simbolismo tem seus equivalentes nos elementos primários que formam a inteligência humana, e para os segundos - a imensa maioria - em uma série de naipes cuja combinação se presta aos mais variados jogos de azar. Ao tomarmos o simbolismo do Livro de Thot como possível chave que facilita a predição por inspiração psíquica, o fazemos dentro do ponto de vista dos primeiros, isto é, aos que aceitam que os princípios universais estão representados nestas laminas por divindades, as divindades pelos signos, os signos por números, e estes pelo que há na inteligência humana que compreende o sentido de todo ele.
Dentro deste ponto de vista cada lamina de Thot é todo um compendio de ideogramas, que sendo a expressão de conceitos universais para a mente, não só abre esta a compreensão destes conceitos, como atualiza momentaneamente certas faculdades e põe em movimento o automatismo que permite exercitá-los para determinados propósitos. Vejamos as facilidades com que o método concorre para atingir este fim.
História do Tarot Egípcio editado pela Ed. Kier.
Athanaius Kircher em sua obra " Oedipus Aegyptiacus. hoc est universalis doctrinae hieroglyphicae instauratio " (1652-55) reproduziu estas lâminas. Em uma viagem na época ao Egito encontrou algumas e servindo-se dos símbolos e dos hieroglifos restituiu a coleção.
FONTE: http://www.tarotdoor.com/
O baralho é dividido em dois grupos de cartas. Os Arcanos Maiores e os Arcanos Menores. Os Arcanos são como perguntas básicas que ajudam em cada momento a organizarmos nossa relação com o mundo. Perguntas que ajudamos a identificar os objetivos do momento que estamos vivendo, as potencialidades que temos para enfrentar a situação e as características do ambiente que estamos inseridos.
Os Arcanos Maiores são mais gerais, representam os conceitos mais abrangentes, e estão mais próximos dos nossos anseios e da nossa essência.
Os Arcanos Menores são mais simples, abrangem um número menor de associações e estão mais próximos das possibilidades que o meio oferece, ou seja dos fatos propriamente dito.
Podemos dividir o Tarot em sete naipes, três dos Arcanos Maiores e os quatro convencionais dos Arcanos Menores: Paus, Copas, Espadas e Ouros. Sendo que nas figuras dos naipes dos Arcanos Menores encontramos um personagem a mais: Rei, Rainha, Soldado e o Escravo (estes dois últimos podem ser chamados de Cavaleiro e Valete, ou até como no Tarot de Aleister Crowley, de Príncipe e Princesa).
O "Livro de Thot"
como método de predição por inspiração psíquica.
Por Iglesias Janeiro.
Texto extraído do livro A Cabala da Predição Ed. Kier.
Na teogonia egípcia, Thot era uma divindade secundária de caráter lunar, que havendo morado na Terra, ensinou aos homens a escritura e a divisão de tempo e lhes revelou os mistérios cifrados nas medidas. Chamado "duas vezes grande" pelos primitivos egípcios em razão de que seus ensinamentos se referiam à dois mundos - o oculto e o manifestado - denominado "três vezes grande" pelos continuadores de sua obra em razão de que seus ensinamentos se relacionam com os três planos em que se move o pensamento do homem e este identifica e expressa o quanto sua natureza é capaz de perceber e discernir. Se crê que o conceito cosmogônico do Ano Divino e os ciclos de evolução associados a este conceito, são obra das doutrinas que Thot transmitia pessoalmente a um grupo de escolhidos, sendo a idéia de construir monumentos que resistissem a ação dos elementos e pudessem testemunhar as generalizações provenientes da verdade dessas doutrinas, a específica chave do conhecimento adiantado que o dito mestre deu aos seus discípulos a respeito das mutações dos tempos e ao florescimento e decadência que profetizou a civilização do Nilo. Por ser de imenso valor o que o mestre ensinou de viva voz, a tradição dota da maior importância um livro que Thot deixou escrito, e que, a julgar pelas referencias que há sobre ele mesmo, contém aquela coisa que dá o conhecimento a todos os demais. De acordo dom as ditas referencias, neste livro as divindades representam princípios universais, os princípios universais se expressam por meio de símbolos, os símbolos se interpretam por meio de números e os números se traduzem idéias, que a mente conhece não pelo que é a idéia em si mesma, senão pela vínculo que tem com o princípio universal com que se relaciona.
Conhecedor Thot de que o tempo não havia chegado para que os ensinamentos tal modo cifrados cumpririam sua missão, encerrou o livro numa caixa de ouro, colocou a caixa de ouro em uma de prata, a de prata numa de marfim, a de marfim, numa de bronze, a de bronze em uma de cobre, a de cobre numa de ferro e esta ultima contendo o livro e as demais caixas, a depositou no fundo do Nilo. Há indícios que os "vasos de ouro e prata "que Moisés disse que os israelitas roubaram do Egito, estavam algumas das lâminas que compunham as páginas deste livro, e que ao conhecer o conteúdo os sacerdotes mais chegados ao legislador hebreu, foram mais tarde o fundamento da Cabala. O abade Anastacio Kischer, numa viagem que fez ao Egito à uns 300 anos, parece que obteve uma dessas laminas, que pertenceu depois ao Cardeal Bembo, publicando-a Kircher em seu livro "A língua egípcia constituída, e servindo-se dos signos que contém, como chave para decifrar numerosos hieróglifos, entre outros, alguns murais de antiquíssimo templos, que resultaram corresponder a várias das laminas do livro de Thot. Comparando as idéias expressas nos hieróglifos conhecidos e comparando o número da ordem deles em cada lamina, pelo o que possuíam, se pode restabelecer os que faltavam, e novamente reunida e estudada toda a coleção, os investigadores de distintas escolas adaptaram as conclusões às suas respectivas doutrinas, e embora para alguns se tratava de um livro que encerra ou declara os mais profundos mistérios, para outros não passou de ser um objeto de entremetimento, chegando a converteres, para os primeiros entre eles Couro de Gevelén, Etteilla e Paus, em um arcano cujo simbolismo tem seus equivalentes nos elementos primários que formam a inteligência humana, e para os segundos - a imensa maioria - em uma série de naipes cuja combinação se presta aos mais variados jogos de azar. Ao tomarmos o simbolismo do Livro de Thot como possível chave que facilita a predição por inspiração psíquica, o fazemos dentro do ponto de vista dos primeiros, isto é, aos que aceitam que os princípios universais estão representados nestas laminas por divindades, as divindades pelos signos, os signos por números, e estes pelo que há na inteligência humana que compreende o sentido de todo ele.
Dentro deste ponto de vista cada lamina de Thot é todo um compendio de ideogramas, que sendo a expressão de conceitos universais para a mente, não só abre esta a compreensão destes conceitos, como atualiza momentaneamente certas faculdades e põe em movimento o automatismo que permite exercitá-los para determinados propósitos. Vejamos as facilidades com que o método concorre para atingir este fim.
História do Tarot Egípcio editado pela Ed. Kier.
Athanaius Kircher em sua obra " Oedipus Aegyptiacus. hoc est universalis doctrinae hieroglyphicae instauratio " (1652-55) reproduziu estas lâminas. Em uma viagem na época ao Egito encontrou algumas e servindo-se dos símbolos e dos hieroglifos restituiu a coleção.
FONTE: http://www.tarotdoor.com/
O Triunfo
Libertação de obstáculos que impediam a realização kármica - Integração de dons gerando uma força nova para a realização da própria vontade.
O Arcano do Triunfo é o Ás do primeiro naipe. Contém um pouco do significado das sete primeiras cartas. Representa o arsenal de potencialidades que nós temos. O Objetivo deste naipe era de identificar a essência do nosso ser, o Ás significa o indivíduo munido de dons e conhecimentos adquiridos em todas as suas vidas. Ela é a união de todas as sete virtudes dos primeiros Arcanos: O Mago, os dons e o conhecimento ancestral, a percepção do universo da Sacerdotisa, a organização da Imperatriz, a autonomia do Imperador, a ação do Hierarca, a capacidade de adaptação da Indecisão. E o poder criador do Triunfo.
Ela fala de uma situação passada diz que você até agora viveu muito frustrado. Iniciou várias coisas, mas assim que aprendeu o básico, se desanimou e passou a buscar outra realização. Assim desenvolveu várias atividades e diversos instrumentos, porém, enquanto não conseguisse a caixa com as ferramentas completa e saber para que serve cada instrumento, não poderia integrá-los.
Essa carta diz que no momento você percebe que conseguiu reunir todos os instrumentos que precisava para transpor os obstáculos e realizar uma nova etapa da sua vida.
Tarots Egipcios ©Kier
Netuno em Peixes
Zhain - 7
" Quando a ciência entrar no seu coração e a sabedoria estiver doce na sua alma, pede e lhe será dado."
©Iglesias Janeiro
Agora está passando a usá-los em conjunto. Desta forma você terá a força e a competência para superar aqueles problemas crônicos que a muito tempo queria ultrapassar. Você vai conseguir se integrar e ultrapassar um estágio, que há muito tempo queria fazer.
Momento de luta, onde você está mobilizando toda a sua força para promover sua realização. Conquistando com isto sua libertação e integração dentro do seu ambiente.
Você está num momento de ação, realizando objetivos, ultrapassando situações difíceis, está superando obstáculos, que há muito tempo vinham bloqueando. E sair de um ciclo vicioso que vivia.
Nesta batalha, você vai integrar uma parte sua, que contém um jogo de dons e capacidades, por isto, a partir desta vivência você passará a se realizar de uma forma mais global.
Fonte:http://www.tarotdoor.com/
O Arcano do Triunfo é o Ás do primeiro naipe. Contém um pouco do significado das sete primeiras cartas. Representa o arsenal de potencialidades que nós temos. O Objetivo deste naipe era de identificar a essência do nosso ser, o Ás significa o indivíduo munido de dons e conhecimentos adquiridos em todas as suas vidas. Ela é a união de todas as sete virtudes dos primeiros Arcanos: O Mago, os dons e o conhecimento ancestral, a percepção do universo da Sacerdotisa, a organização da Imperatriz, a autonomia do Imperador, a ação do Hierarca, a capacidade de adaptação da Indecisão. E o poder criador do Triunfo.
Ela fala de uma situação passada diz que você até agora viveu muito frustrado. Iniciou várias coisas, mas assim que aprendeu o básico, se desanimou e passou a buscar outra realização. Assim desenvolveu várias atividades e diversos instrumentos, porém, enquanto não conseguisse a caixa com as ferramentas completa e saber para que serve cada instrumento, não poderia integrá-los.
Essa carta diz que no momento você percebe que conseguiu reunir todos os instrumentos que precisava para transpor os obstáculos e realizar uma nova etapa da sua vida.
Tarots Egipcios ©Kier
Netuno em Peixes
Zhain - 7
" Quando a ciência entrar no seu coração e a sabedoria estiver doce na sua alma, pede e lhe será dado."
©Iglesias Janeiro
Agora está passando a usá-los em conjunto. Desta forma você terá a força e a competência para superar aqueles problemas crônicos que a muito tempo queria ultrapassar. Você vai conseguir se integrar e ultrapassar um estágio, que há muito tempo queria fazer.
Momento de luta, onde você está mobilizando toda a sua força para promover sua realização. Conquistando com isto sua libertação e integração dentro do seu ambiente.
Você está num momento de ação, realizando objetivos, ultrapassando situações difíceis, está superando obstáculos, que há muito tempo vinham bloqueando. E sair de um ciclo vicioso que vivia.
Nesta batalha, você vai integrar uma parte sua, que contém um jogo de dons e capacidades, por isto, a partir desta vivência você passará a se realizar de uma forma mais global.
Fonte:http://www.tarotdoor.com/
CUMPRIR OBRIGAÇÕES. QUAIS?
Data estelar: Sol e Saturno em quadratura, Júpiter e Urano também, Lua é quarto minguante no signo de Aquário.
Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade medianamente esclarecida se encontra perante um panorama complexo, pois é difícil discernir as obrigações que devem ser cumpridas das que, por degradantes, precisam ser deixadas de lado definitivamente. Cumprir obrigações é parte integrante do plano cósmico em que nossa humanidade existe e vivencia seu ser, é a função mediante a qual céu e terra dançam em harmonia. O problema todo da atualidade consiste em uma mudança drástica das obrigações que preservam essa harmonia, e recai sobre as almas medianamente esclarecidas a responsabilidade de se adiantar, começando a praticar tais obrigações. Ainda não há receptividade para essa atividade, mas esta se encontra nas seguras mãos do tempo.
OSCAR QUIROGA DIÁRIO DE BORDO PARA TODOS OS SIGNOS 09/05/07
Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade medianamente esclarecida se encontra perante um panorama complexo, pois é difícil discernir as obrigações que devem ser cumpridas das que, por degradantes, precisam ser deixadas de lado definitivamente. Cumprir obrigações é parte integrante do plano cósmico em que nossa humanidade existe e vivencia seu ser, é a função mediante a qual céu e terra dançam em harmonia. O problema todo da atualidade consiste em uma mudança drástica das obrigações que preservam essa harmonia, e recai sobre as almas medianamente esclarecidas a responsabilidade de se adiantar, começando a praticar tais obrigações. Ainda não há receptividade para essa atividade, mas esta se encontra nas seguras mãos do tempo.
OSCAR QUIROGA DIÁRIO DE BORDO PARA TODOS OS SIGNOS 09/05/07
terça-feira, 8 de maio de 2007
Retorno...
Ontem era para eu estar em sala de aula, mas não foi o que aconteceu...
Eu estava morrendo de saudade, com expectativas!
Toda planejada!
Fiz os almoços da semana, é, pois no ensino regular não têm restaurante perto e antes eu acabava-me "alimentando" na padaria. Hoje levo sempre minha água para o ônibus, é aprendi a tomar água... Coisa simples para muitos mortais, mas para mim era inviável!Quem me "convenceu" a tomar água foi o Dr. Gil Vicente, meu Clínico Geral e amado amigo!Com as seguintes palavras: _ “Não se tira à oleosidade do cabelo somente com xampu. E quando a louça está gordurosa para lavar além do detergente e ÁGUA, uso a ÁGUA QUENTE." O que me introduziu em outra missão impossível: tomar chá! Não posso precisar nesse momento quantos quilos foram ELIMINADOS, pois na verdade sou MAGRA e estava acima do peso. Ele é um dos melhores médicos que conheci.E graças as forças divinas, conheço vários ótimos, começando pelo meu PAI! Na minha família têm alguns excelentes!Em Blumenau o Dr. Hamilton Fogaça, Pediatra e Pneumologista super bem conceituado!E em Lages o Dr. Túlio de Jesus, Pediatra também e conceituadíssimo!
Mas estou aqui para falar das minhas aulas... No domingo, apesar de não ter planejado sair de casa acabei indo para praia com meu Cabelereiro e Amicíssimo RODRIGO! Ele me convenceu, pois o dia estava lindo... Prefiro ficar em casa aos domingos, pois na segunda começa a rotina e a minha cabeça e coração já está no trabalho! Mas estando a partir das 15 horas, já me organizo muito bem: no mental e espiritual!Minha casa é pequena, mas um LAR enorme!!!Tudo está extremamente organizado com lugar certo, sem neuras... Mas me sinto muito bem assim.O dia em que peguei os passes para trabalhar já estava de licença, pois tive que pagar para trabalhar...É a secretaria de educação tinha criado uns tramites novos, e tinha que assinar a folha do passe além da escola, também na GEREI que fica em São José!Trabalho em Biguaçu moro no centro de Florianópolis e pego o PASSE no ESTREITO, (bem no horário de trabalho, provavelmente para não possibilitar facilidades nesse sentido, o passe é GRÁTIS. Na verdade é uma negociação da empresa com o estado no que se refere a IMPOSTOS...), seria bem mais fácil enviar os passes para a escola, mas todo o mês temos que ir buscar. Munidos de uma folha comprovando que trabalhamos na escola, quantos dias, quais dias, quantas horas...Isso das 8:00h às 11:00h e das 14:00h às 17:30h, claro que de segunda a sexta!Bom eu trabalho das 7:30h às 11:30 e das 13:30h às 17:30h. Pergunta filosófica: EM QUE HORAS PEGO MEUS PASSES? Detalhe trabalho em dois lugares o que duplica as minhas comprovações, são duas folhas carimbadas, preenchidas, assinadas... Bom falei disso porque foi exatamente no dia em que consegui pegar esse TROFEÚ os passes, que a dita cuja me ligou me impedindo de permanecer no curso de ARTETERAPIA aqui em Florianópolis!Lembro que cheguei em casa guardei os passes, pois não iria usá-los por 45 dias. Pelo bendito calo vocal que já se foi,e me permitiu organizar a minha vida em várias áreas, mas o que não tive foi descanso... E agora cadê os passes?Onde estão? De tão bem guardados, não os encontro... Detalhe o número da minha carteira do passe é 171!Só eu... É temos que mostrar a carteirinha, com foto, assinar a folha e colocar nosso número, todo dia eu assino 171 kkkkkkkk! Chave de cadeia! Deve ser um lembrete para eu permanecer na linha! Bom sei que quando me dei conta no não encontro dos passes, a ENXAQUECA veio com tudo e ultimamente ela não têm aparecido... E quem têm sabe que alem da dor, mal estar, enjôo e outros sintomas indescritíveis no BLOG!Bom como boa POLLYANNA tive num dado momento depois de procurar em todo canto, conclui que não deveria ir trabalhar!!!
Nem coloquei o despertador!!!Mas acordei 6:45 h liguei para escola, conversei com a Diretora Gilca resumi a história, avisando que não iria!Ela começou na Direção logo após a minha retirada momentânea, é uma pessoa maravilhosa!Excelente Professora e o melhor, super politizada e atuante frente à comunidade escolar incluindo logicamente nós os PROFESSORES!Fiquei contente com sua nova jornada, e a Alexandra que era a antiga Diretora Geral continua como Suplente, é também uma pessoa maravilhosa, uma excelente professora e foi uma excelente diretora Geral principalmente no que dizia respeito a negociações, a tratamento com alunos "problemas"...
Não vejo a hora de retornar, estou de atestado dois dias, só começo lá segunda que vem...
Tenho turmas no ensino regular de quinta à sétima série, iniciei o ano fazendo um "diagnóstico" me utilizando de um poema o qual transcrevo abaixo:
O HOMEM E A ARTE
Quando o homem no começo
Emergiu da escuridão
Viu bichos, águas e plantas
E as estrelas na amplidão
Ficou tão maravilhado
Que num momento inspirado
Pintou na gruta um bisão.
A arte só nasce assim
Se o homem se transfigura
Olha o mundo à sua volta
Seus aspectos captura
E nos devolve em beleza
O que viu na natureza
Conforme a sua leitura.
A arte é produto humano
É o real transfigurado
Não são as coisas reais
Mas o mundo transformado
Na arte nos renascemos
Nela nos reconhecemos
Partes de um mesmo legado.
Todas as obras de arte
Têm importância exemplar
Pois representam um produto
De cada tempo e lugar
Desde as obras consagradas
Até as que são criadas
Pelo artista popular.
Os artistas do desenho
Da pintura e da escultura
Lidam com volume e forma
Dando sentido à figura
A obra assim se completa
Plano, linha, curva e reta
Perspectiva e textura.
Cinema e fotografia
São artes como as demais
A grafitagem, os quadrinhos
E os processos virtuais
Feitos no computador
Possuem grande vigor
Nestes tempos atuais.
A música está nos sons
Que a natureza oferece
Trabalhados pelo artista
Que com eles sonha e tece
O samba, o rock e a sonata
A sinfonia e a cantata
Canções que ninguém esquece.
Na dança o corpo é quem reina
Seu principal instrumento
Projetando-se no espaço
Com leveza e sentimento
A dança é celebração
Do corpo a pura expressão
Desenhando o movimento.
O teatro é a maravilha
Que junta no mesmo dia
O texto, a luz, os atores
Cenário, som, melodia
Cria do nada uma história
Que fica em nossa memória
Que marca, instiga, extasia.
TEXTO DE CLOTILDE TAVARES
Revista Nova Escola-Edição Especial - ARTE
(Dezembro de 2006)
Utilizei em todas as turmas o mesmo texto.Sabendo que cada uma trabalharia diferentemente com o mesmo.Isso devido ao conhecimento deles, as minhas exigências
de acordo com a série.Mas sempre partindo do principio de que cada SER É UNICO E ASSIM É SUA FORMA DE VER O MUNDO! Fotografei todas as aulas, não posso compartilhar as fotos dos alunos TRABALHABDO, sim TRABALHANDO!Pois é proibido exibir imagens de crianças e adolescente sem prévia autorização!Claro que esse BLOG é freqüentado por mim , pelo meu pai, pela minha mãe rsrsrs...Mas sou adepta a moral e os bons costumes! Ou melhor dizendo a ÉTICA profissional e de vida...
Iniciei com uma leitura enfática do texto, dramática melhor dizendo...Sou atriz!Olhava-os nos olhos, uma atenção...Conversamos sobre o poema...Passei no quadro!Alguns queriam copiar no caderno de Português, falei literatura também é arte, na matemática também tem arte, dei exemplos da geometria...Pedi uma das matérias do caderno, para Artes.Quem não tivesse disponível comprasse um pequeno!Alguns já perguntavam quando vamos usar o caderno de DESENHO? Aquele ser limitador...Quem o coloca na lista de material?Sou formada em Cênicas, trabalho com todas as linguagens artísticas, mas a arte existe para expandir e não para limitar o ser humano! Já fiz profissionalmente muita coisa que abomino, foram necessárias para que eu criasse minha identidade profissional, mas também desde o inicio da minha carreira como professora fiz muita coisa boa em que posso retornar...Hoje com segurança!
Copiaram o poema...Passei no quadro, nove vezes, pois tenho nove turmas...
Trabalhamos leitura, em conjunto e eu junto.
Em conjunto sem mim!
Tem turma que NÃO SABE LER!!!
OI MUNDO, ANALFABETOS ESTÂO NAS ESCOLAS SATISFAZENDO ESTATISTICAS...
Não me surpreendi!!!Já me deparei com isso antes, "OS COPISTAS"!!!
Mudando de assunto pedi material: (que na escola não têm) tinta guache, pincel, revistas, papeis coloridos, cartolina, tesoura, cola, régua.
Trazendo UM ITÊM já era considerada tarefa cumprida!Tiveram alguns que ainda assim conseguiram a proeza, devo a eles meu calo!!!Mas não dei trégua, arranjei trabalho pra cada aula que os "infelizes" não traziam material!Isso que REVISTA tinha aos montes na biblioteca da escola!Mas entendo são "os rotulados"...
Não tenho sala de artes, mas a sala de aula se transforma...
O brilho nos olhos dos alunos pedindo:
_Posso encher um copo com água para lavar o pincel?
_Posso trocar a água?
_Posso pegar um pano, para limpar a carteira que sujei de tinta?
COMO SÃO EDUCADOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
DISPOSTOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
CRIATIVOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No inicio era:
_Posso desenhar...
E eu respondia:
_Não têm certo nem errado, é teu, como você vê, o que você acredita que é!!!
Esteja pronto para os resultados...
Mas viva o possesso, divirta-se, mas não esqueça é UM TRABALHO EM GRUPO, VOCÊS VÂO DECIDIR SE FARÃO CADA UM EM UMA CARTOLINA OU TODOS EM UMA SÓ!
RESPEITEM AS DECISÕES...
Interferi no final, fiz com que eles dessem uma unidade na "OBRA"!!!
Não foi feito em uma aula só, eles tinham que trazer na aula seguinte...um deles tinha que ficar responsável por isso!
Outra coisa, não era permitido rasgar, nem jogar fora BORROU, SUJOU aproveita e dali cria algo!
Como a Música AQUARELA do TOQUINHO:"Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.Vai voando...”
Bom cantei e tudo, rsrsrs...Entenderam o recado!
Fica evidente nas fotos com AS EXPREÇÔES DELES NA PRODUÇÃO, não fiz foto de pose com raras exceções de mãos totalmente pintadas...
Teve também quem pinta se a mão só para ir ao banheiro lavar, sair...PROFESSORA ATENTA!!!Aluna foi embora de mão suja...
Para cada grupo dei impresso uma estrofe do poema, aleatoriamente em letras grandes!Eles poderiam colar na cartolina...A regra era trabalhar na cartolina, com os materiais do grupo, aquele trecho conforme a sua leitura e não "literalmente", mas esse é um processo mais complexo!!!
Vou postar ao lado alguns resultados, não esquecendo que foi um mês de trabalho, que é um diagnóstico e que temos um ano pela frente!
Agora vou trabalhar com umas músicas que baixei na internet, tenho as letras impressas, isso tudo dando continuidade a esse poema que trabalha com todas as áreas da arte! As músicas são de um grupo chamado TEATRO MÁGICO, é de arrepiar...
Tenho 9 músicas e 9 turmas, uma para cada!
Segue a letra de uma delas:
Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro um sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro um sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar... da onde veio a vida
por onde entrei... deve haver uma saída
e tudo fica sustentado... pela fé
Na verdade ninguém... sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Percebi que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro.
Essa é a melhor, daria para todas as turmas...Todas são maravilhosas!!!
Mas essa têm a frase mais polemica, de na escola se aprender palavrão!
Eu nunca ouvi tanto palavrão como lá dentro...
Não como aluna, mas como professora!
Um dia pedi para eles procurarem o significado da expressão "esporo" no dicionário, morreram de vergonha ao ler!!!Nada contra ao que se fala, mas saibamos o que estamos falando!E para quem ficar "Enfezado" ao ler isso vá ao banheiro, pois você esta cheio de m...!Mas a palavra mas em voga nas bocas é aquela que começa com cara e termina com alho sempre digo para os meninos:_Tira isso da boca!
Funciona!Meu ouvido não é penico, e não sou o tipo de me ofender...
Trato aluno com respeito, mas chamo a sua atenção para o espaço aonde ele se encontra, a ESCOLA não é a CASA dele e nem a reunião com a GALERA!!!Têm vocabulário próprio para se utilizar lá dentro!
Para todos uma ótima semana, e amanhã estarei na APAE com ou sem passes...
OBRIGADA UNIVERSO ETERNAMENTE, e a você um obrigada em especial por postar em tupiniquim, li ontem, não entendi nada... O assunto, argh!!!
Mas amei te ler...
Coisas do coração, Freud explica, melhor JUNG!!!Para você uma semana mais especial ainda...Tentei postar lá!Mas... "marcação cerrada", rsrsrs até do ciber space!!!
Eu estava morrendo de saudade, com expectativas!
Toda planejada!
Fiz os almoços da semana, é, pois no ensino regular não têm restaurante perto e antes eu acabava-me "alimentando" na padaria. Hoje levo sempre minha água para o ônibus, é aprendi a tomar água... Coisa simples para muitos mortais, mas para mim era inviável!Quem me "convenceu" a tomar água foi o Dr. Gil Vicente, meu Clínico Geral e amado amigo!Com as seguintes palavras: _ “Não se tira à oleosidade do cabelo somente com xampu. E quando a louça está gordurosa para lavar além do detergente e ÁGUA, uso a ÁGUA QUENTE." O que me introduziu em outra missão impossível: tomar chá! Não posso precisar nesse momento quantos quilos foram ELIMINADOS, pois na verdade sou MAGRA e estava acima do peso. Ele é um dos melhores médicos que conheci.E graças as forças divinas, conheço vários ótimos, começando pelo meu PAI! Na minha família têm alguns excelentes!Em Blumenau o Dr. Hamilton Fogaça, Pediatra e Pneumologista super bem conceituado!E em Lages o Dr. Túlio de Jesus, Pediatra também e conceituadíssimo!
Mas estou aqui para falar das minhas aulas... No domingo, apesar de não ter planejado sair de casa acabei indo para praia com meu Cabelereiro e Amicíssimo RODRIGO! Ele me convenceu, pois o dia estava lindo... Prefiro ficar em casa aos domingos, pois na segunda começa a rotina e a minha cabeça e coração já está no trabalho! Mas estando a partir das 15 horas, já me organizo muito bem: no mental e espiritual!Minha casa é pequena, mas um LAR enorme!!!Tudo está extremamente organizado com lugar certo, sem neuras... Mas me sinto muito bem assim.O dia em que peguei os passes para trabalhar já estava de licença, pois tive que pagar para trabalhar...É a secretaria de educação tinha criado uns tramites novos, e tinha que assinar a folha do passe além da escola, também na GEREI que fica em São José!Trabalho em Biguaçu moro no centro de Florianópolis e pego o PASSE no ESTREITO, (bem no horário de trabalho, provavelmente para não possibilitar facilidades nesse sentido, o passe é GRÁTIS. Na verdade é uma negociação da empresa com o estado no que se refere a IMPOSTOS...), seria bem mais fácil enviar os passes para a escola, mas todo o mês temos que ir buscar. Munidos de uma folha comprovando que trabalhamos na escola, quantos dias, quais dias, quantas horas...Isso das 8:00h às 11:00h e das 14:00h às 17:30h, claro que de segunda a sexta!Bom eu trabalho das 7:30h às 11:30 e das 13:30h às 17:30h. Pergunta filosófica: EM QUE HORAS PEGO MEUS PASSES? Detalhe trabalho em dois lugares o que duplica as minhas comprovações, são duas folhas carimbadas, preenchidas, assinadas... Bom falei disso porque foi exatamente no dia em que consegui pegar esse TROFEÚ os passes, que a dita cuja me ligou me impedindo de permanecer no curso de ARTETERAPIA aqui em Florianópolis!Lembro que cheguei em casa guardei os passes, pois não iria usá-los por 45 dias. Pelo bendito calo vocal que já se foi,e me permitiu organizar a minha vida em várias áreas, mas o que não tive foi descanso... E agora cadê os passes?Onde estão? De tão bem guardados, não os encontro... Detalhe o número da minha carteira do passe é 171!Só eu... É temos que mostrar a carteirinha, com foto, assinar a folha e colocar nosso número, todo dia eu assino 171 kkkkkkkk! Chave de cadeia! Deve ser um lembrete para eu permanecer na linha! Bom sei que quando me dei conta no não encontro dos passes, a ENXAQUECA veio com tudo e ultimamente ela não têm aparecido... E quem têm sabe que alem da dor, mal estar, enjôo e outros sintomas indescritíveis no BLOG!Bom como boa POLLYANNA tive num dado momento depois de procurar em todo canto, conclui que não deveria ir trabalhar!!!
Nem coloquei o despertador!!!Mas acordei 6:45 h liguei para escola, conversei com a Diretora Gilca resumi a história, avisando que não iria!Ela começou na Direção logo após a minha retirada momentânea, é uma pessoa maravilhosa!Excelente Professora e o melhor, super politizada e atuante frente à comunidade escolar incluindo logicamente nós os PROFESSORES!Fiquei contente com sua nova jornada, e a Alexandra que era a antiga Diretora Geral continua como Suplente, é também uma pessoa maravilhosa, uma excelente professora e foi uma excelente diretora Geral principalmente no que dizia respeito a negociações, a tratamento com alunos "problemas"...
Não vejo a hora de retornar, estou de atestado dois dias, só começo lá segunda que vem...
Tenho turmas no ensino regular de quinta à sétima série, iniciei o ano fazendo um "diagnóstico" me utilizando de um poema o qual transcrevo abaixo:
O HOMEM E A ARTE
Quando o homem no começo
Emergiu da escuridão
Viu bichos, águas e plantas
E as estrelas na amplidão
Ficou tão maravilhado
Que num momento inspirado
Pintou na gruta um bisão.
A arte só nasce assim
Se o homem se transfigura
Olha o mundo à sua volta
Seus aspectos captura
E nos devolve em beleza
O que viu na natureza
Conforme a sua leitura.
A arte é produto humano
É o real transfigurado
Não são as coisas reais
Mas o mundo transformado
Na arte nos renascemos
Nela nos reconhecemos
Partes de um mesmo legado.
Todas as obras de arte
Têm importância exemplar
Pois representam um produto
De cada tempo e lugar
Desde as obras consagradas
Até as que são criadas
Pelo artista popular.
Os artistas do desenho
Da pintura e da escultura
Lidam com volume e forma
Dando sentido à figura
A obra assim se completa
Plano, linha, curva e reta
Perspectiva e textura.
Cinema e fotografia
São artes como as demais
A grafitagem, os quadrinhos
E os processos virtuais
Feitos no computador
Possuem grande vigor
Nestes tempos atuais.
A música está nos sons
Que a natureza oferece
Trabalhados pelo artista
Que com eles sonha e tece
O samba, o rock e a sonata
A sinfonia e a cantata
Canções que ninguém esquece.
Na dança o corpo é quem reina
Seu principal instrumento
Projetando-se no espaço
Com leveza e sentimento
A dança é celebração
Do corpo a pura expressão
Desenhando o movimento.
O teatro é a maravilha
Que junta no mesmo dia
O texto, a luz, os atores
Cenário, som, melodia
Cria do nada uma história
Que fica em nossa memória
Que marca, instiga, extasia.
TEXTO DE CLOTILDE TAVARES
Revista Nova Escola-Edição Especial - ARTE
(Dezembro de 2006)
Utilizei em todas as turmas o mesmo texto.Sabendo que cada uma trabalharia diferentemente com o mesmo.Isso devido ao conhecimento deles, as minhas exigências
de acordo com a série.Mas sempre partindo do principio de que cada SER É UNICO E ASSIM É SUA FORMA DE VER O MUNDO! Fotografei todas as aulas, não posso compartilhar as fotos dos alunos TRABALHABDO, sim TRABALHANDO!Pois é proibido exibir imagens de crianças e adolescente sem prévia autorização!Claro que esse BLOG é freqüentado por mim , pelo meu pai, pela minha mãe rsrsrs...Mas sou adepta a moral e os bons costumes! Ou melhor dizendo a ÉTICA profissional e de vida...
Iniciei com uma leitura enfática do texto, dramática melhor dizendo...Sou atriz!Olhava-os nos olhos, uma atenção...Conversamos sobre o poema...Passei no quadro!Alguns queriam copiar no caderno de Português, falei literatura também é arte, na matemática também tem arte, dei exemplos da geometria...Pedi uma das matérias do caderno, para Artes.Quem não tivesse disponível comprasse um pequeno!Alguns já perguntavam quando vamos usar o caderno de DESENHO? Aquele ser limitador...Quem o coloca na lista de material?Sou formada em Cênicas, trabalho com todas as linguagens artísticas, mas a arte existe para expandir e não para limitar o ser humano! Já fiz profissionalmente muita coisa que abomino, foram necessárias para que eu criasse minha identidade profissional, mas também desde o inicio da minha carreira como professora fiz muita coisa boa em que posso retornar...Hoje com segurança!
Copiaram o poema...Passei no quadro, nove vezes, pois tenho nove turmas...
Trabalhamos leitura, em conjunto e eu junto.
Em conjunto sem mim!
Tem turma que NÃO SABE LER!!!
OI MUNDO, ANALFABETOS ESTÂO NAS ESCOLAS SATISFAZENDO ESTATISTICAS...
Não me surpreendi!!!Já me deparei com isso antes, "OS COPISTAS"!!!
Mudando de assunto pedi material: (que na escola não têm) tinta guache, pincel, revistas, papeis coloridos, cartolina, tesoura, cola, régua.
Trazendo UM ITÊM já era considerada tarefa cumprida!Tiveram alguns que ainda assim conseguiram a proeza, devo a eles meu calo!!!Mas não dei trégua, arranjei trabalho pra cada aula que os "infelizes" não traziam material!Isso que REVISTA tinha aos montes na biblioteca da escola!Mas entendo são "os rotulados"...
Não tenho sala de artes, mas a sala de aula se transforma...
O brilho nos olhos dos alunos pedindo:
_Posso encher um copo com água para lavar o pincel?
_Posso trocar a água?
_Posso pegar um pano, para limpar a carteira que sujei de tinta?
COMO SÃO EDUCADOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
DISPOSTOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
CRIATIVOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
No inicio era:
_Posso desenhar...
E eu respondia:
_Não têm certo nem errado, é teu, como você vê, o que você acredita que é!!!
Esteja pronto para os resultados...
Mas viva o possesso, divirta-se, mas não esqueça é UM TRABALHO EM GRUPO, VOCÊS VÂO DECIDIR SE FARÃO CADA UM EM UMA CARTOLINA OU TODOS EM UMA SÓ!
RESPEITEM AS DECISÕES...
Interferi no final, fiz com que eles dessem uma unidade na "OBRA"!!!
Não foi feito em uma aula só, eles tinham que trazer na aula seguinte...um deles tinha que ficar responsável por isso!
Outra coisa, não era permitido rasgar, nem jogar fora BORROU, SUJOU aproveita e dali cria algo!
Como a Música AQUARELA do TOQUINHO:"Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel, num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.Vai voando...”
Bom cantei e tudo, rsrsrs...Entenderam o recado!
Fica evidente nas fotos com AS EXPREÇÔES DELES NA PRODUÇÃO, não fiz foto de pose com raras exceções de mãos totalmente pintadas...
Teve também quem pinta se a mão só para ir ao banheiro lavar, sair...PROFESSORA ATENTA!!!Aluna foi embora de mão suja...
Para cada grupo dei impresso uma estrofe do poema, aleatoriamente em letras grandes!Eles poderiam colar na cartolina...A regra era trabalhar na cartolina, com os materiais do grupo, aquele trecho conforme a sua leitura e não "literalmente", mas esse é um processo mais complexo!!!
Vou postar ao lado alguns resultados, não esquecendo que foi um mês de trabalho, que é um diagnóstico e que temos um ano pela frente!
Agora vou trabalhar com umas músicas que baixei na internet, tenho as letras impressas, isso tudo dando continuidade a esse poema que trabalha com todas as áreas da arte! As músicas são de um grupo chamado TEATRO MÁGICO, é de arrepiar...
Tenho 9 músicas e 9 turmas, uma para cada!
Segue a letra de uma delas:
Eu Não Sei Na Verdade Quem Eu Sou
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli
Eu não sei na verdade quem eu sou
já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro um sorriso e o meu paraíso é onde estou
Por que a gente é desse jeito?
criando conceito pra tudo que restou
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro
Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro um sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Perguntar... da onde veio a vida
por onde entrei... deve haver uma saída
e tudo fica sustentado... pela fé
Na verdade ninguém... sabe o que é
Velhinhos são crianças nascidas faz tempo
com água e farinha colo figurinha e foto em documento
Escola! É onde a gente aprende palavrão...
Tambor no meu peito faz o batuque do meu coração
Eu não sei na verdade quem eu sou
Já tentei calcular o meu valor
Mas sempre encontro sorriso... e o meu paraíso é onde estou
Eu não sei... na verdade quem eu sou
Percebi que a cada minuto
Tem um olho chorando de alegria e outro chorando de luto
Tem louco pulando o muro, tem corpo pegando doença
Tem gente trepando no escuro, tem gente sentido ausência
Meninas... são bruxas e fadas
Palhaço é um homem todo pintado de piadas
Céu azul é o telhado do mundo inteiro
Sonho é uma coisa que fica dentro do meu travesseiro.
Essa é a melhor, daria para todas as turmas...Todas são maravilhosas!!!
Mas essa têm a frase mais polemica, de na escola se aprender palavrão!
Eu nunca ouvi tanto palavrão como lá dentro...
Não como aluna, mas como professora!
Um dia pedi para eles procurarem o significado da expressão "esporo" no dicionário, morreram de vergonha ao ler!!!Nada contra ao que se fala, mas saibamos o que estamos falando!E para quem ficar "Enfezado" ao ler isso vá ao banheiro, pois você esta cheio de m...!Mas a palavra mas em voga nas bocas é aquela que começa com cara e termina com alho sempre digo para os meninos:_Tira isso da boca!
Funciona!Meu ouvido não é penico, e não sou o tipo de me ofender...
Trato aluno com respeito, mas chamo a sua atenção para o espaço aonde ele se encontra, a ESCOLA não é a CASA dele e nem a reunião com a GALERA!!!Têm vocabulário próprio para se utilizar lá dentro!
Para todos uma ótima semana, e amanhã estarei na APAE com ou sem passes...
OBRIGADA UNIVERSO ETERNAMENTE, e a você um obrigada em especial por postar em tupiniquim, li ontem, não entendi nada... O assunto, argh!!!
Mas amei te ler...
Coisas do coração, Freud explica, melhor JUNG!!!Para você uma semana mais especial ainda...Tentei postar lá!Mas... "marcação cerrada", rsrsrs até do ciber space!!!
segunda-feira, 7 de maio de 2007
DIÁRIO DE BORDO
APONTAR MAIS ALTO.
Data estelar: Mercúrio e Netuno em quadratura, Lua mingua no signo de Capricórnio.
Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade sente muito, mas não é capaz de traduzir corretamente seus sentimentos, resultando disso uma confusão generalizada, com a maioria das pessoas tentando encaixar seus enigmáticos sentimentos nas preocupações ordinárias com que convive diariamente. De lá do alto, essa tentativa toma a aparência de macacos de laboratório forçando cubos para se encaixarem em esferas, uma espécie de inteligência ofuscada por um tipo de ignorância voluntária que exclui dos pensamentos a noção básica de unidade, de participação no plano cósmico no qual a vida humana existe e vivencia seu ser. Quem quiser realmente superar seus problemas e preocupações, terá de começar a apontar mais alto do que a economia, a política ou o sectarismo religioso.
Fase da Lua (para todos os signos)- MAIO 2007-
Lua quarto minguante em Aquário, 10 de maio às 01h27.
• Período de influência: 7 a 13 de maio.
• Dica: Tempo de descobertas, algumas agradáveis, outras nem tanto. Todas, contudo, servirão para vocâ ampliar seu conhecimento a respeito do mundo e das pessoas também principalmente delas.
OSCAR QUIROGA 07/05/07
Data estelar: Mercúrio e Netuno em quadratura, Lua mingua no signo de Capricórnio.
Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade sente muito, mas não é capaz de traduzir corretamente seus sentimentos, resultando disso uma confusão generalizada, com a maioria das pessoas tentando encaixar seus enigmáticos sentimentos nas preocupações ordinárias com que convive diariamente. De lá do alto, essa tentativa toma a aparência de macacos de laboratório forçando cubos para se encaixarem em esferas, uma espécie de inteligência ofuscada por um tipo de ignorância voluntária que exclui dos pensamentos a noção básica de unidade, de participação no plano cósmico no qual a vida humana existe e vivencia seu ser. Quem quiser realmente superar seus problemas e preocupações, terá de começar a apontar mais alto do que a economia, a política ou o sectarismo religioso.
Fase da Lua (para todos os signos)- MAIO 2007-
Lua quarto minguante em Aquário, 10 de maio às 01h27.
• Período de influência: 7 a 13 de maio.
• Dica: Tempo de descobertas, algumas agradáveis, outras nem tanto. Todas, contudo, servirão para vocâ ampliar seu conhecimento a respeito do mundo e das pessoas também principalmente delas.
OSCAR QUIROGA 07/05/07
Fada
A fada é um ser mitológico, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos.
As fadas também são conhecidas como sendo as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.
Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.
•Etimologia
Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas."
As fadas de Cottingley
Embora além da percepção das pessoas comuns, as fadas continuariam a existir em nosso mundo. Tal afirmação é feita à luz de diversos testemunhos de clarividência, de fenômenos paranormais e parapsicológicos que atestariam a realidade do "mundo invisível" onde supostamente vivem fadas e outros "espíritos mágicos da Natureza" (Coelho, 1987, pp. 36-7). Nas palavras de Schoereder (s/d., p. 21):
São numerosos os relatos de pessoas que dizem ter observado seres estranhos, supostamente vindos de planos paralelos de existência.
Um dos mais estranhos destes relatos citados por Schoereder em seu livro (e que ficou conhecido como as fadas de Cottingley), é o que envolve duas primas, as adolescentes inglesas Elsie Wright e Frances Griffiths, que em 1917, ao se fotografarem mutuamente num jardim, acabaram revelando também imagens de pequenas criaturas aladas, apontadas como fadas e duendes. O caso foi parar nos jornais e as fotos, publicadas no Strand Magazine em 1920, despertaram a atenção até mesmo de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Doyle, que era um seguidor do espiritualismo, acreditou na veracidade das fotos e chegou mesmo a escrever um livro onde defende suas convicções, The Coming of the Fairies ("A Vinda das Fadas"). Na época (ou posteriormente), não foi verificada nenhuma evidência de montagem fotográfica nas imagens, e a autenticidade das mesmas tornou-se assunto de discussão, com adversários e defensores das mesmas digladiando-se nos jornais.
Interrogadas, Elsie e Frances afirmaram que apenas elas podiam fotografar as fadas, e que mais ninguém poderia estar presente em tais momentos. Houve apenas uma testemunha independente das cenas visualizadas pelas adolescentes, o escritor teosofista Geoffrey L. Hodson, que confirmou o relato das duas.
No início dos anos 1970, Elsie e Frances, agora senhoras idosas, foram entrevistadas pela BBC e insistiram na autenticidade das fotos. Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" (Schoereder, s/d., p. 27). Embora isso possa soar como uma confissão de fraude, Schoereder defendeu Elsie e Frances com um argumento retirado da parapsicologia: elas poderiam ter a capacidade de registrar numa película fotográfica, imagens vistas em seus pensamentos.
Mas finalmente em 1982, numa entrevista à Joe Cooper, Elsie e Frances admitiram que haviam forjado as quatro primeiras fotografias, sem precisar usar qualquer habilidade fotográfica: as fadas e duendes eram simplesmente recortes de papel, presos no matagal com alfinetes de chapéu. A evidência para isto fora encontrada anos antes, em 1977, por Fred Gettings. Ele havia descoberto num livro infantil, Princess Mary's Gift Book, publicado por volta de 1914 e que as duas meninas podem ter visto, um poema de Alfred Noyes intitulado "A Spell for a Fairy" ("Um feitiço para uma fada") ilustrado por Claude Shepperson. As fadas que aparecem na ilustração, embora com vestidos diferentes, são obviamente a origem das poses de três das quatro fadas que surgem na primeira foto de Frances tirada por Elsie, em julho de 1917.
Conforme citado por Kronzek (2003, p. 131), "Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, sublinhou ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos — mas, ainda assim, ninguém os notou."
A hierarquia do mundo invisível
Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como se segue (Gelder, 1986):
• Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
• Elementais, Espíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo).
•Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.
•Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
•Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).
•Elementais das águas: representados pelas ninfas, ondinas, espíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.
As fadas em Harry Potter
No universo ficcional de Harry Potter, as fadas são pequenos animais humanóides de baixa inteligência e fraco poder mágico. Dotadas de asas de inseto multicoloridas, são utilizadas pelos bruxos para compôr decorações vivas. Habitantes de matas e alagadiços, são criaturas mudas que comunicam-se através de zumbidos. Reproduzem-se pondo ovos na parte de baixo de folhas.
A Fada do Dente
Há uma tradição nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e em parte do Reino Unido, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o "dente de leite", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.
Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX, embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings, mais de mil anos atrás.
Bibliografia
• COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas. São Paulo:Ática, 1987. ISBN 8508015240
• GELDER, Dora Van. O mundo real das fadas. São Paulo:Pensamento, 1986.
• KRONZEK, Allan Zola. O Manual do Bruxo – um dicionário do mundo mágico de Harry Potter. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. ISBN 85-7542-069-0
• SCAMANDER, Newt. Animais Fantásticos e Onde Habitam. Rio de Janeiro: Rocco, 2001. ISBN 85-325-1329-8
• SCHOEREDER, Gilberto. Fadas, duendes e gnomos. O mundo invisível. São Paulo:Hemus, s/d. ISBN 8528903664
As fadas também são conhecidas como sendo as fêmeas dos elfos. O termo incorporou-se a cultura ocidental a partir dos assim chamados "contos de fadas". Nesse tipo de história, a fada é representada de forma semelhante a versão clássica dos elfos de J.R.R. Tolkien, porém apresentando "asas de libélula" as costas e utilizando-se de uma "varinha de condão" para realizar encantamentos.
Dependendo da obra em que aparece, a fada pode ser retratada em estatura de uma mulher normal ou diminuta. No primeiro caso, temos a fada de Cinderela. Como exemplo da segunda representação podemos citar "Sininho", do clássico infantil "Peter Pan", de J. M. Barrie.
•Etimologia
Segundo Schoereder (s/d., p. 66), o nome fada "vem do latim fatum, que significa fado, destino. Dessa forma, acredita-se que elas intervêm de forma mágica no destino das pessoas."
As fadas de Cottingley
Embora além da percepção das pessoas comuns, as fadas continuariam a existir em nosso mundo. Tal afirmação é feita à luz de diversos testemunhos de clarividência, de fenômenos paranormais e parapsicológicos que atestariam a realidade do "mundo invisível" onde supostamente vivem fadas e outros "espíritos mágicos da Natureza" (Coelho, 1987, pp. 36-7). Nas palavras de Schoereder (s/d., p. 21):
São numerosos os relatos de pessoas que dizem ter observado seres estranhos, supostamente vindos de planos paralelos de existência.
Um dos mais estranhos destes relatos citados por Schoereder em seu livro (e que ficou conhecido como as fadas de Cottingley), é o que envolve duas primas, as adolescentes inglesas Elsie Wright e Frances Griffiths, que em 1917, ao se fotografarem mutuamente num jardim, acabaram revelando também imagens de pequenas criaturas aladas, apontadas como fadas e duendes. O caso foi parar nos jornais e as fotos, publicadas no Strand Magazine em 1920, despertaram a atenção até mesmo de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Doyle, que era um seguidor do espiritualismo, acreditou na veracidade das fotos e chegou mesmo a escrever um livro onde defende suas convicções, The Coming of the Fairies ("A Vinda das Fadas"). Na época (ou posteriormente), não foi verificada nenhuma evidência de montagem fotográfica nas imagens, e a autenticidade das mesmas tornou-se assunto de discussão, com adversários e defensores das mesmas digladiando-se nos jornais.
Interrogadas, Elsie e Frances afirmaram que apenas elas podiam fotografar as fadas, e que mais ninguém poderia estar presente em tais momentos. Houve apenas uma testemunha independente das cenas visualizadas pelas adolescentes, o escritor teosofista Geoffrey L. Hodson, que confirmou o relato das duas.
No início dos anos 1970, Elsie e Frances, agora senhoras idosas, foram entrevistadas pela BBC e insistiram na autenticidade das fotos. Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação" (Schoereder, s/d., p. 27). Embora isso possa soar como uma confissão de fraude, Schoereder defendeu Elsie e Frances com um argumento retirado da parapsicologia: elas poderiam ter a capacidade de registrar numa película fotográfica, imagens vistas em seus pensamentos.
Mas finalmente em 1982, numa entrevista à Joe Cooper, Elsie e Frances admitiram que haviam forjado as quatro primeiras fotografias, sem precisar usar qualquer habilidade fotográfica: as fadas e duendes eram simplesmente recortes de papel, presos no matagal com alfinetes de chapéu. A evidência para isto fora encontrada anos antes, em 1977, por Fred Gettings. Ele havia descoberto num livro infantil, Princess Mary's Gift Book, publicado por volta de 1914 e que as duas meninas podem ter visto, um poema de Alfred Noyes intitulado "A Spell for a Fairy" ("Um feitiço para uma fada") ilustrado por Claude Shepperson. As fadas que aparecem na ilustração, embora com vestidos diferentes, são obviamente a origem das poses de três das quatro fadas que surgem na primeira foto de Frances tirada por Elsie, em julho de 1917.
Conforme citado por Kronzek (2003, p. 131), "Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, sublinhou ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos — mas, ainda assim, ninguém os notou."
A hierarquia do mundo invisível
Segundo a teosofia, os espíritos da natureza podem ser categorizados hierarquicamente, na forma como se segue (Gelder, 1986):
• Anjos ou Devas: seres luminosos de grande inteligência que agem como orientadores da Natureza e supervisores dos espíritos de menor importância.
• Elementais, Espíritos da Natureza ou Fadas: espíritos dos quatro elementos (ar, água, terra e fogo).
•Elementais do ar: divididos em sílfides ou fadas das nuvens e fadas das tempestades. As primeiras vivem nas nuvens, são dotadas de elevada inteligência e sua principal atividade é transferir luz para as plantas; interessam-se muito também por animais e por pessoas, para as quais podem agir como protetoras e guias. As fadas das tempestades possuem grande energia e circulam sobre as florestas e ao redor dos picos das montanhas; costumam ser vistas em grupos pelas alturas e só descem à superfície quando o vento está forte.
•Elementais da terra: seus principais representantes são os gnomos, criaturas de cerca de um metro de altura que vivem no interior da terra (embora existam gnomos da floresta, que cuidam basicamente das raízes das plantas). Os kobolds, menores que os gnomos, são mais amigáveis e prestativos para os humanos que seus parentes, embora sejam igualmente cautelosos. Os gigantes são entidades enormes que costumam estar ligados à montanhas, embora também possam viver em florestas antigas. Finalmente, os Devas da Montanha, são os elementais da terra mais evoluídos, entidades que permeiam e trabalham com uma montanha ou uma cadeia inteira de montanhas, com sua consciência tão profundamente imersa na Terra que mal tomam conhecimento da existência de criaturas de vida breve, como os homens.
•Elementais do fogo: as salamandras ou espíritos do fogo, habitam o subsolo vulcânico, os relâmpagos e as fogueiras. São mais poderosas que as fadas dos jardins, mas estão mais distantes da humanidade também. São espíritos de transformação, responsáveis pela conversão de matéria em decomposição em solo fértil. Podem agir também como espíritos de inspiração, mediadores entre o mundo angélico e os níveis físicos de criação (ou seja, agem como musas).
•Elementais das águas: representados pelas ninfas, ondinas, espíritos das águas e náiades, são responsáveis por retirar energia do sol para transmití-la à água. As ninfas estão ligadas às águas, mas também à montanhas e florestas. Regulam o fluxo da água na crosta terrestre e dão personalidade e individualidade a locais aquáticos, tais como poços, lagos e fontes. Podem assumir a forma de peixes, os quais protegem. As ondinas parecem estar restritas a determinadas localidades, sendo responsáveis pelas quedas d'água e a vegetação circundante. Os espíritos das águas vivem em rios, fontes, lagos e pântanos. Assemelham-se a belas donzelas, muitas vezes com caudas de peixe; gostam de música e dança, e têm o dom da profecia. Embora possam ajudar eventualmente os seres humanos, estes têm de se acautelar com tais espíritos, que podem ser traiçoeiros e afogar pessoas. Da mesma forma que os espíritos das águas, as náiades presidem os rios, correntezas, ribeiros, fontes, lagos, lagoas, poços e pântanos.
As fadas em Harry Potter
No universo ficcional de Harry Potter, as fadas são pequenos animais humanóides de baixa inteligência e fraco poder mágico. Dotadas de asas de inseto multicoloridas, são utilizadas pelos bruxos para compôr decorações vivas. Habitantes de matas e alagadiços, são criaturas mudas que comunicam-se através de zumbidos. Reproduzem-se pondo ovos na parte de baixo de folhas.
A Fada do Dente
Há uma tradição nos Estados Unidos, Canadá, Espanha e em parte do Reino Unido, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o "dente de leite", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.
Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX, embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings, mais de mil anos atrás.
Bibliografia
• COELHO, Nelly Novaes. O Conto de Fadas. São Paulo:Ática, 1987. ISBN 8508015240
• GELDER, Dora Van. O mundo real das fadas. São Paulo:Pensamento, 1986.
• KRONZEK, Allan Zola. O Manual do Bruxo – um dicionário do mundo mágico de Harry Potter. Rio de Janeiro: Sextante, 2003. ISBN 85-7542-069-0
• SCAMANDER, Newt. Animais Fantásticos e Onde Habitam. Rio de Janeiro: Rocco, 2001. ISBN 85-325-1329-8
• SCHOEREDER, Gilberto. Fadas, duendes e gnomos. O mundo invisível. São Paulo:Hemus, s/d. ISBN 8528903664
Símbolo e Psique
Símbolo e Psique
Farley Rebouças Vale
" O tao é mar sereno de puro vazio, perlado, ilimitado, imaculado. Dele nascem dois dragões gêmeos: o macho, brilhante como o sol e estriado de ouro, senhor da ação; a fêmea, radiante como a lua e entretecida de fios de prata, dada à passividade. Sua cópula dá início aos ritmos da mudança cíclica, os movimentos dos planetas, o avanço das estações, a alternância do dia e da noite."
Entre outros pontos destacáveis da Psicologia Analítica, certamente o redimensionamento a que vai ser exposto o símbolo sob a concepção junguiana é digno de nota. Ao mostrar que o pensamento simbólico é uma dádiva que permeia toda a vida humana, plasmando, desde a antiguidade, o modo como o homem compreende a si mesmo e ao mundo, Jung trouxe de volta ao mundo científico, através de sua leitura da psique, fontes que, por força de um enfoque por demais racionalista das ciências humanas, haviam sido relegadas a um plano inferior, como os mitos, os contos de fada, as fábulas,etc. Dentro desse contexto, é inegável toda a relevância dada ao símbolo, enquanto fruto da psique, e cuja fonte principal é o próprio sonho.
Contudo, antes de tratarmos dessa questão sob o ponto de vista junguiano algumas perguntas se sobressaem, como por exemplo: o que é símbolo? O que caracteriza uma determinada imagem enquanto simbólica? O que diferencia o símbolo das demais figuras, tais como, signo, emblema, etc ? Cumpre, portanto, que antes de darmos continuidade ao falar sobre o símbolo, nos debruçarmos mais a fundo sobre estes pontos mostrando as demais figuras de representação, o que significam, e só então voltarmos ao símbolo em si, enfatizando sua origem, seu significado e aquilo a que se presta dentro do campo abrangido pela Psicologia Analítica, donde certamente ficará clara a diferença deste para com as demais. Sendo assim, adentro numa abordagem terminológica destas imagens, pois "se na prática nem sempre são claras as fronteiras entre os valores destas imagens, esta é uma razão suplementar para assinalá-las fortemente na teoria ".2
Uma das figuras de representação, o emblema é uma figura visível, que dentro de um certo contexto passa a ser representação de uma certa ideia. Outra, o atributo, corresponde a uma realidade ou imagem que é escolhida para caracterizar e distinguir um personagem ou uma coletividade: a balança, por exemplo, é um acessório que, como figuração da equidade, serve de atributo à Justiça.
Já a alegoria é uma figuração que pode tomar a forma humana, de um animal , de um vegetal, ou mesmo de um feito heróico, de uma virtude, etc. Um exemplo seria a mulher alada como figuração da vitória. Um outro caso, a metáfora, sugere apenas a comparação entre dois seres ou duas situações, enquanto a analogia diz respeito a relação existente entre seres e noções, que devido ao fato de manterem entre si uma tênue semelhança, posto que em suas essências mantêm-se diferenciadas, prestam-se a tal figuração: a cólera de Deus pode apenas em termos de analogia ser comparada à cólera do homem.
Aquilo que de comum se apresenta em todas essas formas de expressão é o fato delas serem signos, de não ultrapassarem os limites de sua própria significação e representação. É nesse instante que o símbolo distancia-se irremediavelmente do signo, surgindo prenhe de sentido, pronto a oferecer inúmeras possibilidades à consciência que o contempla. O signo, portanto, encerra em si mesmo seu próprio significado, suas próprias potencialidades, enquanto " o que chamamos de símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que... possua conotações especiais além do seu significado evidente e convencional. Implica alguma coisa vaga, desconhecida e oculta para nós ".3 " Os símbolos são parábolas do imperecível, apresentadas em manifestações do perecível " 4. No dizer de Henri Cobin: " O símbolo anuncia um outro plano da consciência , que não é o da evidência racional; é a chave de um mistério, o único modo de se dizer aquilo que não pode ser apreendido de outra forma; ele jamais é explicado de modo definitivo e deve sempre ser decifrado de novo "5. Eliade nos diz que " o pensamento simbólico precede à linguagem e a razão discursiva "6 e que " o símbolo pertence à vida espiritual, podemos camuflá-lo, mutilá-lo, degradá-lo, mas jamais poderemos extirpá-lo "7. Cassirer chega a dizer que o homem poderia ser caracterizado como um animal simbólico ao invés de um animal racional8 . Podemos ver que vários foram os autores que já renderam homenagem ao símbolo.
Agora que respondemos as primeiras perguntas e que caracterizamos o símbolo como uma imagem que encerra em si algo oculto e que vai muito além de sua representação imediata9, cumpre-nos agora o dever de lançar novas perguntas: de onde vem o símbolo, como ele encerra em si tantos significados e por que ele tem o poder de seduzir o homem através do desejo de desvendá-lo, atraindo-o, subjugando-o por uma força que surge à consciência humana como tendo uma origem divina.?
Para a Psicologia Analítica o símbolo nasce da própria alma, surgindo do próprio conflito psíquico inerente a esta, conjugando em si por um lado, o arquétipo, fonte de sua numinosidade, em si mesmo irrepresentável, já que não possui forma nem norma, configurando o caos do inconsciente, e de outro uma imagem concreta, retirada do meio e que ao revestir e dar forma ao arquétipo, por assim dizer , lhe dá também existência, criando-o e diferenciando-o do caos que é sua verdadeira origem, como se deste modo fosse realizado o próprio ato cosmológico da Criação. Por fundar-se na gênese da alma humana, o símbolo adquire a capacidade de tocar interiormente o homem; é um poder de ressonância, uma identificação entre o símbolo e a consciência que o contempla. Isto acontece porque a realidade que o símbolo expressa não está presa aos traços da imagem em si, mas devido a profundidade de sua essência encontra-se livre para ligar-se a um novo significado a cada instante, ressurgindo como algo novo em cada parte da alma humana
Segundo Jung10, a energia psíquica estaria vinculada a um certo número de funções, no entanto, devido ao fato do equilíbrio entre tais funções não ser satisfatório, surge um conflito interno que dá origem a um excedente da libido que por não estar firmemente fixada a uma destas funções, já que é um excedente, desprende-se do fluxo natural, criando a possibilidade de uma transformação e consequentemente de uma nova utilização.
Contudo, em sua forma pura a energia psíquica que é passível de transformação, o é apenas enquanto possibilidade, visto que nesta forma ela não pode ser canalizada para a consciência. Assim, chegamos ao outro lado do símbolo, ou seja, à imagem que reveste e dá forma à libido. Esta é proveniente da capacidade da psique traduzir eventos físicos em psíquicos. Nada que acontece no universo da psique acontece por acaso; assim quando uma imagem em particular é escolhida pela psique para revestir e dar forma a um arquétipo, ela o é porque naquela determinada constelação representa a melhor forma de configuração para aquele conteúdo psíquico que esta a ser constelado. Então, uma imagem simbólica é sempre a melhor maneira como a psique vivencia um fato físico ao nível do psíquico.
Mas está reservado a esta imagem um outro privilégio além do de revestir o arquétipo, pois é através desta fixação de imagem que esta energia se converte de possibilidade de transformação em transformação real, posto que mediante esta lhe surge a chance de adentrar os limites da consciência, de ser por esta digerida e de lançar por fim, como reflexo de seu objetivo final, uma nova parcela de energia ao EU consciente, ou seja, a imagem torna possível que o arquétipo em si apresente-se à consciência, podendo relacionar-se com esta11. Ao caracterizar-se como um transformador de energia, o símbolo adquire a capacidade de dissolver aglomerações psíquicas que possam surgir como um prejuízo ao equilíbrio psíquico, pois redistribui a energia estagnada, sendo a produção do símbolo nos caminhos virtuais dos arquétipos que tornará possível a utlização da energia psíquica.12
Pode-se ver quanto é importante a discussão do EU com os símbolos, discussão esta que advém principalmente da tentativa do homem de interpretar seus sonhos; para citar um exemplo entre muitos, os índios Naskapi na América do Norte acreditam que Mistapeo, o emissor dos sonhos, habita o coração de cada homem e lhes dá a tarefa de prestar atenção a estes sonhos, interpretando-lhes e retirando destes um significado.
Assim, o símbolo canaliza a energia psíquica para a consciência, dá-lhe uma forma utilizável, visto que enquanto imagem exterior concreta pode ser reconhecida e apreendida pelo EU e enquanto conteúdo interior arquétipico faz com que a consciência receba, como fruto desta apreensão, uma nova parcela de libido que alarga-lhe as fronteiras e estabelece uma ponte para o inconsciente, ponte esta que representa o próprio fluxo contínuo da vida, que liga o homem aos recônditos mais profundos de sua alma e lhe coloca frente à frente com possibilidades de existência diante das quais qualquer compreensão racional empalidece ao primeiro contato.
Como nota-se facilmente, o símbolo tem o poder de exprimir o mundo percebido e vivido pelo homem em função de todo o seu psiquismo e não apenas da consciência. Assim, o símbolo funciona como um substituto de relações, atuando como um comunicador entre o inconsciente, a consciência e o meio. Disto cria-se um enigmático paradoxo, pois o arquétipo que representa o conteúdo do símbolo é coletivo, visto que aprioristicamente existe na psique de cada um de nós e mesmo assim é através dele, desta coletividade, que o homem alcança a individuação, que ele se torna único entre todos os demais. Isto se dá porque os arquétipos que se manifestam nessa relação são singulares para a consciência que entra em seu campo de contato. Estes podem ser constelados ou não, das mais variadas formas e nos mais diferentes momentos da vida, dependendo da vivência pessoal de cada sujeito. No fim, é a consciência, com seu caráter individual que irá determinar a realidade e o significado da imagem simbólica. Enquanto um observador qualquer pode ver numa cruz simplesmente o cruzamento de dois pedaços de madeira, um cristão pode vislumbrar na mesma figura todo o mistério referente a ressurreição do Cristo. Embora cada arquétipo tenha um caráter coletivo, é na dimensão da individualidade que eles serão constelados, representados e vividos.
Esta é a característica do símbolo. De sua origem obscura ele traz a característica do insondável; em suas potencialidades, ele convida a consciência para participar ativamente da vida inconsciente, gerando vida e estimulando o próprio desenvolvimento humano. Em seu jogo, ele nos faz entrar em contato com algo que não é conhecido, mas pressentido, seduzindo-nos e lançando-nos numa busca de tentar desvendar-lhe o significado e a origem, ao mesmo tempo formadora e destruidora, pois o símbolo se revela naquilo que é simuntaneamente rompimento e união de suas partes separadas, como o princípio incessante da tensão dos contrários unidos numa síntese para logo depois serem separados novamente e a seguir reunidos, constituindo, enfim, o próprio fluxo de nossa vida psíquica.
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Farley Rebouças Valentim é psicólogo junguiano.
Membro do Círculo Junguiano de Fortaleza.
E-mail: dorn@goplay.com
Notas e Referências Bibliográficas
1. Blofeld, J. Taoismo: A busca da imortalidade. P.30
2. Chevalier & Gheerbrant. Dicionário de símbolos. P. XVI
3. Jung, C. G. O homem e seus símbolos. P.30
4. Doering. Símbolos cristãos apud Jacobi, J. Complexo, Arquétipo e Símbolo. P.75
5. Chevalier & Gheerbrant. Op. Cit. P.XVI
6. Eliade, M. Imagens e Símbolos. P. 7.
7. _______. Op.Cit. P.8
8. Cassirer, E. Ensaios sobre o homem apud Jacobi, J. Op. Cit. P.77
9. Não é sem importância lembrar que muitos autores que utilizam o termo símbolo o fazem com um sentido diferente do que foi até agora apresentado, privilegiando sempre o caráter semiótico.
10. Jung, C.G. Energia psíquica. P. 44 e segs.
11 .Embora certos símbolos sejam denominados de arquétipos, não se deve perder de vista que o símbolo é uma imagem arquetípica, ou seja, uma representação do arquétipo em si. Nas obras de Jung isso nem sempre está muito claro para o leitor menos atento, dado que ele não raro utiliza ambos os termos indistintamente.
12. Este assunto será abordado no texto A Função Psíquica dos Símbolos, a ser publicada no número três do ARQUÉTIPO, em seguida a Símbolo, Sonho e Cultura, que será publicado no próximo número desta revista virtual.
BIBLIOGRAFIA
ARMSTRONG, Karen. Uma História de Deus. São Paulo. Companhia das Letras. 1993.
BLOFELD, J. Taoísmo: a busca da imortalidade. São Paulo. Círculo do Livro. 1990.
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____________. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Rio de Janeiro. Ed. Vozes.1985.
CAMPBELL, J. O Poder do Mito. São Paulo. Ed. Palas Athenas. 1995.
CASSIRER. E. O Mito do Estado. Rio de Janeiro. Ed. Zahar. 1976.
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ELIADE, M. O Sagrado e o Profano. São Paulo. Ed. Martins Fontes.1992.
__________ . Imagens e Símbolos. São Paulo. Ed. Martins Fontes. 1991.
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JACOBI, J. Complexo, Arquétipo e Símbolo. São Paulo. Ed. Cultrix. 1992.
JUNG, C. A Natureza da Psique . Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1985.
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________. O Homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira. 1993.
VON FRANZ, M. L. O Caminho dos Sonhos. São Paulo. Ed. cultrix.1993.
_________________. Alquimia. São Paulo. Ed. Cultrix. 1992.
_________________. A Lenda do Graal. São Paulo. Ed. Cultrix. 1992.
Farley Rebouças Vale
" O tao é mar sereno de puro vazio, perlado, ilimitado, imaculado. Dele nascem dois dragões gêmeos: o macho, brilhante como o sol e estriado de ouro, senhor da ação; a fêmea, radiante como a lua e entretecida de fios de prata, dada à passividade. Sua cópula dá início aos ritmos da mudança cíclica, os movimentos dos planetas, o avanço das estações, a alternância do dia e da noite."
Entre outros pontos destacáveis da Psicologia Analítica, certamente o redimensionamento a que vai ser exposto o símbolo sob a concepção junguiana é digno de nota. Ao mostrar que o pensamento simbólico é uma dádiva que permeia toda a vida humana, plasmando, desde a antiguidade, o modo como o homem compreende a si mesmo e ao mundo, Jung trouxe de volta ao mundo científico, através de sua leitura da psique, fontes que, por força de um enfoque por demais racionalista das ciências humanas, haviam sido relegadas a um plano inferior, como os mitos, os contos de fada, as fábulas,etc. Dentro desse contexto, é inegável toda a relevância dada ao símbolo, enquanto fruto da psique, e cuja fonte principal é o próprio sonho.
Contudo, antes de tratarmos dessa questão sob o ponto de vista junguiano algumas perguntas se sobressaem, como por exemplo: o que é símbolo? O que caracteriza uma determinada imagem enquanto simbólica? O que diferencia o símbolo das demais figuras, tais como, signo, emblema, etc ? Cumpre, portanto, que antes de darmos continuidade ao falar sobre o símbolo, nos debruçarmos mais a fundo sobre estes pontos mostrando as demais figuras de representação, o que significam, e só então voltarmos ao símbolo em si, enfatizando sua origem, seu significado e aquilo a que se presta dentro do campo abrangido pela Psicologia Analítica, donde certamente ficará clara a diferença deste para com as demais. Sendo assim, adentro numa abordagem terminológica destas imagens, pois "se na prática nem sempre são claras as fronteiras entre os valores destas imagens, esta é uma razão suplementar para assinalá-las fortemente na teoria ".2
Uma das figuras de representação, o emblema é uma figura visível, que dentro de um certo contexto passa a ser representação de uma certa ideia. Outra, o atributo, corresponde a uma realidade ou imagem que é escolhida para caracterizar e distinguir um personagem ou uma coletividade: a balança, por exemplo, é um acessório que, como figuração da equidade, serve de atributo à Justiça.
Já a alegoria é uma figuração que pode tomar a forma humana, de um animal , de um vegetal, ou mesmo de um feito heróico, de uma virtude, etc. Um exemplo seria a mulher alada como figuração da vitória. Um outro caso, a metáfora, sugere apenas a comparação entre dois seres ou duas situações, enquanto a analogia diz respeito a relação existente entre seres e noções, que devido ao fato de manterem entre si uma tênue semelhança, posto que em suas essências mantêm-se diferenciadas, prestam-se a tal figuração: a cólera de Deus pode apenas em termos de analogia ser comparada à cólera do homem.
Aquilo que de comum se apresenta em todas essas formas de expressão é o fato delas serem signos, de não ultrapassarem os limites de sua própria significação e representação. É nesse instante que o símbolo distancia-se irremediavelmente do signo, surgindo prenhe de sentido, pronto a oferecer inúmeras possibilidades à consciência que o contempla. O signo, portanto, encerra em si mesmo seu próprio significado, suas próprias potencialidades, enquanto " o que chamamos de símbolo é um termo, um nome ou mesmo uma imagem que... possua conotações especiais além do seu significado evidente e convencional. Implica alguma coisa vaga, desconhecida e oculta para nós ".3 " Os símbolos são parábolas do imperecível, apresentadas em manifestações do perecível " 4. No dizer de Henri Cobin: " O símbolo anuncia um outro plano da consciência , que não é o da evidência racional; é a chave de um mistério, o único modo de se dizer aquilo que não pode ser apreendido de outra forma; ele jamais é explicado de modo definitivo e deve sempre ser decifrado de novo "5. Eliade nos diz que " o pensamento simbólico precede à linguagem e a razão discursiva "6 e que " o símbolo pertence à vida espiritual, podemos camuflá-lo, mutilá-lo, degradá-lo, mas jamais poderemos extirpá-lo "7. Cassirer chega a dizer que o homem poderia ser caracterizado como um animal simbólico ao invés de um animal racional8 . Podemos ver que vários foram os autores que já renderam homenagem ao símbolo.
Agora que respondemos as primeiras perguntas e que caracterizamos o símbolo como uma imagem que encerra em si algo oculto e que vai muito além de sua representação imediata9, cumpre-nos agora o dever de lançar novas perguntas: de onde vem o símbolo, como ele encerra em si tantos significados e por que ele tem o poder de seduzir o homem através do desejo de desvendá-lo, atraindo-o, subjugando-o por uma força que surge à consciência humana como tendo uma origem divina.?
Para a Psicologia Analítica o símbolo nasce da própria alma, surgindo do próprio conflito psíquico inerente a esta, conjugando em si por um lado, o arquétipo, fonte de sua numinosidade, em si mesmo irrepresentável, já que não possui forma nem norma, configurando o caos do inconsciente, e de outro uma imagem concreta, retirada do meio e que ao revestir e dar forma ao arquétipo, por assim dizer , lhe dá também existência, criando-o e diferenciando-o do caos que é sua verdadeira origem, como se deste modo fosse realizado o próprio ato cosmológico da Criação. Por fundar-se na gênese da alma humana, o símbolo adquire a capacidade de tocar interiormente o homem; é um poder de ressonância, uma identificação entre o símbolo e a consciência que o contempla. Isto acontece porque a realidade que o símbolo expressa não está presa aos traços da imagem em si, mas devido a profundidade de sua essência encontra-se livre para ligar-se a um novo significado a cada instante, ressurgindo como algo novo em cada parte da alma humana
Segundo Jung10, a energia psíquica estaria vinculada a um certo número de funções, no entanto, devido ao fato do equilíbrio entre tais funções não ser satisfatório, surge um conflito interno que dá origem a um excedente da libido que por não estar firmemente fixada a uma destas funções, já que é um excedente, desprende-se do fluxo natural, criando a possibilidade de uma transformação e consequentemente de uma nova utilização.
Contudo, em sua forma pura a energia psíquica que é passível de transformação, o é apenas enquanto possibilidade, visto que nesta forma ela não pode ser canalizada para a consciência. Assim, chegamos ao outro lado do símbolo, ou seja, à imagem que reveste e dá forma à libido. Esta é proveniente da capacidade da psique traduzir eventos físicos em psíquicos. Nada que acontece no universo da psique acontece por acaso; assim quando uma imagem em particular é escolhida pela psique para revestir e dar forma a um arquétipo, ela o é porque naquela determinada constelação representa a melhor forma de configuração para aquele conteúdo psíquico que esta a ser constelado. Então, uma imagem simbólica é sempre a melhor maneira como a psique vivencia um fato físico ao nível do psíquico.
Mas está reservado a esta imagem um outro privilégio além do de revestir o arquétipo, pois é através desta fixação de imagem que esta energia se converte de possibilidade de transformação em transformação real, posto que mediante esta lhe surge a chance de adentrar os limites da consciência, de ser por esta digerida e de lançar por fim, como reflexo de seu objetivo final, uma nova parcela de energia ao EU consciente, ou seja, a imagem torna possível que o arquétipo em si apresente-se à consciência, podendo relacionar-se com esta11. Ao caracterizar-se como um transformador de energia, o símbolo adquire a capacidade de dissolver aglomerações psíquicas que possam surgir como um prejuízo ao equilíbrio psíquico, pois redistribui a energia estagnada, sendo a produção do símbolo nos caminhos virtuais dos arquétipos que tornará possível a utlização da energia psíquica.12
Pode-se ver quanto é importante a discussão do EU com os símbolos, discussão esta que advém principalmente da tentativa do homem de interpretar seus sonhos; para citar um exemplo entre muitos, os índios Naskapi na América do Norte acreditam que Mistapeo, o emissor dos sonhos, habita o coração de cada homem e lhes dá a tarefa de prestar atenção a estes sonhos, interpretando-lhes e retirando destes um significado.
Assim, o símbolo canaliza a energia psíquica para a consciência, dá-lhe uma forma utilizável, visto que enquanto imagem exterior concreta pode ser reconhecida e apreendida pelo EU e enquanto conteúdo interior arquétipico faz com que a consciência receba, como fruto desta apreensão, uma nova parcela de libido que alarga-lhe as fronteiras e estabelece uma ponte para o inconsciente, ponte esta que representa o próprio fluxo contínuo da vida, que liga o homem aos recônditos mais profundos de sua alma e lhe coloca frente à frente com possibilidades de existência diante das quais qualquer compreensão racional empalidece ao primeiro contato.
Como nota-se facilmente, o símbolo tem o poder de exprimir o mundo percebido e vivido pelo homem em função de todo o seu psiquismo e não apenas da consciência. Assim, o símbolo funciona como um substituto de relações, atuando como um comunicador entre o inconsciente, a consciência e o meio. Disto cria-se um enigmático paradoxo, pois o arquétipo que representa o conteúdo do símbolo é coletivo, visto que aprioristicamente existe na psique de cada um de nós e mesmo assim é através dele, desta coletividade, que o homem alcança a individuação, que ele se torna único entre todos os demais. Isto se dá porque os arquétipos que se manifestam nessa relação são singulares para a consciência que entra em seu campo de contato. Estes podem ser constelados ou não, das mais variadas formas e nos mais diferentes momentos da vida, dependendo da vivência pessoal de cada sujeito. No fim, é a consciência, com seu caráter individual que irá determinar a realidade e o significado da imagem simbólica. Enquanto um observador qualquer pode ver numa cruz simplesmente o cruzamento de dois pedaços de madeira, um cristão pode vislumbrar na mesma figura todo o mistério referente a ressurreição do Cristo. Embora cada arquétipo tenha um caráter coletivo, é na dimensão da individualidade que eles serão constelados, representados e vividos.
Esta é a característica do símbolo. De sua origem obscura ele traz a característica do insondável; em suas potencialidades, ele convida a consciência para participar ativamente da vida inconsciente, gerando vida e estimulando o próprio desenvolvimento humano. Em seu jogo, ele nos faz entrar em contato com algo que não é conhecido, mas pressentido, seduzindo-nos e lançando-nos numa busca de tentar desvendar-lhe o significado e a origem, ao mesmo tempo formadora e destruidora, pois o símbolo se revela naquilo que é simuntaneamente rompimento e união de suas partes separadas, como o princípio incessante da tensão dos contrários unidos numa síntese para logo depois serem separados novamente e a seguir reunidos, constituindo, enfim, o próprio fluxo de nossa vida psíquica.
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Farley Rebouças Valentim é psicólogo junguiano.
Membro do Círculo Junguiano de Fortaleza.
E-mail: dorn@goplay.com
Notas e Referências Bibliográficas
1. Blofeld, J. Taoismo: A busca da imortalidade. P.30
2. Chevalier & Gheerbrant. Dicionário de símbolos. P. XVI
3. Jung, C. G. O homem e seus símbolos. P.30
4. Doering. Símbolos cristãos apud Jacobi, J. Complexo, Arquétipo e Símbolo. P.75
5. Chevalier & Gheerbrant. Op. Cit. P.XVI
6. Eliade, M. Imagens e Símbolos. P. 7.
7. _______. Op.Cit. P.8
8. Cassirer, E. Ensaios sobre o homem apud Jacobi, J. Op. Cit. P.77
9. Não é sem importância lembrar que muitos autores que utilizam o termo símbolo o fazem com um sentido diferente do que foi até agora apresentado, privilegiando sempre o caráter semiótico.
10. Jung, C.G. Energia psíquica. P. 44 e segs.
11 .Embora certos símbolos sejam denominados de arquétipos, não se deve perder de vista que o símbolo é uma imagem arquetípica, ou seja, uma representação do arquétipo em si. Nas obras de Jung isso nem sempre está muito claro para o leitor menos atento, dado que ele não raro utiliza ambos os termos indistintamente.
12. Este assunto será abordado no texto A Função Psíquica dos Símbolos, a ser publicada no número três do ARQUÉTIPO, em seguida a Símbolo, Sonho e Cultura, que será publicado no próximo número desta revista virtual.
BIBLIOGRAFIA
ARMSTRONG, Karen. Uma História de Deus. São Paulo. Companhia das Letras. 1993.
BLOFELD, J. Taoísmo: a busca da imortalidade. São Paulo. Círculo do Livro. 1990.
BRANDÃO, J. Mitologia Grega. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1989.
____________. Teatro Grego: Tragédia e Comédia. Rio de Janeiro. Ed. Vozes.1985.
CAMPBELL, J. O Poder do Mito. São Paulo. Ed. Palas Athenas. 1995.
CASSIRER. E. O Mito do Estado. Rio de Janeiro. Ed. Zahar. 1976.
CHEVALIER, J. & GHEERBRANT, A. Dicionário de Símbolos. Rio de Janeiro. Ed. José Olympio. 1993.
ELIADE, M. O Sagrado e o Profano. São Paulo. Ed. Martins Fontes.1992.
__________ . Imagens e Símbolos. São Paulo. Ed. Martins Fontes. 1991.
ELIADE, M. Tratado de História das Religiões. São Paulo. Ed. Martins Fontes. 1993.
JACOBI, J. Complexo, Arquétipo e Símbolo. São Paulo. Ed. Cultrix. 1992.
JUNG, C. A Natureza da Psique . Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1985.
________. A Energia Psíquica. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1985.
________. O Símbolo da Transformação na Missa. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1991.
________. Fundamentos de Psicologia Analítica. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1992.
________. Símbolos da Transformação. Rio de janeiro. Ed. Vozes. 1992.
________. Tipos Psicológicos. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1991
________. O Eu e o Inconsciente. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1990.
________. AION, Estudos sobre o Simbolismo do Si-mesmo. Rio de Janeiro. Ed. Vozes. 1990.
________. O Homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro. Ed. Nova Fronteira. 1993.
VON FRANZ, M. L. O Caminho dos Sonhos. São Paulo. Ed. cultrix.1993.
_________________. Alquimia. São Paulo. Ed. Cultrix. 1992.
_________________. A Lenda do Graal. São Paulo. Ed. Cultrix. 1992.
Pensamento Junguiano
PERFIL
Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, cantão da Turgóvia, região às margens do lago Constança, Suíça, no dia 26 de julho de 1875. Filho de Johann Paul Jung, pastor protestante da igreja reformada e de Emile Preiswerk. Sua mãe era uma dona de casa instruída e culta que o incentivou à leitura do Fausto de Goethe na adolescência.
A infância foi vivida no campo, em contato com a natureza e entre os livros da silenciosa biblioteca de seu pai, onde leu textos de filosofia e teologia.
Quando chegou à Universidade de Basiléia para estudar medicina, Jung detinha razoável conhecimento de filosofia, nutrindo especial interesse pelas idéias de Kant e Goethe. O seu entusiasmo filosófico leva-lo-ia, ainda, às idéias de Schopenhauer e às de Nietzsche, que exerceriam significativa influência na construção de sua teoria psicológica.
Concluído o curso de medicina, Jung dedicou-se à psiquiatria, como assistente do professor Eugene Bleuler no Burgholzi Psychiatric Hospital, da Universidade de Zurich, interessando-se preponderamente pela esquizofrenia.
O contato com a obra de Freud ocorreu através do livro A interpretação dos sonhos, cuja leitura por Jung deu-se em dois momentos. No primeiro, a obra não lhe causou impacto nem despertou interesse. Em segunda leitura, percebeu a extensão e a profundidade com que Freud tratou a questão dos sonhos. Essa leitura aproximou os dois maiores estudiosos do inconsciente numa amizade, fecunda e tumultuada, que durou cerca de sete anos.
Nos primórdios de sua relação com Freud, Jung permaneceu receptivo à teoria da sexualidade infantil. Todavia, ao longo do tempo em que estudou e praticou a psicanálise freudiana, não conseguiu encontrar, nos seus fundamentos teóricos, elementos que dessem conta dos fenômenos com os quais se defrontava no tratamento de psicóticos, principalmente esquizofrênicos. Nesses pacientes, a doença decorria de grave dissociação da mente, não apresentando traços de uma etiologia sexual.
A partir desse impasse, Jung desenvolveu estudos de alquimia, mitos e lendas na busca de elementos que contribuíssem para a elucidação das questões levantadas pela clínica da psicose. Foram principalmente essas questões que o fizeram demandar outras perspectivas de análise, tais como a abordagem simbólica e a hermenêutica. Com o instrumental teórico oferecido por esses métodos, identifica nos mitos, lendas e processos alquímicos a estrutura e a dinâmica psíquica por ele encontrados na clínica da psicose.
A partir dessa constatação, são fundados os pilares em cima dos quais Jung afima que essa estrutura, enquanto forma, seria um componente da psique, presente em todos os indivíduos desde o nascimento, chegando então à sua hipótese mais refinada - a da existência de um substrato desconhecido na mente humana, responsável pelo lado obscuro da psique, que ele denominou de inconsciente coletivo que configura a dimensão objetiva da psique e contém o aprendizado resultante da experiência humana em todos os tempos, herdado pelo indivíduo como disposições ou virtualidades psíquicas.
O inconsciente coletivo, dotado de propósito ou intencionalidade, cuja força energética repousa em elementos primordiais ou arcaicos denominados arquétipos, é determinante dos fatos psíquicos. Jung considera que é a psique coletiva, no seu embate com o ambiente externo e suas exigências, que gera o que ele denominou de inconsciente pessoal, e não as vicissitudes da pulsão como postula a teoria freudiana.
Galileu, ao abandonar o finalismo e quaisquer considerações qualitativas no exame da realidade, marcou o início da ciência moderna: a física passa a apoiar-se exclusivamente em relações quantitativas e mensuráveis. Esse modelo, influenciado pelo racionalismo cartesiano, consolida-se com Isaac Newton, cujo método de investigação centra-se nas relações de movimento, base de quaisquer fenômenos encontrados na natureza.
A mecânica newtoniana vê o espaço e o tempo como entidades dotadas de grandeza absoluta. As relações de movimento existentes num universo dominado pelo espaço e pelo tempo constituem os pilares da física, paradigma da ciência moderna, modelo que foi extrapolado para as ciências biológicas, humanas e sociais.
Na procura de respostas fora do quadro teórico da ciência moderna, Jung contrapõe-se ao modelo científico dominante, buscando sustentação teórica na perspectiva finalista, abolida da ciência desde Galileu e, desse modo, expõe-se à crítica da comunidade científica, diante da qual tem o seu status de pesquisador questionado, sendo-lhe atribuída atitude mística na condução dos estudos psicológicos.
Adotando postura empirista, Jung encaminha-se para uma abordagem fenomenológica do fato psíquico, com sustentação no método hermenêutico. Wilhelm Dilthey, filósofo neokantiano, que se preocupou fundamentalmente com as diferenças entre a metodologia das ciências naturais e a dos estudos humanos, aponta esse método como o mais adequado para as ciências humanas. A hermenêutica é a ciência da compreensão e da interpretação que constituem a especificidade das ciências do espírito.
Como a dimensão inconsciente da psique é inacessível a um exame direto, o modo possível de investigação da realidade psíquica estaria fundado no exame e na interpretação dos seus produtos. Freud e Jung usam, ambos, o método interpretativo como caminho de aproximação da realidade psíquica. Na perspectiva freudiana essa interpretação é analítica, causal e reducionista. Enquanto do ponto de vista junguiano é amplificadora, finalista, prospectiva e sintética.
O fato de Jung ter-se definido pelo finalismo não significa que tenha assumido algum tipo de irracionalidade em seu trabalho científico. O seu racionalismo não é de ordem cartesiana, mas sustenta-se na estrutura interpretativa, com metodologia fenomenológica. No corpo de sua obra, encontram-se referências em que ele opõe-se à interpretação metafísica ou sobrenatural da realidade psíquica, argumentando que o dado empírico ou fenomenológico é o único que conta e que pode ser examinado pelo estudioso da psicologia humana.
J.J. Clarke1 diz que Jung estaria mais à vontade no ambiente científico contemporâneo, que parece romper com a linearidade do modelo newtoniano. De fato, o paradigma emergente sinaliza que a realidade escapa ao enquadramento linear, causal e mecanicista proposto pela ciência moderna.
Para Jung a ciência é projeção psíquica dos cientistas e os modelos teóricos aproximações e não retratos fiéis da realidade. Nessa perspectiva, o conhecimento científico está mais perto de uma metáfora por meio da qual o mundo é interpretado que de um conjunto de dados articulados enunciadores de uma verdade confirmada. Para ele, cada teoria, como criação da mente, está subordinada à interioridade do cientista que a formulou, cuja realidade psíquica é projetada no mundo exterior na forma de teoria científica. Jung via a ciência como um mito destinado a explicar o universo cuja natureza íntima, para ele, permaneceria para sempre incognoscível. Essa visão é um dos pilares em que se assenta o quadro epistemológico do modelo científico emergente.
Carl Gustav Jung faleceu em 06 de junho de 1961. Criador da psicologia analítica e reconhecido como um dos sábios do século, deixou significativas contribuições científicas para o estudo e compreensão da alma humana. Sua obra reflete profundo interesse pelas questões espirituais, enquanto fenômenos psíquicos.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
(1) EM BUSCA DE JUNG - J. J. Clarke
Rio de Janeiro: Ediouro, 1993 - p. 45
Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, cantão da Turgóvia, região às margens do lago Constança, Suíça, no dia 26 de julho de 1875. Filho de Johann Paul Jung, pastor protestante da igreja reformada e de Emile Preiswerk. Sua mãe era uma dona de casa instruída e culta que o incentivou à leitura do Fausto de Goethe na adolescência.
A infância foi vivida no campo, em contato com a natureza e entre os livros da silenciosa biblioteca de seu pai, onde leu textos de filosofia e teologia.
Quando chegou à Universidade de Basiléia para estudar medicina, Jung detinha razoável conhecimento de filosofia, nutrindo especial interesse pelas idéias de Kant e Goethe. O seu entusiasmo filosófico leva-lo-ia, ainda, às idéias de Schopenhauer e às de Nietzsche, que exerceriam significativa influência na construção de sua teoria psicológica.
Concluído o curso de medicina, Jung dedicou-se à psiquiatria, como assistente do professor Eugene Bleuler no Burgholzi Psychiatric Hospital, da Universidade de Zurich, interessando-se preponderamente pela esquizofrenia.
O contato com a obra de Freud ocorreu através do livro A interpretação dos sonhos, cuja leitura por Jung deu-se em dois momentos. No primeiro, a obra não lhe causou impacto nem despertou interesse. Em segunda leitura, percebeu a extensão e a profundidade com que Freud tratou a questão dos sonhos. Essa leitura aproximou os dois maiores estudiosos do inconsciente numa amizade, fecunda e tumultuada, que durou cerca de sete anos.
Nos primórdios de sua relação com Freud, Jung permaneceu receptivo à teoria da sexualidade infantil. Todavia, ao longo do tempo em que estudou e praticou a psicanálise freudiana, não conseguiu encontrar, nos seus fundamentos teóricos, elementos que dessem conta dos fenômenos com os quais se defrontava no tratamento de psicóticos, principalmente esquizofrênicos. Nesses pacientes, a doença decorria de grave dissociação da mente, não apresentando traços de uma etiologia sexual.
A partir desse impasse, Jung desenvolveu estudos de alquimia, mitos e lendas na busca de elementos que contribuíssem para a elucidação das questões levantadas pela clínica da psicose. Foram principalmente essas questões que o fizeram demandar outras perspectivas de análise, tais como a abordagem simbólica e a hermenêutica. Com o instrumental teórico oferecido por esses métodos, identifica nos mitos, lendas e processos alquímicos a estrutura e a dinâmica psíquica por ele encontrados na clínica da psicose.
A partir dessa constatação, são fundados os pilares em cima dos quais Jung afima que essa estrutura, enquanto forma, seria um componente da psique, presente em todos os indivíduos desde o nascimento, chegando então à sua hipótese mais refinada - a da existência de um substrato desconhecido na mente humana, responsável pelo lado obscuro da psique, que ele denominou de inconsciente coletivo que configura a dimensão objetiva da psique e contém o aprendizado resultante da experiência humana em todos os tempos, herdado pelo indivíduo como disposições ou virtualidades psíquicas.
O inconsciente coletivo, dotado de propósito ou intencionalidade, cuja força energética repousa em elementos primordiais ou arcaicos denominados arquétipos, é determinante dos fatos psíquicos. Jung considera que é a psique coletiva, no seu embate com o ambiente externo e suas exigências, que gera o que ele denominou de inconsciente pessoal, e não as vicissitudes da pulsão como postula a teoria freudiana.
Galileu, ao abandonar o finalismo e quaisquer considerações qualitativas no exame da realidade, marcou o início da ciência moderna: a física passa a apoiar-se exclusivamente em relações quantitativas e mensuráveis. Esse modelo, influenciado pelo racionalismo cartesiano, consolida-se com Isaac Newton, cujo método de investigação centra-se nas relações de movimento, base de quaisquer fenômenos encontrados na natureza.
A mecânica newtoniana vê o espaço e o tempo como entidades dotadas de grandeza absoluta. As relações de movimento existentes num universo dominado pelo espaço e pelo tempo constituem os pilares da física, paradigma da ciência moderna, modelo que foi extrapolado para as ciências biológicas, humanas e sociais.
Na procura de respostas fora do quadro teórico da ciência moderna, Jung contrapõe-se ao modelo científico dominante, buscando sustentação teórica na perspectiva finalista, abolida da ciência desde Galileu e, desse modo, expõe-se à crítica da comunidade científica, diante da qual tem o seu status de pesquisador questionado, sendo-lhe atribuída atitude mística na condução dos estudos psicológicos.
Adotando postura empirista, Jung encaminha-se para uma abordagem fenomenológica do fato psíquico, com sustentação no método hermenêutico. Wilhelm Dilthey, filósofo neokantiano, que se preocupou fundamentalmente com as diferenças entre a metodologia das ciências naturais e a dos estudos humanos, aponta esse método como o mais adequado para as ciências humanas. A hermenêutica é a ciência da compreensão e da interpretação que constituem a especificidade das ciências do espírito.
Como a dimensão inconsciente da psique é inacessível a um exame direto, o modo possível de investigação da realidade psíquica estaria fundado no exame e na interpretação dos seus produtos. Freud e Jung usam, ambos, o método interpretativo como caminho de aproximação da realidade psíquica. Na perspectiva freudiana essa interpretação é analítica, causal e reducionista. Enquanto do ponto de vista junguiano é amplificadora, finalista, prospectiva e sintética.
O fato de Jung ter-se definido pelo finalismo não significa que tenha assumido algum tipo de irracionalidade em seu trabalho científico. O seu racionalismo não é de ordem cartesiana, mas sustenta-se na estrutura interpretativa, com metodologia fenomenológica. No corpo de sua obra, encontram-se referências em que ele opõe-se à interpretação metafísica ou sobrenatural da realidade psíquica, argumentando que o dado empírico ou fenomenológico é o único que conta e que pode ser examinado pelo estudioso da psicologia humana.
J.J. Clarke1 diz que Jung estaria mais à vontade no ambiente científico contemporâneo, que parece romper com a linearidade do modelo newtoniano. De fato, o paradigma emergente sinaliza que a realidade escapa ao enquadramento linear, causal e mecanicista proposto pela ciência moderna.
Para Jung a ciência é projeção psíquica dos cientistas e os modelos teóricos aproximações e não retratos fiéis da realidade. Nessa perspectiva, o conhecimento científico está mais perto de uma metáfora por meio da qual o mundo é interpretado que de um conjunto de dados articulados enunciadores de uma verdade confirmada. Para ele, cada teoria, como criação da mente, está subordinada à interioridade do cientista que a formulou, cuja realidade psíquica é projetada no mundo exterior na forma de teoria científica. Jung via a ciência como um mito destinado a explicar o universo cuja natureza íntima, para ele, permaneceria para sempre incognoscível. Essa visão é um dos pilares em que se assenta o quadro epistemológico do modelo científico emergente.
Carl Gustav Jung faleceu em 06 de junho de 1961. Criador da psicologia analítica e reconhecido como um dos sábios do século, deixou significativas contribuições científicas para o estudo e compreensão da alma humana. Sua obra reflete profundo interesse pelas questões espirituais, enquanto fenômenos psíquicos.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
(1) EM BUSCA DE JUNG - J. J. Clarke
Rio de Janeiro: Ediouro, 1993 - p. 45
CARL GUSTAV JUNG -INTROVERSÃO E EXTROVERSÃO-
Dentre todos os conceitos de Carl Gustav Jung, a idéia de introversão e extroversão são as mais usadas. Jung descobriu que cada indivíduo pode ser caracterizado como sendo primeiramente orientado para seu interior ou para o exterior, sendo que a energia dos introvertidos se dirige em direção a seu mundo interno, enquanto a energia do extrovertido é mais focalizada no mundo externo.
Entretanto, ninguém é totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras ocasiões a extroversão é mais adequada mas, as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter ambas ao mesmo tempo. Também enfatizava que nenhuma das duas é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de pessoas. Darwin, por exemplo, era predominantemente extrovertido, enquanto Kant era introvertido por excelência.
O ideal para o ser humano é ser flexível, capaz de adotar qualquer dessas atitudes quando for apropriado, operar em equilíbrio entre as duas.
As Atitudes: Introversão e Extroversão
Os introvertidos concentram-se prioritariamente em seus próprios pensamentos e sentimentos, em seu mundo interior, tendendo à introspecção. O perigo para tais pessoas é imergir de forma demasiada em seu mundo interior, perdendo ou tornando tênue o contato com o ambiente externo. O cientista distraído, estereotipado, é um exemplo claro deste tipo de pessoa absorta em suas reflexões em notável prejuízo do pragmatismo necessário à adaptação.
Os extrovertidos, por sua vez, se envolvem com o mundo externo das pessoas e das coisas. Eles tendem a ser mais sociais e mais conscientes do que acontece à sua volta. Necessitam se proteger para não serem dominados pelas exterioridades e, ao contrário dos introvertidos, se alienarem de seus próprios processos internos. Algumas vezes esses indivíduos são tão orientados para os outros que podem acabar se apoiando quase exclusivamente nas idéias alheias, ao invés de desenvolverem suas próprias opiniões.
As Funções Psíquicas
Jung identificou quatro funções psicológicas que chamou de fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. E cada uma dessas funções pode ser experienciada tanto de maneira introvertida quanto extrovertida.
O Pensamento
Jung via o pensamento e o sentimento como maneiras alternativas de elaborar julgamentos e tomar decisões. O Pensamento, por sua vez, está relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos. As pessoas nas quais predomina a função do Pensamento são chamadas de Reflexivas. Esses tipos reflexivos são grandes planejadores e tendem a se agarrar a seus planos e teorias, ainda que sejam confrontados com contraditória evidência.
O Sentimento
Tipos sentimentais são orientados para o aspecto emocional da experiência. Eles preferem emoções fortes e intensas ainda que negativas, a experiências apáticas e mornas. A consistência e princípios abstratos são altamente valorizados pela pessoa sentimental. Para ela, tomar decisões deve ser de acordo com julgamentos de valores próprios, como por exemplo, valores do bom ou do mau, do certo ou do errado, agradável ou desagradável, ao invés de julgar em termos de lógica ou eficiência, como faz o reflexivo.
A Sensação
Jung classifica a sensação e a intuição juntas, como as formas de apreender informações, diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação se refere a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos. A Sensação reporta-se ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência.
Os tipos sensitivos tendem a responder à situação vivencial imediata, e lidam eficientemente com todos os tipos de crises e emergências. Em geral eles estão sempre prontos para o momento atual, adaptam-se facilmente às emergências do cotidiano, trabalham melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos.
A Intuição
A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. As implicações da experiência (o que poderia acontecer, o que é possível) são mais importantes para os intuitivos do que a experiência real por si mesma. Pessoas fortemente intuitivas dão significado às suas percepções com tamanha rapidez que, via de regra, não conseguem separar suas interpretações conscientes dos dados sensoriais brutos obtidos. Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata.
Arquétipos
Dentro do Inconsciente Coletivo existem, segundo Jung, estruturas psíquicas ou Arquétipos. Tais Arquétipos são formas sem conteúdo próprio que servem para organizar ou canalizar o material psicológico. Eles se parecem um pouco com leitos de rio secos, cuja forma determina as características do rio, porém desde que a água começa a fluir por eles. Particularmente comparo os Arquétipos à porta de uma geladeira nova; existem formas sem conteúdo - em cima formas arredondadas (você pode colocar ovos, se quiser ou tiver ovos), mais abaixo existe a forma sem conteúdo para colocar refrigerantes, manteiga, queijo, etc., mas isso só acontecerá se a vida ou o meio onde você existir lhe oferecer tais produtos. De qualquer maneira as formas existem antecipadamente ao conteúdo. Arquetipicamente existe a forma para colocar Deus, mas isso depende das circunstâncias existenciais, culturais e pessoais.
Jung também chama os Arquétipos de imagens primordiais, porque eles correspondem freqüentemente a temas mitológicos que reaparecem em contos e lendas populares de épocas e culturas diferentes. Os mesmos temas podem ser encontrados em sonhos e fantasias de muitos indivíduos. De acordo com Jung, os Arquétipos, como elementos estruturais e formadores do inconsciente, dão origem tanto às fantasias individuais quanto às mitologias de um povo.
A história de Édipo é uma boa ilustração de um Arquétipo. É um motivo tanto mitológico quanto psicológico, uma situação arquetípica que lida com o relacionamento do filho com seus pais. Há, obviamente, muitas outras situações ligadas ao tema, tal como o relacionamento da filha com seus pais, o relacionamento dos pais com os filhos, relacionamentos entre homem e mulher, irmãos, irmãs e assim por diante.
Tipos Psicológicos
Normalmente, uma combinação das quatro funções resulta numa abordagem equilibrada do mundo para a pessoa. Jung considera que, para nos orientarmos, temos que ter uma função que nos assegure do concreto que está aqui (sensação). Em seguida, uma segunda função que estabeleça o que é esse concreto percebido (pensamento), depois, uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado ou que valor isso tem (sentimento), finalmente, uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição).Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções. Cada pessoa tem uma dessas funções fortemente predominante, e tem também uma segunda função auxiliar, parcialmente desenvolvida. As outras duas funções restantes em geral são inconscientes e a eficácia de sua ação será bem menor. Quanto mais desenvolvidas e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente inconscientes serão as funções opostas.E quais seriam, segundo Jung, as funções consideradas opostas? O Sentimento se opõe ao Pensamento e a Sensação se opõe à Intuição. Assim sendo, a pessoa jamais seria predominantemente Sentimental tendo em segunda prevalência o Pensamento, ou seja, jamais seria Sentimantal-Reflexiva, mas poderia ser Sentimental-Intuitiva, por exemplo. Segundo essa caracterização de personalidade de Jung, teríamos 4 tipos psicológicos mistos: Reflexiva-Sensitiva (caso prevaleça o Pensamento em primeiro plano e a Sensação em segundo, sobre as outras duas bastante apagadas); Sensitiva-Reflexiva, Intuitiva-Sentimental e Sentimental-Intuitiva.Nosso tipo funcional indica nossas forças e fraquezas relativas e o estilo de atividade que tendemos a preferir. A tipologia de Jung é especialmente útil no relacionamento interpessoal, ajudando-nos a compreender os relacionamentos sociais. Ela descreve como as pessoas percebem, usam critérios, agem e ao fazem julgamentos. Por exemplo, os oradores Intuitivos-Sentimentais não terão um estilo de conferência lógico, firmemente organizado e detalhado como são os oradores Reflexivos-Sensitivos. É provável que seus discursos sejam divagações, que apresentem o sentido de um tema abordando-o sob vários ângulos diferentes, ao invés de desenvolvê-lo sistematicamente.Jung chamou as funções menos desenvolvidas em cada pessoa de funções inferiores. Inferior é a função menos consciente, mais primitiva e menos diferenciada. Essa função inferior pode representar uma influência demoníaca para algumas pessoas, pelo fato de terem pouco ou nenhum entendimento ou controle sobre ela. Por exemplo, tipos cuja função mais forte é a intuitiva, podem achar que os impulsos sexuais parecem misteriosos ou até perigosamente fora de controle pelo fato de haver excessiva falta de contato com a função sensitiva.
Inconsciente Coletivo
Jung acredita que nascemos com uma herança também psicológica, que se soma à herança biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência do ser. Ele diz que "...exatamente como o corpo humano representa um verdadeiro museu de órgãos, cada qual com sua longa evolução histórica, da mesma forma deveríamos esperar encontrar também, na mente, uma organização análoga. Nossa mente jamais poderia ser um produto sem história, em situação oposta ao corpo, no qual a história existe".Jung postula que a mente da criança já possui uma estrutura que molda e canaliza todo posterior desenvolvimento e interação com o ambiente. O chamado Inconsciente Coletivo inclui materiais psíquicos que não provêm da experiência pessoal, ao contrário de alguns autores, como Skinner, os quais assumem implicitamente que todo desenvolvimento psicológico vem da experiência pessoal.O Inconsciente Coletivo é constituído não por aquisições individuais, mas por um patrimônio coletivo da espécie humana. Esse conteúdo coletivo é essencialmente o mesmo em qualquer lugar e em qualquer época, não varia de pessoa para pessoa. Como o ar, este inconsciente é o mesmo em todo lugar, respirado por todo o mundo e não pertencendo a ninguém. Os conteúdos do Inconsciente Coletivo são chamados de Arquétipos, condições ou modelos prévios da formação psíquica em geral.
O termo Arquétipo freqüentemente é mal compreendido, julgando-se que expressa imagens ou motivos mitológicos definidos. Mas estas imagens ou motivos mitológicos são apenas representações conscientes do Arquétipo. O Arquétipo é uma tendência a formar tais representações que podem variar em detalhes, de povo a povo, de pessoa a pessoa, sem perder sua configuração original.
Uma extensa variedade de símbolos pode ser associada a um Arquétipo. Por exemplo, o Arquétipo materno compreende não somente a mãe real de cada indivíduo, mas também todas as figuras de mãe, figuras nutridoras. Isto inclui mulheres em geral, imagens míticas de mulheres (tais como Vênus, Virgem Maria, mãe Natureza) e símbolos de apoio e nutrição, tais como a Igreja e o Paraíso. O Arquétipo materno inclui aspectos positivos e negativos, como a mãe ameaçadora, dominadora ou sufocadora. Na Idade Média, por exemplo, este aspecto do Arquétipo estava cristalizado na imagem da velha bruxa.
Jung escreveu que cada uma das principais estruturas da personalidade seriam Arquétipos, incluindo o Ego, a Persona, a Sombra, a Anima (nos homens), o Animus (nas mulheres) e o Self.
Símbolos
De acordo com Jung, o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um Arquétipo (que é uma forma sem conteúdo específico), quanto mais um símbolo se harmonizar com o material inconsciente organizado ao redor de um Arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa e emocionalmente carregada.
Jung se interessa nos símbolos naturais, que são produções espontâneas da psique individual, mais do que em imagens ou esquemas deliberada-mente criados por um artista. Além dos símbolos encontrados em sonhos ou fantasias de um indivíduo, há também símbolos coletivos importantes, que são geralmente imagens religiosas, tais como a cruz, a estrela de seis pontas de David e a roda da vida budista.
Imagens e termos simbólicos, via de regra, representam conceitos que nós não podemos definir com clareza ou compreender plenamente. Para Jung, um signo representa alguma outra coisa; um símbolo é alguma coisa em si mesma, uma coisa dinâmica e viva. O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo e ele é essa situação num dado momento.
Aquilo a que nós chamamos de símbolo pode ser um termo, um nome ou até uma imagem familiar na vida diária, embora possua conotações específicas além de seu significado convencional e óbvio. Assim, uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem tem um aspecto inconsciente mais amplo que não é nunca precisamente definido ou plenamente explicado.
Os Sonhos
Os sonhos são pontes importantes entre processos conscientes e inconscientes. Comparado à nossa vida onírica, o pensamento consciente contém menos emoções intensas e imagens simbólicas. Os símbolos oníricos freqüentemente envolvem tanta energia psíquica, que somos compelidos a prestar atenção neles.
Para Jung, os sonhos desempenham um importante papel complementar ou compensatório. Os sonhos ajudam a equilibrar as influências variadas a que estamos expostos em nossa vida consciente, sendo que tais influências tendem a moldar nosso pensamento de maneiras freqüentemente inadequadas à nossa personalidade e individualidade. A função geral dos sonhos, para Jung, é tentar estabelecer a nossa balança psicológica pela produção de um material onírico que reconstitui equilíbrio psíquico total.
Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas. Ele tentou descobrir o significado dos símbolos oníricos prestando atenção à forma e ao conteúdo do sonho e, com relação à análise dos sonhos, Jung distanciou-se gradualmente da maneira psicanalítica na livre associação.
Pelo fato do sonho lidar com símbolos, Jung achava que eles teriam mais de um significado, não podendo haver um sistema simples ou mecânico para sua interpretação. Qualquer tentativa de análise de um sonho precisa levar em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. É uma aventura comum vivida entre o analista e o analisando. O caráter das interpretações do analista é apenas experimental, até que elas sejam aceitas e sentidas como válidas pelo analisando.
Mais importante do que a compreensão cognitiva dos sonhos é o ato de experienciar o material onírico e levá-lo a sério. Para o analista junguiano devemos tratar nossos sonhos não como eventos isolados, mas como comunicações dos contínuos processos inconscientes. Para a corrente junguiana é necessário que o inconsciente torne conhecida sua própria direção, e nós devemos dar-lhe os mesmos direitos do Ego, se é que cada lado deva adaptar-se ao outro. À medida que o Ego ouve e o inconsciente é encorajado a participar desse diálogo, a posição do inconsciente é transformada daquela de um adversário para a de um amigo, com pontos de vista de algum modo diferentes mas complementares.
O Ego
O Ego é o centro da consciência e um dos maiores Arquétipos da perso-nalidade. Ele fornece um sentido de consistência e direção em nossas vidas conscientes. Ele tende a contrapor-se a qualquer coisa que possa ameaçar esta frágil consistência da consciência e tenta convencer-nos de que sempre devemos planejar e analisar conscientemente nossa experiência. Somos levados a crer que o Ego é o elemento central de toda a psique e chegamos a ignorar sua outra metade, o inconsciente.
De acordo com Jung, a princípio a psique é apenas o inconsciente. O Ego emerge dele e reúne numerosas experiências e memórias, desenvolvendo a divisão entre o inconsciente e o consciente. Não há elementos inconscientes no Ego, só conteúdos conscientes derivados da experiência pessoal.
A Persona
Nossa Persona é a forma pela qual nos apresentamos ao mundo. É o caráter que assumimos; através dela nós nos relacionamos com os outros. A Persona inclui nossos papéis sociais, o tipo de roupa que escolhemos para usar e nosso estilo de expressão pessoal. O termo Persona é derivado da palavra latina equivalente a máscara, se refere às máscaras usadas pelos atores no drama grego para dar significado aos papéis que estavam representando. As palavras "pessoa" e "personalidade" também estão relacionadas a este termo.
A Persona tem aspectos tanto positivos quanto negativos. Uma Persona dominante pode abafar o indivíduo e aqueles que se identificam com sua Persona tendem a se ver apenas nos termos superficiais de seus papéis sociais e de sua fachada. Jung chamou também a Persona de Arquétipo da conformidade. Entretanto, a Persona não é totalmente negativa. Ela serve para proteger o Ego e a psique das diversas forças e atitudes sociais que nos invadem. A Persona é também um instrumento precioso para a comunicação. Nos dramas gregos, as máscaras dos atores, audaciosamente desenhadas, informavam a toda a platéia, ainda que de forma um pouco estereotipada, sobre o caractere as atitudes do papel que cada ator estava representando. A Persona pode, com freqüência, desempenhar um papel importante em nosso desenvolvimento positivo. À medida que começamos a agir de determinada maneira, a desempenhar um papel, nosso Ego se altera gradualmente nessa direção.
Entre os símbolos comumente usados para a Persona, incluem-se os objetos que usamos para nos cobrir (roupas, véus), símbolos de um papel ocupacional (instrumentos, pasta de documentos) e símbolos de status (carro, casa, diploma). Esses símbolos foram todos encontrados em sonhos como representações da Persona. Por exemplo, em sonhos, uma pessoa com Persona forte pode aparecer vestida de forma exagerada ou constrangida por um excesso de roupas. Uma pessoa com Persona fraca poderia aparecer despida e exposta. Uma expressão possível de uma Persona extremamente inadequada seria o fato de não ter pele.
A Sombra
Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.
Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for tra-zido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão.
A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós.
Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente.
À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona.
No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.
Anima ou Animus
Jung postulou uma estrutura inconsciente que representa a parte sexual oposta de cada indivíduo; ele denomina tal estrutura de Anima no homem e Animus na mulher. Esta estrutura psíquica básica funciona como um ponto de convergência para todo material psíquico que não se adapta à auto-imagem consciente de um indivíduo como homem ou mulher.
Portanto, na medida em que uma mulher define a si mesma em termos femininos, seu Animus vai incluir aquelas tendências e experiências dissociadas que ela definiu como masculinas.
Todo homem carrega dentro de si a eterna imagem da mulher, não a imagem desta ou daquela mulher em particular, mas uma imagem feminina definitiva. Esta imagem é uma marca ou Arquétipo de todas as experiências ancestrais do feminino, um depósito, por assim dizer, de todas as impressões já dadas pela mulher. Uma vez que esta imagem é inconsciente, ela é sempre inconscientemente projetada na pessoa amada e é uma das principais razões para atrações ou aversões apaixonadas.
De acordo com Jung, o pai de sexo oposto ao da criança é uma importante influência no desenvolvimento da Anima ou Animus, e todas as relações com o sexo oposto, incluindo os pais, são intensamente afetadas pela projeção das fantasias da Anima ou Animus. Este Arquétipo é um dos mais influentes reguladores do comportamento. Ele aparece em sonhos e fantasias como figuras do sexo oposto, e funciona como um mediador fundamental entre processos inconscientes e conscientes. Ele é orientado basicamente para os processos internos, da mesma forma como a Persona é orientada para processos externos. É a fonte de projeções, a fonte da formação de imagens e a porta da criatividade na psique. (Não é surpreendente, pois, que escritores e artistas homens tenham pintado suas musas como deusas femininas.)
Inconsciente Coletivo
Jung acredita que nascemos com uma herança também psicológica, que se soma à herança biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência do ser. Ele diz que "...exatamente como o corpo humano representa um verdadeiro museu de órgãos, cada qual com sua longa evolução histórica, da mesma forma deveríamos esperar encontrar também, na mente, uma organização análoga. Nossa mente jamais poderia ser um produto sem história, em situação oposta ao corpo, no qual a história existe".Jung postula que a mente da criança já possui uma estrutura que molda e canaliza todo posterior desenvolvimento e interação com o ambiente. O chamado Inconsciente Coletivo inclui materiais psíquicos que não provêm da experiência pessoal, ao contrário de alguns autores, como Skinner, os quais assumem implicitamente que todo desenvolvimento psicológico vem da experiência pessoal.O Inconsciente Coletivo é constituído não por aquisições individuais, mas por um patrimônio coletivo da espécie humana. Esse conteúdo coletivo é essencialmente o mesmo em qualquer lugar e em qualquer época, não varia de pessoa para pessoa. Como o ar, este inconsciente é o mesmo em todo lugar, respirado por todo o mundo e não pertencendo a ninguém. Os conteúdos do Inconsciente Coletivo são chamados de Arquétipos, condições ou modelos prévios da formação psíquica em geral.
O Self
Jung chamou o Self de Arquétipo central, Arquétipo da ordem e totalidade da personalidade. Segundo Jung, consciente e inconsciente não estão necessariamente em oposição um ao outro, mas complementam-se mutuamente para formar uma totalidade: o Self. Jung descobriu o Arquétipo do Self apenas depois de estarem concluídas suas investigações sobre as outras estruturas da psique. O Self é com freqüência figurado em sonhos ou imagens de forma impessoal, como um círculo, mandala, cristal ou pedra, ou de forma pessoal como um casal real, uma criança divina, ou na forma de outro símbolo de divindade. Todos estes são símbolos da totalidade, unificação, reconciliação de polaridades, ou equilíbrio dinâmico, os objetivos do processo de Individuação.
O Self é um fator interno de orientação, muito diferente e até mesmo estranho ao Ego e à consciência. Para Jung, o Self não é apenas o centro, mas também toda a circunferência que abarca tanto o consciente quanto o inconsciente, ele é o centro desta totalidade, tal como o Ego é o centro da consciência. Ele pode, de início, aparecer em sonhos como uma imagem significante, um ponto ou uma sujeira de mosca, pelo fato do Self ser bem pouco familiar e pouco desenvolvido na maioria das pessoas. O desenvolvimento do Self não significa que o Ego seja dissolvido. Este último continua sendo o centro da consciência, mas agora ele é vinculado ao Self como conseqüência de um longo e árduo processo de compreensão e aceitação de nossos processos inconscientes. O Ego já não parece mais o centro da personalidade, mas uma das inúmeras estruturas dentro da psique.
Crescimento Psicológico - Individuação
Segundo Jung, todo indivíduo possui uma tendência para a Individuação ou auto desenvolvimento. Individuação significa tornar-se um ser único, homogêneo. na medida em que por individualidade entendemos nossa singularidade mais íntima, última e incomparável, significando também que nos tornamos o nosso próprio si mesmo. Pode-se traduzir Individuação como tornar-se si mesmo, ou realização do si mesmo.
Individuação é um processo de desenvolvimento da totalidade e, portanto, de movimento em direção a uma maior liberdade. Isto inclui o desenvolvimento do eixo Ego-Self, além da integração de várias partes da psique: Ego, Persona, Sombra, Anima ou Animus e outros Arquétipos inconscientes. Quando tornam-se individuados, esses Arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.
Quanto mais conscientes nos tornamos de nós mesmos através do auto conhecimento, tanto mais se reduzirá a camada do inconsciente pessoal que recobre o inconsciente coletivo. Desta forma, sai emergindo uma consciência livre do mundo mesquinho, suscetível e pessoal do Eu, aberta para a livre participação de um mundo mais amplo de interesses objetivos.
Essa consciência ampliada não é mais aquele novelo egoísta de desejos, temores, esperanças e ambições de caráter pessoal, que sempre deve ser compensado ou corrigido por contra-tendências inconscientes; tornar-se-á uma função de relação com o mundo de objetos, colocando o indivíduo numa comunhão incondicional, obrigatória e indissolúvel com o mundo.
Do ponto de vista do Ego, crescimento e desenvolvimento consistem na integração de material novo na consciência, o que inclui a aquisição de conhecimento a respeito do mundo e da prória pessoa. O crescimento, para o Ego, é essencialmente a expansão do conhecimento consciente. Entretanto, Individuação é o desenvolvimento do Self e, do seu ponto de vista, o objetivo é a união da consciência com o inconsciente.
Como analista, Jung descobriu que aqueles que vinham a ele na primeira metade da vida estavam relativamente desligados do processo interior de Individuação; seus interesses primários centravam-se em realizações externas, no "emergir" como indivíduos e na consecução dos objetivos do Ego. Analisandos mais velhos, que haviam alcançado tais objetivos, de forma razoável, tendiam a desenvolver propósitos diferentes, interesse maior pela integração do que pelas realizações, busca de harmonia com a totalidade da psique.
O primeiro passo no processo de Individuação é o desnudamento da Persona. Embora esta tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o Self e o inconsciente.
Ao analisarmos a Persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é de fato coletiva; em outras palavras, a Persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo.
De certo modo, tais dados são reais mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, uma vez que resultam de um compromisso no qual outros podem ter uma quota maior do que a do indivíduo em questão.
O próximo passo é o confronto com a Sombra. Na medida em que nós aceitamos a realidade da Sombra e dela nos distinguimos, podemos ficar livres de sua influência. Além disso, nós nos tornamos capazes de assimilar o valioso material do inconsciente pessoal que é organizado ao redor da Sombra.
O terceiro passo é o confronto com a Anima ou Animus. Este Arquétipo deve ser encarado como uma pessoa real, uma entidade com quem se pode comunicar e de quem se pode aprender. Jung faria perguntas à sua Anima sobre a interpretação de símbolos oníricos, tal como um analisando a consultar um analista. O indivíduo também se conscientiza de que a Anima (ou o Animus) tem uma autonomia considerável e de que há probabilidade dela influenciar ou até dominar aqueles que a ignoram ou os que aceitam cegamente suas imagens e projeções como se fossem deles mesmos.
O estágio final do processo de Individuação é o desenvolvimento do Self. Jung dizia que o si mesmo é nossa meta de vida, pois é a mais completa expressão daquela combinação do destino a que nós damos o nome de indivíduo. O Self torna-se o novo ponto central da psique, trazendo unidade à psique e integrando o material consciente e o inconsciente. O Ego é ainda o centro da consciência, mas não é mais visto como o núcleo de toda a personalidade.
Jung escreve que devemos ser aquilo que somos e precisamos descobrir nossa própria individualidade, aquele centro da personalidade que é eqüidistante do consciente e do inconsciente. Dizia que precisamos visar este ponto ideal em direção ao qual a natureza parece estar nos dirigindo. Só a partir deste ponto podemos satisfazer nossas necessidades.
É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo de Individuação é bem mais complexo do que a simples progressão aqui delineada. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação, na qual um individuo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura de si mesmo é vista como idêntica à finalidade.)
Obstáculos ao Crescimento
A Individuação nem sempre é uma tarefa fácil e agradável. O Ego precisa ser forte o suficiente para suportar mudanças tremendas, para ser virado pelo avesso no processo de Individuação.
Poderíamos dizer que todo o mundo está num processo de Individuação, no entanto, as pessoas não o sabem, esta é a única diferença. A Individuação não é de modo algum uma coisa rara ou um luxo de poucos, mas aqueles que sabem que passam pelo processo são considerados afortunados. Desde que suficientemente conscientes, eles tiram algum proveito de tal processo.
A dificuldade deste processo é peculiar porque constitui um empreendimento totalmente individual, levado a cabo face à rejeição ou, na melhor das hipóteses, indiferença dos outros. Jung escreve que a natureza não se preocupa com nada que diga respeito a um nível mais elevado de consciência, muito pelo contrário. Logo, a sociedade não valoriza em demasia essas proezas da psique e seus prêmios são sempre dados a realizações e não à personalidade. Esta última será, na maioria das vezes, recompensada postumamente.
Cada estágio, no processo de Individuação, é acompanhado de dificuldades. Primeiramente, há o perigo da identificação com a Persona. Aqueles que se identificam com a Persona podem tentar tornar-se perfeitos demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de sua auto-imagem idealizada. Aqueles que se identificam totalmente com a Persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida.
A Sombra pode ser também um importante obstáculo para a Individuação. As pessoas que estão inconscientes de suas sombras, facilmente podem exteriorizar impulsos prejudiciais sem nunca reconhecê-los como errados. Quando a pessoa não chegou a tomar conhecimento da presença de tais impulsos nela mesma, os impulsos iniciais para o mal ou para a ação errada são com freqüência justificados de imediato por racionalizações. Ignorar a Sombra pode resultar também numa atitude por demais moralista e na projeção da Sombra em outros. Por exemplo, aqueles que são muito favoráveis à censura da pornografia tendem a ficar fascinados pelo assunto que pretendem proibir; eles podem até convencer-se da necessidade de estudar cuidadosamente toda a pornografia disponível, a fim de serem censores eficientes.
O confronto com a Anima ou o Animus traz, em si, todo o problema do relacionamento com o inconsciente e com a psique coletiva. A Anima pode acarretar súbitas mudanças emocionais ou instabilidade de humor num homem. Nas mulheres, o Animus freqüentemente se manifesta sob a forma de opiniões irracionais, mantidas de forma rígida. (Devemos nos lembrar de que a discussão de Jung sobre Anima e Animus não constitui uma descrição da masculinidade e da feminilidade em geral. O conteúdo da Anima ou do Animus é o complemento de nossa concepção consciente de nós mesmos como masculinos ou femininos, a qual, na maioria das pessoas, é fortemente determinada por valores culturais e papéis sexuais definidos em sociedade.)
Quando o indivíduo é exposto ao material coletivo, há o perigo de ser engolido pelo inconsciente. Segundo Jung, tal ocorrência pode tomar uma de duas formas. Primeiro, há a possibilidade da inflação do Ego, na qual o indivíduo reivindica para si todas as virtudes da psique coletiva. A outra reação é a de impotência do Ego; a pessoa sente que não tem controle sobre a psique coletiva e adquire uma consciência aguda de aspectos inaceitáveis do inconsciente-irracionalidade, impulsos negativos e assim por diante.
Assim como em muitos mitos e contos de fadas, os maiores obstáculos estão mais próximos do final. Quando o indivíduo lida com a Anima e o Animus, uma tremenda energia é libertada. Esta energia pode ser usada para construir o Ego ao invés de desenvolver o Self. Jung referiu-se a este fato como identificação com o Arquétipo do Self, ou desenvolvimento da personalidade-mana (mana é uma palavra malanésica que significa a energia ou o poder que emana das pessoas, objetos ou seres sobrenaturais, energia esta que tem uma qualidade oculta ou mágica). O Ego identifica-se com o Arquétipo do homem sábio ou mulher sábia aquele que sabe tudo. A personalidade-mana é perigosa porque é excessivamente irreal. Indivíduos parados neste estágio tentam ser ao mesmo tempo mais e menos do que na realidade são. Eles tendem a acreditar que se tornaram perfeitos, santos ou até divinos, mas, na verdade, menos, porque perderam o contato com sua humanidade essencial e com o fato de que ninguém é plenamente sábio, infalível e sem defeitos.
Jung viu a identificação temporária com o Arquétipo do Self ou com a personalidade-mana como sendo um estágio quase inevitável no processo e Individuação. A melhor defesa contra o desenvolvimento da inflação do Ego é lembrarmo-nos de nossa humanidade essencial, para permanecermos assentados na realidade daquilo que podemos e precisamos fazer, e não na que deveríamos fazer ou ser.
* - baseado no livro "Teorias da Personalidade"- J. Fadiman, R. Frager - Harbra - 1980
para saber mais: Tipos Psicológicos - C.G.Jung - Zahar Editores - RJ - 1980
Entretanto, ninguém é totalmente introvertido ou extrovertido. Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras ocasiões a extroversão é mais adequada mas, as duas atitudes se excluem mutuamente, de forma que não se pode manter ambas ao mesmo tempo. Também enfatizava que nenhuma das duas é melhor que a outra, citando que o mundo precisa dos dois tipos de pessoas. Darwin, por exemplo, era predominantemente extrovertido, enquanto Kant era introvertido por excelência.
O ideal para o ser humano é ser flexível, capaz de adotar qualquer dessas atitudes quando for apropriado, operar em equilíbrio entre as duas.
As Atitudes: Introversão e Extroversão
Os introvertidos concentram-se prioritariamente em seus próprios pensamentos e sentimentos, em seu mundo interior, tendendo à introspecção. O perigo para tais pessoas é imergir de forma demasiada em seu mundo interior, perdendo ou tornando tênue o contato com o ambiente externo. O cientista distraído, estereotipado, é um exemplo claro deste tipo de pessoa absorta em suas reflexões em notável prejuízo do pragmatismo necessário à adaptação.
Os extrovertidos, por sua vez, se envolvem com o mundo externo das pessoas e das coisas. Eles tendem a ser mais sociais e mais conscientes do que acontece à sua volta. Necessitam se proteger para não serem dominados pelas exterioridades e, ao contrário dos introvertidos, se alienarem de seus próprios processos internos. Algumas vezes esses indivíduos são tão orientados para os outros que podem acabar se apoiando quase exclusivamente nas idéias alheias, ao invés de desenvolverem suas próprias opiniões.
As Funções Psíquicas
Jung identificou quatro funções psicológicas que chamou de fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. E cada uma dessas funções pode ser experienciada tanto de maneira introvertida quanto extrovertida.
O Pensamento
Jung via o pensamento e o sentimento como maneiras alternativas de elaborar julgamentos e tomar decisões. O Pensamento, por sua vez, está relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios impessoais, lógicos e objetivos. As pessoas nas quais predomina a função do Pensamento são chamadas de Reflexivas. Esses tipos reflexivos são grandes planejadores e tendem a se agarrar a seus planos e teorias, ainda que sejam confrontados com contraditória evidência.
O Sentimento
Tipos sentimentais são orientados para o aspecto emocional da experiência. Eles preferem emoções fortes e intensas ainda que negativas, a experiências apáticas e mornas. A consistência e princípios abstratos são altamente valorizados pela pessoa sentimental. Para ela, tomar decisões deve ser de acordo com julgamentos de valores próprios, como por exemplo, valores do bom ou do mau, do certo ou do errado, agradável ou desagradável, ao invés de julgar em termos de lógica ou eficiência, como faz o reflexivo.
A Sensação
Jung classifica a sensação e a intuição juntas, como as formas de apreender informações, diferentemente das formas de tomar decisões. A Sensação se refere a um enfoque na experiência direta, na percepção de detalhes, de fatos concretos. A Sensação reporta-se ao que uma pessoa pode ver, tocar, cheirar. É a experiência concreta e tem sempre prioridade sobre a discussão ou a análise da experiência.
Os tipos sensitivos tendem a responder à situação vivencial imediata, e lidam eficientemente com todos os tipos de crises e emergências. Em geral eles estão sempre prontos para o momento atual, adaptam-se facilmente às emergências do cotidiano, trabalham melhor com instrumentos, aparelhos, veículos e utensílios do que qualquer um dos outros tipos.
A Intuição
A intuição é uma forma de processar informações em termos de experiência passada, objetivos futuros e processos inconscientes. As implicações da experiência (o que poderia acontecer, o que é possível) são mais importantes para os intuitivos do que a experiência real por si mesma. Pessoas fortemente intuitivas dão significado às suas percepções com tamanha rapidez que, via de regra, não conseguem separar suas interpretações conscientes dos dados sensoriais brutos obtidos. Os intuitivos processam informação muito depressa e relacionam, de forma automática, a experiência passada com as informações relevantes da experiência imediata.
Arquétipos
Dentro do Inconsciente Coletivo existem, segundo Jung, estruturas psíquicas ou Arquétipos. Tais Arquétipos são formas sem conteúdo próprio que servem para organizar ou canalizar o material psicológico. Eles se parecem um pouco com leitos de rio secos, cuja forma determina as características do rio, porém desde que a água começa a fluir por eles. Particularmente comparo os Arquétipos à porta de uma geladeira nova; existem formas sem conteúdo - em cima formas arredondadas (você pode colocar ovos, se quiser ou tiver ovos), mais abaixo existe a forma sem conteúdo para colocar refrigerantes, manteiga, queijo, etc., mas isso só acontecerá se a vida ou o meio onde você existir lhe oferecer tais produtos. De qualquer maneira as formas existem antecipadamente ao conteúdo. Arquetipicamente existe a forma para colocar Deus, mas isso depende das circunstâncias existenciais, culturais e pessoais.
Jung também chama os Arquétipos de imagens primordiais, porque eles correspondem freqüentemente a temas mitológicos que reaparecem em contos e lendas populares de épocas e culturas diferentes. Os mesmos temas podem ser encontrados em sonhos e fantasias de muitos indivíduos. De acordo com Jung, os Arquétipos, como elementos estruturais e formadores do inconsciente, dão origem tanto às fantasias individuais quanto às mitologias de um povo.
A história de Édipo é uma boa ilustração de um Arquétipo. É um motivo tanto mitológico quanto psicológico, uma situação arquetípica que lida com o relacionamento do filho com seus pais. Há, obviamente, muitas outras situações ligadas ao tema, tal como o relacionamento da filha com seus pais, o relacionamento dos pais com os filhos, relacionamentos entre homem e mulher, irmãos, irmãs e assim por diante.
Tipos Psicológicos
Normalmente, uma combinação das quatro funções resulta numa abordagem equilibrada do mundo para a pessoa. Jung considera que, para nos orientarmos, temos que ter uma função que nos assegure do concreto que está aqui (sensação). Em seguida, uma segunda função que estabeleça o que é esse concreto percebido (pensamento), depois, uma terceira função que declare se isto nos é ou não apropriado ou que valor isso tem (sentimento), finalmente, uma quarta função que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição).Entretanto, ninguém desenvolve igualmente bem todas as quatro funções. Cada pessoa tem uma dessas funções fortemente predominante, e tem também uma segunda função auxiliar, parcialmente desenvolvida. As outras duas funções restantes em geral são inconscientes e a eficácia de sua ação será bem menor. Quanto mais desenvolvidas e conscientes forem as funções dominante e auxiliar, mais profundamente inconscientes serão as funções opostas.E quais seriam, segundo Jung, as funções consideradas opostas? O Sentimento se opõe ao Pensamento e a Sensação se opõe à Intuição. Assim sendo, a pessoa jamais seria predominantemente Sentimental tendo em segunda prevalência o Pensamento, ou seja, jamais seria Sentimantal-Reflexiva, mas poderia ser Sentimental-Intuitiva, por exemplo. Segundo essa caracterização de personalidade de Jung, teríamos 4 tipos psicológicos mistos: Reflexiva-Sensitiva (caso prevaleça o Pensamento em primeiro plano e a Sensação em segundo, sobre as outras duas bastante apagadas); Sensitiva-Reflexiva, Intuitiva-Sentimental e Sentimental-Intuitiva.Nosso tipo funcional indica nossas forças e fraquezas relativas e o estilo de atividade que tendemos a preferir. A tipologia de Jung é especialmente útil no relacionamento interpessoal, ajudando-nos a compreender os relacionamentos sociais. Ela descreve como as pessoas percebem, usam critérios, agem e ao fazem julgamentos. Por exemplo, os oradores Intuitivos-Sentimentais não terão um estilo de conferência lógico, firmemente organizado e detalhado como são os oradores Reflexivos-Sensitivos. É provável que seus discursos sejam divagações, que apresentem o sentido de um tema abordando-o sob vários ângulos diferentes, ao invés de desenvolvê-lo sistematicamente.Jung chamou as funções menos desenvolvidas em cada pessoa de funções inferiores. Inferior é a função menos consciente, mais primitiva e menos diferenciada. Essa função inferior pode representar uma influência demoníaca para algumas pessoas, pelo fato de terem pouco ou nenhum entendimento ou controle sobre ela. Por exemplo, tipos cuja função mais forte é a intuitiva, podem achar que os impulsos sexuais parecem misteriosos ou até perigosamente fora de controle pelo fato de haver excessiva falta de contato com a função sensitiva.
Inconsciente Coletivo
Jung acredita que nascemos com uma herança também psicológica, que se soma à herança biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência do ser. Ele diz que "...exatamente como o corpo humano representa um verdadeiro museu de órgãos, cada qual com sua longa evolução histórica, da mesma forma deveríamos esperar encontrar também, na mente, uma organização análoga. Nossa mente jamais poderia ser um produto sem história, em situação oposta ao corpo, no qual a história existe".Jung postula que a mente da criança já possui uma estrutura que molda e canaliza todo posterior desenvolvimento e interação com o ambiente. O chamado Inconsciente Coletivo inclui materiais psíquicos que não provêm da experiência pessoal, ao contrário de alguns autores, como Skinner, os quais assumem implicitamente que todo desenvolvimento psicológico vem da experiência pessoal.O Inconsciente Coletivo é constituído não por aquisições individuais, mas por um patrimônio coletivo da espécie humana. Esse conteúdo coletivo é essencialmente o mesmo em qualquer lugar e em qualquer época, não varia de pessoa para pessoa. Como o ar, este inconsciente é o mesmo em todo lugar, respirado por todo o mundo e não pertencendo a ninguém. Os conteúdos do Inconsciente Coletivo são chamados de Arquétipos, condições ou modelos prévios da formação psíquica em geral.
O termo Arquétipo freqüentemente é mal compreendido, julgando-se que expressa imagens ou motivos mitológicos definidos. Mas estas imagens ou motivos mitológicos são apenas representações conscientes do Arquétipo. O Arquétipo é uma tendência a formar tais representações que podem variar em detalhes, de povo a povo, de pessoa a pessoa, sem perder sua configuração original.
Uma extensa variedade de símbolos pode ser associada a um Arquétipo. Por exemplo, o Arquétipo materno compreende não somente a mãe real de cada indivíduo, mas também todas as figuras de mãe, figuras nutridoras. Isto inclui mulheres em geral, imagens míticas de mulheres (tais como Vênus, Virgem Maria, mãe Natureza) e símbolos de apoio e nutrição, tais como a Igreja e o Paraíso. O Arquétipo materno inclui aspectos positivos e negativos, como a mãe ameaçadora, dominadora ou sufocadora. Na Idade Média, por exemplo, este aspecto do Arquétipo estava cristalizado na imagem da velha bruxa.
Jung escreveu que cada uma das principais estruturas da personalidade seriam Arquétipos, incluindo o Ego, a Persona, a Sombra, a Anima (nos homens), o Animus (nas mulheres) e o Self.
Símbolos
De acordo com Jung, o inconsciente se expressa primariamente através de símbolos. Embora nenhum símbolo concreto possa representar de forma plena um Arquétipo (que é uma forma sem conteúdo específico), quanto mais um símbolo se harmonizar com o material inconsciente organizado ao redor de um Arquétipo, mais ele evocará uma resposta intensa e emocionalmente carregada.
Jung se interessa nos símbolos naturais, que são produções espontâneas da psique individual, mais do que em imagens ou esquemas deliberada-mente criados por um artista. Além dos símbolos encontrados em sonhos ou fantasias de um indivíduo, há também símbolos coletivos importantes, que são geralmente imagens religiosas, tais como a cruz, a estrela de seis pontas de David e a roda da vida budista.
Imagens e termos simbólicos, via de regra, representam conceitos que nós não podemos definir com clareza ou compreender plenamente. Para Jung, um signo representa alguma outra coisa; um símbolo é alguma coisa em si mesma, uma coisa dinâmica e viva. O símbolo representa a situação psíquica do indivíduo e ele é essa situação num dado momento.
Aquilo a que nós chamamos de símbolo pode ser um termo, um nome ou até uma imagem familiar na vida diária, embora possua conotações específicas além de seu significado convencional e óbvio. Assim, uma palavra ou uma imagem é simbólica quando implica alguma coisa além de seu significado manifesto e imediato. Esta palavra ou esta imagem tem um aspecto inconsciente mais amplo que não é nunca precisamente definido ou plenamente explicado.
Os Sonhos
Os sonhos são pontes importantes entre processos conscientes e inconscientes. Comparado à nossa vida onírica, o pensamento consciente contém menos emoções intensas e imagens simbólicas. Os símbolos oníricos freqüentemente envolvem tanta energia psíquica, que somos compelidos a prestar atenção neles.
Para Jung, os sonhos desempenham um importante papel complementar ou compensatório. Os sonhos ajudam a equilibrar as influências variadas a que estamos expostos em nossa vida consciente, sendo que tais influências tendem a moldar nosso pensamento de maneiras freqüentemente inadequadas à nossa personalidade e individualidade. A função geral dos sonhos, para Jung, é tentar estabelecer a nossa balança psicológica pela produção de um material onírico que reconstitui equilíbrio psíquico total.
Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas. Ele tentou descobrir o significado dos símbolos oníricos prestando atenção à forma e ao conteúdo do sonho e, com relação à análise dos sonhos, Jung distanciou-se gradualmente da maneira psicanalítica na livre associação.
Pelo fato do sonho lidar com símbolos, Jung achava que eles teriam mais de um significado, não podendo haver um sistema simples ou mecânico para sua interpretação. Qualquer tentativa de análise de um sonho precisa levar em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. É uma aventura comum vivida entre o analista e o analisando. O caráter das interpretações do analista é apenas experimental, até que elas sejam aceitas e sentidas como válidas pelo analisando.
Mais importante do que a compreensão cognitiva dos sonhos é o ato de experienciar o material onírico e levá-lo a sério. Para o analista junguiano devemos tratar nossos sonhos não como eventos isolados, mas como comunicações dos contínuos processos inconscientes. Para a corrente junguiana é necessário que o inconsciente torne conhecida sua própria direção, e nós devemos dar-lhe os mesmos direitos do Ego, se é que cada lado deva adaptar-se ao outro. À medida que o Ego ouve e o inconsciente é encorajado a participar desse diálogo, a posição do inconsciente é transformada daquela de um adversário para a de um amigo, com pontos de vista de algum modo diferentes mas complementares.
O Ego
O Ego é o centro da consciência e um dos maiores Arquétipos da perso-nalidade. Ele fornece um sentido de consistência e direção em nossas vidas conscientes. Ele tende a contrapor-se a qualquer coisa que possa ameaçar esta frágil consistência da consciência e tenta convencer-nos de que sempre devemos planejar e analisar conscientemente nossa experiência. Somos levados a crer que o Ego é o elemento central de toda a psique e chegamos a ignorar sua outra metade, o inconsciente.
De acordo com Jung, a princípio a psique é apenas o inconsciente. O Ego emerge dele e reúne numerosas experiências e memórias, desenvolvendo a divisão entre o inconsciente e o consciente. Não há elementos inconscientes no Ego, só conteúdos conscientes derivados da experiência pessoal.
A Persona
Nossa Persona é a forma pela qual nos apresentamos ao mundo. É o caráter que assumimos; através dela nós nos relacionamos com os outros. A Persona inclui nossos papéis sociais, o tipo de roupa que escolhemos para usar e nosso estilo de expressão pessoal. O termo Persona é derivado da palavra latina equivalente a máscara, se refere às máscaras usadas pelos atores no drama grego para dar significado aos papéis que estavam representando. As palavras "pessoa" e "personalidade" também estão relacionadas a este termo.
A Persona tem aspectos tanto positivos quanto negativos. Uma Persona dominante pode abafar o indivíduo e aqueles que se identificam com sua Persona tendem a se ver apenas nos termos superficiais de seus papéis sociais e de sua fachada. Jung chamou também a Persona de Arquétipo da conformidade. Entretanto, a Persona não é totalmente negativa. Ela serve para proteger o Ego e a psique das diversas forças e atitudes sociais que nos invadem. A Persona é também um instrumento precioso para a comunicação. Nos dramas gregos, as máscaras dos atores, audaciosamente desenhadas, informavam a toda a platéia, ainda que de forma um pouco estereotipada, sobre o caractere as atitudes do papel que cada ator estava representando. A Persona pode, com freqüência, desempenhar um papel importante em nosso desenvolvimento positivo. À medida que começamos a agir de determinada maneira, a desempenhar um papel, nosso Ego se altera gradualmente nessa direção.
Entre os símbolos comumente usados para a Persona, incluem-se os objetos que usamos para nos cobrir (roupas, véus), símbolos de um papel ocupacional (instrumentos, pasta de documentos) e símbolos de status (carro, casa, diploma). Esses símbolos foram todos encontrados em sonhos como representações da Persona. Por exemplo, em sonhos, uma pessoa com Persona forte pode aparecer vestida de forma exagerada ou constrangida por um excesso de roupas. Uma pessoa com Persona fraca poderia aparecer despida e exposta. Uma expressão possível de uma Persona extremamente inadequada seria o fato de não ter pele.
A Sombra
Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A Sombra inclui aquelas tendências, desejos, memórias e experiências que são rejeitadas pelo indivíduo como incompatíveis com a Persona e contrárias aos padrões e ideais sociais. Quanto mais forte for nossa Persona, e quanto mais nos identificarmos com ela, mais repudiaremos outras partes de nós mesmos. A Sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos. Em sonhos, a Sombra freqüentemente aparece como um animal, um anão, um vagabundo ou qualquer outra figura de categoria mais baixa.
Em seu trabalho sobre repressão e neurose, Freud concentrou-se, de inicio, naquilo que Jung chama de Sombra. Jung descobriu que o material reprimido se organiza e se estrutura ao redor da Sombra, que se torna, em certo sentido, um Self negativo, a Sombra do Ego. A Sombra é, via de regra, vivida em sonhos como uma figura escura, primitiva, hostil ou repelente, porque seus conteúdos foram violentamente retirados da consciência e aparecem como antagônicos à perspectiva consciente. Se o material da Sombra for tra-zido à consciência, ele perde muito de sua natureza de medo, de desconhecido e de escuridão.
A Sombra é mais perigosa quando não é reconhecida pelo seu portador. Neste caso, o indivíduo tende a projetar suas qualidades indesejáveis em outros ou a deixar-se dominar pela Sombra sem o perceber. Quanto mais o material da Sombra tornar-se consciente, menos ele pode dominar. Entretanto, a Sombra é uma parte integral de nossa natureza e nunca pode ser simplesmente eliminada. Uma pessoa sem Sombra não é uma pessoa completa, mas uma caricatura bidimensional que rejeita a mescla do bom e do mal e a ambivalência presentes em todos nós.
Cada porção reprimida da Sombra representa uma parte de nós mesmos. Nós nos limitamos na mesma proporção que mantemos este material inconsciente.
À medida que a Sombra se faz mais consciente, recuperamos partes previamente reprimidas de nós mesmos. Além disso, a Sombra não é apenas uma força negativa na psique. Ela é um depósito de considerável energia instintiva, espontaneidade e vitalidade, e é a fonte principal de nossa criatividade. Assim como todos os Arquétipos, a Sombra se origina no Inconsciente Coletivo e pode permitir acesso individual a grande parte do valioso material inconsciente que é rejeitado pelo Ego e pela Persona.
No momento em que acharmos que a compreendemos, a Sombra aparecerá de outra forma. Lidar com a Sombra é um processo que dura a vida toda, consiste em olhar para dentro e refletir honestamente sobre aquilo que vemos lá.
Anima ou Animus
Jung postulou uma estrutura inconsciente que representa a parte sexual oposta de cada indivíduo; ele denomina tal estrutura de Anima no homem e Animus na mulher. Esta estrutura psíquica básica funciona como um ponto de convergência para todo material psíquico que não se adapta à auto-imagem consciente de um indivíduo como homem ou mulher.
Portanto, na medida em que uma mulher define a si mesma em termos femininos, seu Animus vai incluir aquelas tendências e experiências dissociadas que ela definiu como masculinas.
Todo homem carrega dentro de si a eterna imagem da mulher, não a imagem desta ou daquela mulher em particular, mas uma imagem feminina definitiva. Esta imagem é uma marca ou Arquétipo de todas as experiências ancestrais do feminino, um depósito, por assim dizer, de todas as impressões já dadas pela mulher. Uma vez que esta imagem é inconsciente, ela é sempre inconscientemente projetada na pessoa amada e é uma das principais razões para atrações ou aversões apaixonadas.
De acordo com Jung, o pai de sexo oposto ao da criança é uma importante influência no desenvolvimento da Anima ou Animus, e todas as relações com o sexo oposto, incluindo os pais, são intensamente afetadas pela projeção das fantasias da Anima ou Animus. Este Arquétipo é um dos mais influentes reguladores do comportamento. Ele aparece em sonhos e fantasias como figuras do sexo oposto, e funciona como um mediador fundamental entre processos inconscientes e conscientes. Ele é orientado basicamente para os processos internos, da mesma forma como a Persona é orientada para processos externos. É a fonte de projeções, a fonte da formação de imagens e a porta da criatividade na psique. (Não é surpreendente, pois, que escritores e artistas homens tenham pintado suas musas como deusas femininas.)
Inconsciente Coletivo
Jung acredita que nascemos com uma herança também psicológica, que se soma à herança biológica. Ambas são determinantes essenciais do comportamento e da experiência do ser. Ele diz que "...exatamente como o corpo humano representa um verdadeiro museu de órgãos, cada qual com sua longa evolução histórica, da mesma forma deveríamos esperar encontrar também, na mente, uma organização análoga. Nossa mente jamais poderia ser um produto sem história, em situação oposta ao corpo, no qual a história existe".Jung postula que a mente da criança já possui uma estrutura que molda e canaliza todo posterior desenvolvimento e interação com o ambiente. O chamado Inconsciente Coletivo inclui materiais psíquicos que não provêm da experiência pessoal, ao contrário de alguns autores, como Skinner, os quais assumem implicitamente que todo desenvolvimento psicológico vem da experiência pessoal.O Inconsciente Coletivo é constituído não por aquisições individuais, mas por um patrimônio coletivo da espécie humana. Esse conteúdo coletivo é essencialmente o mesmo em qualquer lugar e em qualquer época, não varia de pessoa para pessoa. Como o ar, este inconsciente é o mesmo em todo lugar, respirado por todo o mundo e não pertencendo a ninguém. Os conteúdos do Inconsciente Coletivo são chamados de Arquétipos, condições ou modelos prévios da formação psíquica em geral.
O Self
Jung chamou o Self de Arquétipo central, Arquétipo da ordem e totalidade da personalidade. Segundo Jung, consciente e inconsciente não estão necessariamente em oposição um ao outro, mas complementam-se mutuamente para formar uma totalidade: o Self. Jung descobriu o Arquétipo do Self apenas depois de estarem concluídas suas investigações sobre as outras estruturas da psique. O Self é com freqüência figurado em sonhos ou imagens de forma impessoal, como um círculo, mandala, cristal ou pedra, ou de forma pessoal como um casal real, uma criança divina, ou na forma de outro símbolo de divindade. Todos estes são símbolos da totalidade, unificação, reconciliação de polaridades, ou equilíbrio dinâmico, os objetivos do processo de Individuação.
O Self é um fator interno de orientação, muito diferente e até mesmo estranho ao Ego e à consciência. Para Jung, o Self não é apenas o centro, mas também toda a circunferência que abarca tanto o consciente quanto o inconsciente, ele é o centro desta totalidade, tal como o Ego é o centro da consciência. Ele pode, de início, aparecer em sonhos como uma imagem significante, um ponto ou uma sujeira de mosca, pelo fato do Self ser bem pouco familiar e pouco desenvolvido na maioria das pessoas. O desenvolvimento do Self não significa que o Ego seja dissolvido. Este último continua sendo o centro da consciência, mas agora ele é vinculado ao Self como conseqüência de um longo e árduo processo de compreensão e aceitação de nossos processos inconscientes. O Ego já não parece mais o centro da personalidade, mas uma das inúmeras estruturas dentro da psique.
Crescimento Psicológico - Individuação
Segundo Jung, todo indivíduo possui uma tendência para a Individuação ou auto desenvolvimento. Individuação significa tornar-se um ser único, homogêneo. na medida em que por individualidade entendemos nossa singularidade mais íntima, última e incomparável, significando também que nos tornamos o nosso próprio si mesmo. Pode-se traduzir Individuação como tornar-se si mesmo, ou realização do si mesmo.
Individuação é um processo de desenvolvimento da totalidade e, portanto, de movimento em direção a uma maior liberdade. Isto inclui o desenvolvimento do eixo Ego-Self, além da integração de várias partes da psique: Ego, Persona, Sombra, Anima ou Animus e outros Arquétipos inconscientes. Quando tornam-se individuados, esses Arquétipos expressam-se de maneiras mais sutis e complexas.
Quanto mais conscientes nos tornamos de nós mesmos através do auto conhecimento, tanto mais se reduzirá a camada do inconsciente pessoal que recobre o inconsciente coletivo. Desta forma, sai emergindo uma consciência livre do mundo mesquinho, suscetível e pessoal do Eu, aberta para a livre participação de um mundo mais amplo de interesses objetivos.
Essa consciência ampliada não é mais aquele novelo egoísta de desejos, temores, esperanças e ambições de caráter pessoal, que sempre deve ser compensado ou corrigido por contra-tendências inconscientes; tornar-se-á uma função de relação com o mundo de objetos, colocando o indivíduo numa comunhão incondicional, obrigatória e indissolúvel com o mundo.
Do ponto de vista do Ego, crescimento e desenvolvimento consistem na integração de material novo na consciência, o que inclui a aquisição de conhecimento a respeito do mundo e da prória pessoa. O crescimento, para o Ego, é essencialmente a expansão do conhecimento consciente. Entretanto, Individuação é o desenvolvimento do Self e, do seu ponto de vista, o objetivo é a união da consciência com o inconsciente.
Como analista, Jung descobriu que aqueles que vinham a ele na primeira metade da vida estavam relativamente desligados do processo interior de Individuação; seus interesses primários centravam-se em realizações externas, no "emergir" como indivíduos e na consecução dos objetivos do Ego. Analisandos mais velhos, que haviam alcançado tais objetivos, de forma razoável, tendiam a desenvolver propósitos diferentes, interesse maior pela integração do que pelas realizações, busca de harmonia com a totalidade da psique.
O primeiro passo no processo de Individuação é o desnudamento da Persona. Embora esta tenha funções protetoras importantes, ela é também uma máscara que esconde o Self e o inconsciente.
Ao analisarmos a Persona, dissolvemos a máscara e descobrimos que, aparentando ser individual, ela é de fato coletiva; em outras palavras, a Persona não passa de uma máscara da psique coletiva. No fundo, nada tem de real; ela representa um compromisso entre o indivíduo e a sociedade acerca daquilo que alguém parece ser: nome, título, ocupação, isto ou aquilo.
De certo modo, tais dados são reais mas, em relação à individualidade essencial da pessoa, representam algo de secundário, uma vez que resultam de um compromisso no qual outros podem ter uma quota maior do que a do indivíduo em questão.
O próximo passo é o confronto com a Sombra. Na medida em que nós aceitamos a realidade da Sombra e dela nos distinguimos, podemos ficar livres de sua influência. Além disso, nós nos tornamos capazes de assimilar o valioso material do inconsciente pessoal que é organizado ao redor da Sombra.
O terceiro passo é o confronto com a Anima ou Animus. Este Arquétipo deve ser encarado como uma pessoa real, uma entidade com quem se pode comunicar e de quem se pode aprender. Jung faria perguntas à sua Anima sobre a interpretação de símbolos oníricos, tal como um analisando a consultar um analista. O indivíduo também se conscientiza de que a Anima (ou o Animus) tem uma autonomia considerável e de que há probabilidade dela influenciar ou até dominar aqueles que a ignoram ou os que aceitam cegamente suas imagens e projeções como se fossem deles mesmos.
O estágio final do processo de Individuação é o desenvolvimento do Self. Jung dizia que o si mesmo é nossa meta de vida, pois é a mais completa expressão daquela combinação do destino a que nós damos o nome de indivíduo. O Self torna-se o novo ponto central da psique, trazendo unidade à psique e integrando o material consciente e o inconsciente. O Ego é ainda o centro da consciência, mas não é mais visto como o núcleo de toda a personalidade.
Jung escreve que devemos ser aquilo que somos e precisamos descobrir nossa própria individualidade, aquele centro da personalidade que é eqüidistante do consciente e do inconsciente. Dizia que precisamos visar este ponto ideal em direção ao qual a natureza parece estar nos dirigindo. Só a partir deste ponto podemos satisfazer nossas necessidades.
É necessário ter em mente que, embora seja possível descrever a Individuação em termos de estágios, o processo de Individuação é bem mais complexo do que a simples progressão aqui delineada. Todos os passos mencionados sobrepõem-se, e as pessoas voltam continuamente a problemas e temas antigos (espera-se que de uma perspectiva diferente). A Individuação poderia ser apresentada como uma espiral na qual os indivíduos permanecem se confrontando com as mesmas questões básicas, de forma cada vez mais refinada. Este conceito está muito relacionado com a concepção Zen-budista da iluminação, na qual um individuo nunca termina um Koan, ou problema espiritual, e a procura de si mesmo é vista como idêntica à finalidade.)
Obstáculos ao Crescimento
A Individuação nem sempre é uma tarefa fácil e agradável. O Ego precisa ser forte o suficiente para suportar mudanças tremendas, para ser virado pelo avesso no processo de Individuação.
Poderíamos dizer que todo o mundo está num processo de Individuação, no entanto, as pessoas não o sabem, esta é a única diferença. A Individuação não é de modo algum uma coisa rara ou um luxo de poucos, mas aqueles que sabem que passam pelo processo são considerados afortunados. Desde que suficientemente conscientes, eles tiram algum proveito de tal processo.
A dificuldade deste processo é peculiar porque constitui um empreendimento totalmente individual, levado a cabo face à rejeição ou, na melhor das hipóteses, indiferença dos outros. Jung escreve que a natureza não se preocupa com nada que diga respeito a um nível mais elevado de consciência, muito pelo contrário. Logo, a sociedade não valoriza em demasia essas proezas da psique e seus prêmios são sempre dados a realizações e não à personalidade. Esta última será, na maioria das vezes, recompensada postumamente.
Cada estágio, no processo de Individuação, é acompanhado de dificuldades. Primeiramente, há o perigo da identificação com a Persona. Aqueles que se identificam com a Persona podem tentar tornar-se perfeitos demais, incapazes de aceitar seus erros ou fraquezas, ou quaisquer desvios de sua auto-imagem idealizada. Aqueles que se identificam totalmente com a Persona tenderão a reprimir todas as tendências que não se ajustam, e a projetá-las nos outros, atribuindo a eles a tarefa de representar aspectos de sua identidade negativa reprimida.
A Sombra pode ser também um importante obstáculo para a Individuação. As pessoas que estão inconscientes de suas sombras, facilmente podem exteriorizar impulsos prejudiciais sem nunca reconhecê-los como errados. Quando a pessoa não chegou a tomar conhecimento da presença de tais impulsos nela mesma, os impulsos iniciais para o mal ou para a ação errada são com freqüência justificados de imediato por racionalizações. Ignorar a Sombra pode resultar também numa atitude por demais moralista e na projeção da Sombra em outros. Por exemplo, aqueles que são muito favoráveis à censura da pornografia tendem a ficar fascinados pelo assunto que pretendem proibir; eles podem até convencer-se da necessidade de estudar cuidadosamente toda a pornografia disponível, a fim de serem censores eficientes.
O confronto com a Anima ou o Animus traz, em si, todo o problema do relacionamento com o inconsciente e com a psique coletiva. A Anima pode acarretar súbitas mudanças emocionais ou instabilidade de humor num homem. Nas mulheres, o Animus freqüentemente se manifesta sob a forma de opiniões irracionais, mantidas de forma rígida. (Devemos nos lembrar de que a discussão de Jung sobre Anima e Animus não constitui uma descrição da masculinidade e da feminilidade em geral. O conteúdo da Anima ou do Animus é o complemento de nossa concepção consciente de nós mesmos como masculinos ou femininos, a qual, na maioria das pessoas, é fortemente determinada por valores culturais e papéis sexuais definidos em sociedade.)
Quando o indivíduo é exposto ao material coletivo, há o perigo de ser engolido pelo inconsciente. Segundo Jung, tal ocorrência pode tomar uma de duas formas. Primeiro, há a possibilidade da inflação do Ego, na qual o indivíduo reivindica para si todas as virtudes da psique coletiva. A outra reação é a de impotência do Ego; a pessoa sente que não tem controle sobre a psique coletiva e adquire uma consciência aguda de aspectos inaceitáveis do inconsciente-irracionalidade, impulsos negativos e assim por diante.
Assim como em muitos mitos e contos de fadas, os maiores obstáculos estão mais próximos do final. Quando o indivíduo lida com a Anima e o Animus, uma tremenda energia é libertada. Esta energia pode ser usada para construir o Ego ao invés de desenvolver o Self. Jung referiu-se a este fato como identificação com o Arquétipo do Self, ou desenvolvimento da personalidade-mana (mana é uma palavra malanésica que significa a energia ou o poder que emana das pessoas, objetos ou seres sobrenaturais, energia esta que tem uma qualidade oculta ou mágica). O Ego identifica-se com o Arquétipo do homem sábio ou mulher sábia aquele que sabe tudo. A personalidade-mana é perigosa porque é excessivamente irreal. Indivíduos parados neste estágio tentam ser ao mesmo tempo mais e menos do que na realidade são. Eles tendem a acreditar que se tornaram perfeitos, santos ou até divinos, mas, na verdade, menos, porque perderam o contato com sua humanidade essencial e com o fato de que ninguém é plenamente sábio, infalível e sem defeitos.
Jung viu a identificação temporária com o Arquétipo do Self ou com a personalidade-mana como sendo um estágio quase inevitável no processo e Individuação. A melhor defesa contra o desenvolvimento da inflação do Ego é lembrarmo-nos de nossa humanidade essencial, para permanecermos assentados na realidade daquilo que podemos e precisamos fazer, e não na que deveríamos fazer ou ser.
* - baseado no livro "Teorias da Personalidade"- J. Fadiman, R. Frager - Harbra - 1980
para saber mais: Tipos Psicológicos - C.G.Jung - Zahar Editores - RJ - 1980
domingo, 6 de maio de 2007
Carl Gustav Jung
Carl Gustav Jung (Kesswil, Basiléia, 26 de julho de 1875 - Küsnacht, 6 de junho de 1961) foi um psiquiatra suíço.
Índice
1 Vida
1.1 Juventude
1.2 Primeiros estudos
1.3 Encontro com Sigmund Freud
1.4 Confronto com o inconsciente
1.5 Polêmicas sobre nazismo
1.6 Reconhecimento internacional
1.7 Últimos dias
2 A psicologia analítica
2.1 Os tipos psicológicos
2.2 A psique objetiva
2.3 Sincronicidade
2.4 Imagens do inconsciente
3 Jung - Uma resposta ao nosso tempo
4 Breve biografia em tópicos
5 Obras
6 Alguns termos empregados por Jung na descrição da psique
7 Ver também
8 Bibliografia
Vida
Juventude
Os assuntos com que Jung ocupou-se surgiram em parte do seu fundo pessoal que é vividamente descrito em sua autobiografia, "Memórias, Sonhos, Reflexões" (1961). Ao longo de sua vida Jung experimentou sonhos periódicos e visões com notáveis características mitológicas e religiosas, os quais despertaram o seu interesse por mitos, sonhos e a psicologia da religião. Ao lado destas experiências, certos fenômenos parapsicológicos emergiam, sempre para lhe redobrar o espanto e o questionamento.
Por muitos anos Jung sentiu possuir duas personalidades separadas: um ego público, exterior, que era envolvido com seu mundo familiar, e um eu interno, secreto, que tinha uma proximidade especial para com Deus. Ele reconhecia ter herdado isso de sua mãe, que tinha a notável capacidade de "ver homens e coisas tais como são". A interação entre esses egos foi o tema central da sua vida pessoal e contribuiu mais tarde para a sua ênfase no esforço do indivíduo para integração e inteireza.
O pai, um reverendo, já deixou-lhe como herança uma fé cega que se mantinha a muito custo com o sacrifício da compreensão. A tarefa do filho seria responder a ele com uma fé renovada, baseada justamente no conhecimento tão rejeitado. Além disso, Jung viria a usar as escrituras como referência para a experiência interior de Deus, não como dogmas extáticos à espera de devoção muda, castradores do desenvolvimento pessoal. Ele lamentava que à religião faltasse o empirismo, que alimentaria a sede da personalidade n.º 1, e que às ciências naturais, que também tanto o fascinavam devido ao envolvimento com a realidade concreta, faltasse o significado, que saciariam a personalidade n.º 2. Os dois aspectos, religião e ciência, não se tocavam, daí sua constante insatisfação, devido ao desencontro das duas instâncias interiores. E foi dessa tentativa de saciar tanto um aspecto quanto ao outro, de fazer justiça ao seu ser como um todo, que decidiu formar-se em psiquiatria: "Lá estava o campo comum da experiência dos dados biológicos e dados espirituais, que até então eu buscara inutilmente. Tratava-se, enfim, do lugar em que o encontro da natureza e do espírito se torna realidade".
Ao longo da sua juventude interessou-se por filosofia e por literatura, especialmente pelas obras de Pitágoras, Empédocles, Heráclito, Platão, Kant e Goethe. Uma das suas maiores revelações seria a obra de Schopenhauer. Jung concordava com o irracionalismo que este autor concedia à natureza humana, embora discordasse das soluções por ele apresentadas. [1]
Primeiros estudos
Já estudante de medicina, decide dedicar-se à, então obscura, especialidade de psiquiatria, após a leitura ocasional de um livro do psiquiatra Kraff-Ebbing. Em 1900, Jung tornou-se interno na Clínica Psiquiátrica Burgholzli, em Zurique, então dirigida pelo psiquiatra Eugen Bleuler, famoso pela sua concepção de esquizofrenia.
Seguindo o seu treino prático na clínica, ele conduziu estudos com a associação de palavras. Já nessa época Jung propunha uma atitude humanista frente aos pacientes. O médico deveria "propor perguntas que digam respeito ao homem em sua totalidade e não limitar-se apenas aos sintomas". Desde cedo ele já adiantava a idéia do que hoje está ganhando força em todos os campos com o nome de "Holismo", o ponto de vista do homem integral. A seus olhos "diante do paciente só existe a compreensão individual". Por isso evitava generalizar um método, uma panacéia para um determinado tipo de anomalia psíquica. Cada encontro é único e, sendo assim, não pode incorrer em qualquer tipo de padronização.
Encontro com Sigmund Freud
Em 1902 deslocou-se a Paris onde estudou com Pierre Janet, regressando no ano seguinte ao hospital de Burgholzli onde assumiu um cargo de chefia e onde, em 1904, montou um laboratório experimental em que implementou o seu célebre teste de associação de palavras para o diagnóstico psiquiátrico. Neste interim, Jung entra em contato com as obras de Sigmund Freud (1856-1939). O primeiro encontro entre eles transformou-se numa conversa que durou treze horas ininterruptas. Porém, tamanha identidade de pensamentos e amizade não conseguia esconder algumas diferenças fundamentais. Jung jamais conseguiu aceitar a insistência de Freud de que as causas dos conflitos psíquicos sempre envolveriam algum trauma de natureza sexual, e Freud não admitia o interesse de Jung pelos fenômenos espirituais como fontes válidas de estudo em si. O rompimento entre eles foi inevitável. Seria nos anos 30 do século XX que esta divergência atingiria o auge. Se por um lado os livros de Freud eram proibidos e queimados publicamente pelos Nazistas, sendo Freud obrigado a deixar Viena pouco depois da anexação da Áustria, doente, nos seus 80 anos, para se dirigir ao exílio em Londres enquanto que quatro irmãs suas não foram autorizadas a deixar a Áustria, tendo perecido no Holocausto nos campos de concentração de Auschwitz e de Thereseinstadt, por seu lado Carl Jung tornar-se-ia neste mesmo período uma das faces mais visíveis da psiquiatria "alemã" da época.
Confronto com o inconsciente
Após a separação de Freud, Jung sentiu o chão desmoronar-se sob os pés. O sentido da sua vida ficou em primeiro plano. Seguiu-se uma série de sonhos e visões que forneceram material para o trabalho de toda uma vida. Dir-se-ia que se ele não houvesse se empenhado na integração de todo aquele material que jorrou qual lava derretida, teria fatalmente sucumbido a uma psicose. Mas algo nele o impelia a ir adiante na compreensão de tudo o que se originava naturalmente de seu inconsciente. Em suas palavras, "Os anos durante os quais me detive nessas imagens interiores constituíram a época mais importante da minha vida e neles todas as coisas essenciais se decidiram. (...) Toda a minha atividade ulterior consistiu em elaborar o que jorrava do inconsciente naqueles anos (...)".
Foi durante essa fase de confronto com o inconsciente que ele desenvolveu o que chamou de "imaginação ativa", um método de interação com o inconsciente onde este se investe espontaneamente de várias personificações (pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, lugares, acontecimentos, etc.). Na imaginação ativa interagimos ativamente com elas, isto é, discordando, quando for o caso, opinando, questionando e até tomando providências com relação ao que é tratado, isso tudo pela imaginação. Ela difere da fantasia passiva porque nesta não atuamos no quadro mental, de forma a participarmos do drama vivenciado, mas apenas nos contentamos em assistir o desenrolar do roteiro desconhecido. Pela imaginação ativa existe não só a possibilidade de compreensão do inconsciente, mas também de interação com este, de forma que o transformamos e somos transformados no processo. Um personagem pode nos fazer entender falando explicitamente do motivo de, por exemplo, estarmos com insônia. Esse enfoque trata a psique como uma realidade em si, de forma tão literal interiormente, quanto uma maçã nos é real exteriormente, ao contrário de Freud que insistia em substituir uma determinada imagem por outra de cunho sexual.
Polêmicas sobre nazismo
Carl Jung, que alguns acham ter sido um simpatizante Nazista, assumiu em 1933, ano da chegada ao poder de Adolf Hitler a presidência da "Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia", que contou como administrador, entre outros, de um sobrinho de Göring. No início de 1934, num artigo "Sobre a situação actual da psicoterapia", Jung afirma que o Judeu, como nómada, não pode jamais criar a sua cultura própria; para desenvolver os seus instintos e talentos tem de apoiar-se em um "povo anfitrião mais ou menos civilizado". Carl Jung viria mais tarde a deixar aquela organização. Ver: Jung and the Nazis (em inglês),Carl Gustav Jung y el Nacionalsocialismo (em espanhol)
Por outro lado, tem-se alguns eventos biográficos que mostram suas relações amistosas e profissionais com muitos Judeus, relações estas que não parecem indicar alguma atitude anti-semita. Em alguns documentos, afirmou num comentário de época sobre a cultura judaica que judeus em geral são mais conscientes e diferenciados, enquanto os 'arianos' comuns permaneceram próximos à barbárie (apud Lomeli, 1999).
A polêmica teórica mantida por Jung com Freud não chegou ao ponto de Jung fazer referências à origem religiosa ou racial de Freud, com vistas a conquistar a simpatia nazista. Nem no artigo de 1929, em que comparava as duas teorias (Gallard, 1994 apud Medweth, 1996), nem no discurso de Jung sobre Freud após a morte deste eminente pensador, em 1939, num momento que poderia ser propício a angariar aquele beneplácito (Medweth, 1996).
Sabe-se também que o obscurantismo atingiu obras de Jung que não interessavam ao regime nazista, tendo sido suprimidas em 1940 várias edições publicadas na Alemanha, e quando da invasão da França a Gestapo destruiu as traduções francesas da obra de Jung. (Medweth, 1996).
As primeiras providências de Jung quando assumiu a Überstaatliche Ärztliche Gesellschaft für Psychotherapie (Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia), acumulando com a entidade Suíça, em 1933, foram:
A reformulação dos estatutos, para evitar o controle hegemônico por alguma das sociedades nacionais; como a Sociedade Internacional congregava as Sociedades Nacionais da Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha, Holanda, Suécia e Suíça, era importante evitar o domínio isolado de uma delas (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que as demais tivessem participação adequada e dividissem as responsabilidades;
A aceitação na Sociedade Internacional dos membros judeus e antinazistas expulsos da Sociedade da Alemanha (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que eles podiam exercer o seu ofício em outros países e garantir a sua subsistência como profissionais qualificados.
Sobre o editorial nazista publicado na revista editada pela Sociedade Médica Nacional da Alemanha para Psicoterapia, Jung declarou várias vezes que ele não teve ingerência no episódio. Pelas amizades que tinha com muitos representantes das vítimas do preconceito nazista, e pelo conteúdo de sua obra, é extremamente improvável que ele concordasse intelectualmente com o seu conteúdo, sob pena de perder esses relacionamentos.
Reconhecimento internacional
Em 1938, quando Freud saiu de Viena para Londres, a Dra. Iolande Iacobi também emigrou para Zurique, continuou seus estudos com Jung e posteriormente foi uma das fundadoras do Instituto C.G.Jung, tendo escrito a introdução às obras completas de Jung. (McGuire e Hull, 1982, p. 52). Ainda nesse ano, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa.
Em 1939 Jung renunciou à presidência da Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia. Alegou que já tentara por duas vezes anteriores a renúncia, tendo permanecido apenas devido a pedidos dos representantes inglês e holandês, somente se retirando quando foram interrompidas as comunicações internacionais e a sua permanência não era mais necessária (apud Loneli).
Em 1946, em cerimônia realizada em Zurique, Winston Churchill pediu que o Dr, Jung compusesse a mesa e se sentasse a seu lado (Lomeli, 1999). Em abril desse ano Ernest Harms publicou um artigo cujo título é “Carl Gustav Jung – Defender of Freud and the Jews” na Psychiatric Quarterly (McGuire e Hull, 1982, p. 70).
Alguns dos seus mais devotados pupilos – Erich Neumann, Gerhard Adler, James Kirsch e Aniela Jaffe – eram Judeus (Medweth, 1996). - Citações: Lomeli, 1999; Medweth, 1996; McGuire, William e Hull, R.F.C. (1982). C.C.Jung: entrevistas e encontros. São Paulo: Cultrix.
Últimos dias
Carl Gustav Jung morreu a 6 de junho de 1961, aos 86 anos, em sua casa, nas margens do lago de Zurique, em Küsnacht após uma longa vida produtiva, que marcou - e tudo leva a crer que ainda marcará mais - a Antropologia, a Sociologia e a Psicologia, e também, em outros campos como a Arte, a Literatura e a Mitologia.
A psicologia analítica
Anterior mesmo ao período em que estavam juntos, Jung começou a desenvolver uma sistema teórico que chamou, originalmente, de "Psicologia dos Complexos", mais tarde chamando-a de "Psicologia Analítica", como resultado direto de seu contato prático com seus pacientes. O conceito de inconsciente já está bem sedimentado na sólida base psiquiátrica de Jung antes de seu contato pessoal com Freud, mas foi com Freud, real formulador do conceito em termos clínicos, que Jung pôde se basear para aprofundar seus próprios estudos. O contato entre os dois homens foi extremamente rico para ambos, durante o período de parceria entre eles. Aliás, foi Jung quem cunhou o termo e a noção básica de "complexo", que foi adotado por Freud.
Utilizando-se do conceito de "complexos" e do estudo dos sonhos e de desenhos, Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos: da mesma forma que animais e homens parecem possuir atitudes inatas, chamadas de instintos ("fato" este negado por correntes de ciências humanas, como por exemplo em antropologia o culturalismo de Franz Boas ), também é provável que em nosso psiquismo exista um material psíquico com alguma analogia com os instintos.
Os tipos psicológicos
Jung sentia que a ênfase da psicanálise nos fatores eróticos era um ponto de vista unilateral, uma visão reducionista da motivação humana e do seu comportamento. Ele propôs que a motivação do homem fosse entendida em termos de uma energia de vida criativa geral - a libido - capaz de ser investida em direções diferentes, assumindo grande variedade de formas. A libido corresponderia ao conceito de energia adotado na Física, a qual pode ser interpretada em termos de calor, eletricidade, motricidade, etc. As duas direções principais da libido são conhecidas como extroversão (projetada no mundo exterior, nas outras pessoas e objetos) e introversão (dirigida para dentro do reino das imagens, das idéias, e do inconsciente). As pessoas em quem a primeira tendência direcional predomina são chamadas extrovertidas, e introvertidas aquelas em quem a segunda direção é mais forte.
A sua necessidade em criar uma tipologia psíquica decorreu da questão que nasceu em seu interior acerca de sua divergência com Freud e até com outros profissionais. Ele poderia, assim, ter perguntado: "Por que divirjo de Freud?". A resposta tomou forma na análise que fez das teorias psicológicas de seu mestre e de Adler, também um ex-discípulo de Freud. Para este as neuroses derivavam de problemas com os instintos, para o outro do próprio ego, no seu sentimento de superioridade ou inferioridade. Um, portanto, extrovertido, e o outro introvertido. Jung também propôs que se poderia agrupar as pessoas de acordo com o seu maior desenvolvimento em uma das quatro funções psicológicas: pensamento, sentimento, sensação, ou intuição. Transformações de libido de uma esfera de expressão para outra - por exemplo, de sexualidade para religião - são realizadas por símbolos que são gerados durante a mudança de personalidade.
A psique objetiva
Jung percebeu que a compreensão da criação de símbolos era crucial para o entendimento da natureza humana. Ele então explorou as correspondências entre os símbolos que surgem nas lutas da vida dos indivíduos e as imagens simbólicas religiosas subjacentes, sistemas mitológicos, e mágicos de muitas culturas e eras. Graças à forte impressão que lhe causou as muitas notáveis semelhanças dos símbolos, apesar de sua origem independente nas pessoas e nas culturas (muitos sonhos e desenhos de seus pacientes de variadas nacionalidades exprimiam temas mitológicos longínquos), foi que ele sugeriu a existência de duas camadas da psique inconsciente: a pessoal e a coletiva. O inconsciente pessoal inclui conteúdos mentais adquiridos durante a vida do indivíduo que foram esquecidos ou reprimidos, enquanto que o inconsciente coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta dos arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte. Uma elaboração altamente derivada destes arquétipos povoa todos os grandes sistemas mitológicos e religiosos do mundo.
Na qualidade de cientista altamente desapegado e desconfiado do favorecimento que se dá a certas verdades, para ele materialismo e ciência não eram sinônimos. O materialismo não passa o culto a um deus exteriormente concreto por meio da razão, um tipo de fé nos princípios limitadores das leis físicas. "A razão nos impõe limites muito estreitos e apenas nos convida a viver o conhecido". Para sermos realmente justos, convém recebermos igualmente os aspectos racionais e irracionais da vida.
Perto do fim da vida Jung também sugeriu que as camadas mais profundas do inconsciente independem das leis de espaço, tempo e causalidade, dando lugar aos fenômenos paranormais como a clarividência e a precognição. A estas correspondências entre acontecimentos interiores e exteriores, por meio de um significado comum, ele deu o nome de sincronicidade. Muitos fatos ocorridos enquanto tratava seus clientes o fizeram crer que os acontecimentos se dispunham "de tal modo, como se fossem o sonho de uma 'consciência maior e mais abrangente, por nós desconhecida'" (Obras Completas Vol. VIII, p. 450). Assim é o caso da paciente que apresentava uma forte resistência à terapia. A monotonia não escapava a nenhum dos dois. Até o dia em que ela lhe relata o sonho com um escaravelho dourado. Mal acabara de contar-lhe a trama quando ouvem uma batida na vidraça. Jung foi ver e era uma espécie de besouro de coloração dourada muito rara naquelas paragens. Daí para diante a análise deslanchou, ocasionando o renascimento daquela personalidade. Besouro e renascimento... um símbolo egípcio muito antigo...
Sincronicidade
Esse termo é uma tentativa de encontrar formas de explicação racional para fenômenos que a ciência de então não alcançava, tais como os referidos acima. Para uma abordagem sobre a construção do conceito veja-se Capriotti, Letícia. Jung e sincronicidade: a construção do conceito), e uma explanação sintética e didática de sincronicidade, veja-se Capriotti, Letícia. Jung e sincronicidade: o conceito e suas armadilhas.)
A construção do conceito de sincronicidade surgiu da leitura que Jung fez de um grande número de obras sobre alquimia e o pensamento renascentista. Jung chegou a possuir grande quantidade de textos alquímicos originais, que o levaram também a usar a expressão Unus Mundus em sua autobiografia, e a idéia de Anima Mundi.
Uma interessante análise da contribuição da psicologia profunda de Freud – Jung para a formação do pensamento ocidental, mostrando como Jung tinha preocupações epistemológicas rigorosas pode ser vista em Tarnas. Em função disso, tais fenômenos puderam ser examinados, mas apenas como algo psicológico, e não propriamente da natureza, resultando em algumas distorções interpretativas, em inúmeros sentidos.
A partir da contribuição de Jung, vários desenvolvimentos em diferentes áreas do conhecimento têm ampliado a compreensão da relação entre os processo psíquicos e o mundo exterios. O conceito de inconsciente coletivo encontra ecos na nova física de Bohm e Capra, nos campos morfogenéticos de Sheldrake, nas psicologia profunda e na ecopsicologia norte-americanas.
Imagens do inconsciente
No Brasil, Jung teve uma conhecida aluna, a Dra. Nise da Silveira, fundadora do Museu de Imagens do Inconsciente. Ela escreveu, dentre outros, o livro “Jung: vida e obra”, publicado em primeira edição em 1968.
Jung - Uma resposta ao nosso tempo
Na terapia junguiana, que explora extensivamente os sonhos e fantasias, um diálogo é estabelecido entre a mente consciente e os conteúdos do inconsciente. A doença psíquica é tida como uma conseqüência da separação rígida entre elas. Os pacientes são orientados a ficarem atentos aos significados pessoal e coletivo (arquétipo) inerente aos seus sintomas e dificuldades. Sob condições favoráveis eles poderão ingressar no processo de individuação: uma longa série de transformações psicológicas que culminam na integração de tendências e funções opostas, e na realização da totalidade. Jung trilhou a individuação, pois havia a necessidade imperiosa nele de ir ao inferno e voltar para poder mostrar o caminho da volta àqueles que ficaram perdidos pelo caminho da vida. Tornou-se ele uma resposta sincera e corajosa ao nosso tempo. "Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der".
Breve biografia em tópicos
1875: Nasce na Suíça, a 26 de julho, Carl Gustav Jung, filho de um pastor;
1895 - 1900: Estuda medicina na Universidade da Basiléia;
1900: É assistente de Eugen Bleuler, médico-chefe do Burghölzli (hospital psiquiátrico) em Zurique;
1902: Tese de doutoramento: "Sobre a psicologia e a patologia dos fenômenos ditos ocultos";
1905 - 1909: Chefe de clínica no Burghölzli;
1905 - 1913: Professor na Faculdade de Medicina de Zurique; aulas de psicologia e psiconeuroses;
1907: "Psicologia da Demência Precoce"; encontro com Freud;
1908: I Congresso Internacional de Psicanálise;
1909: Abertura de clínica particular;
1910 - 1914: Primeiro presidente da Associação Psicanalítica Internacional;
1913: Jung dá o nome à sua psicologia de "Psicologia Analítica"; demissão de seu posto de ensino na Universidade de Zurique;
1914: Conferências em Londres e Aberdeen; é mobilizado para o ser-viço de saúde;
1916: "Sete Sermões aos Mortos" e "A Função Transcendente"; estudo sobre os gnósticos;
1918 - 1919: Comandante do campo de internação de Soldados ingleses; pintura de mandalas;
1921: "Tipos Psicológicos";
1923: Construção da torre perto do lago de Zurique; Jung trava amizade com Richard Wilhelm (autor do "I Ching - O Livro das Mutações");
1924 - 1925: Visita aos índios Pueblo do Novo México (EUA);
1925 - 1926: Expedição a Uganda, ao Quênia, às margens do Nilo; visita aos Elgonys no Monte Elgon;
1928: "O Eu e o Inconsciente";
1929: Comentário de "O Segredo da Flor de Ouro";
1932: Prêmio de literatura em Zurique;
1933: Viagem ao Egito e Palestina;
1934: Presidente da Sociedade Médica Geral para Psicoterapia;
1936: Doutor "honoris causa em Harvard (Massachussets);
1938: Viagem à Índia, a convite do governo britânico; presidente do Congresso Internacional de Psicoterapia, em Oxford; membro da Real Sociedade de Medicina;
1940: "Psicologia e Religião";
1944: Nomeação para a cátedra de Psicologia da Faculdade de Medicina de Basiléia; "Psicologia e Alquimia";
1945: Doutor "honoris causa" da Universidade de Genebra;
1948: Inauguração do Instituto C. G. Jung em Zurique;
1951: "Aion";
1952: "Sincronicidade" e "Resposta a Jó";
1955: Morte de sua mulher a 27 de novembro;
1955 - 1956: "Mysterium Conjunctionis";
1957: Começo da redação de "Memórias, Sonhos e Reflexões", com Aniela Jaffé; entrevista na TV para a BBC;
1961: Termina, dez dias antes de morrer, um ensaio para "O Homem e Seus Símbolos"; morre a 6 de junho.
Obras
Devido à metodologia usada por Jung, seus escritos costumam ser de leitura difícil e penosa. É recomendável iniciar por algum de seus comentadores, como Nise da Silveira (Jung: vida e obra) e Aniela Jaffe (Memórias, sonhos e reflexões de C. C. Jung). Sobre este, um comentário.
Eis abaixo, a lista das obras de Jung, publicadas em português no Brasil:
A Energia Psíquica.
A Prática da Psicoterapia.
A Vida Simbólica: Escritos Diversos.
Ab-reação, análise dos sonhos, transferência.
Aion: Estudos sobre o Simbolismo do Si-mesmo.
Cartas de Carl Gustav Jung.
Escritos Diversos.
Estudos Alquímicos.
Estudos Experimentais Vol. II.
Estudos Experimentais.
Estudos Psiquiátricos.
Eu e o Inconsciente.
Freud e a Psicanálise.
Interpretação Psicológica do Dogma da Trindade.
Memórias, Sonhos e Reflexões. Autobiografia escrita em conjunto com Aniela Jaffé.
Misterium Coniunctionis 1.
Misterium Coniunctionis 2.
Misterium Coniunctionis 3.
O Desenvolvimento da Personalidade.
O Homem e seus Símbolos. Obra para leigos, organizada por Jung e escrita por ele e seus colaboradores, com artigos de Aniella Jaffé, Marie-Louise fon Franz e outros.
O Segredo da Flor de Ouro: Um Livro de Vida Chinesa.
Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo.
Presente e Futuro.
Psicologia da Religião Ocidental e Oriental.
Psicologia do Inconsciente.
Psicologia e Alquimia.
Psicologia e Religião Oriental.
Psicologia e Religião.
Símbolo da Transformação na Missa.
Símbolos da Transformação: Análise dos Prelúdios de uma Esquizofrenia.
Sincronicidade.
Tipos Psicológicos.
Alguns termos empregados por Jung na descrição da psique
Alma, Amplificação, Análise
Anima, Animus, Arquétipo
Circumambulação, Compensação, Complexo
Consciência, Desintegração, Diferenciação
Dissociação, Ego, Extroversão
Fantasia passiva, Função auxiliar, Função inferior
Função Intuição, Função Pensamento, Função Sensação
Função Sentimento, Função superior, Função transcendente
Funções da consciência, Imaginação Ativa, Inconsciente coletivo
Inconsciente pessoal, Individuação, Inflação
Instinto, Integração, Introversão
Libido, Mana, Mandala
Método redutivo, Método sintético (construtivo), Mito
Neurose, Numinoso, Opostos
Participation Mystique, Perda da alma, Persona
Personificação ,Ponto de vista prospectivo (finalista), Possessão
Projeção, Projeção, Psicóide
Psicologia Analítica, Psicose, Psique
Psique objetiva, Puer Aeternus, Realidade psíquica
Regressão, Sacrifício, Self (Si-mesmo)
Significado, Símbolo, Sincronicidade
Sombra, Sonhos, Tipos psicológicos
Totalidade, Transformação, Unus Mundus
Índice
1 Vida
1.1 Juventude
1.2 Primeiros estudos
1.3 Encontro com Sigmund Freud
1.4 Confronto com o inconsciente
1.5 Polêmicas sobre nazismo
1.6 Reconhecimento internacional
1.7 Últimos dias
2 A psicologia analítica
2.1 Os tipos psicológicos
2.2 A psique objetiva
2.3 Sincronicidade
2.4 Imagens do inconsciente
3 Jung - Uma resposta ao nosso tempo
4 Breve biografia em tópicos
5 Obras
6 Alguns termos empregados por Jung na descrição da psique
7 Ver também
8 Bibliografia
Vida
Juventude
Os assuntos com que Jung ocupou-se surgiram em parte do seu fundo pessoal que é vividamente descrito em sua autobiografia, "Memórias, Sonhos, Reflexões" (1961). Ao longo de sua vida Jung experimentou sonhos periódicos e visões com notáveis características mitológicas e religiosas, os quais despertaram o seu interesse por mitos, sonhos e a psicologia da religião. Ao lado destas experiências, certos fenômenos parapsicológicos emergiam, sempre para lhe redobrar o espanto e o questionamento.
Por muitos anos Jung sentiu possuir duas personalidades separadas: um ego público, exterior, que era envolvido com seu mundo familiar, e um eu interno, secreto, que tinha uma proximidade especial para com Deus. Ele reconhecia ter herdado isso de sua mãe, que tinha a notável capacidade de "ver homens e coisas tais como são". A interação entre esses egos foi o tema central da sua vida pessoal e contribuiu mais tarde para a sua ênfase no esforço do indivíduo para integração e inteireza.
O pai, um reverendo, já deixou-lhe como herança uma fé cega que se mantinha a muito custo com o sacrifício da compreensão. A tarefa do filho seria responder a ele com uma fé renovada, baseada justamente no conhecimento tão rejeitado. Além disso, Jung viria a usar as escrituras como referência para a experiência interior de Deus, não como dogmas extáticos à espera de devoção muda, castradores do desenvolvimento pessoal. Ele lamentava que à religião faltasse o empirismo, que alimentaria a sede da personalidade n.º 1, e que às ciências naturais, que também tanto o fascinavam devido ao envolvimento com a realidade concreta, faltasse o significado, que saciariam a personalidade n.º 2. Os dois aspectos, religião e ciência, não se tocavam, daí sua constante insatisfação, devido ao desencontro das duas instâncias interiores. E foi dessa tentativa de saciar tanto um aspecto quanto ao outro, de fazer justiça ao seu ser como um todo, que decidiu formar-se em psiquiatria: "Lá estava o campo comum da experiência dos dados biológicos e dados espirituais, que até então eu buscara inutilmente. Tratava-se, enfim, do lugar em que o encontro da natureza e do espírito se torna realidade".
Ao longo da sua juventude interessou-se por filosofia e por literatura, especialmente pelas obras de Pitágoras, Empédocles, Heráclito, Platão, Kant e Goethe. Uma das suas maiores revelações seria a obra de Schopenhauer. Jung concordava com o irracionalismo que este autor concedia à natureza humana, embora discordasse das soluções por ele apresentadas. [1]
Primeiros estudos
Já estudante de medicina, decide dedicar-se à, então obscura, especialidade de psiquiatria, após a leitura ocasional de um livro do psiquiatra Kraff-Ebbing. Em 1900, Jung tornou-se interno na Clínica Psiquiátrica Burgholzli, em Zurique, então dirigida pelo psiquiatra Eugen Bleuler, famoso pela sua concepção de esquizofrenia.
Seguindo o seu treino prático na clínica, ele conduziu estudos com a associação de palavras. Já nessa época Jung propunha uma atitude humanista frente aos pacientes. O médico deveria "propor perguntas que digam respeito ao homem em sua totalidade e não limitar-se apenas aos sintomas". Desde cedo ele já adiantava a idéia do que hoje está ganhando força em todos os campos com o nome de "Holismo", o ponto de vista do homem integral. A seus olhos "diante do paciente só existe a compreensão individual". Por isso evitava generalizar um método, uma panacéia para um determinado tipo de anomalia psíquica. Cada encontro é único e, sendo assim, não pode incorrer em qualquer tipo de padronização.
Encontro com Sigmund Freud
Em 1902 deslocou-se a Paris onde estudou com Pierre Janet, regressando no ano seguinte ao hospital de Burgholzli onde assumiu um cargo de chefia e onde, em 1904, montou um laboratório experimental em que implementou o seu célebre teste de associação de palavras para o diagnóstico psiquiátrico. Neste interim, Jung entra em contato com as obras de Sigmund Freud (1856-1939). O primeiro encontro entre eles transformou-se numa conversa que durou treze horas ininterruptas. Porém, tamanha identidade de pensamentos e amizade não conseguia esconder algumas diferenças fundamentais. Jung jamais conseguiu aceitar a insistência de Freud de que as causas dos conflitos psíquicos sempre envolveriam algum trauma de natureza sexual, e Freud não admitia o interesse de Jung pelos fenômenos espirituais como fontes válidas de estudo em si. O rompimento entre eles foi inevitável. Seria nos anos 30 do século XX que esta divergência atingiria o auge. Se por um lado os livros de Freud eram proibidos e queimados publicamente pelos Nazistas, sendo Freud obrigado a deixar Viena pouco depois da anexação da Áustria, doente, nos seus 80 anos, para se dirigir ao exílio em Londres enquanto que quatro irmãs suas não foram autorizadas a deixar a Áustria, tendo perecido no Holocausto nos campos de concentração de Auschwitz e de Thereseinstadt, por seu lado Carl Jung tornar-se-ia neste mesmo período uma das faces mais visíveis da psiquiatria "alemã" da época.
Confronto com o inconsciente
Após a separação de Freud, Jung sentiu o chão desmoronar-se sob os pés. O sentido da sua vida ficou em primeiro plano. Seguiu-se uma série de sonhos e visões que forneceram material para o trabalho de toda uma vida. Dir-se-ia que se ele não houvesse se empenhado na integração de todo aquele material que jorrou qual lava derretida, teria fatalmente sucumbido a uma psicose. Mas algo nele o impelia a ir adiante na compreensão de tudo o que se originava naturalmente de seu inconsciente. Em suas palavras, "Os anos durante os quais me detive nessas imagens interiores constituíram a época mais importante da minha vida e neles todas as coisas essenciais se decidiram. (...) Toda a minha atividade ulterior consistiu em elaborar o que jorrava do inconsciente naqueles anos (...)".
Foi durante essa fase de confronto com o inconsciente que ele desenvolveu o que chamou de "imaginação ativa", um método de interação com o inconsciente onde este se investe espontaneamente de várias personificações (pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, lugares, acontecimentos, etc.). Na imaginação ativa interagimos ativamente com elas, isto é, discordando, quando for o caso, opinando, questionando e até tomando providências com relação ao que é tratado, isso tudo pela imaginação. Ela difere da fantasia passiva porque nesta não atuamos no quadro mental, de forma a participarmos do drama vivenciado, mas apenas nos contentamos em assistir o desenrolar do roteiro desconhecido. Pela imaginação ativa existe não só a possibilidade de compreensão do inconsciente, mas também de interação com este, de forma que o transformamos e somos transformados no processo. Um personagem pode nos fazer entender falando explicitamente do motivo de, por exemplo, estarmos com insônia. Esse enfoque trata a psique como uma realidade em si, de forma tão literal interiormente, quanto uma maçã nos é real exteriormente, ao contrário de Freud que insistia em substituir uma determinada imagem por outra de cunho sexual.
Polêmicas sobre nazismo
Carl Jung, que alguns acham ter sido um simpatizante Nazista, assumiu em 1933, ano da chegada ao poder de Adolf Hitler a presidência da "Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia", que contou como administrador, entre outros, de um sobrinho de Göring. No início de 1934, num artigo "Sobre a situação actual da psicoterapia", Jung afirma que o Judeu, como nómada, não pode jamais criar a sua cultura própria; para desenvolver os seus instintos e talentos tem de apoiar-se em um "povo anfitrião mais ou menos civilizado". Carl Jung viria mais tarde a deixar aquela organização. Ver: Jung and the Nazis (em inglês),Carl Gustav Jung y el Nacionalsocialismo (em espanhol)
Por outro lado, tem-se alguns eventos biográficos que mostram suas relações amistosas e profissionais com muitos Judeus, relações estas que não parecem indicar alguma atitude anti-semita. Em alguns documentos, afirmou num comentário de época sobre a cultura judaica que judeus em geral são mais conscientes e diferenciados, enquanto os 'arianos' comuns permaneceram próximos à barbárie (apud Lomeli, 1999).
A polêmica teórica mantida por Jung com Freud não chegou ao ponto de Jung fazer referências à origem religiosa ou racial de Freud, com vistas a conquistar a simpatia nazista. Nem no artigo de 1929, em que comparava as duas teorias (Gallard, 1994 apud Medweth, 1996), nem no discurso de Jung sobre Freud após a morte deste eminente pensador, em 1939, num momento que poderia ser propício a angariar aquele beneplácito (Medweth, 1996).
Sabe-se também que o obscurantismo atingiu obras de Jung que não interessavam ao regime nazista, tendo sido suprimidas em 1940 várias edições publicadas na Alemanha, e quando da invasão da França a Gestapo destruiu as traduções francesas da obra de Jung. (Medweth, 1996).
As primeiras providências de Jung quando assumiu a Überstaatliche Ärztliche Gesellschaft für Psychotherapie (Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia), acumulando com a entidade Suíça, em 1933, foram:
A reformulação dos estatutos, para evitar o controle hegemônico por alguma das sociedades nacionais; como a Sociedade Internacional congregava as Sociedades Nacionais da Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha, Holanda, Suécia e Suíça, era importante evitar o domínio isolado de uma delas (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que as demais tivessem participação adequada e dividissem as responsabilidades;
A aceitação na Sociedade Internacional dos membros judeus e antinazistas expulsos da Sociedade da Alemanha (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que eles podiam exercer o seu ofício em outros países e garantir a sua subsistência como profissionais qualificados.
Sobre o editorial nazista publicado na revista editada pela Sociedade Médica Nacional da Alemanha para Psicoterapia, Jung declarou várias vezes que ele não teve ingerência no episódio. Pelas amizades que tinha com muitos representantes das vítimas do preconceito nazista, e pelo conteúdo de sua obra, é extremamente improvável que ele concordasse intelectualmente com o seu conteúdo, sob pena de perder esses relacionamentos.
Reconhecimento internacional
Em 1938, quando Freud saiu de Viena para Londres, a Dra. Iolande Iacobi também emigrou para Zurique, continuou seus estudos com Jung e posteriormente foi uma das fundadoras do Instituto C.G.Jung, tendo escrito a introdução às obras completas de Jung. (McGuire e Hull, 1982, p. 52). Ainda nesse ano, a Universidade de Oxford, na Inglaterra, concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa.
Em 1939 Jung renunciou à presidência da Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia. Alegou que já tentara por duas vezes anteriores a renúncia, tendo permanecido apenas devido a pedidos dos representantes inglês e holandês, somente se retirando quando foram interrompidas as comunicações internacionais e a sua permanência não era mais necessária (apud Loneli).
Em 1946, em cerimônia realizada em Zurique, Winston Churchill pediu que o Dr, Jung compusesse a mesa e se sentasse a seu lado (Lomeli, 1999). Em abril desse ano Ernest Harms publicou um artigo cujo título é “Carl Gustav Jung – Defender of Freud and the Jews” na Psychiatric Quarterly (McGuire e Hull, 1982, p. 70).
Alguns dos seus mais devotados pupilos – Erich Neumann, Gerhard Adler, James Kirsch e Aniela Jaffe – eram Judeus (Medweth, 1996). - Citações: Lomeli, 1999; Medweth, 1996; McGuire, William e Hull, R.F.C. (1982). C.C.Jung: entrevistas e encontros. São Paulo: Cultrix.
Últimos dias
Carl Gustav Jung morreu a 6 de junho de 1961, aos 86 anos, em sua casa, nas margens do lago de Zurique, em Küsnacht após uma longa vida produtiva, que marcou - e tudo leva a crer que ainda marcará mais - a Antropologia, a Sociologia e a Psicologia, e também, em outros campos como a Arte, a Literatura e a Mitologia.
A psicologia analítica
Anterior mesmo ao período em que estavam juntos, Jung começou a desenvolver uma sistema teórico que chamou, originalmente, de "Psicologia dos Complexos", mais tarde chamando-a de "Psicologia Analítica", como resultado direto de seu contato prático com seus pacientes. O conceito de inconsciente já está bem sedimentado na sólida base psiquiátrica de Jung antes de seu contato pessoal com Freud, mas foi com Freud, real formulador do conceito em termos clínicos, que Jung pôde se basear para aprofundar seus próprios estudos. O contato entre os dois homens foi extremamente rico para ambos, durante o período de parceria entre eles. Aliás, foi Jung quem cunhou o termo e a noção básica de "complexo", que foi adotado por Freud.
Utilizando-se do conceito de "complexos" e do estudo dos sonhos e de desenhos, Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. Em sua teoria, enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos: da mesma forma que animais e homens parecem possuir atitudes inatas, chamadas de instintos ("fato" este negado por correntes de ciências humanas, como por exemplo em antropologia o culturalismo de Franz Boas ), também é provável que em nosso psiquismo exista um material psíquico com alguma analogia com os instintos.
Os tipos psicológicos
Jung sentia que a ênfase da psicanálise nos fatores eróticos era um ponto de vista unilateral, uma visão reducionista da motivação humana e do seu comportamento. Ele propôs que a motivação do homem fosse entendida em termos de uma energia de vida criativa geral - a libido - capaz de ser investida em direções diferentes, assumindo grande variedade de formas. A libido corresponderia ao conceito de energia adotado na Física, a qual pode ser interpretada em termos de calor, eletricidade, motricidade, etc. As duas direções principais da libido são conhecidas como extroversão (projetada no mundo exterior, nas outras pessoas e objetos) e introversão (dirigida para dentro do reino das imagens, das idéias, e do inconsciente). As pessoas em quem a primeira tendência direcional predomina são chamadas extrovertidas, e introvertidas aquelas em quem a segunda direção é mais forte.
A sua necessidade em criar uma tipologia psíquica decorreu da questão que nasceu em seu interior acerca de sua divergência com Freud e até com outros profissionais. Ele poderia, assim, ter perguntado: "Por que divirjo de Freud?". A resposta tomou forma na análise que fez das teorias psicológicas de seu mestre e de Adler, também um ex-discípulo de Freud. Para este as neuroses derivavam de problemas com os instintos, para o outro do próprio ego, no seu sentimento de superioridade ou inferioridade. Um, portanto, extrovertido, e o outro introvertido. Jung também propôs que se poderia agrupar as pessoas de acordo com o seu maior desenvolvimento em uma das quatro funções psicológicas: pensamento, sentimento, sensação, ou intuição. Transformações de libido de uma esfera de expressão para outra - por exemplo, de sexualidade para religião - são realizadas por símbolos que são gerados durante a mudança de personalidade.
A psique objetiva
Jung percebeu que a compreensão da criação de símbolos era crucial para o entendimento da natureza humana. Ele então explorou as correspondências entre os símbolos que surgem nas lutas da vida dos indivíduos e as imagens simbólicas religiosas subjacentes, sistemas mitológicos, e mágicos de muitas culturas e eras. Graças à forte impressão que lhe causou as muitas notáveis semelhanças dos símbolos, apesar de sua origem independente nas pessoas e nas culturas (muitos sonhos e desenhos de seus pacientes de variadas nacionalidades exprimiam temas mitológicos longínquos), foi que ele sugeriu a existência de duas camadas da psique inconsciente: a pessoal e a coletiva. O inconsciente pessoal inclui conteúdos mentais adquiridos durante a vida do indivíduo que foram esquecidos ou reprimidos, enquanto que o inconsciente coletivo é uma estrutura herdada comum a toda a humanidade composta dos arquétipos - predisposições inatas para experimentar e simbolizar situações humanas universais de diferentes maneiras. Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte. Uma elaboração altamente derivada destes arquétipos povoa todos os grandes sistemas mitológicos e religiosos do mundo.
Na qualidade de cientista altamente desapegado e desconfiado do favorecimento que se dá a certas verdades, para ele materialismo e ciência não eram sinônimos. O materialismo não passa o culto a um deus exteriormente concreto por meio da razão, um tipo de fé nos princípios limitadores das leis físicas. "A razão nos impõe limites muito estreitos e apenas nos convida a viver o conhecido". Para sermos realmente justos, convém recebermos igualmente os aspectos racionais e irracionais da vida.
Perto do fim da vida Jung também sugeriu que as camadas mais profundas do inconsciente independem das leis de espaço, tempo e causalidade, dando lugar aos fenômenos paranormais como a clarividência e a precognição. A estas correspondências entre acontecimentos interiores e exteriores, por meio de um significado comum, ele deu o nome de sincronicidade. Muitos fatos ocorridos enquanto tratava seus clientes o fizeram crer que os acontecimentos se dispunham "de tal modo, como se fossem o sonho de uma 'consciência maior e mais abrangente, por nós desconhecida'" (Obras Completas Vol. VIII, p. 450). Assim é o caso da paciente que apresentava uma forte resistência à terapia. A monotonia não escapava a nenhum dos dois. Até o dia em que ela lhe relata o sonho com um escaravelho dourado. Mal acabara de contar-lhe a trama quando ouvem uma batida na vidraça. Jung foi ver e era uma espécie de besouro de coloração dourada muito rara naquelas paragens. Daí para diante a análise deslanchou, ocasionando o renascimento daquela personalidade. Besouro e renascimento... um símbolo egípcio muito antigo...
Sincronicidade
Esse termo é uma tentativa de encontrar formas de explicação racional para fenômenos que a ciência de então não alcançava, tais como os referidos acima. Para uma abordagem sobre a construção do conceito veja-se Capriotti, Letícia. Jung e sincronicidade: a construção do conceito), e uma explanação sintética e didática de sincronicidade, veja-se Capriotti, Letícia. Jung e sincronicidade: o conceito e suas armadilhas.)
A construção do conceito de sincronicidade surgiu da leitura que Jung fez de um grande número de obras sobre alquimia e o pensamento renascentista. Jung chegou a possuir grande quantidade de textos alquímicos originais, que o levaram também a usar a expressão Unus Mundus em sua autobiografia, e a idéia de Anima Mundi.
Uma interessante análise da contribuição da psicologia profunda de Freud – Jung para a formação do pensamento ocidental, mostrando como Jung tinha preocupações epistemológicas rigorosas pode ser vista em Tarnas. Em função disso, tais fenômenos puderam ser examinados, mas apenas como algo psicológico, e não propriamente da natureza, resultando em algumas distorções interpretativas, em inúmeros sentidos.
A partir da contribuição de Jung, vários desenvolvimentos em diferentes áreas do conhecimento têm ampliado a compreensão da relação entre os processo psíquicos e o mundo exterios. O conceito de inconsciente coletivo encontra ecos na nova física de Bohm e Capra, nos campos morfogenéticos de Sheldrake, nas psicologia profunda e na ecopsicologia norte-americanas.
Imagens do inconsciente
No Brasil, Jung teve uma conhecida aluna, a Dra. Nise da Silveira, fundadora do Museu de Imagens do Inconsciente. Ela escreveu, dentre outros, o livro “Jung: vida e obra”, publicado em primeira edição em 1968.
Jung - Uma resposta ao nosso tempo
Na terapia junguiana, que explora extensivamente os sonhos e fantasias, um diálogo é estabelecido entre a mente consciente e os conteúdos do inconsciente. A doença psíquica é tida como uma conseqüência da separação rígida entre elas. Os pacientes são orientados a ficarem atentos aos significados pessoal e coletivo (arquétipo) inerente aos seus sintomas e dificuldades. Sob condições favoráveis eles poderão ingressar no processo de individuação: uma longa série de transformações psicológicas que culminam na integração de tendências e funções opostas, e na realização da totalidade. Jung trilhou a individuação, pois havia a necessidade imperiosa nele de ir ao inferno e voltar para poder mostrar o caminho da volta àqueles que ficaram perdidos pelo caminho da vida. Tornou-se ele uma resposta sincera e corajosa ao nosso tempo. "Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der".
Breve biografia em tópicos
1875: Nasce na Suíça, a 26 de julho, Carl Gustav Jung, filho de um pastor;
1895 - 1900: Estuda medicina na Universidade da Basiléia;
1900: É assistente de Eugen Bleuler, médico-chefe do Burghölzli (hospital psiquiátrico) em Zurique;
1902: Tese de doutoramento: "Sobre a psicologia e a patologia dos fenômenos ditos ocultos";
1905 - 1909: Chefe de clínica no Burghölzli;
1905 - 1913: Professor na Faculdade de Medicina de Zurique; aulas de psicologia e psiconeuroses;
1907: "Psicologia da Demência Precoce"; encontro com Freud;
1908: I Congresso Internacional de Psicanálise;
1909: Abertura de clínica particular;
1910 - 1914: Primeiro presidente da Associação Psicanalítica Internacional;
1913: Jung dá o nome à sua psicologia de "Psicologia Analítica"; demissão de seu posto de ensino na Universidade de Zurique;
1914: Conferências em Londres e Aberdeen; é mobilizado para o ser-viço de saúde;
1916: "Sete Sermões aos Mortos" e "A Função Transcendente"; estudo sobre os gnósticos;
1918 - 1919: Comandante do campo de internação de Soldados ingleses; pintura de mandalas;
1921: "Tipos Psicológicos";
1923: Construção da torre perto do lago de Zurique; Jung trava amizade com Richard Wilhelm (autor do "I Ching - O Livro das Mutações");
1924 - 1925: Visita aos índios Pueblo do Novo México (EUA);
1925 - 1926: Expedição a Uganda, ao Quênia, às margens do Nilo; visita aos Elgonys no Monte Elgon;
1928: "O Eu e o Inconsciente";
1929: Comentário de "O Segredo da Flor de Ouro";
1932: Prêmio de literatura em Zurique;
1933: Viagem ao Egito e Palestina;
1934: Presidente da Sociedade Médica Geral para Psicoterapia;
1936: Doutor "honoris causa em Harvard (Massachussets);
1938: Viagem à Índia, a convite do governo britânico; presidente do Congresso Internacional de Psicoterapia, em Oxford; membro da Real Sociedade de Medicina;
1940: "Psicologia e Religião";
1944: Nomeação para a cátedra de Psicologia da Faculdade de Medicina de Basiléia; "Psicologia e Alquimia";
1945: Doutor "honoris causa" da Universidade de Genebra;
1948: Inauguração do Instituto C. G. Jung em Zurique;
1951: "Aion";
1952: "Sincronicidade" e "Resposta a Jó";
1955: Morte de sua mulher a 27 de novembro;
1955 - 1956: "Mysterium Conjunctionis";
1957: Começo da redação de "Memórias, Sonhos e Reflexões", com Aniela Jaffé; entrevista na TV para a BBC;
1961: Termina, dez dias antes de morrer, um ensaio para "O Homem e Seus Símbolos"; morre a 6 de junho.
Obras
Devido à metodologia usada por Jung, seus escritos costumam ser de leitura difícil e penosa. É recomendável iniciar por algum de seus comentadores, como Nise da Silveira (Jung: vida e obra) e Aniela Jaffe (Memórias, sonhos e reflexões de C. C. Jung). Sobre este, um comentário.
Eis abaixo, a lista das obras de Jung, publicadas em português no Brasil:
A Energia Psíquica.
A Prática da Psicoterapia.
A Vida Simbólica: Escritos Diversos.
Ab-reação, análise dos sonhos, transferência.
Aion: Estudos sobre o Simbolismo do Si-mesmo.
Cartas de Carl Gustav Jung.
Escritos Diversos.
Estudos Alquímicos.
Estudos Experimentais Vol. II.
Estudos Experimentais.
Estudos Psiquiátricos.
Eu e o Inconsciente.
Freud e a Psicanálise.
Interpretação Psicológica do Dogma da Trindade.
Memórias, Sonhos e Reflexões. Autobiografia escrita em conjunto com Aniela Jaffé.
Misterium Coniunctionis 1.
Misterium Coniunctionis 2.
Misterium Coniunctionis 3.
O Desenvolvimento da Personalidade.
O Homem e seus Símbolos. Obra para leigos, organizada por Jung e escrita por ele e seus colaboradores, com artigos de Aniella Jaffé, Marie-Louise fon Franz e outros.
O Segredo da Flor de Ouro: Um Livro de Vida Chinesa.
Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo.
Presente e Futuro.
Psicologia da Religião Ocidental e Oriental.
Psicologia do Inconsciente.
Psicologia e Alquimia.
Psicologia e Religião Oriental.
Psicologia e Religião.
Símbolo da Transformação na Missa.
Símbolos da Transformação: Análise dos Prelúdios de uma Esquizofrenia.
Sincronicidade.
Tipos Psicológicos.
Alguns termos empregados por Jung na descrição da psique
Alma, Amplificação, Análise
Anima, Animus, Arquétipo
Circumambulação, Compensação, Complexo
Consciência, Desintegração, Diferenciação
Dissociação, Ego, Extroversão
Fantasia passiva, Função auxiliar, Função inferior
Função Intuição, Função Pensamento, Função Sensação
Função Sentimento, Função superior, Função transcendente
Funções da consciência, Imaginação Ativa, Inconsciente coletivo
Inconsciente pessoal, Individuação, Inflação
Instinto, Integração, Introversão
Libido, Mana, Mandala
Método redutivo, Método sintético (construtivo), Mito
Neurose, Numinoso, Opostos
Participation Mystique, Perda da alma, Persona
Personificação ,Ponto de vista prospectivo (finalista), Possessão
Projeção, Projeção, Psicóide
Psicologia Analítica, Psicose, Psique
Psique objetiva, Puer Aeternus, Realidade psíquica
Regressão, Sacrifício, Self (Si-mesmo)
Significado, Símbolo, Sincronicidade
Sombra, Sonhos, Tipos psicológicos
Totalidade, Transformação, Unus Mundus
Mudança de cara, de cor, mas a barra de ferramentas continua restrita, é a vida!Têm limitações, privações... Mas, têm infinitas possibilidades!!! FNO
Não tenho nem um mês de Blog e já fui "punida" pelo sistema!Não posso mais escolher cores, tamanhos, fontes, estilos de letras... Têm disponível na barra a cima o negrito, o itálico, a correção de texto (bem doida), e postagem de imagens... Mas não têm funcionado! Aguardo que retornem, foi tudo causado pela minha relação com "O Físico"! Eu a "Artista", quis colocar milhões de "corpos" no mesmo "espaço" desrespeitando uma das Leis da física! Assumo a responsabilidade e vou lidar da melhor forma possível... Mas, aquelas fotos...Deixaram-me transtornada!
Eu odiava FISÍCA, isso é passado mesmo!!!Estou AMANDO!!!Bom desculpe a revelação, mas amo um físico,há quase 10 anos...
Mas voltando ao túnel do tempo, eu tive um professor chamado Jaime Paladine, se não me engano, no Colégio Normal São José em Tubarão.Que é da mesma congregação das Irmãs da Divina Providência do Colégio Coração de Jesus aqui de Florianópolis.Estudei lá do maternal à oitava série do ensino fundamental, antigo ginásio.Voltando ao professor de física, que parecia um personagem do Asterix (ou o próprio), eu não entendia nada do assunto.NADA MESMO! Lembro-me de uma prova, em que ele nos colocou em caracol na sala, carteiras em círculo (“bem criativo, mandala...”). encostados na parede... As provas eram “A”, “B” e “C”.Alternadas por alunos. Eu olhei para a face do sujeito e falei: _Dá-me o livro e mesmo assim eu não faço nada!
Isso foi no primeiro ano do ensino médio, pois sai desse colégio fui para o Dehon, aonde funciona a UNISUL, fazer a oitava série(retornei no ano seguinte), again pois decidi não fazer as provas finais...Pois acreditava que aprenderia mais repetindo, e INACREDITAVELMENTE meus PAIS ACEITARAM minha decisão.(?) Eu sempre fui uma aluna, que prestava atenção no que me interessava, e realmente pouquíssima coisa na escola me despertava o interesse...Mas, nas provas finais, eu estudava a matéria do ano todo e tirava nove e semelhantes! Lembro-me que minha professora de História e Geografia: Dona Martha Aguiar, não se conformava com a minha decisão...Conversou várias vezes comigo!Bom a nota mais alta que eu precisava era em matemática, acreditem se quiserem: sempre foi minha matéria preferida! Nesse referido ano, do CARACOL ALFABETICO, melhor ANALFABETICO DA FÍSICA, escrevi um POEMA nas aulas de português, que foi publicado em livro!!!Era uma seleção em todas as escolas do município, o meu foi escolhido...
E eu reprovei de ano!Física Zero, nenhuma pílula engolida!Jaime Paladine, perdão!Você não fez diferença alguma na minha história.Ou melhor, fez, me deu exemplo do que não ser...
Claro que essa é a minha visão de um ponto e a visão de um ponto é apenas um ponto de vista!E eram várias vistas, muitos devem ter aprendido com o senhor...Mas eu estava cega para sua física!!!Quem conseguiu me despertar para a física foi o Rock, professor do COTEI (supletivo noturno, com habilitação em desenho arquitetônico, pois era profissionalizante), no segundo grau, marido da Russa de Tubarão! Bom é o apelido dela.Era ao menos, desculpa se ela não gosta de ser chamada assim, mas não lembro do seu nome.Lembro do alto astral, da simpatia, do sorriso sincero!Saudade...Dos encontros por acaso nas ruas de Tubarão!Não éramos amigas, somos de gerações diferentes...Bem, éramos, rsrsrs!Agora devemos ser da mesma idade!
Ela é da Família Freta. Se eu ligar para o meu pai ele sabe o nome dela, rsrsrs...
Eu não sabia montar o problema, raciocinar...resolver matematicamente tudo bem! Sei que as provas do Rock eu conseguia resolver, e vibrava, por saber o que estava fazendo.Claro não cheguei a saber grandes coisas, mas vi um TUNEL! OBRIGADA ROCK!!!Antes de ir para o COTEI, aonde estudava a noite...E era delicioso!!! Foi aonde conheci o meu primeiro namorado, o Rudy, bem amado um pisciano fofo e lindo! Eu e os homens lindos...A gente estudava junto, ia para o cemitério que era ao lado rsrsrs...Com uma “galera” não gosto muito desse termo! Nós nos chamávamos de CASAL NEURA, rsrsrsrs. Trocávamos sempre cartões do ZIG um personagem bem especial e filosófico.
Nossas trilhas sonoras eram regadas a muito LEGIÃO URBANA! Conheci MARISA MONTE ATRAVEZ DELE, ganhei em vinil o “MAIS” em um dia dos namorados! Tivemos várias idas e vindas, foi o primeiro homem que teve planos de casar comigo, queria ter gêmeos, o pai dele é gêmeo e era possível! Amo ele até hoje, tenho saudade!Quando falo em amor, não estou querendo dizer, que me relacionaria com ele novamente, é amor mesmo!
Ele é um HOMEM MUITO ESPECIAL, varias vezes questionei o não ter ficado com ele... Mas eu não seria quem eu sou hoje! Não conheceria todas as pessoas que eu conheci, não seria arte-educadora, não estaria AMANDO A FISICA e nem o físico!
Teria outra história, talvez já fosse mãe, um sonho que quero realizar logo após os 40.
Pois como diz meu grande amigo, e ex-namorado, colaborador do Blog: Márlio
_ “O perigo do sonho é ele se tornar realidade.”
Bom, eu poderia estar feliz lá, mas escolhi aqui! E SOU FELIZ, AQUI E AGORA!
Obrigada Universo!!! Eternamente...
Eu odiava FISÍCA, isso é passado mesmo!!!Estou AMANDO!!!Bom desculpe a revelação, mas amo um físico,há quase 10 anos...
Mas voltando ao túnel do tempo, eu tive um professor chamado Jaime Paladine, se não me engano, no Colégio Normal São José em Tubarão.Que é da mesma congregação das Irmãs da Divina Providência do Colégio Coração de Jesus aqui de Florianópolis.Estudei lá do maternal à oitava série do ensino fundamental, antigo ginásio.Voltando ao professor de física, que parecia um personagem do Asterix (ou o próprio), eu não entendia nada do assunto.NADA MESMO! Lembro-me de uma prova, em que ele nos colocou em caracol na sala, carteiras em círculo (“bem criativo, mandala...”). encostados na parede... As provas eram “A”, “B” e “C”.Alternadas por alunos. Eu olhei para a face do sujeito e falei: _Dá-me o livro e mesmo assim eu não faço nada!
Isso foi no primeiro ano do ensino médio, pois sai desse colégio fui para o Dehon, aonde funciona a UNISUL, fazer a oitava série(retornei no ano seguinte), again pois decidi não fazer as provas finais...Pois acreditava que aprenderia mais repetindo, e INACREDITAVELMENTE meus PAIS ACEITARAM minha decisão.(?) Eu sempre fui uma aluna, que prestava atenção no que me interessava, e realmente pouquíssima coisa na escola me despertava o interesse...Mas, nas provas finais, eu estudava a matéria do ano todo e tirava nove e semelhantes! Lembro-me que minha professora de História e Geografia: Dona Martha Aguiar, não se conformava com a minha decisão...Conversou várias vezes comigo!Bom a nota mais alta que eu precisava era em matemática, acreditem se quiserem: sempre foi minha matéria preferida! Nesse referido ano, do CARACOL ALFABETICO, melhor ANALFABETICO DA FÍSICA, escrevi um POEMA nas aulas de português, que foi publicado em livro!!!Era uma seleção em todas as escolas do município, o meu foi escolhido...
E eu reprovei de ano!Física Zero, nenhuma pílula engolida!Jaime Paladine, perdão!Você não fez diferença alguma na minha história.Ou melhor, fez, me deu exemplo do que não ser...
Claro que essa é a minha visão de um ponto e a visão de um ponto é apenas um ponto de vista!E eram várias vistas, muitos devem ter aprendido com o senhor...Mas eu estava cega para sua física!!!Quem conseguiu me despertar para a física foi o Rock, professor do COTEI (supletivo noturno, com habilitação em desenho arquitetônico, pois era profissionalizante), no segundo grau, marido da Russa de Tubarão! Bom é o apelido dela.Era ao menos, desculpa se ela não gosta de ser chamada assim, mas não lembro do seu nome.Lembro do alto astral, da simpatia, do sorriso sincero!Saudade...Dos encontros por acaso nas ruas de Tubarão!Não éramos amigas, somos de gerações diferentes...Bem, éramos, rsrsrs!Agora devemos ser da mesma idade!
Ela é da Família Freta. Se eu ligar para o meu pai ele sabe o nome dela, rsrsrs...
Eu não sabia montar o problema, raciocinar...resolver matematicamente tudo bem! Sei que as provas do Rock eu conseguia resolver, e vibrava, por saber o que estava fazendo.Claro não cheguei a saber grandes coisas, mas vi um TUNEL! OBRIGADA ROCK!!!Antes de ir para o COTEI, aonde estudava a noite...E era delicioso!!! Foi aonde conheci o meu primeiro namorado, o Rudy, bem amado um pisciano fofo e lindo! Eu e os homens lindos...A gente estudava junto, ia para o cemitério que era ao lado rsrsrs...Com uma “galera” não gosto muito desse termo! Nós nos chamávamos de CASAL NEURA, rsrsrsrs. Trocávamos sempre cartões do ZIG um personagem bem especial e filosófico.
Nossas trilhas sonoras eram regadas a muito LEGIÃO URBANA! Conheci MARISA MONTE ATRAVEZ DELE, ganhei em vinil o “MAIS” em um dia dos namorados! Tivemos várias idas e vindas, foi o primeiro homem que teve planos de casar comigo, queria ter gêmeos, o pai dele é gêmeo e era possível! Amo ele até hoje, tenho saudade!Quando falo em amor, não estou querendo dizer, que me relacionaria com ele novamente, é amor mesmo!
Ele é um HOMEM MUITO ESPECIAL, varias vezes questionei o não ter ficado com ele... Mas eu não seria quem eu sou hoje! Não conheceria todas as pessoas que eu conheci, não seria arte-educadora, não estaria AMANDO A FISICA e nem o físico!
Teria outra história, talvez já fosse mãe, um sonho que quero realizar logo após os 40.
Pois como diz meu grande amigo, e ex-namorado, colaborador do Blog: Márlio
_ “O perigo do sonho é ele se tornar realidade.”
Bom, eu poderia estar feliz lá, mas escolhi aqui! E SOU FELIZ, AQUI E AGORA!
Obrigada Universo!!! Eternamente...
sábado, 5 de maio de 2007
PABLO PICASSO
Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 25 de Outubro, 1881 — Mougins, 8 de Abril, 1973) foi reconhecidamente um dos mestres da Arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Diz-se que levou toda a sua vida a saber pintar como uma criança. (A criança expressa-se pela necessidade que tem de se expressar e pelo prazer que isso lhe dá; tal como respira porque tem necessidade, sem que alguém se preocupe em fazer qualquer juízo sobre isso.)
Índice
1 Resumo biográfico
2 Biografia cronológica
3 Guernica
4 Citações
5 Algumas obras do artista
Resumo biográfico
Nasceu na Málaga (Espanha) e recebeu o nome completo de Pablo Diego Jose Francisco de Paula Juan Nepomuceno Crispin Crispiniano de la Santisima Trinidad Ruiz Blasco Picasso y Lopez, filho de Maria Picasso López e José Ruiz Blasco, professor de desenho.
Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. A sua primeira obra preservada era um óleo sobre madeira, pintada com a idade de oito anos, é chamada O Toureiro. Picasso conservou este trabalho toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa. Anos mais tarde pintou outro quadro semelhante, A morte da mulher destacada e futil. Picasso está feliz, zangado e rebelde. Este quadro é claramente uma expressão injuriosa da sua relação com à mulher.
Don José, seu pai costumava pintar os pombos que pousavam nos plátanos da Plaza de la Merced, perto da sua casa. Ocasionalmente, pedia ao filho para lhe acabar os quadros.
Dos dez aos treze anos viveu na cidade galega da Corunha, onde o pai lecionava no Instituto Eusébio da Guarda. A família tranferiu-se novamente, desta vez a Barcelona e aos quinze anos Picasso já tinha o seu próprio ateliê. Após um início de estudante de arte em Madrid, Picasso fez sua primeira viagem a Paris (1900), a capital artística da Europa. Lá morou com Max Jacob (jornalista e poeta), que o ajudou com a língua francesa. Max dormia de noite e Picasso durante o dia, ele costumava trabalhar à noite. Foi um período de extrema pobreza, frio e desespero. Muitos de seus desenhos tiveram que ser utilizados como material combustível para o aquecimento do quarto.
Em 1901 com Soler, um amigo, funda uma revista Arte Joven, na cidade de Madrid. E no primeiro número é todo ilustrado por ele. Foi a partir desta data Picasso passa a assinar os seus trabalhos simplesmente “Picasso”, anteriormente assinava “Pablo Ruiz y Picasso”.
Na fase azul (1901 a 1905), Picasso pintou a pobreza, a cegueira, a alienação e o desespero. Quando se apaixonou por Fernande Olivier, suas pinturas mudaram de azul para rosa, inaugurando a fase rosa (1905-1906). Trabalhava durante a noite até o amanhecer.
Na fase rosa à abundância de tons de rosa e vermelho, caracterizada pela presença de acrobatas, dançarinos, arlequins, artistas de circo, o mundo do circo. No verão de 1906, durante uma estada em Andorra, sua obra entrou em uma nova fase marcada pela influência das artes gregas, ibérica e africana, era o protocubismo, o antecedente do cubismo. O célebre retrato de Gertrude Stein (1905-1906) revela um tratamento do rosto em forma de máscara.
Em 1912, Picasso realizou sua primeira colagem, colou nas telas pedaços de jornais, papeis, tecidos, embalagens de cigarros. Apaixonou-se por Olga Koklova, uma bailarina. Casaram-se em 12 de julho de 1918. Neste período o artista já se tornara conhecido e era um artista da sociedade. Quando Olga engravidou, criou uma série de pinturas de mães com filhos.
Depois da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), dedica-se também à escultura, gravação e cerâmica. Como gravador, domina as diversas técnicas: água-forte, água-tinta, ponta-seca, litogravura e gravura sobre linóleo colorido. Além disso, sua dedicação à arte escultórica era esporádica. “ Cabeça de Búfalo, Metamorfose “ é um grande exemplo de seu trabalho com esse meio. É considerado um dos pioneiros em realizar esculturas a partir de junção de diferentes materiais. Em 1943, Picasso conhece a pintora Françoise Gilot e tem dois filhos, Claude e Paloma e encontrou um pouco de paz e pintou Alegria de Viver. Em 1968, aos 87 anos, produziu em sete meses uma série de 347 gravuras recuperando os temas da juventude: o circo, as touradas, o teatro, as situações eróticas. Anos mais tarde, uma operação da próstata e da vesícula, além da visão deficiente, põe fim às suas actividades. Como uma honra especial a ele, no seu 90ª aniversário, são comemorados com exposição na grande galeria do Museu do Louvre. Torna-se assim o primeiro artista vivo a expor os seus trabalhos no famoso museu francês. Pablo Picasso morreu a 8 de abril de 1973 em Mougins, França com 91 anos de idade.
Biografia cronológica
1881 - 25 de Outubro. Nasce em Málaga Pablo Ruiz Picasso, filho de Maria Picasso Lopez e José Ruiz Blasco.
1881 - 21 de Novembro. É batizado na Igreja de Santiago em Málaga, pelo padre José Fernández Quintero, celebrado o casamento de seus pais.
1888 - Influenciado pelo pai, começa a desenhar e pintar.
1893/1894 - Picasso dá início a seu trabalho artístico sob a orientação do pai.
1896 - Frequenta as aulas de desenho de La Lonja; é muito elogiado nos exames de admissão à escola.
1897 - Faz parte do grupo boémio de Barcelona; a primeira exposição é realizada em Els Quatre Gats, a sede do grupo; a primeira crítica sobre seu trabalho é publicada em La Vanguardia. Faz amizade com Jaime Sabartés e outros jovens artistas e intelectuais, que o introduzem no universo dos movimentos de pintura modernos (Toulouse-Lautrec, Steinlen etc). Seu quadro Ciencia y Caridad (Ciência e Caridade) recebe menção honrosa em Madrid. No outono é admitido no curso de pintura da Academia Real de San Fernando em Madrid.
1898 - Deixa a academia. Seu quadro Costumbres de Aragon (Hábitos de Aragão) recebe prémios em Madrid e Málaga.
1900 - Desenhos seus foram publicados na revista Joventut, revista de Barcelona. Vende três rascunhos a Berthe Weill.
1901 - Funda com Soler, em Madrid, a revista Arte Joven. O primeiro número é todo ilustrado por ele. Faz exposição de trabalhos em pastel no Salon Parés (Barcelona). Críticas elogiosas são publicadas em Pel y Ploma. Expõe no espaço Vollard em Paris. Crítica positiva é publicada em La Revue Blanche. Encontra Max Jacob e Gustave Coquiot. Tem início o período azul. Passa a assinar seus trabalhos simplesmente como "Picasso"; anteriormente assinava "Pablo Ruiz y Picasso".
1902 - Expõe 30 trabalhos no espaço de Berthe Weill em Paris. Divide um quarto com Max Jacob no Boulevard Voltaire.
1904 - Instala-se em Paris. Final do período azul.
1905 - Compram algumas das suas pinturas. Início do período rosa. Começa a fazer esculturas e gravuras. Pinta Garçon à la pipe e Auto-retrato com capa, um dos seus quadros mais famosos.
1906 - Conhece Matisse que, juntamente com os fauves, chocara o público no Salão de Outono do ano anterior. Época de transição para esculturas.
1907 - Conhece Braque e Derain. Visita a exposição de Cézanne no Salão de Outono. Começa a fase cubista com o quadro Les Demoiselles d'Avignon.
1908 - Faz as primeiras paisagens claramente cubistas. Faz a primeira exposição na Alemanha (Galeria Thannhauser, Munique).
1910 - Florescimento do cubismo. Faz retratos de Vollard, Uhde, Kahnweiler.
1911 - Primeira exposição nos Estados Unidos (Galeria Photo-Secession, Nova York). Kahnweiler publica Saint Matorel, de Max Jacob, com ilustrações de Picasso.
1912 - Faz sua primeira exposição em Londres (Galeria Stafford, Londres). Expõe em Barcelona (Galeria Dalman). Dá início às colagens.
1913 - Morte do pai de Picasso em Barcelona. Inicia o cubismo sintético.
1915 - Faz retratos com desenhos realistas de Vollard e Max Jacob.
1917 - Vai a Roma com Cocteau para criar cenografia para o balé Parade, dirigido pelo grupo de Diaghilev, Os Balés Russos. Mantém contacto com o mundo do teatro. Encontra Stravinsky e Olga Koklova. Visita museus e vê arte antiga e do período do Renascimento. em Roma, Nápoles, Pompéia, e Florença. Passa o verão em Barcelona e Madrid.
1918 - Casa-se com Olga Koklova.
1919 - Vai a Londres e faz desenhos para Le Tricorne.
1920 - Faz cenários para Pulcinella, de Stravinsky. Surgem temas clássicos em seus trabalhos.
1921 - Nascimento de Paul ( seu 1º filho ) . Faz muitos desenhos da mãe com a criança. Faz cenário para o balé Cuadro Flamenco. Faz as duas versões de Os Três Músicos e Três Mulheres na Primavera, trabalho usando diversos estilos.
1924 - Faz cenários para o balé Le Mercure; desenha a cortina para o Le Train Bleu. Dá início à série de grandes naturezas mortas.
1925 - Participa da primeira exposição dos surrealistas na Galeria Pierre em Paris. Além dos trabalhos clássicos, produz suas primeiras obras que apresentam uma violência contida.
1928 - Faz uma série de pequenas pinturas com cores vivas, com formas audaciosamente simplificadas. Dá início a um novo período em suas esculturas.
1930 - Adquire o Castelo de Boisgeloup, e nele monta seu estúdio de esculturas.
1931 - São publicados Le Chef-D'oeuvre Inconnu de Balzac (Vollard) e as Métamorphoses de Ovídio (Skira), ambos ilustrados com gravuras de Picasso.
1932 - Exposições retrospectivas em Paris (Galeria Georges Petit) e em Zurique (Kunsthaus). Um novo modelo, Marie-Thérèse Walter, começa a aparecer nas pinturas de Picasso.
1934 - Volta a pintar touradas.
1935 - Separação definitiva de Olga Koklova. Nascimento de Maia, filha de Marie-Thérèse Walter e do pintor.
1936 - Início da Guerra Civil Espanhola. Faz exposição itinerante pela Espanha. É nomeado director do Museu do Prado.
1937 - Edita gravura Sueño y Mentira de Franco (Sonho e Mentira de Franco) com texto satírico de sua própria autoria. Depois do ataque aéreo em Guernica ( em 28 de abril ) pinta o mural para o Pavilhão da República Espanhola ( Feira Mundial de Paris ).
1939 - Grande exposição retrospectiva é feita em Nova York (Museum of Modern Art). Morre a mãe de Picasso em Barcelona. Depois do início da Segunda Guerra Mundial, volta a Paris.
1941 - Escreve uma peça surrealista Desejo Pego pela Cauda. Começa a série Mulher na Poltrona.
1941 - Pinta o famoso quadro Dora Maar au chat.
1942 - Publicação de ilustrações com gravuras em água-tinta para o livro Histoire Naturelle de Buffon.
1945 - Exposição em Londres (Victoria and Albert Museum). Volta a fazer litografias.
1946 - Dá início à série de pinturas que têm por tema a alegria de viver.
1947 - Nascimento do filho Claude. Faz litografias e começa a fazer cerâmica na fábrica Madoura.
1948 - Exposição de cerâmicas na Masion de la Pensée Française (Paris).
1949 - Nasce sua filha Paloma. Expõe trabalhos iniciados a partir do início da guerra na Maison de la Pensée Française. A Pomba de Picasso é usada em cartaz do Congresso pela Paz de Paris e se torna símbolo universal.
1951 - Expõe esculturas na Maison de la Pensée Française. Faz exposição retrospectiva em Tóquio. Pinta Massacre na Coréia.
1952 - Pinta Guerra e Paz em Vallauris.
1953 - Exposições retrospectivas em Lyon, Roma, Milão, São Paulo. Separa-se de Françoise Gilot.
1954 - Pinta a série Sylvette. Inicia uma série de estudos com base em As Mulheres de Argel, de Delacroix.
1955 - Morte de Olga Koklova, sua ex-mulher. Expõe no Musée des Arts Décoratifs e na Bibliotèque Nationale em Paris e na Alemanha.
1956 - Faz série de cenas de interiores de estúdios.
1957 - Exposição retrospectiva em Nova York. Faz série de estudos baseado em As Meninas, de Velázquez.
1958 - Pinta o mural do prédio da Unesco em Paris. Adquire o castelo de Vauvenargues, perto de Aix.
1959 - Expõe linóleos.
1960 - Explora temas com naturezas mortas e interiores de inspiração espanhola.
1961 - Faz estudos sobre Déjeuner sur l'herbe, de Manet. Casa-se com Jacqueline Roque.
1962 - Série sobre o tema "Rapto das Sabinas".
1963 - Série sobre o tema "O Pintor e seu Modelo".
1964 - Série sobre o tema "O Pintor e seu Cavalete".
1965 - Publicação de Sable Mouvant, de Pierre Reverdy com água-tintas de Picasso.
1966 - Seus 85 anos são comemorados com três exposições simultâneas em Paris.
1967 - São feitas exposições comemorativas em Londres e nos Estados Unidos. Ele volta a temas mitológicos.
1968 - A série integra 347 gravuras, a maioria com temas eróticos. Depois da morte de seu secretário e confidente Jaime Sabartés, ele doa sua série sobre As Meninas ao museu Picasso, de Barcelona.
1969 - Pinta 140 telas que são expostas no ano seguinte no Palais des Popes em Avignon.
1970 - Doa 2.000 telas a óleo e desenhos ao Museu Picasso de Barcelona.
1971 - Seus 90 anos são comemorados com exposição na Grande Galeria do Museu do Louvre. Torna-se o primeiro artista a receber esta honraria.
1972 - Trabalha quase que somente com preto e branco em seus desenhos e gravuras.
1973 - Morre em 8 de Abril em sua vila em Mougins, França. Sua primeira exposição póstuma (em maio) incluiu trabalhos feitos entre 1970 e 1972 no Palace de Popes, em Avinhão.
Guernica
Uma das obras mais conhecidas de Picasso é o mural Guernica, em exposição no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid. Retrata, da maneira muito peculiar do artista, a cidade basca de Guernica, após bombardeio pelos aviões da Luftwaffe de Adolf Hitler.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso continuou vivendo em Paris durante a ocupação alemã. Tendo fama de simpatizante comunista, era alvo de controles freqüentes pelos alemães. Durante uma revista do seu apartamento parisiense, um oficial nazista observou uma fotografia do mural Guernica na parede e, apontando para a imagem, perguntou: Foi você quem fez isso? E Picasso respondeu, após um segundo de reflexão: Não, vocês o fizeram...
CitaçõesPablo Picasso:
"Cézanne é o pai de todos nós".
- Fonte: Site do UOL, num artigo referente aos 100 da morte de Cézanne, publicado no dia 26 de Janeiro de 2006, às 15h23.
"Ser contra um movimento é ainda fazer parte dele".
"Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte."
"Não se pode fazer nada sem a solidão."
"Se sabemos exactamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?"
"Quando dizem que sou demasiado velho pra fazer alguma coisa procuro fazê-la em seguida."
"A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando."
"Quando eu tinha 15 anos sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças"
"Leva-se muito tempo para ser jovem."
"Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte."
"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."
"Quando vier a inspiração, que me pegue trabalhando."
"Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte."
"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema."
"Um pintor é um homem que pinta o que vende. Um artista, por sua vez, é um homem que vende o que pinta."
"Eu não procuro, eu acho."
"Eu não aprimoro, eu sou."
"Eu não falo tudo, mas pinto tudo."
"A pintura não foi feita para enfeitar paredes. A pintura é uma arma, é a defesa contra o inimigo."
"Minha mãe me dizia: "Se queres ser um soldado, serás general. Se queres ser um monge, acabarás sendo Papa." Então eu quis ser um pintor e agora sou Picasso."
"A qualidade de um pintor depende da quantidade de passado que carrega consigo."
Algumas obras do artista
Auto-retrato, 1899
Absinto (Rapariga no café), 1901
La mort de Casagemas (A morte de Casagemas), 1901
Evocation (L'enterrement de Casagemas) Evocação - O funeral de Casagemas, 1901
Mère et enfant - La Maternité - Mère tenant l'enfant (A Maternidade), 1901
Vieux guitariste aveugle (Velho guitarrista cego), 1903
Des pauvres au bord de la mer (Miseráveis diante do mar), 1903
La vie (A Vida), 1903
Mulher passando a ferro, 1904
Auto-retrato com capa, 1905
Garçon à la pipe (Rapaz com cachimbo), 1905
Fernanda com um lenço preto, 1905-1906
Vasilhas, 1906
Mulher com leque, 1907
Jovem nu (Jovem rapaz com braços levantados), 1907
Les Demoiselles d'Avignon, 1907
Banho, 1908
Três Mulheres, 1908
Composição com crâneo, 1908
Garrafa, jarra e frutas, Verão de 1909
Vaso sobre a mesa, 1914
Mulher loira, Dezembro de 1931
Guernica, 1937
Dora Maar au chat, 1941
O tomateiro, 7 de Agosto de 1944
Mulher sentada num cadeirão, 12 de Dezembro de 1960
Lagosta e gato, 11 de Janeiro de 1965
Arlequim com baton, 12 de Dezembro de 1969
Busto de mulher, 27 de Junho de 1971
FONTE:(http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Picasso)
Índice
1 Resumo biográfico
2 Biografia cronológica
3 Guernica
4 Citações
5 Algumas obras do artista
Resumo biográfico
Nasceu na Málaga (Espanha) e recebeu o nome completo de Pablo Diego Jose Francisco de Paula Juan Nepomuceno Crispin Crispiniano de la Santisima Trinidad Ruiz Blasco Picasso y Lopez, filho de Maria Picasso López e José Ruiz Blasco, professor de desenho.
Os desenhos de infância de Picasso representavam cenas de touradas. A sua primeira obra preservada era um óleo sobre madeira, pintada com a idade de oito anos, é chamada O Toureiro. Picasso conservou este trabalho toda a sua vida, levando-o consigo sempre que mudava de casa. Anos mais tarde pintou outro quadro semelhante, A morte da mulher destacada e futil. Picasso está feliz, zangado e rebelde. Este quadro é claramente uma expressão injuriosa da sua relação com à mulher.
Don José, seu pai costumava pintar os pombos que pousavam nos plátanos da Plaza de la Merced, perto da sua casa. Ocasionalmente, pedia ao filho para lhe acabar os quadros.
Dos dez aos treze anos viveu na cidade galega da Corunha, onde o pai lecionava no Instituto Eusébio da Guarda. A família tranferiu-se novamente, desta vez a Barcelona e aos quinze anos Picasso já tinha o seu próprio ateliê. Após um início de estudante de arte em Madrid, Picasso fez sua primeira viagem a Paris (1900), a capital artística da Europa. Lá morou com Max Jacob (jornalista e poeta), que o ajudou com a língua francesa. Max dormia de noite e Picasso durante o dia, ele costumava trabalhar à noite. Foi um período de extrema pobreza, frio e desespero. Muitos de seus desenhos tiveram que ser utilizados como material combustível para o aquecimento do quarto.
Em 1901 com Soler, um amigo, funda uma revista Arte Joven, na cidade de Madrid. E no primeiro número é todo ilustrado por ele. Foi a partir desta data Picasso passa a assinar os seus trabalhos simplesmente “Picasso”, anteriormente assinava “Pablo Ruiz y Picasso”.
Na fase azul (1901 a 1905), Picasso pintou a pobreza, a cegueira, a alienação e o desespero. Quando se apaixonou por Fernande Olivier, suas pinturas mudaram de azul para rosa, inaugurando a fase rosa (1905-1906). Trabalhava durante a noite até o amanhecer.
Na fase rosa à abundância de tons de rosa e vermelho, caracterizada pela presença de acrobatas, dançarinos, arlequins, artistas de circo, o mundo do circo. No verão de 1906, durante uma estada em Andorra, sua obra entrou em uma nova fase marcada pela influência das artes gregas, ibérica e africana, era o protocubismo, o antecedente do cubismo. O célebre retrato de Gertrude Stein (1905-1906) revela um tratamento do rosto em forma de máscara.
Em 1912, Picasso realizou sua primeira colagem, colou nas telas pedaços de jornais, papeis, tecidos, embalagens de cigarros. Apaixonou-se por Olga Koklova, uma bailarina. Casaram-se em 12 de julho de 1918. Neste período o artista já se tornara conhecido e era um artista da sociedade. Quando Olga engravidou, criou uma série de pinturas de mães com filhos.
Depois da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), dedica-se também à escultura, gravação e cerâmica. Como gravador, domina as diversas técnicas: água-forte, água-tinta, ponta-seca, litogravura e gravura sobre linóleo colorido. Além disso, sua dedicação à arte escultórica era esporádica. “ Cabeça de Búfalo, Metamorfose “ é um grande exemplo de seu trabalho com esse meio. É considerado um dos pioneiros em realizar esculturas a partir de junção de diferentes materiais. Em 1943, Picasso conhece a pintora Françoise Gilot e tem dois filhos, Claude e Paloma e encontrou um pouco de paz e pintou Alegria de Viver. Em 1968, aos 87 anos, produziu em sete meses uma série de 347 gravuras recuperando os temas da juventude: o circo, as touradas, o teatro, as situações eróticas. Anos mais tarde, uma operação da próstata e da vesícula, além da visão deficiente, põe fim às suas actividades. Como uma honra especial a ele, no seu 90ª aniversário, são comemorados com exposição na grande galeria do Museu do Louvre. Torna-se assim o primeiro artista vivo a expor os seus trabalhos no famoso museu francês. Pablo Picasso morreu a 8 de abril de 1973 em Mougins, França com 91 anos de idade.
Biografia cronológica
1881 - 25 de Outubro. Nasce em Málaga Pablo Ruiz Picasso, filho de Maria Picasso Lopez e José Ruiz Blasco.
1881 - 21 de Novembro. É batizado na Igreja de Santiago em Málaga, pelo padre José Fernández Quintero, celebrado o casamento de seus pais.
1888 - Influenciado pelo pai, começa a desenhar e pintar.
1893/1894 - Picasso dá início a seu trabalho artístico sob a orientação do pai.
1896 - Frequenta as aulas de desenho de La Lonja; é muito elogiado nos exames de admissão à escola.
1897 - Faz parte do grupo boémio de Barcelona; a primeira exposição é realizada em Els Quatre Gats, a sede do grupo; a primeira crítica sobre seu trabalho é publicada em La Vanguardia. Faz amizade com Jaime Sabartés e outros jovens artistas e intelectuais, que o introduzem no universo dos movimentos de pintura modernos (Toulouse-Lautrec, Steinlen etc). Seu quadro Ciencia y Caridad (Ciência e Caridade) recebe menção honrosa em Madrid. No outono é admitido no curso de pintura da Academia Real de San Fernando em Madrid.
1898 - Deixa a academia. Seu quadro Costumbres de Aragon (Hábitos de Aragão) recebe prémios em Madrid e Málaga.
1900 - Desenhos seus foram publicados na revista Joventut, revista de Barcelona. Vende três rascunhos a Berthe Weill.
1901 - Funda com Soler, em Madrid, a revista Arte Joven. O primeiro número é todo ilustrado por ele. Faz exposição de trabalhos em pastel no Salon Parés (Barcelona). Críticas elogiosas são publicadas em Pel y Ploma. Expõe no espaço Vollard em Paris. Crítica positiva é publicada em La Revue Blanche. Encontra Max Jacob e Gustave Coquiot. Tem início o período azul. Passa a assinar seus trabalhos simplesmente como "Picasso"; anteriormente assinava "Pablo Ruiz y Picasso".
1902 - Expõe 30 trabalhos no espaço de Berthe Weill em Paris. Divide um quarto com Max Jacob no Boulevard Voltaire.
1904 - Instala-se em Paris. Final do período azul.
1905 - Compram algumas das suas pinturas. Início do período rosa. Começa a fazer esculturas e gravuras. Pinta Garçon à la pipe e Auto-retrato com capa, um dos seus quadros mais famosos.
1906 - Conhece Matisse que, juntamente com os fauves, chocara o público no Salão de Outono do ano anterior. Época de transição para esculturas.
1907 - Conhece Braque e Derain. Visita a exposição de Cézanne no Salão de Outono. Começa a fase cubista com o quadro Les Demoiselles d'Avignon.
1908 - Faz as primeiras paisagens claramente cubistas. Faz a primeira exposição na Alemanha (Galeria Thannhauser, Munique).
1910 - Florescimento do cubismo. Faz retratos de Vollard, Uhde, Kahnweiler.
1911 - Primeira exposição nos Estados Unidos (Galeria Photo-Secession, Nova York). Kahnweiler publica Saint Matorel, de Max Jacob, com ilustrações de Picasso.
1912 - Faz sua primeira exposição em Londres (Galeria Stafford, Londres). Expõe em Barcelona (Galeria Dalman). Dá início às colagens.
1913 - Morte do pai de Picasso em Barcelona. Inicia o cubismo sintético.
1915 - Faz retratos com desenhos realistas de Vollard e Max Jacob.
1917 - Vai a Roma com Cocteau para criar cenografia para o balé Parade, dirigido pelo grupo de Diaghilev, Os Balés Russos. Mantém contacto com o mundo do teatro. Encontra Stravinsky e Olga Koklova. Visita museus e vê arte antiga e do período do Renascimento. em Roma, Nápoles, Pompéia, e Florença. Passa o verão em Barcelona e Madrid.
1918 - Casa-se com Olga Koklova.
1919 - Vai a Londres e faz desenhos para Le Tricorne.
1920 - Faz cenários para Pulcinella, de Stravinsky. Surgem temas clássicos em seus trabalhos.
1921 - Nascimento de Paul ( seu 1º filho ) . Faz muitos desenhos da mãe com a criança. Faz cenário para o balé Cuadro Flamenco. Faz as duas versões de Os Três Músicos e Três Mulheres na Primavera, trabalho usando diversos estilos.
1924 - Faz cenários para o balé Le Mercure; desenha a cortina para o Le Train Bleu. Dá início à série de grandes naturezas mortas.
1925 - Participa da primeira exposição dos surrealistas na Galeria Pierre em Paris. Além dos trabalhos clássicos, produz suas primeiras obras que apresentam uma violência contida.
1928 - Faz uma série de pequenas pinturas com cores vivas, com formas audaciosamente simplificadas. Dá início a um novo período em suas esculturas.
1930 - Adquire o Castelo de Boisgeloup, e nele monta seu estúdio de esculturas.
1931 - São publicados Le Chef-D'oeuvre Inconnu de Balzac (Vollard) e as Métamorphoses de Ovídio (Skira), ambos ilustrados com gravuras de Picasso.
1932 - Exposições retrospectivas em Paris (Galeria Georges Petit) e em Zurique (Kunsthaus). Um novo modelo, Marie-Thérèse Walter, começa a aparecer nas pinturas de Picasso.
1934 - Volta a pintar touradas.
1935 - Separação definitiva de Olga Koklova. Nascimento de Maia, filha de Marie-Thérèse Walter e do pintor.
1936 - Início da Guerra Civil Espanhola. Faz exposição itinerante pela Espanha. É nomeado director do Museu do Prado.
1937 - Edita gravura Sueño y Mentira de Franco (Sonho e Mentira de Franco) com texto satírico de sua própria autoria. Depois do ataque aéreo em Guernica ( em 28 de abril ) pinta o mural para o Pavilhão da República Espanhola ( Feira Mundial de Paris ).
1939 - Grande exposição retrospectiva é feita em Nova York (Museum of Modern Art). Morre a mãe de Picasso em Barcelona. Depois do início da Segunda Guerra Mundial, volta a Paris.
1941 - Escreve uma peça surrealista Desejo Pego pela Cauda. Começa a série Mulher na Poltrona.
1941 - Pinta o famoso quadro Dora Maar au chat.
1942 - Publicação de ilustrações com gravuras em água-tinta para o livro Histoire Naturelle de Buffon.
1945 - Exposição em Londres (Victoria and Albert Museum). Volta a fazer litografias.
1946 - Dá início à série de pinturas que têm por tema a alegria de viver.
1947 - Nascimento do filho Claude. Faz litografias e começa a fazer cerâmica na fábrica Madoura.
1948 - Exposição de cerâmicas na Masion de la Pensée Française (Paris).
1949 - Nasce sua filha Paloma. Expõe trabalhos iniciados a partir do início da guerra na Maison de la Pensée Française. A Pomba de Picasso é usada em cartaz do Congresso pela Paz de Paris e se torna símbolo universal.
1951 - Expõe esculturas na Maison de la Pensée Française. Faz exposição retrospectiva em Tóquio. Pinta Massacre na Coréia.
1952 - Pinta Guerra e Paz em Vallauris.
1953 - Exposições retrospectivas em Lyon, Roma, Milão, São Paulo. Separa-se de Françoise Gilot.
1954 - Pinta a série Sylvette. Inicia uma série de estudos com base em As Mulheres de Argel, de Delacroix.
1955 - Morte de Olga Koklova, sua ex-mulher. Expõe no Musée des Arts Décoratifs e na Bibliotèque Nationale em Paris e na Alemanha.
1956 - Faz série de cenas de interiores de estúdios.
1957 - Exposição retrospectiva em Nova York. Faz série de estudos baseado em As Meninas, de Velázquez.
1958 - Pinta o mural do prédio da Unesco em Paris. Adquire o castelo de Vauvenargues, perto de Aix.
1959 - Expõe linóleos.
1960 - Explora temas com naturezas mortas e interiores de inspiração espanhola.
1961 - Faz estudos sobre Déjeuner sur l'herbe, de Manet. Casa-se com Jacqueline Roque.
1962 - Série sobre o tema "Rapto das Sabinas".
1963 - Série sobre o tema "O Pintor e seu Modelo".
1964 - Série sobre o tema "O Pintor e seu Cavalete".
1965 - Publicação de Sable Mouvant, de Pierre Reverdy com água-tintas de Picasso.
1966 - Seus 85 anos são comemorados com três exposições simultâneas em Paris.
1967 - São feitas exposições comemorativas em Londres e nos Estados Unidos. Ele volta a temas mitológicos.
1968 - A série integra 347 gravuras, a maioria com temas eróticos. Depois da morte de seu secretário e confidente Jaime Sabartés, ele doa sua série sobre As Meninas ao museu Picasso, de Barcelona.
1969 - Pinta 140 telas que são expostas no ano seguinte no Palais des Popes em Avignon.
1970 - Doa 2.000 telas a óleo e desenhos ao Museu Picasso de Barcelona.
1971 - Seus 90 anos são comemorados com exposição na Grande Galeria do Museu do Louvre. Torna-se o primeiro artista a receber esta honraria.
1972 - Trabalha quase que somente com preto e branco em seus desenhos e gravuras.
1973 - Morre em 8 de Abril em sua vila em Mougins, França. Sua primeira exposição póstuma (em maio) incluiu trabalhos feitos entre 1970 e 1972 no Palace de Popes, em Avinhão.
Guernica
Uma das obras mais conhecidas de Picasso é o mural Guernica, em exposição no Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madrid. Retrata, da maneira muito peculiar do artista, a cidade basca de Guernica, após bombardeio pelos aviões da Luftwaffe de Adolf Hitler.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso continuou vivendo em Paris durante a ocupação alemã. Tendo fama de simpatizante comunista, era alvo de controles freqüentes pelos alemães. Durante uma revista do seu apartamento parisiense, um oficial nazista observou uma fotografia do mural Guernica na parede e, apontando para a imagem, perguntou: Foi você quem fez isso? E Picasso respondeu, após um segundo de reflexão: Não, vocês o fizeram...
CitaçõesPablo Picasso:
"Cézanne é o pai de todos nós".
- Fonte: Site do UOL, num artigo referente aos 100 da morte de Cézanne, publicado no dia 26 de Janeiro de 2006, às 15h23.
"Ser contra um movimento é ainda fazer parte dele".
"Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte."
"Não se pode fazer nada sem a solidão."
"Se sabemos exactamente o que vamos fazer, para quê fazê-lo?"
"Quando dizem que sou demasiado velho pra fazer alguma coisa procuro fazê-la em seguida."
"A inspiração existe, mas tem que te encontrar trabalhando."
"Quando eu tinha 15 anos sabia desenhar como Rafael, mas precisei uma vida inteira para aprender a desenhar como as crianças"
"Leva-se muito tempo para ser jovem."
"Nunca conseguirás convencer um rato de que um gato traz boa sorte."
"Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol."
"Quando vier a inspiração, que me pegue trabalhando."
"Não há, na arte, nem passado nem futuro. A arte que não estiver no presente jamais será arte."
"Se apenas houvesse uma única verdade, não poderiam pintar-se cem telas sobre o mesmo tema."
"Um pintor é um homem que pinta o que vende. Um artista, por sua vez, é um homem que vende o que pinta."
"Eu não procuro, eu acho."
"Eu não aprimoro, eu sou."
"Eu não falo tudo, mas pinto tudo."
"A pintura não foi feita para enfeitar paredes. A pintura é uma arma, é a defesa contra o inimigo."
"Minha mãe me dizia: "Se queres ser um soldado, serás general. Se queres ser um monge, acabarás sendo Papa." Então eu quis ser um pintor e agora sou Picasso."
"A qualidade de um pintor depende da quantidade de passado que carrega consigo."
Algumas obras do artista
Auto-retrato, 1899
Absinto (Rapariga no café), 1901
La mort de Casagemas (A morte de Casagemas), 1901
Evocation (L'enterrement de Casagemas) Evocação - O funeral de Casagemas, 1901
Mère et enfant - La Maternité - Mère tenant l'enfant (A Maternidade), 1901
Vieux guitariste aveugle (Velho guitarrista cego), 1903
Des pauvres au bord de la mer (Miseráveis diante do mar), 1903
La vie (A Vida), 1903
Mulher passando a ferro, 1904
Auto-retrato com capa, 1905
Garçon à la pipe (Rapaz com cachimbo), 1905
Fernanda com um lenço preto, 1905-1906
Vasilhas, 1906
Mulher com leque, 1907
Jovem nu (Jovem rapaz com braços levantados), 1907
Les Demoiselles d'Avignon, 1907
Banho, 1908
Três Mulheres, 1908
Composição com crâneo, 1908
Garrafa, jarra e frutas, Verão de 1909
Vaso sobre a mesa, 1914
Mulher loira, Dezembro de 1931
Guernica, 1937
Dora Maar au chat, 1941
O tomateiro, 7 de Agosto de 1944
Mulher sentada num cadeirão, 12 de Dezembro de 1960
Lagosta e gato, 11 de Janeiro de 1965
Arlequim com baton, 12 de Dezembro de 1969
Busto de mulher, 27 de Junho de 1971
FONTE:(http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Picasso)
EINSTEIN E PICASSO (Fonte : http://www.caiozip.com/einsteinpicasso.htm )
Picasso e Einstein acreditavam que a arte e a ciência são meios para explorar mundos além das percepções, além das aparências.
Para isso, usaram a criatividade e a intuição.
No início do século 20, uma revolução ocorreu simultaneamente nas artes e nas ciências físicas.
De um lado, Pablo Picasso destruiu a rigidez da perspectiva clássica, com o auxílio do cubismo, redescobrindo uma nova maneira de interpretar a realidade.
O cubismo apresenta os objetos tal como são concebidos pela mente. O pintor cubista pinta o que existe e não como se vê.
Nessa época, Albert Einstein destruía a rigidez da concepção newtoniana de espaço e tempo, mostrando que medidas de distância e de tempo não são absolutas, independentes do estado de movimento de quem as faz, mas, sim, dependentes do movimento relativo entre observadores. Essa era sua nova forma de interpretar a realidade.
Dada a proximidade nas datas (o quadro de Picasso 'Les Demoiselles D'Avignon' é de 1907, e a teoria da relatividade especial de Einstein é de 1905), é natural se supor uma influência da física nas artes.
Em recente livro, 'Einstein, Picasso: Espaço, Tempo e a Beleza que Causa Confusão', Arthur I. Miller, professor de historia e filosofia de Ciência na Universidade College, Londres, avalia esse tema, oferecendo uma explicação muito plausível para a aparente coincidência de datas.
Segundo Miller, não houve, na verdade, uma influência direta entre os trabalhos de Einstein e de Picasso
Ambos são partes de uma profunda transformação cultural que já ocorria no princípio do século, cujo foco maior de atenção era justamente o questionamento de que não podemos nos limitar apenas em nossos sentidos para compreender a realidade.
Picasso estudava formas e imagens vista ao mesmo tempo de vários ângulos diferentes, pois quando um observador olha para uma estátua, por exemplo, ele tem a consciência da existência não só do volume do objeto, mas também de seus outros ângulos.
E o mais importante: não existe uma estátua instantânea.
Senão, como ela poderia movimentar-se no espaço?
Para qualquer matéria existir, ela necessita além das três dimensões, necessita da quarta dimensão, o tempo.
E se o tempo pode ser considerado como uma quarta dimensão, então pode-se considerar a existência de um novo conceito chamado de espaço-tempo.
Com o cubismo, Picasso tentou representar todos os aspectos de um objeto, como se pudéssemos ver a frente e as costas de uma pessoa ao mesmo tempo, transformando-nos em observadores de uma quarta dimensão espacial.
Já Einstein, em sua teoria da Relatividade especial, mostrou que observadores com um movimento relativo entre si, por exemplo, uma pessoa em pé numa calçada e outra passando de carro, obterão resultados diferentes ao medirem distâncias e intervalos de tempo.
Se a pessoa em pé na calçada estiver segurando uma régua de um metro na horizontal (medida por ela), a pessoa passando de carro verá essa régua um pouco mais curta.
Não percebemos isso, pois esses efeitos só se tornam importantes a velocidades próximas da velocidade da luz, de 300 mil quilômetros por segundo.
O oposto ocorre com o tempo: para o observador passando de carro, um relógio na mão da pessoa na calçada bate mais devagar, ou seja, a passagem do tempo é dilatada. Einstein concluiu que tempo e espaço são manifestações conjuntas da realidade física.
Poucos anos mais tarde, ficou claro que a Relatividade trata o tempo como uma quarta dimensão.
Picasso e Einstein foram influenciados pelo matemático francês Henri Poincaré que, no início do século, propôs que a geometria que descreve a realidade não era a única no livro 'Ciência e Hipótese', publicado em alemão em 1904.
Mas Picasso leu Poincaré?
Picasso convivia com um grupo animado de artistas e nesse círculo de amizade havia um homem - um atuário chamado Maurice Princet - que estudava matemática avançada como passatempo.
O que Princet tinha a ver com esse grupo?
Uma das mais importantes modelos e amiga íntima de Picasso, Alice Géry, apresentou ao pintor o seu amante, Maurice Princet, que queria desenvolver-se na pintura. Rapidamente, Princet, acompanhado da amante, começou a freqüentar os cafés com os artistas. Mais tarde, Alice se tornou sua esposa para que ele obtivesse assim uma promoção, pois um homem casado, para a sociedade do século XIX, sempre dava um "aspecto" mais confiável.
Em várias ocasiões, Princet lia Poincaré a Picasso e a seus amigos. O atuário freqüentava o atelier de Picasso naquele tempo em que o pintor desenvolvia Demoiselles. Discutia a respeito de geometria e era avesso à perspectiva clássica
Einstein e de Picasso possuíam pontos em comum em suas vidas pessoais.
O biografo John Richardson de Pablo Picasso cita um comentário de Dora Maar, uma das amantes do artista:
"Havia cinco fatores que determinava sua maneira de vida e do mesmo modo de seu estilo: a mulher com quem estava apaixonado; o poeta, ou poetas, que serviram como um catalisador; o lugar onde vivia; o círculo dos amigos que forneciam a admiração e a compreensão que nunca era bastante; e o cão que era seu companheiro inseparável."
Picasso viveu na rua Ravignan 13 (um bairro pobre, sem esgoto, luz, gás e pavimentação) no distrito de Montmartre. Essa moradia foi batizada carinhosamente pelo poeta e amigo de Picasso, Max Jacob, de Bateau Lavoir (barco lavadouro) por lembrar o local que a prefeitura disponibilizava às lavadeiras. Nessa época, 1907, vivendo com sua amante Fernande Olivier, produziu a tela Les Demoiselles d'Avignon.
Essa pintura originou o cubismo. Com ela, Picasso conseguiu alguma notoriedade e muita polêmica entre críticos, artistas e até entre os amigos próximos.
Com exceção do cão, a situação de Albert Einstein era similar ao pintor.
Em 1905, o cientista e sua esposa Mileva se mudaram para um prédio pobre na 49 Kramgasse, no centro da cidade velha de Berna, Suíça. Os amigos próximos de Einstein em Berna eram empregados civis obscuros como ele, e certamente nenhum deles tivera indício, tal como os amigos de Picasso, sobre a idéia mais do que revolucionária que Einstein estava prestes a desenvolver. Einstein gostava de freqüentar reuniões em casas de amigos. Essas reuniões foram batizadas de Academia Olímpia, uma forma irreverente de ridicularizar as pomposas academias.
Em linhas gerais, a argumentação entre historiadores da arte é que as raízes do cubismo estão em Paul Cézanne e na arte primitiva africana.
Cézanne usava formas geométricas quando pintava e afirmava ver na natureza "o quadrado, a esfera e o cone". Seus desenhos rompiam com a apresentação tradicional de um objeto calcada na perspectiva. Mostravam a figura em mais de uma face, distorcendo-as sutilmente. A distorção de Cézanne não é a distorção expressionista, mas, uma quebra da superfície em planos oblíquos, uma divisão dos volumes, uma nova forma de equilíbrio.
Através dos cadernos de Picasso e de vários outros testemunhos, sabe-se que o artista meditou longamente na preparação deste quadro.
Nos seus esboços, encontram-se inúmeros desenhos, um deles surpreendente por ser a projeção de um sólido a quatro dimensões.
Em todos os esboços revela-se uma busca contínua da simplificação de elementos do corpo humano, que se aproximam de figuras geométricas simples.
Finalmente, encontram-se estudos de perspectivas diferentes e este elemento marcante do cubismo que Pablo Picasso e Georges Braque (1882-1963) tornariam tão claro nas suas obras seguintes: a justaposição de diferentes perspectivas sobre a mesma tela, revelando pontos de vista distintos do mesmo objeto.
O cubismo se divide em duas fases:
Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
Mas a criatividade pode vir de outras fontes.
Por que então devem as raízes do movimento cubista, que mais influenciou a arte do século vinte, encontrar-se totalmente dentro da arte?
Alargando nosso ponto de vista das origens de Demoiselles de Picasso para incluir a ciência, a matemática e a tecnologia, nós ganhamos uma introspecção mais profunda do esforço monumental de Picasso.
A teoria da Relatividade e a obra Les Demoiselles representam as respostas de dois mundos: Einstein e Picasso, embora separados geograficamente e culturalmente provocaram mudanças dramáticas que expandiram a visão da realidade.
Há mais coisas entre a ciência e a arte do que pode supor nossa vã filosofia.
Poincaré ( 1854 -1912)
Considerado um dos precursores da Relatividade.
Na sua Science et Hypothèse, uma obra de reflexão filosófica e divulgação científica publicada em 1902, traduzida em alemão em 1904, explica como “se pode representar um mundo a quatro dimensões, partindo da analogia com a nossa visão, que nos projeta na retina um quadro a duas dimensões”.
Nós sabemos que os objetos têm três dimensões, explica Poincaré, porque os vemos seqüencialmente em diferentes perspectivas. Assim, prossegue, “tal como se pode fazer num plano a perspectiva de uma figura a três dimensões, pode-se representar uma figura a quatro dimensões. E pode-se tomar várias perspectivas de pontos de vista diferentes, dando-nos essa seqüência de perspectivas a visão que teria um ser que se deslocasse num espaço a quatro dimensões”.
Para isso, usaram a criatividade e a intuição.
No início do século 20, uma revolução ocorreu simultaneamente nas artes e nas ciências físicas.
De um lado, Pablo Picasso destruiu a rigidez da perspectiva clássica, com o auxílio do cubismo, redescobrindo uma nova maneira de interpretar a realidade.
O cubismo apresenta os objetos tal como são concebidos pela mente. O pintor cubista pinta o que existe e não como se vê.
Nessa época, Albert Einstein destruía a rigidez da concepção newtoniana de espaço e tempo, mostrando que medidas de distância e de tempo não são absolutas, independentes do estado de movimento de quem as faz, mas, sim, dependentes do movimento relativo entre observadores. Essa era sua nova forma de interpretar a realidade.
Dada a proximidade nas datas (o quadro de Picasso 'Les Demoiselles D'Avignon' é de 1907, e a teoria da relatividade especial de Einstein é de 1905), é natural se supor uma influência da física nas artes.
Em recente livro, 'Einstein, Picasso: Espaço, Tempo e a Beleza que Causa Confusão', Arthur I. Miller, professor de historia e filosofia de Ciência na Universidade College, Londres, avalia esse tema, oferecendo uma explicação muito plausível para a aparente coincidência de datas.
Segundo Miller, não houve, na verdade, uma influência direta entre os trabalhos de Einstein e de Picasso
Ambos são partes de uma profunda transformação cultural que já ocorria no princípio do século, cujo foco maior de atenção era justamente o questionamento de que não podemos nos limitar apenas em nossos sentidos para compreender a realidade.
Picasso estudava formas e imagens vista ao mesmo tempo de vários ângulos diferentes, pois quando um observador olha para uma estátua, por exemplo, ele tem a consciência da existência não só do volume do objeto, mas também de seus outros ângulos.
E o mais importante: não existe uma estátua instantânea.
Senão, como ela poderia movimentar-se no espaço?
Para qualquer matéria existir, ela necessita além das três dimensões, necessita da quarta dimensão, o tempo.
E se o tempo pode ser considerado como uma quarta dimensão, então pode-se considerar a existência de um novo conceito chamado de espaço-tempo.
Com o cubismo, Picasso tentou representar todos os aspectos de um objeto, como se pudéssemos ver a frente e as costas de uma pessoa ao mesmo tempo, transformando-nos em observadores de uma quarta dimensão espacial.
Já Einstein, em sua teoria da Relatividade especial, mostrou que observadores com um movimento relativo entre si, por exemplo, uma pessoa em pé numa calçada e outra passando de carro, obterão resultados diferentes ao medirem distâncias e intervalos de tempo.
Se a pessoa em pé na calçada estiver segurando uma régua de um metro na horizontal (medida por ela), a pessoa passando de carro verá essa régua um pouco mais curta.
Não percebemos isso, pois esses efeitos só se tornam importantes a velocidades próximas da velocidade da luz, de 300 mil quilômetros por segundo.
O oposto ocorre com o tempo: para o observador passando de carro, um relógio na mão da pessoa na calçada bate mais devagar, ou seja, a passagem do tempo é dilatada. Einstein concluiu que tempo e espaço são manifestações conjuntas da realidade física.
Poucos anos mais tarde, ficou claro que a Relatividade trata o tempo como uma quarta dimensão.
Picasso e Einstein foram influenciados pelo matemático francês Henri Poincaré que, no início do século, propôs que a geometria que descreve a realidade não era a única no livro 'Ciência e Hipótese', publicado em alemão em 1904.
Mas Picasso leu Poincaré?
Picasso convivia com um grupo animado de artistas e nesse círculo de amizade havia um homem - um atuário chamado Maurice Princet - que estudava matemática avançada como passatempo.
O que Princet tinha a ver com esse grupo?
Uma das mais importantes modelos e amiga íntima de Picasso, Alice Géry, apresentou ao pintor o seu amante, Maurice Princet, que queria desenvolver-se na pintura. Rapidamente, Princet, acompanhado da amante, começou a freqüentar os cafés com os artistas. Mais tarde, Alice se tornou sua esposa para que ele obtivesse assim uma promoção, pois um homem casado, para a sociedade do século XIX, sempre dava um "aspecto" mais confiável.
Em várias ocasiões, Princet lia Poincaré a Picasso e a seus amigos. O atuário freqüentava o atelier de Picasso naquele tempo em que o pintor desenvolvia Demoiselles. Discutia a respeito de geometria e era avesso à perspectiva clássica
Einstein e de Picasso possuíam pontos em comum em suas vidas pessoais.
O biografo John Richardson de Pablo Picasso cita um comentário de Dora Maar, uma das amantes do artista:
"Havia cinco fatores que determinava sua maneira de vida e do mesmo modo de seu estilo: a mulher com quem estava apaixonado; o poeta, ou poetas, que serviram como um catalisador; o lugar onde vivia; o círculo dos amigos que forneciam a admiração e a compreensão que nunca era bastante; e o cão que era seu companheiro inseparável."
Picasso viveu na rua Ravignan 13 (um bairro pobre, sem esgoto, luz, gás e pavimentação) no distrito de Montmartre. Essa moradia foi batizada carinhosamente pelo poeta e amigo de Picasso, Max Jacob, de Bateau Lavoir (barco lavadouro) por lembrar o local que a prefeitura disponibilizava às lavadeiras. Nessa época, 1907, vivendo com sua amante Fernande Olivier, produziu a tela Les Demoiselles d'Avignon.
Essa pintura originou o cubismo. Com ela, Picasso conseguiu alguma notoriedade e muita polêmica entre críticos, artistas e até entre os amigos próximos.
Com exceção do cão, a situação de Albert Einstein era similar ao pintor.
Em 1905, o cientista e sua esposa Mileva se mudaram para um prédio pobre na 49 Kramgasse, no centro da cidade velha de Berna, Suíça. Os amigos próximos de Einstein em Berna eram empregados civis obscuros como ele, e certamente nenhum deles tivera indício, tal como os amigos de Picasso, sobre a idéia mais do que revolucionária que Einstein estava prestes a desenvolver. Einstein gostava de freqüentar reuniões em casas de amigos. Essas reuniões foram batizadas de Academia Olímpia, uma forma irreverente de ridicularizar as pomposas academias.
Em linhas gerais, a argumentação entre historiadores da arte é que as raízes do cubismo estão em Paul Cézanne e na arte primitiva africana.
Cézanne usava formas geométricas quando pintava e afirmava ver na natureza "o quadrado, a esfera e o cone". Seus desenhos rompiam com a apresentação tradicional de um objeto calcada na perspectiva. Mostravam a figura em mais de uma face, distorcendo-as sutilmente. A distorção de Cézanne não é a distorção expressionista, mas, uma quebra da superfície em planos oblíquos, uma divisão dos volumes, uma nova forma de equilíbrio.
Através dos cadernos de Picasso e de vários outros testemunhos, sabe-se que o artista meditou longamente na preparação deste quadro.
Nos seus esboços, encontram-se inúmeros desenhos, um deles surpreendente por ser a projeção de um sólido a quatro dimensões.
Em todos os esboços revela-se uma busca contínua da simplificação de elementos do corpo humano, que se aproximam de figuras geométricas simples.
Finalmente, encontram-se estudos de perspectivas diferentes e este elemento marcante do cubismo que Pablo Picasso e Georges Braque (1882-1963) tornariam tão claro nas suas obras seguintes: a justaposição de diferentes perspectivas sobre a mesma tela, revelando pontos de vista distintos do mesmo objeto.
O cubismo se divide em duas fases:
Cubismo Analítico - (1909) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.
Cubismo Sintético - (1911) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.
Mas a criatividade pode vir de outras fontes.
Por que então devem as raízes do movimento cubista, que mais influenciou a arte do século vinte, encontrar-se totalmente dentro da arte?
Alargando nosso ponto de vista das origens de Demoiselles de Picasso para incluir a ciência, a matemática e a tecnologia, nós ganhamos uma introspecção mais profunda do esforço monumental de Picasso.
A teoria da Relatividade e a obra Les Demoiselles representam as respostas de dois mundos: Einstein e Picasso, embora separados geograficamente e culturalmente provocaram mudanças dramáticas que expandiram a visão da realidade.
Há mais coisas entre a ciência e a arte do que pode supor nossa vã filosofia.
Poincaré ( 1854 -1912)
Considerado um dos precursores da Relatividade.
Na sua Science et Hypothèse, uma obra de reflexão filosófica e divulgação científica publicada em 1902, traduzida em alemão em 1904, explica como “se pode representar um mundo a quatro dimensões, partindo da analogia com a nossa visão, que nos projeta na retina um quadro a duas dimensões”.
Nós sabemos que os objetos têm três dimensões, explica Poincaré, porque os vemos seqüencialmente em diferentes perspectivas. Assim, prossegue, “tal como se pode fazer num plano a perspectiva de uma figura a três dimensões, pode-se representar uma figura a quatro dimensões. E pode-se tomar várias perspectivas de pontos de vista diferentes, dando-nos essa seqüência de perspectivas a visão que teria um ser que se deslocasse num espaço a quatro dimensões”.
Mecânica quântica
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Mecânica Quântica é a parte da física que estuda o estado de sistemas onde não valem os conceitos usuais da mecânica clássica, tais como os de trajetória e o de distinguibilidade de partículas idênticas (aliás, ambos os conceitos são intimamente relacionados). Usualmente estuda o movimento de partículas muito pequenas, ou seja, em nível subatômico. Entretanto, efeitos há que ocorrem em nível macroscópico (ver adiante). O conceito de partícula "muito pequena" , mesmo que de limites muito imprecisos, relaciona-se com as dimensões nas quais começam a ficar evidentes efeitos como a impossibilidade de conhecer com infinita acuidade e ao mesmo tempo a posição e a velocidade de uma partícula (veja Princípio da incerteza de Heisenberg), entre outros. Os ditos efeitos chamam-se "efeitos quânticos". Assim, a Mecânica Quântica é a que descreve o movimento de sistemas nos quais os efeitos quânticos são relevantes. Experimentos mostram que estes são relevantes em escalas de até 1000 átomos. Entretanto, existem situações onde mesmo em escalas macroscópicas os efeitos quânticos se fazem sentir de forma manifestamente clara, como nos casos da supercondutividade e da superfluidez. A escala que regula em geral a manifestação dos efeitos quânticos é o raio de Bohr.
Índice
1 Princípios da Mecânica Quântica
2 Conclusões da Mecânica Quântica
3 Formalismos na mecânica quântica
1 Princípios da Mecânica Quântica
Primeiro príncipo: Princípio da superposição
Para cada sistema físico é associado um espaço de Hilbert H. O estado do sistema é definido em cada instante t por um vetor ket normalizado
função de t, pertencente ao espaço H.
2 Segundo Princípio: medida de grandezas físicas
a) Para toda grandeza física A é associado um operador linear auto-adjunto  pertencente a A:  é o observável (autovalor do operador) representando a grandeza A.
b) Seja o estado no qual o sistema se encontra no momento onde efetuamos a medida de A. Qualquer que seja , os únicos resultados possíveis são os autovalores de aα do observável Â.
c) Sendo o projetor sobre o subespaço associado ao valor próprio aα, a probablidade de encontrar o valor aα em uma medida de A é:
onde
d) Imediatamente após um medida de A, que resultou no valor aα, o novo estado do sistema é
3 Terceiro Princípio: Evolução do sistema
Seja o estado de um sistema ao instante t. Se o sistema não é submetido a nenhuma observação, sua evolução, ao longo do tempo, é regida pela equação de Schrödinger:
onde é o hamiltoniano do sistema.
Conclusões da Mecânica Quântica
As conclusões mais importantes desta teoria são:
Em estados ligados, como o elétron girando ao redor do núcleo de um átomo, a energia não se troca de modo contínuo, mas sim de modo discreto (descontínuo), em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A idéia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a Max Planck.
O de ser impossível atribuir ao mesmo tempo uma posição e uma velocidade exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de trajetória, vital em Mecânica Clássica. Ao invés da trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de Copenhagen. Para descrever a dinâmica de um sistema quântico deve-se, portanto, achar sua função de onda, e para este efeito usam-se as equações de movimento, propostas por Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger independentemente.
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da medida em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram seu Gedankenexperiment, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade — ou pelo menos como a entendemos classicamente — ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e foram testadas experimentalmente por A. Aspect, P. Grangier, J. Dalibard em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria Clássica, que incluem:
Espectro de Radiação do Corpo negro, resolvido por Max Planck com a proposição da quantização da energia.
Explicação do experimento da dupla fenda, no qual eléctrons produzem um padrão de interferência condizente com o comportamento ondular.
Explicação por Albert Einstein do efeito fotoelétrico descoberto por Heinrich Rudolf Hertz, onde propõe que a luz também se propaga em quanta (pacotes de energia definida), os chamados fótons.
O Efeito Compton, no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua enegia for grande o bastante.
A questão do calor específico de sólidos sob baixas temperaturas, cuja discrepância foi explicada pelas teorias de Einstein e de Debye, baseadas na equipartição de energia segundo a interpretação quantizada de Planck.
A absorção ressonante e discreta de energia por gases, provada no experimento de Franck-Hertz quando submetidos a certos valores de diferença de potencial elétrico.
A explicação da estabilidade atômica e da natureza discreta das raias espectrais, graças ao modelo do átomo de Bohr, que postulava a quantização dos níveis de energia do átomo.
O desenvolvimento formal da teoria foi obra de esforços conjuntos de muitos físicos e matemáticos da época como Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Einstein, P.A.M. Dirac, Niels Bohr e John von Neumann, entre outros (de uma longa lista).
Formalismos na mecânica quântica
Mais tarde, foi introduzido o formalismo hamiltoniano, baseado matematicamente no uso do lagrangiano, mas cuja elaboração matemática é, muitas vezes, mais fácil.
A Mecânica Quântica é a parte da física que estuda o estado de sistemas onde não valem os conceitos usuais da mecânica clássica, tais como os de trajetória e o de distinguibilidade de partículas idênticas (aliás, ambos os conceitos são intimamente relacionados). Usualmente estuda o movimento de partículas muito pequenas, ou seja, em nível subatômico. Entretanto, efeitos há que ocorrem em nível macroscópico (ver adiante). O conceito de partícula "muito pequena" , mesmo que de limites muito imprecisos, relaciona-se com as dimensões nas quais começam a ficar evidentes efeitos como a impossibilidade de conhecer com infinita acuidade e ao mesmo tempo a posição e a velocidade de uma partícula (veja Princípio da incerteza de Heisenberg), entre outros. Os ditos efeitos chamam-se "efeitos quânticos". Assim, a Mecânica Quântica é a que descreve o movimento de sistemas nos quais os efeitos quânticos são relevantes. Experimentos mostram que estes são relevantes em escalas de até 1000 átomos. Entretanto, existem situações onde mesmo em escalas macroscópicas os efeitos quânticos se fazem sentir de forma manifestamente clara, como nos casos da supercondutividade e da superfluidez. A escala que regula em geral a manifestação dos efeitos quânticos é o raio de Bohr.
Índice
1 Princípios da Mecânica Quântica
2 Conclusões da Mecânica Quântica
3 Formalismos na mecânica quântica
1 Princípios da Mecânica Quântica
Primeiro príncipo: Princípio da superposição
Para cada sistema físico é associado um espaço de Hilbert H. O estado do sistema é definido em cada instante t por um vetor ket normalizado
função de t, pertencente ao espaço H.
2 Segundo Princípio: medida de grandezas físicas
a) Para toda grandeza física A é associado um operador linear auto-adjunto  pertencente a A:  é o observável (autovalor do operador) representando a grandeza A.
b) Seja o estado no qual o sistema se encontra no momento onde efetuamos a medida de A. Qualquer que seja , os únicos resultados possíveis são os autovalores de aα do observável Â.
c) Sendo o projetor sobre o subespaço associado ao valor próprio aα, a probablidade de encontrar o valor aα em uma medida de A é:
onde
d) Imediatamente após um medida de A, que resultou no valor aα, o novo estado do sistema é
3 Terceiro Princípio: Evolução do sistema
Seja o estado de um sistema ao instante t. Se o sistema não é submetido a nenhuma observação, sua evolução, ao longo do tempo, é regida pela equação de Schrödinger:
onde é o hamiltoniano do sistema.
Conclusões da Mecânica Quântica
As conclusões mais importantes desta teoria são:
Em estados ligados, como o elétron girando ao redor do núcleo de um átomo, a energia não se troca de modo contínuo, mas sim de modo discreto (descontínuo), em transições cujas energias podem ou não ser iguais umas às outras. A idéia de que estados ligados têm níveis de energias discretas é devida a Max Planck.
O de ser impossível atribuir ao mesmo tempo uma posição e uma velocidade exatas a uma partícula, renunciando-se assim ao conceito de trajetória, vital em Mecânica Clássica. Ao invés da trajetória, o movimento de partículas em Mecânica Quântica é descrito por meio de uma função de onda, que é uma função da posição da partícula e do tempo. A função de onda é interpretada por Max Born como uma medida da probabilidade de se encontrar a partícula em determinada posição e em determinado tempo. Esta interpretação é a mais aceita pelos físicos hoje, no conjunto de atribuições da Mecânica Quântica regulamentados pela Escola de Copenhagen. Para descrever a dinâmica de um sistema quântico deve-se, portanto, achar sua função de onda, e para este efeito usam-se as equações de movimento, propostas por Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger independentemente.
Apesar de ter sua estrutura formal basicamente pronta desde a década de 1930, a interpretação da Mecânica Quântica foi objeto de estudos por várias décadas. O principal é o problema da medida em Mecânica Quântica e sua relação com a não-localidade e causalidade. Já em 1935, Einstein, Podolski e Rosen publicaram seu Gedankenexperiment, mostrando uma aparente contradição entre localidade e o processo de Medida em Mecânica Quântica. Nos anos 60 J. S. Bell publicou uma série de relações que seriam respeitadas caso a localidade — ou pelo menos como a entendemos classicamente — ainda persistisse em sistemas quânticos. Tais condições são chamadas desigualdades de Bell e foram testadas experimentalmente por A. Aspect, P. Grangier, J. Dalibard em favor da Mecânica Quântica. Como seria de se esperar, tal interpretação ainda causa desconforto entre vários físicos, mas a grande parte da comunidade aceita que estados correlacionados podem violar causalidade desta forma.
Tal revisão radical do nosso conceito de realidade foi fundamentada em explicações teóricas brilhantes para resultados experimentais que não podiam ser descritos pela teoria Clássica, que incluem:
Espectro de Radiação do Corpo negro, resolvido por Max Planck com a proposição da quantização da energia.
Explicação do experimento da dupla fenda, no qual eléctrons produzem um padrão de interferência condizente com o comportamento ondular.
Explicação por Albert Einstein do efeito fotoelétrico descoberto por Heinrich Rudolf Hertz, onde propõe que a luz também se propaga em quanta (pacotes de energia definida), os chamados fótons.
O Efeito Compton, no qual se propõe que os fótons podem se comportar como partículas, quando sua enegia for grande o bastante.
A questão do calor específico de sólidos sob baixas temperaturas, cuja discrepância foi explicada pelas teorias de Einstein e de Debye, baseadas na equipartição de energia segundo a interpretação quantizada de Planck.
A absorção ressonante e discreta de energia por gases, provada no experimento de Franck-Hertz quando submetidos a certos valores de diferença de potencial elétrico.
A explicação da estabilidade atômica e da natureza discreta das raias espectrais, graças ao modelo do átomo de Bohr, que postulava a quantização dos níveis de energia do átomo.
O desenvolvimento formal da teoria foi obra de esforços conjuntos de muitos físicos e matemáticos da época como Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Einstein, P.A.M. Dirac, Niels Bohr e John von Neumann, entre outros (de uma longa lista).
Formalismos na mecânica quântica
Mais tarde, foi introduzido o formalismo hamiltoniano, baseado matematicamente no uso do lagrangiano, mas cuja elaboração matemática é, muitas vezes, mais fácil.
sexta-feira, 4 de maio de 2007
EINSTEIN
"A imaginação é mais importante do que o conhecimento"
Aos 26 anos, Albert Einstein publicou três artigos que revolucionaram a Física, dentre eles a Teoria da Relatividade. Após a morte de Einstein, as teorias continuam gerando debates no meio científico. 2005 marcou o ano da Física em homenagem aos 100 anos dos artigos escritos por Einstein.
Albert Einstein nasceu a 14 de março de 1879, em Ulm na
Alemanha, de uma família judia da classe média. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica, com o irmão Jacob, e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas.
Em 1881, nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Eles recebem uma educação não religiosa. A juventude de Einstein é solitária.
Embora tenha começado a falar só aos três anos, não é verdade que tenha sido um fraco estudante. Um traço evidente do seu caráter, que mais tarde se manifestou de forma inigualável, era a sua obstinação e ousadia.
Enquanto estudante, só se aplicava quando o assunto lhe interessava intensamente. A ciência foi uma preocupação na sua vida desde muito cedo.
Aos cinco anos fica profundamente impressionado com uma bússola que ganhara de presente de seu pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem o auxílio de nenhum mecanismo?" - disse o jovem, imaginando que todo objeto deveria ter algo de oculto...
Aos sete anos ele demonstra o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.
Aos onze anos descobre o que mais tarde designou como o “livro sagrado da geometria” de Euclides.
Em 1894 o negócio do pai em Munich fracassa, e a família desloca-se para a Itália, deixando Einstein para trás a fim de completar o ensino secundário. Einstein, que tolerava com dificuldade a rígida disciplina do Gymnasium, abandona a escola aos 15 anos e junta-se à família em Milão.
Mais tarde haveria de confessar: "É quase um milagre que os métodos modernos de ensino não tenham eliminado a sagrada curiosidade que conduz à pesquisa; o que esta planta delicada necessita mais do que qualquer outra coisa, além do estímulo, é a liberdade."
Após meio ano de viagens, faz exame de admissão ao Instituto Politécnico Federal em Zurique (E.T.H.), Suíça. Tenta entrar, apesar de não ter o diploma do secundário e ser mais jovem do que o previsto para ingressar em curso superior. É reprovado nas provas de química, biologia e línguas modernas, mas seus excelentes resultados em matemática e física chamaram a atenção do diretor da escola, que lhe aconselha a concluir o curso secundário na escola cantonal em Aarau, próxima a Zurique.
Durante o curto tempo em que passa nesta escola, escreveu o seu plano para o futuro.
" Se eu tivesse a sorte de passar nos meus exames, iria para Zurique. Ficaria lá durante quatro anos para estudar matemática e física. Imagino-me tornando professor naqueles ramos das ciências naturais, escolhendo a parte teórica deles. Eis as razões que me levam a este plano. Acima de tudo, esta é minha disposição para pensamento abstrato e matemático, e minha falta de imaginação e habilidade prática ".
Ficou mais do que feliz nesse ambiente livre e motivador da escola cantonal, e só se preocupava com um problema que nem ele, nem seu professor sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela! Pareceria congelada? Este problema voltaria tempos depois, quando Einstein formulou sua teoria da Relatividade.
Em setembro de 1896 foi aprovado nos exames finais, o que lhe concedia admissão em uma universidade. Com exceção de francês, suas notas foram boas em todas as matérias, especialmente em matemática, física, canto e música (violino)..
É finalmente admitido no E.T.H. em 1896.
Para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros! Para fugir do tédio de aulas tão monótonas, Einstein decide "matar aulas", aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica.
Ao concluir o curso, em agosto de 1900, ele fica na esperança de ocupar o cargo de assistente do professor Hurwitz, para logo depois descobrir que perdeu o emprego por influência do seu ex-orientador, H.F. Weber. Começam aqui as manifestações de má vontade de seus ex-professores. Einstein procurou emprego durante muito tempo. Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária.
ACADEMIA OLÍMPIA
Na páscoa de 1902, Maurice Solovine leu um anúncio num jornal de Berna segundo o qual Albert Einstein dava aulas particulares de matemática e física por três francos a hora. No terceiro dia de aula, Einstein desistiu de cobrar e sugeriu que eles tivessem apenas reuniões diárias para discutir o que bem entendessem. Algumas semanas depois Conrad Habicht começou a participar das discussões. Para ridicularizar as verdadeiras academias científicas, passaram a se autodenominar Akademie Olympia.
Foi com esses dois colegas e com Michele Besso que Einstein discutiu as idéias científicas que resultaram nos extraordinários trabalhos publicados em 1905.
Destas animadas reuniões ele ainda se lembrava nostalgicamente no fim de sua vida. Eventualmente Einstein dava um concerto de violino. Se o ambiente era intelectualmente rico, a janta era triste; comiam geralmente uma salsicha, uma fruta, um pedaço de queijo, mel e uma ou duas xícaras de chá. Dos três, o único que escreveu algo sobre essas reuniões foi Solovine. Na introdução do seu livro, Albert Einstein: Letters to Solovine, ele diz que para discutir filosofia e ciência, eles leram Platão, Spinoza, Karl Pearson, Stuart Mill, David Hume, Ernst Mach, Helmholtz, Ampère e Poincaré. Mas também leram obras literárias de Sófocles, Racine e Charles Dickens. Desses, os que mais influenciaram Einstein foram Hume, Mach e Poincaré.
Inversamente, nos últimos anos de sua existência, Einstein raramente tinha paciência para ler tratados científicos, e tinha que depender de seus amigos para se manter informado acerca de trabalhos desenvolvidos por outros cientistas.
Então, em 1902 consegue um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, sendo promovido, em 1906, a perito técnico de segunda classe. Einstein permaneceu lá até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor.
Os anos que Einstein viveu em Berna foram muito alegres e produtivos. Podia ele tocar seu violino, cujo prazer imenso propiciava-lhe momentos de total meditação.
Contando com o salário do registro de patentes para assegurar-lhe uma vida modesta, e com obrigações profissionais pouco exigentes, sobrava-lhe tempo para a contemplação. Seu raciocínio criador pôde se desenvolver a passos largos. Seus três célebres enunciados de 1905 foram insuperáveis em brilhantismo lógico e ousadia.
Mileva Maric e Albert Einstein estudaram juntos na Escola Politécnica de Zurique nos últimos anos do século XIX. Ela era a única mulher da faculdade e se destacava principalmente em matemática. Concluíram o curso no primeiro semestre de 1900, mas ela fracassou, por duas vezes, nos exames para a obtenção do Diploma de professor secundário. Durante a segunda tentativa, em julho de 1901, ela estava com uma gravidez de três meses (Lieserl, a filha de Einstein cujo destino é desconhecido). Deprimida, retorna à casa paterna e abandona o plano para a obtenção do diploma da ETH. Casaram-se em 1903 e tiveram dois filhos: Hans Albert e Eduard. Após dez anos de desentendimentos, separaram-se no ano de 1913. Mileva, que sofre de uma tuberculose cerebral. O marido cientista, então, resolve não incomodá-la com a questão do divórcio. Embora só tenha formalizado o divórcio em 1919, a setembro de 1917 Einstein muda-se para a casa da sua prima, Elsa Löwenthal, com quem vive até a morte dela, em 20 de dezembro de 1936.
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Alguns autores pesquisaram sua vida durante décadas, como Djordje Krstic, cujo livro "Albert e Mileva Einstein - seu amor e colaboração", que foi publicado em sérvio após sair em esloveno e inglês, apresenta uma série de argumentos defendendo que as obras revolucionárias foram produto de um trabalho em comum. Segundo Krstic, o casal trabalhou junto até 1913 ou 1914, quando se separaram e, cinco anos mais tarde, se divorciaram. A separação representou um golpe para ela do qual nunca se recuperou.
Os biógrafos de Mileva Maric concordam que ela viveu à sombra de seu marido, entregue totalmente a ele e à família, orgulhosa de dizer que ambos formavam "uma pedra", que é a tradução literal da palavra alemã "einstein". "O interesse tanto na Sérvia como no mundo pela vida dela despertou há cerca de 20 anos, quando foram publicadas as cartas de amor que Mileva guardou até sua morte e que "são de valor incalculável porque revelam como Albert Einsten crescia como cientista junto a ela", explica a doutora Bozic.
Em 1994, a Universidade de Novi Sad criou o prêmio Mileva Maric para o melhor estudante de matemática. Também há um projeto para transformar em museu a formosa casa que seu pai construiu para ela em Novi Sad.
Em 1905, Einstein elaborou sua tese de doutoramento pela University of Zurich (Universidade de Zurique ) a qual foi dedicada a seu amigo Grossmann e que recebeu o título " On a new determination of molecular dimensions " ( Sobre uma determinação nova de dimensões moleculares ). Sua tese apareceu publicada na edição da revista científica alemã " Annalen der Physik " ( Anais da Física ) que continha os seus cinco artigos.
O quarto artigo, intitulado "Sobre a electrodinâmica dos corpos em movimento", revolucionou a Física Newtoniana. É a que faz a síntese da mecânica clássica, da óptica e da teoria electromagnética de Maxwell. Demonstrou que o espaço e o tempo não são independentes entre si, mas relativos; e que a massa é uma grandeza relativa e não absoluta, variando com o movimento.
O quinto artigo deu-lhe o título de "A inércia de um corpo depende do seu conteúdo em energia?" e é o corolário do precedente.
Einstein desenvolve a nova idéia de equivalência entre massa e energia. Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia
(E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).
Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.
EINSTEIN, O FILÓSOFO
A sua forma de fazer ciência era também nova. Era uma ciência filosófica: sentava-se, usava a imaginação, escrevia equações, voltava à realidade, via se havia que fazer ajustes, regressava à teoria... A ciência não era assim até então, baseava-se em fatos comprovados nos laboratórios.
“Todos os conhecimentos humanos começam por intuições,
avançam para concepções e terminam com idéias”
Filosofo Emmanuel Kant (1724-1804)
"Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é o da intuição".
Albert Einstein
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Einstein uma vez indagou:
-Como trabalha um poeta?
- Como assim? – preocupou-se o amigo.
- Quero dizer, como vem a concepção de um poema?
- Não sei, apenas sinto. Ela simplesmente surge.
- Mas é isso mesmo que se dá com um cientista. - concluiu po cientista. - O mecanismo do descobrimento não é lógico... Você não vê? É uma iluminação súbita, quase êxtase. Há uma conexão com a imaginação. E imaginação é mais importante que o conhecimento.
Eu penso 99 vezes e nada descubro. – disse Albert - Deixo de pensar, mergulho em um grande silêncio e a verdade me é revelada. A mente avança até o ponto onde pode analisar, mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes revelações realizaram este salto.
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O espaço e tempo sem um corpo, mas um corpo não pode existir sem espaço-tempo. Tudo que existe, tudo que observamos vira nosso conhecimento, não é? Tempo e espaço são conceitos que temos intuitivamente. Logo, tudo que existe, todo nosso conhecimento, está baseado na intuição cósmica.
A observação se baseia nos nossos sentidos que nos dão apenas a mera aparência da realidade. Você tem que se libertar da ilusória algema dos sentidos. A intuição é nossa estação de partida. A imaginação é a nossa estrada que precisa ser trilhada com o raciocínio. Só assim você, eu, todos nós, conseguiremos chegar ao nosso destino, o livre conhecimento.
(Trecho retirado do livro Caio Zip em: Einstein Picasso Chaplin e Agatha
A partir dessa nova visão, baseado na leitura desde a juventude de livros com "Critica da Razão Pura" de Kant, Einstein confronta com a teoria de Newton e as leis das mecânica que estavam estabelecidas têm de ser modificadas. Uma das características dessa transformação é que quando as coordenadas são transformadas, o tempo também tem de ser alterado. Aí começa uma nova mecânica. Se eu estou em movimento, o intervalo de espaço é diferente em dois referenciais, logo o tempo tem de ser diferente também para que a razão seja sempre a mesma. Intervalos de espaço e de tempo são diferentes em referenciais diferentes. Os intervalos são relativos, por isso a teoria é denominada RELATIVIDADE. Não há simultaneidade em referenciais em movimento. É possível comprovar que os relógios, quando comparados entre si: o que está em movimento anda mais lentamente. Se um relógio for colocado num Concord, depois de uma viagem de algumas horas podemos compará-lo com outro e há diferenças. São ínfimas, mas são mensuráveis e coerentes com a teoria de Einstein.
CONTINUANDO A VIDA DO CIENTISTA E FILÓSOFO...
De 1909 a 1932 foi professor de Física Teórica das Universidades de Zurique, de Praga e de Berlim.
Construiu a nova teoria Geral da Relatividade em 1915, e em 1921 foi premiado com o Premio Nobel da Física.
Einstein tem contribuições importantes em quase todas as áreas da física, mas, sem qualquer dúvida, suas contribuições mais impactantes foram aquelas relacionadas com a teoria da relatividade restrita e com a teoria da relatividade geral.
Naturalizado norte-americano em 1940, país para onde emigrou em 1933, forçado pela ascensão do nazismo e onde passou a lecionar no Institute for Advanced Study de Princeton, em New Jersey, Einstein, que toda a vida se preocupou com os problemas sociais, sendo um pacifista ativo e um defensor do judaísmo, em 1952 foi convidado para presidente de Israel, o que rejeitou.
Sendo um grande e profundo pensador, deleitava-se no silêncio da reflexão científica e filosófica e, embora conhecido como cientista, é autor de muitos e belos pensamentos.
Morreu em Princeton no ano de 1955.
Tudo é relativo. Será?
É um erro atribuir a Einstein a afirmação de que "tudo é relativo". Einstein estava em dúvida qual seria o nome da teoria. Não sabia se devia chamá-la de Equivalência pela igualdade de energia com a massa... Se devia chamar de Invariância pela velocidade da luz não variar... Ou será melhor chamar de Relatividade para destacar que o tempo e o espaço são grandezas relativas ao sistema de referência?
O cientista até tentou mudar o nome de sua obra para "Teoria da Invariância", mas Relatividade foi o nome que pegou.
Curiosidades
O INCOMPREENDIDO
Demorou até 1921 para ganhar o Nobel?
Na verdade, Einstein foi rejeitado oito vezes pela Comissão do prêmio de 1910 a 1921, pois os jurados se mantinham divididos quanto à questão da Relatividade. Chegaram até indicar um membro para analisar a Teoria, mas foi em vão, ele não conseguiu compreendê-la. O comitê Nobel para Física da Academia Real de Ciências da Suécia, então, não ousou conceder o prêmio com medo que algum dia alguém comprovasse que a Teoria estava incorreta.
Quando enfim deram o prêmio Nobel, no valor de 32 mil dólares, foi pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico.
Com seu humor irônico de sempre, deixou a todos surpresos na hora de discursar pela premiação ao ficar destacando somente a teoria da Relatividade e nenhuma linha sobre o efeito fotoelétrico.
Einstein repassou a Mileva Maric o dinheiro do Nobel, em cumprimento a um acordo de divórcio.
O MÚSICO
Aos 6 anos de idade, incentivado pela mãe, o que depois foi consolidado com lições de Heller Schmidt dos 6 aos 13 anos, o violino viria a tornar-se um instrumento fundamental ao longo de toda a sua vida quando pretendia refletir sobre suas teorias.
Ele também gostava de compor ao piano hinos religiosos. Ele aprendeu a tocar sozinho, ouvindo a talentosa pianista que era a sua mãe e, em casa, recebia aulas de religião judaica. Aos 12 anos porém quando estava se preparando para o seu bar mitzvah ele perdeu o que chamou mais tarde de seu “paraíso religioso da juventude”. O que o chocou de modo particular e o levou a uma rejeição de qualquer concepção antropomórfica de Deus por toda a sua vida, foi uma citação de Xenófanes: “Se bois pudessem pintar, eles representariam seus deuses em forma de boi”. Einstein chamou sua convicção religiosa de um “sentimento religioso cósmico”.
Em Berlim, no ano de 1919, uma pequena orquestra formada por escritores e cientistas costumava reunir-se freqüentemente na casa do matemático Hadamar. O repertório predileto desses músicos amadores era formado pelas sinfonias de Mozart e algumas obras de Beethoven.
Fazia-lhes falta um bom primeiro violino. Jacques resolveu o problema, trazendo para o grupo um novo colega chamado Albert Einstein. Este ainda era um desconhecido fora dos círculos especializados e poucos integrantes sabiam que o novo violinista dirigia um famoso instituto alemão e era constantemente indicado para o prêmio Nobel da Física.
Leia o testemunho do novelista George Duhamel, sobre a participação de Einstein em seu primeiro ensaio: "Einstein era um bom violinista. Tocava com clareza e rigor, observando suas entradas com absoluta precisão, mas sem fazer o menor esforço para destacar-se sobre os demais. Nos momentos de inatividade levantava seu nobre rosto, cuja expressão era uma mistura de candura e inteligência. Estava bem vestido, mas nele tudo era simplicidade. Sentia-se que ele não dava importância às vestimentas. Já a música representava um enorme valor para seu espírito. Quanta devoção, quanta modéstia havia na personalidade desse mestre. Lembro-me, sobretudo, de alguns ensaios, em que líamos e estudávamos a Sinfonia Júpiter, de Mozart. Esta obra se transformou para mim em um símbolo de recordação de Einstein”.
O NAVEGADOR
Quando não trabalhava, gostava do contato com a natureza, era um navegador entusiasmado. Adorava a solidão. Isolava-se num veleiro ou então caminhava sozinho pelas montanhas.
Einstein adorava um local chamado Caputh (pequena aldeia perto de Berlim), onde tinha uma casa de veraneio às margens de um lago. A casa foi um presente dos cidadãos ao cientista em reconhecimento por seu grande prestígio internacional. Lá, ele passou seus verões e nesse lugar, que considerava “o paraíso”, fazia passeios com um veleiro que ganhou de presente de seus amigos, pelo seu 50 º aniversário. O cientista chamava o barco de "my thick sailing boat”.
Mas como nada é perfeito, o cientista teve que abandonar o local, fugindo do nazismo, indo se exilar nos EUA.
Tropas de choque alemãs revistaram a casa de campo de Einstein, em busca de armas e munição, pois tinham informações de que ele dera permissão para militantes comunistas estocarem equipamento militar em sua propriedade. Nada foi encontrado, além de uma faca de pão! Tais acontecimentos haviam sido previstos por Einstein. Ao fechar a casa em Caputh ele teria dito a Elsa: "Dreh dich um. Du siehst's nie wieder" ("Olha em volta. Não voltarás a vê-la.”
O IMAGINATIVO
Albert apreciava jogos que requeriam uma certa paciência e tenacidade, e de preferência que pudessem ser realizados individualmente. Em vez de brincadeiras infantis com as outras crianças, no jardim, preferia construir, sozinho, complicadas estruturas com cubos de madeira e grandes castelos de cartas. Aos sete anos ele demonstrou o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.
Gostava de fazer experiências mentais. Por exemplo, o que aconteceria se viajasse ao lado de um raio de luz? Ou se estivesse a cair do telhado de uma casa? Estas duas experiências mentais foram importantes para desenvolver a relatividade restrita e a geral.
Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. Geografia, história e francês eram grandes suplícios e, particularmente, o grego constituía obstáculo quase intransponível: decorar conjugações de verbos era para ele um horror! Enfim, no conjunto das suas habilidades infantis, nada deixava transparecer o gênio que viria a ser; seus familiares acreditavam até que ele poderia ter algum tipo de dislexia. Preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática.
Em conseqüência das suas dificuldades para memorizações ele se desinteressava pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo dia o diretor da escola, coincidentemente o professor de grego, convoca-o para uma reunião e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse pelo grego era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que Einstein jamais chegaria a servir para alguma coisa (Fölsing, p. 28)
Educado no ambiente militarista da Alemanha dos anos 1880, o pequeno Albert nunca quis ser soldado. Certo dia, durante um desfile militar, seus pais asseguraram que ele um dia também poderia usar um daqueles belos uniformes. O garoto, por volta dos sete anos, respondeu que "detestaria ser um desses coitados". Também evitava atividades competitivas, incluindo aí xadrez. Aos 16 anos solicitou a cidadania suíça, para evitar o serviço militar na Alemanha.
Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Preferia ficar lendo em casa a ir assistir às aulas.
Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!
USAR SAPATO SEM MEIA?
Quando a segunda esposa Elza lhe pediu para adotar hábitos mais saudáveis, respondeu que preferia "pecar tanto quanto puder: fumar como uma chaminé, trabalhar feito um condenado, comer sem moderação, caminhar só quando tiver boas companhias, ou seja, quase nunca, dormir irregularmente, etc.”
No cotidiano era avesso a formalidades, começando pelas regras de vestuário. Quando começou a carreira como professor universitário na Suíça em 1909, era apontado como alguém que se vestia aquém da elegância do cargo. Após a morte de sua segunda mulher, em 1936, seus padrões se tornaram ainda mais anticonvencionais. Vivia em Princeton, nos Estados Unidos. Os suéteres amassados e os sapatos que calçava sem meias fizeram dele uma figura folclórica no campus.
Apesar de ter uma aparência desleixada, avesso às regras, estava longe do mito do cientista desligado. ''Era muito interessado em questões históricas e políticas. No tempo da Guerra, sempre costumava dar sua opinião. Durante a Primeira Guerra, ele fazia propaganda antibelicista, defendia o diálogo entre as nações, ao mesmo tempo em que se dedicava aos seus estudos sobre gravitação. O excesso de trabalho na década de 20 chegou a provocar um colapso físico, sendo tratado pela prima Elsa Lowental, com quem se casou depois.
O PACIFISTA SEM PAZ
Frente à ameaça nazi-fascista, concluiu que uma guerra pode ser justa se "o inimigo busca o extermínio da vida em si mesma". Foi criticado por outros militantes do movimento pacifista, mas sustentou sua posição. Assinou uma carta enviada ao presidente americano Franklin Roosevelt, que defendia a realização de estudos sobre o uso da energia nuclear. A carta foi um dos fatores decisivos para a criação da bomba atômica. Não se dizia culpado, mas no pós-guerra retomou imediatamente a atividade pacifista, afirmando, ainda em 1945, que "a bomba trouxe a vitória, mas não a paz".
Seu trabalho no Instituto de Estudos Avançados centrou-se na unificação das leis da física, que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Não conseguiu encontrar uma teoria que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como em uma única estrutura lógica.Tentou. Isolou-se em profunda meditação, mas não conseguiu.
Morreu sem a paz
Sem a paz de conceber uma idéia de Unificação do Universo
MAS a vida continua, não é?
Fonte de pesquisa da internet:http://www.caiozip.com/einstein.htm
Aos 26 anos, Albert Einstein publicou três artigos que revolucionaram a Física, dentre eles a Teoria da Relatividade. Após a morte de Einstein, as teorias continuam gerando debates no meio científico. 2005 marcou o ano da Física em homenagem aos 100 anos dos artigos escritos por Einstein.
Albert Einstein nasceu a 14 de março de 1879, em Ulm na
Alemanha, de uma família judia da classe média. Seu pai, Hermann Einstein, possuía uma oficina eletrotécnica, com o irmão Jacob, e tinha um grande interesse por tudo que se relacionasse com invenções elétricas.
Em 1881, nasce Maria Einstein (Maja). Einstein teria sempre uma relação muito íntima com a irmã. Eles recebem uma educação não religiosa. A juventude de Einstein é solitária.
Embora tenha começado a falar só aos três anos, não é verdade que tenha sido um fraco estudante. Um traço evidente do seu caráter, que mais tarde se manifestou de forma inigualável, era a sua obstinação e ousadia.
Enquanto estudante, só se aplicava quando o assunto lhe interessava intensamente. A ciência foi uma preocupação na sua vida desde muito cedo.
Aos cinco anos fica profundamente impressionado com uma bússola que ganhara de presente de seu pai. "Como é que uma agulha pode se movimentar, flutuando no espaço, sem o auxílio de nenhum mecanismo?" - disse o jovem, imaginando que todo objeto deveria ter algo de oculto...
Aos sete anos ele demonstra o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.
Aos onze anos descobre o que mais tarde designou como o “livro sagrado da geometria” de Euclides.
Em 1894 o negócio do pai em Munich fracassa, e a família desloca-se para a Itália, deixando Einstein para trás a fim de completar o ensino secundário. Einstein, que tolerava com dificuldade a rígida disciplina do Gymnasium, abandona a escola aos 15 anos e junta-se à família em Milão.
Mais tarde haveria de confessar: "É quase um milagre que os métodos modernos de ensino não tenham eliminado a sagrada curiosidade que conduz à pesquisa; o que esta planta delicada necessita mais do que qualquer outra coisa, além do estímulo, é a liberdade."
Após meio ano de viagens, faz exame de admissão ao Instituto Politécnico Federal em Zurique (E.T.H.), Suíça. Tenta entrar, apesar de não ter o diploma do secundário e ser mais jovem do que o previsto para ingressar em curso superior. É reprovado nas provas de química, biologia e línguas modernas, mas seus excelentes resultados em matemática e física chamaram a atenção do diretor da escola, que lhe aconselha a concluir o curso secundário na escola cantonal em Aarau, próxima a Zurique.
Durante o curto tempo em que passa nesta escola, escreveu o seu plano para o futuro.
" Se eu tivesse a sorte de passar nos meus exames, iria para Zurique. Ficaria lá durante quatro anos para estudar matemática e física. Imagino-me tornando professor naqueles ramos das ciências naturais, escolhendo a parte teórica deles. Eis as razões que me levam a este plano. Acima de tudo, esta é minha disposição para pensamento abstrato e matemático, e minha falta de imaginação e habilidade prática ".
Ficou mais do que feliz nesse ambiente livre e motivador da escola cantonal, e só se preocupava com um problema que nem ele, nem seu professor sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela! Pareceria congelada? Este problema voltaria tempos depois, quando Einstein formulou sua teoria da Relatividade.
Em setembro de 1896 foi aprovado nos exames finais, o que lhe concedia admissão em uma universidade. Com exceção de francês, suas notas foram boas em todas as matérias, especialmente em matemática, física, canto e música (violino)..
É finalmente admitido no E.T.H. em 1896.
Para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros! Para fugir do tédio de aulas tão monótonas, Einstein decide "matar aulas", aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica.
Ao concluir o curso, em agosto de 1900, ele fica na esperança de ocupar o cargo de assistente do professor Hurwitz, para logo depois descobrir que perdeu o emprego por influência do seu ex-orientador, H.F. Weber. Começam aqui as manifestações de má vontade de seus ex-professores. Einstein procurou emprego durante muito tempo. Enquanto isso, dedicava algumas horas do dia lecionando numa escola secundária.
ACADEMIA OLÍMPIA
Na páscoa de 1902, Maurice Solovine leu um anúncio num jornal de Berna segundo o qual Albert Einstein dava aulas particulares de matemática e física por três francos a hora. No terceiro dia de aula, Einstein desistiu de cobrar e sugeriu que eles tivessem apenas reuniões diárias para discutir o que bem entendessem. Algumas semanas depois Conrad Habicht começou a participar das discussões. Para ridicularizar as verdadeiras academias científicas, passaram a se autodenominar Akademie Olympia.
Foi com esses dois colegas e com Michele Besso que Einstein discutiu as idéias científicas que resultaram nos extraordinários trabalhos publicados em 1905.
Destas animadas reuniões ele ainda se lembrava nostalgicamente no fim de sua vida. Eventualmente Einstein dava um concerto de violino. Se o ambiente era intelectualmente rico, a janta era triste; comiam geralmente uma salsicha, uma fruta, um pedaço de queijo, mel e uma ou duas xícaras de chá. Dos três, o único que escreveu algo sobre essas reuniões foi Solovine. Na introdução do seu livro, Albert Einstein: Letters to Solovine, ele diz que para discutir filosofia e ciência, eles leram Platão, Spinoza, Karl Pearson, Stuart Mill, David Hume, Ernst Mach, Helmholtz, Ampère e Poincaré. Mas também leram obras literárias de Sófocles, Racine e Charles Dickens. Desses, os que mais influenciaram Einstein foram Hume, Mach e Poincaré.
Inversamente, nos últimos anos de sua existência, Einstein raramente tinha paciência para ler tratados científicos, e tinha que depender de seus amigos para se manter informado acerca de trabalhos desenvolvidos por outros cientistas.
Então, em 1902 consegue um emprego como técnico especializado no Departamento Oficial de Registro de Patentes de Berna, sendo promovido, em 1906, a perito técnico de segunda classe. Einstein permaneceu lá até 1909, quando a Universidade de Zurique convida-o para o cargo de professor.
Os anos que Einstein viveu em Berna foram muito alegres e produtivos. Podia ele tocar seu violino, cujo prazer imenso propiciava-lhe momentos de total meditação.
Contando com o salário do registro de patentes para assegurar-lhe uma vida modesta, e com obrigações profissionais pouco exigentes, sobrava-lhe tempo para a contemplação. Seu raciocínio criador pôde se desenvolver a passos largos. Seus três célebres enunciados de 1905 foram insuperáveis em brilhantismo lógico e ousadia.
Mileva Maric e Albert Einstein estudaram juntos na Escola Politécnica de Zurique nos últimos anos do século XIX. Ela era a única mulher da faculdade e se destacava principalmente em matemática. Concluíram o curso no primeiro semestre de 1900, mas ela fracassou, por duas vezes, nos exames para a obtenção do Diploma de professor secundário. Durante a segunda tentativa, em julho de 1901, ela estava com uma gravidez de três meses (Lieserl, a filha de Einstein cujo destino é desconhecido). Deprimida, retorna à casa paterna e abandona o plano para a obtenção do diploma da ETH. Casaram-se em 1903 e tiveram dois filhos: Hans Albert e Eduard. Após dez anos de desentendimentos, separaram-se no ano de 1913. Mileva, que sofre de uma tuberculose cerebral. O marido cientista, então, resolve não incomodá-la com a questão do divórcio. Embora só tenha formalizado o divórcio em 1919, a setembro de 1917 Einstein muda-se para a casa da sua prima, Elsa Löwenthal, com quem vive até a morte dela, em 20 de dezembro de 1936.
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Alguns autores pesquisaram sua vida durante décadas, como Djordje Krstic, cujo livro "Albert e Mileva Einstein - seu amor e colaboração", que foi publicado em sérvio após sair em esloveno e inglês, apresenta uma série de argumentos defendendo que as obras revolucionárias foram produto de um trabalho em comum. Segundo Krstic, o casal trabalhou junto até 1913 ou 1914, quando se separaram e, cinco anos mais tarde, se divorciaram. A separação representou um golpe para ela do qual nunca se recuperou.
Os biógrafos de Mileva Maric concordam que ela viveu à sombra de seu marido, entregue totalmente a ele e à família, orgulhosa de dizer que ambos formavam "uma pedra", que é a tradução literal da palavra alemã "einstein". "O interesse tanto na Sérvia como no mundo pela vida dela despertou há cerca de 20 anos, quando foram publicadas as cartas de amor que Mileva guardou até sua morte e que "são de valor incalculável porque revelam como Albert Einsten crescia como cientista junto a ela", explica a doutora Bozic.
Em 1994, a Universidade de Novi Sad criou o prêmio Mileva Maric para o melhor estudante de matemática. Também há um projeto para transformar em museu a formosa casa que seu pai construiu para ela em Novi Sad.
Em 1905, Einstein elaborou sua tese de doutoramento pela University of Zurich (Universidade de Zurique ) a qual foi dedicada a seu amigo Grossmann e que recebeu o título " On a new determination of molecular dimensions " ( Sobre uma determinação nova de dimensões moleculares ). Sua tese apareceu publicada na edição da revista científica alemã " Annalen der Physik " ( Anais da Física ) que continha os seus cinco artigos.
O quarto artigo, intitulado "Sobre a electrodinâmica dos corpos em movimento", revolucionou a Física Newtoniana. É a que faz a síntese da mecânica clássica, da óptica e da teoria electromagnética de Maxwell. Demonstrou que o espaço e o tempo não são independentes entre si, mas relativos; e que a massa é uma grandeza relativa e não absoluta, variando com o movimento.
O quinto artigo deu-lhe o título de "A inércia de um corpo depende do seu conteúdo em energia?" e é o corolário do precedente.
Einstein desenvolve a nova idéia de equivalência entre massa e energia. Einstein expôs a formulação inicial da teoria da relatividade que, mais tarde, o tornaria mundialmente conhecido. Einstein propôs a famosa equação E = mc2. Esta equação afirma que a massa de qualquer objeto é diretamente proporcional à sua energia
(E = energia, m = massa do objeto, c = velocidade da luz).
Na época em que foram apresentadas, as teorias de Einstein, além de serem complexas eram altamente polêmicas, gerando muita controvérsia.
EINSTEIN, O FILÓSOFO
A sua forma de fazer ciência era também nova. Era uma ciência filosófica: sentava-se, usava a imaginação, escrevia equações, voltava à realidade, via se havia que fazer ajustes, regressava à teoria... A ciência não era assim até então, baseava-se em fatos comprovados nos laboratórios.
“Todos os conhecimentos humanos começam por intuições,
avançam para concepções e terminam com idéias”
Filosofo Emmanuel Kant (1724-1804)
"Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é o da intuição".
Albert Einstein
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Einstein uma vez indagou:
-Como trabalha um poeta?
- Como assim? – preocupou-se o amigo.
- Quero dizer, como vem a concepção de um poema?
- Não sei, apenas sinto. Ela simplesmente surge.
- Mas é isso mesmo que se dá com um cientista. - concluiu po cientista. - O mecanismo do descobrimento não é lógico... Você não vê? É uma iluminação súbita, quase êxtase. Há uma conexão com a imaginação. E imaginação é mais importante que o conhecimento.
Eu penso 99 vezes e nada descubro. – disse Albert - Deixo de pensar, mergulho em um grande silêncio e a verdade me é revelada. A mente avança até o ponto onde pode analisar, mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes revelações realizaram este salto.
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O espaço e tempo sem um corpo, mas um corpo não pode existir sem espaço-tempo. Tudo que existe, tudo que observamos vira nosso conhecimento, não é? Tempo e espaço são conceitos que temos intuitivamente. Logo, tudo que existe, todo nosso conhecimento, está baseado na intuição cósmica.
A observação se baseia nos nossos sentidos que nos dão apenas a mera aparência da realidade. Você tem que se libertar da ilusória algema dos sentidos. A intuição é nossa estação de partida. A imaginação é a nossa estrada que precisa ser trilhada com o raciocínio. Só assim você, eu, todos nós, conseguiremos chegar ao nosso destino, o livre conhecimento.
(Trecho retirado do livro Caio Zip em: Einstein Picasso Chaplin e Agatha
A partir dessa nova visão, baseado na leitura desde a juventude de livros com "Critica da Razão Pura" de Kant, Einstein confronta com a teoria de Newton e as leis das mecânica que estavam estabelecidas têm de ser modificadas. Uma das características dessa transformação é que quando as coordenadas são transformadas, o tempo também tem de ser alterado. Aí começa uma nova mecânica. Se eu estou em movimento, o intervalo de espaço é diferente em dois referenciais, logo o tempo tem de ser diferente também para que a razão seja sempre a mesma. Intervalos de espaço e de tempo são diferentes em referenciais diferentes. Os intervalos são relativos, por isso a teoria é denominada RELATIVIDADE. Não há simultaneidade em referenciais em movimento. É possível comprovar que os relógios, quando comparados entre si: o que está em movimento anda mais lentamente. Se um relógio for colocado num Concord, depois de uma viagem de algumas horas podemos compará-lo com outro e há diferenças. São ínfimas, mas são mensuráveis e coerentes com a teoria de Einstein.
CONTINUANDO A VIDA DO CIENTISTA E FILÓSOFO...
De 1909 a 1932 foi professor de Física Teórica das Universidades de Zurique, de Praga e de Berlim.
Construiu a nova teoria Geral da Relatividade em 1915, e em 1921 foi premiado com o Premio Nobel da Física.
Einstein tem contribuições importantes em quase todas as áreas da física, mas, sem qualquer dúvida, suas contribuições mais impactantes foram aquelas relacionadas com a teoria da relatividade restrita e com a teoria da relatividade geral.
Naturalizado norte-americano em 1940, país para onde emigrou em 1933, forçado pela ascensão do nazismo e onde passou a lecionar no Institute for Advanced Study de Princeton, em New Jersey, Einstein, que toda a vida se preocupou com os problemas sociais, sendo um pacifista ativo e um defensor do judaísmo, em 1952 foi convidado para presidente de Israel, o que rejeitou.
Sendo um grande e profundo pensador, deleitava-se no silêncio da reflexão científica e filosófica e, embora conhecido como cientista, é autor de muitos e belos pensamentos.
Morreu em Princeton no ano de 1955.
Tudo é relativo. Será?
É um erro atribuir a Einstein a afirmação de que "tudo é relativo". Einstein estava em dúvida qual seria o nome da teoria. Não sabia se devia chamá-la de Equivalência pela igualdade de energia com a massa... Se devia chamar de Invariância pela velocidade da luz não variar... Ou será melhor chamar de Relatividade para destacar que o tempo e o espaço são grandezas relativas ao sistema de referência?
O cientista até tentou mudar o nome de sua obra para "Teoria da Invariância", mas Relatividade foi o nome que pegou.
Curiosidades
O INCOMPREENDIDO
Demorou até 1921 para ganhar o Nobel?
Na verdade, Einstein foi rejeitado oito vezes pela Comissão do prêmio de 1910 a 1921, pois os jurados se mantinham divididos quanto à questão da Relatividade. Chegaram até indicar um membro para analisar a Teoria, mas foi em vão, ele não conseguiu compreendê-la. O comitê Nobel para Física da Academia Real de Ciências da Suécia, então, não ousou conceder o prêmio com medo que algum dia alguém comprovasse que a Teoria estava incorreta.
Quando enfim deram o prêmio Nobel, no valor de 32 mil dólares, foi pelo trabalho sobre o efeito fotoelétrico.
Com seu humor irônico de sempre, deixou a todos surpresos na hora de discursar pela premiação ao ficar destacando somente a teoria da Relatividade e nenhuma linha sobre o efeito fotoelétrico.
Einstein repassou a Mileva Maric o dinheiro do Nobel, em cumprimento a um acordo de divórcio.
O MÚSICO
Aos 6 anos de idade, incentivado pela mãe, o que depois foi consolidado com lições de Heller Schmidt dos 6 aos 13 anos, o violino viria a tornar-se um instrumento fundamental ao longo de toda a sua vida quando pretendia refletir sobre suas teorias.
Ele também gostava de compor ao piano hinos religiosos. Ele aprendeu a tocar sozinho, ouvindo a talentosa pianista que era a sua mãe e, em casa, recebia aulas de religião judaica. Aos 12 anos porém quando estava se preparando para o seu bar mitzvah ele perdeu o que chamou mais tarde de seu “paraíso religioso da juventude”. O que o chocou de modo particular e o levou a uma rejeição de qualquer concepção antropomórfica de Deus por toda a sua vida, foi uma citação de Xenófanes: “Se bois pudessem pintar, eles representariam seus deuses em forma de boi”. Einstein chamou sua convicção religiosa de um “sentimento religioso cósmico”.
Em Berlim, no ano de 1919, uma pequena orquestra formada por escritores e cientistas costumava reunir-se freqüentemente na casa do matemático Hadamar. O repertório predileto desses músicos amadores era formado pelas sinfonias de Mozart e algumas obras de Beethoven.
Fazia-lhes falta um bom primeiro violino. Jacques resolveu o problema, trazendo para o grupo um novo colega chamado Albert Einstein. Este ainda era um desconhecido fora dos círculos especializados e poucos integrantes sabiam que o novo violinista dirigia um famoso instituto alemão e era constantemente indicado para o prêmio Nobel da Física.
Leia o testemunho do novelista George Duhamel, sobre a participação de Einstein em seu primeiro ensaio: "Einstein era um bom violinista. Tocava com clareza e rigor, observando suas entradas com absoluta precisão, mas sem fazer o menor esforço para destacar-se sobre os demais. Nos momentos de inatividade levantava seu nobre rosto, cuja expressão era uma mistura de candura e inteligência. Estava bem vestido, mas nele tudo era simplicidade. Sentia-se que ele não dava importância às vestimentas. Já a música representava um enorme valor para seu espírito. Quanta devoção, quanta modéstia havia na personalidade desse mestre. Lembro-me, sobretudo, de alguns ensaios, em que líamos e estudávamos a Sinfonia Júpiter, de Mozart. Esta obra se transformou para mim em um símbolo de recordação de Einstein”.
O NAVEGADOR
Quando não trabalhava, gostava do contato com a natureza, era um navegador entusiasmado. Adorava a solidão. Isolava-se num veleiro ou então caminhava sozinho pelas montanhas.
Einstein adorava um local chamado Caputh (pequena aldeia perto de Berlim), onde tinha uma casa de veraneio às margens de um lago. A casa foi um presente dos cidadãos ao cientista em reconhecimento por seu grande prestígio internacional. Lá, ele passou seus verões e nesse lugar, que considerava “o paraíso”, fazia passeios com um veleiro que ganhou de presente de seus amigos, pelo seu 50 º aniversário. O cientista chamava o barco de "my thick sailing boat”.
Mas como nada é perfeito, o cientista teve que abandonar o local, fugindo do nazismo, indo se exilar nos EUA.
Tropas de choque alemãs revistaram a casa de campo de Einstein, em busca de armas e munição, pois tinham informações de que ele dera permissão para militantes comunistas estocarem equipamento militar em sua propriedade. Nada foi encontrado, além de uma faca de pão! Tais acontecimentos haviam sido previstos por Einstein. Ao fechar a casa em Caputh ele teria dito a Elsa: "Dreh dich um. Du siehst's nie wieder" ("Olha em volta. Não voltarás a vê-la.”
O IMAGINATIVO
Albert apreciava jogos que requeriam uma certa paciência e tenacidade, e de preferência que pudessem ser realizados individualmente. Em vez de brincadeiras infantis com as outras crianças, no jardim, preferia construir, sozinho, complicadas estruturas com cubos de madeira e grandes castelos de cartas. Aos sete anos ele demonstrou o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria.
Gostava de fazer experiências mentais. Por exemplo, o que aconteceria se viajasse ao lado de um raio de luz? Ou se estivesse a cair do telhado de uma casa? Estas duas experiências mentais foram importantes para desenvolver a relatividade restrita e a geral.
Na escola, Albert sentia grande dificuldade para se adaptar às normas rígidas do estudo. Os professores eram muito autoritários e exigiam que os alunos soubessem tudo de cor. Geografia, história e francês eram grandes suplícios e, particularmente, o grego constituía obstáculo quase intransponível: decorar conjugações de verbos era para ele um horror! Enfim, no conjunto das suas habilidades infantis, nada deixava transparecer o gênio que viria a ser; seus familiares acreditavam até que ele poderia ter algum tipo de dislexia. Preferia mais as matérias que exigiam compreensão e raciocínio, tal como a matemática.
Em conseqüência das suas dificuldades para memorizações ele se desinteressava pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo dia o diretor da escola, coincidentemente o professor de grego, convoca-o para uma reunião e declara, entre outras coisas, que seu desinteresse pelo grego era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que Einstein jamais chegaria a servir para alguma coisa (Fölsing, p. 28)
Educado no ambiente militarista da Alemanha dos anos 1880, o pequeno Albert nunca quis ser soldado. Certo dia, durante um desfile militar, seus pais asseguraram que ele um dia também poderia usar um daqueles belos uniformes. O garoto, por volta dos sete anos, respondeu que "detestaria ser um desses coitados". Também evitava atividades competitivas, incluindo aí xadrez. Aos 16 anos solicitou a cidadania suíça, para evitar o serviço militar na Alemanha.
Em suas notas autobiográficas, Einstein conta que ficou tão enfastiado das questões científicas que, logo depois de se formar, passou um ano inteiro sem ler as revistas especiais que eram publicadas. Isto possivelmente pelo fato de já haver, durante o curso, feito a leitura de todos os grandes cientistas da época - particularmente Helmholtz, Hertz e Boltzmann - adiantando-se ao programa estabelecido pela Faculdade. Preferia ficar lendo em casa a ir assistir às aulas.
Um de seus professores de matemática, Hermann Minkowski, que mais tarde foi o primeiro a interpretar geometricamente a Teoria da Relatividade Restrita, quando viu o artigo de Einstein publicado na revista Annalen der Physik , em 1905, ficou estarrecido. "Será que é o mesmo Einstein?" - comentou com um colega - E quem era aquele meu aluno há alguns anos atrás? Naquela época ele parecia conhecer muito pouco do que lhe era ensinado!
USAR SAPATO SEM MEIA?
Quando a segunda esposa Elza lhe pediu para adotar hábitos mais saudáveis, respondeu que preferia "pecar tanto quanto puder: fumar como uma chaminé, trabalhar feito um condenado, comer sem moderação, caminhar só quando tiver boas companhias, ou seja, quase nunca, dormir irregularmente, etc.”
No cotidiano era avesso a formalidades, começando pelas regras de vestuário. Quando começou a carreira como professor universitário na Suíça em 1909, era apontado como alguém que se vestia aquém da elegância do cargo. Após a morte de sua segunda mulher, em 1936, seus padrões se tornaram ainda mais anticonvencionais. Vivia em Princeton, nos Estados Unidos. Os suéteres amassados e os sapatos que calçava sem meias fizeram dele uma figura folclórica no campus.
Apesar de ter uma aparência desleixada, avesso às regras, estava longe do mito do cientista desligado. ''Era muito interessado em questões históricas e políticas. No tempo da Guerra, sempre costumava dar sua opinião. Durante a Primeira Guerra, ele fazia propaganda antibelicista, defendia o diálogo entre as nações, ao mesmo tempo em que se dedicava aos seus estudos sobre gravitação. O excesso de trabalho na década de 20 chegou a provocar um colapso físico, sendo tratado pela prima Elsa Lowental, com quem se casou depois.
O PACIFISTA SEM PAZ
Frente à ameaça nazi-fascista, concluiu que uma guerra pode ser justa se "o inimigo busca o extermínio da vida em si mesma". Foi criticado por outros militantes do movimento pacifista, mas sustentou sua posição. Assinou uma carta enviada ao presidente americano Franklin Roosevelt, que defendia a realização de estudos sobre o uso da energia nuclear. A carta foi um dos fatores decisivos para a criação da bomba atômica. Não se dizia culpado, mas no pós-guerra retomou imediatamente a atividade pacifista, afirmando, ainda em 1945, que "a bomba trouxe a vitória, mas não a paz".
Seu trabalho no Instituto de Estudos Avançados centrou-se na unificação das leis da física, que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Não conseguiu encontrar uma teoria que permitiria englobar todos os fenômenos gravitacionais e eletromagnéticos, como em uma única estrutura lógica.Tentou. Isolou-se em profunda meditação, mas não conseguiu.
Morreu sem a paz
Sem a paz de conceber uma idéia de Unificação do Universo
MAS a vida continua, não é?
Fonte de pesquisa da internet:http://www.caiozip.com/einstein.htm
Albert Einstein

Albert Einstein (Ulm, 14 de Março de 1879 — Princeton, 18 de Abril de 1955) foi o físico que propôs a teoria da relatividade. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1921 pela correta explicação do Efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade sua opinião foi contra o desenvolvimento de arma de destruição em massa.
Após a formulação da teoria da relatividade em Junho de 1905, Einstein tornou-se famoso mundialmente, na época algo pouco comum para um cientista. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na história, e na cultura popular, Einstein tornou-se um sinónimo de alguém com uma grande inteligência e um grande génio. A sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o Einstênio.
Foi um dos maiores génios da Física, tendo o seu QI estimado em cerca de 240. Algumas fontes informam um suposto resultado de 158, provavelmente limitado pelo teto do teste.
Após a formulação da teoria da relatividade em Junho de 1905, Einstein tornou-se famoso mundialmente, na época algo pouco comum para um cientista. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na história, e na cultura popular, Einstein tornou-se um sinónimo de alguém com uma grande inteligência e um grande génio. A sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o Einstênio.
Foi um dos maiores génios da Física, tendo o seu QI estimado em cerca de 240. Algumas fontes informam um suposto resultado de 158, provavelmente limitado pelo teto do teste.
DIGA SIM À VERDADE.
Data estelar: Mercúrio e Saturno em quadratura, Lua começa a minguar no signo de Sagitário.Enquanto isso, aqui na nave Terra a humanidade poderia, a esta altura, existir num mundo justo, eficiente e próspero, porém, de tanto amesquinhar a realidade cósmica em que se movimenta e vivencia seu ser, provocou tormentos que, mesmo sendo ilusórios resultam em dores bem reais. Essas pessoas infames que continuam tomando decisões que perpetuam a mentira e a opressão realmente não sabem o que fazem, seu justo castigo vem junto a suas decisões, que as confinam e limitam. Por isso, não é o caso de puni-las, mas de perdoá-las, porque não sabem o que fazem, elas nem arranham a extensão da injustiça que cometem, são ignorantes travestidas de espertas. Você, que tem sede de justiça, em vez de desgastar-se dizendo não à mentira, diga sim a verdade, praticando-a.
Oscar Quiroga 04/05/07 Diário de Bordo
quinta-feira, 3 de maio de 2007
NA MEMÓRIA E NO CORAÇÃO...
Reencontro do "GRUPO A de TEATRO" à anos atrás,em 2000 e alguma coisa... Na casa (cozinha) da Julie
(Filósofa, Atriz, Professora, Mãe),o Márlio Silveira da
Silva(Ator, Dramaturgo, Poeta e impostor rsrsrs...
meu ex namorado e Grande Amigo) ,de verde ao lado dela,
o Marcelo Perna(Ator) ao lado dele e eu de mechas e saia Pink,
(Atriz, Modelo e Manequim kkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!).
Rimos muito...
Foi super gostoso,
o Márlio ficava pedindo prá eu recontar
como eu me apaixonei por ele!
Nossa história foi linda!
Ainda é!!!
Pois nossa amizade é rica em amor,
e amor não acaba!!!
O mané tá até no meu currículo,
só fiz peça dele!!!
Como escreve bem...
Mas, é uma fera!
Doce porem feroz...
Só quem conhece de perto para saber!!!
Uma amiga minha que faz:
LEITURA ENERGÉTICA,
disse que nós dois juntos
não temos fio terra!!!!!!!!!
KKKKKKKKKKKK...
Concordo plenamente,
somos parecidissimos.
Quando eu o conheci fiquei sem fala,
sem olhos e sem ouvidos...
Tinha representado um personagem dele na peça:
"VELÓRIO SHOW",
não é que
o cara tava igual a minha caracterização dele mesmo!
Costeleta enoooooorme,
todo de preto,
rabo de cavalo e uma cara de deprê...
Gamei!!!
Jamais achei que "o cara" ia olhar pra mim!
Lindooooooooooooo...
Inteligente...
Sacana!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não é que o filho da p... se declarou!!!!!!!
Foram dois meses de sonho juntos,
momentos mágicos...
de poesia e encantamento!!!
Riso e lágrimas...
Mais 7 meses a distância e terminamos...
Uma história para agora começar várias outras!!!
Bendito seja o escorredor de macarrão!!!
BALANÇO: (Foto: Asafe aluno da APAE, não posso por imagens deles, nem do ensino regular-FOTO março 2007)

É, segunda feira eu volto a trabalhar...
Foram 45 dias de pura correria, quanta coisa eu fiz!
Quanta gente eu conheci!
Quantos quilos eu eliminei!!!
Quantos planos postergados eu coloquei em prática e estão em andamento!!!
O inicio do calo vocal sumiu...
Ele foi uma solicitação do corpo para parar...
Em um setor e encaminhar vários outros!!!
Agora além de outras coisas terei mais um inicio, FONO...
Vou mudar de voz?
KKKKKKKKKKKKK...
Sempre achei que essa não era a minha, sou doida mesmo!
Pelo que tudo indica a minha fono dá aulas de canto...
Então, ouvidos do Brasil preparem-se...
E vou dar uma de sereia, quem sabe eu consigo aquele marinheiro, rsrsrs...
Prometo não afoga-lo e sim traze-lo a tona!
E deixa-lo livre para ir e vir, quando sentir saudade do mar...
Estou morrendo de saudades dos meus trabalhos, pois são em dois locais...
Dos meus alunos em especial...
Mas de toda estrutura também!!!
Ai, todo mês um pulo em Porto...
Com aquele povo maravilhoso...
Aprender e viver o meu sonho!
Quem sabe um amor no caminho?
Quando a gente está se amando, e vivendo a própria vida essas coisas acontecem...
Mas, um beijo na boca de vez em quando não faz mal a ninguém!!!
Sou uma mulher livre...
Meu compromisso é comigo, com a vida, com meus princípios...
Acredito na minha caminhada!
Tenho dado passos firmes.
Alegres...
Confiantes...
Racionais e intuitivos!
Consegui finalmente unir o céu e a terra!
Muito obrigada universo!!!
CASA SECRETA (Foto da Ponte da trilha do Matadeiro, by FNO)
Para realmente conhecer uma mulher conheça seus sonhos Pergunte dos seus medos e dos seus desejos.
Decifre seus olhares e preste atenção nos detalhes...
Porque a mulher quer ser descoberta e ela lhe mostrará o caminho.
Toda mulher é uma casa secreta cheia de portas e janelas
Esconde passados e em cada quarto esconde um mundo novo.
Cada poro tem seu aroma e em cada curva a cor é diferente.
Para conhecer uma mulher precisa saber onde a carne é mais branca
Se quando ela caminha os cabelos balança,saber como pisa, como ri e como chora.
Saber em que horas acorda, de que jeito dorme.
Uma mulher é feita de mistérios, sem isso não seria mulher.
Esconde os defeitos, esconde as fraquezas, esconde como dança.
Depois ela surpreende, ela dança, ela encanta.
Ela mostra sua força, seu sexo, seu amor.
Ela se abre para o homem que a descobre
E segue com ele por onde ele for.
CAROLINA SALCIDES
Do BLOG : http://www.fadasepoesias.blogspot.com/
CELEBRAR A VIDA.
Data estelar: Mercúrio e Saturno em quadratura, Lua cheia mais importante do ano será vazia das 3h43 às 19h49, horário de Brasília.Enquanto isso, aqui na nave Terra hoje nossa humanidade tem licença cósmica para se despreocupar, e através desse exercício celebrar a vida que a anima, na qual se movimenta e vivencia seu ser. O universo é um ser absolutamente vivo e em franca evolução, e na infâmia generalizada que se traveste com o nome de normalidade, nossa humanidade abandonou a mais importante obrigação cotidiana, que é a de honrar a vida logo depois de acordar e no instante em que vai dormir, e de preferência, fazê-lo também no momento do poente. Por que isso? Ora! Porque todo o resto depende desse exercício de respeito e culto. Agora, hoje especificamente, em que maior luz espiritual foi derramada sobre a Terra, e que a Lua é Vazia, é propício tomar um bom tempo para despreocupar-se e celebrar a vida.
OSCAR QUIROGA 03/05/07 -DIÁRIO DE BORDO-PARA TODOS OS SIGNOS
RECOMENDO, assisti hoje e AMEI...

Filme :A Fonte da Vida
Título original :The Fountain
Gênero :Drama,Ficção
Ano :2006
País de origem :Estados Unidos
Distribuidora : Warner Bros.
Duração:96 min.
Língua:Inglês
CorColorido
SomDolby Stereo
DiretorDarren Aronofsky
Elenco
Hugh Jackman, Rachel Weisz, Ellen Burstyn
Vídeos
Resenha
A Fonte da Vida aborda amor e morte em 3 encarnações
A Fonte da Vida é uma longa dissertação do roteirista e diretor Darren Aronofsky sobre os benefícios da morte. No início do filme, alguém diz que "a morte é o caminho para a reverência". Uau. Não é isso o que os autores de atentados suicidas são levados a crer?
Mas o terrorismo não é o alvo do cineasta. Aronofsky nos apresenta uma história sobre a busca pela fonte da juventude, história que abrange três encarnações - desde a época dos conquistadores espanhóis até o século 26, passando pelos tempos de hoje.
O filme conta com grandes nomes como Hugh Jackman, Rachel Weisz e Ellen Burstyn, sets fantásticos que incluem guerreiros maias, a árvore da vida e uma nave espacial bolha que viaja entre as estrelas, e um quadro de referências que remete à história de Adão e Eva no Jardim do Éden.
Há um quebra-cabeças bíblico que precisa ser decifrado, de modo que, se a Warner Bros. Pictures e a 20th Century Fox conseguirem de alguma maneira amarrar alguma referência a Código Da Vinci à divulgação do filme, é possível que tenham bom retorno nas bilheterias. Se não...
Talvez tudo não passe da imaginação febril de um pesquisador médico chamado Tommy (Jackman), cuja bela mulher, Izzy (Weisz), sofre de câncer cerebral em estado terminal. Tommy não quer que Izzy morra, é claro, e acha que poderá impedir sua morte se conseguir o tratamento certo para ela.
Ele e sua equipe estudam uma cura para tumores cerebrais. Mas o trabalho que fazem é com chimpanzés, o que significa que ele pode testar um composto experimental com um velho chimpanzé chamado Donovan - algo que não seria autorizado a fazer com sua mulher.
O composto foi trazido da floresta equatorial, onde, numa vida anterior, Tomás era um militar espanhol que tentava salvar a rainha Isabela da malvada Inquisição. Esta afirmava que as pessoas eram pecadoras e estavam destinadas a ir para o inferno, de qualquer maneira.
Quando não está ocupado sendo Tommy ou Tomás, Jackman é visto no futuro no papel de Tom, um astronauta que lembra David Carradine em Kung Fu, mas sem o rabicho de cabelo. Ele vagueia no espaço numa nave-bolha e passa algum tempo perto de uma grande árvore, com cuja seiva espera poder salvar não apenas a rainha Isabela, mas também Izzy.
Hugh Jackman faz tudo o que seus papéis lhe pedem, e sua gama de atuação é admirável. Rachel Weisz, que não tem nada a provar, se sai muito bem em simplesmente ser bela.
A Fonte da Vida aborda amor e morte em 3 encarnações
A Fonte da Vida é uma longa dissertação do roteirista e diretor Darren Aronofsky sobre os benefícios da morte. No início do filme, alguém diz que "a morte é o caminho para a reverência". Uau. Não é isso o que os autores de atentados suicidas são levados a crer?
Mas o terrorismo não é o alvo do cineasta. Aronofsky nos apresenta uma história sobre a busca pela fonte da juventude, história que abrange três encarnações - desde a época dos conquistadores espanhóis até o século 26, passando pelos tempos de hoje.
O filme conta com grandes nomes como Hugh Jackman, Rachel Weisz e Ellen Burstyn, sets fantásticos que incluem guerreiros maias, a árvore da vida e uma nave espacial bolha que viaja entre as estrelas, e um quadro de referências que remete à história de Adão e Eva no Jardim do Éden.
Há um quebra-cabeças bíblico que precisa ser decifrado, de modo que, se a Warner Bros. Pictures e a 20th Century Fox conseguirem de alguma maneira amarrar alguma referência a Código Da Vinci à divulgação do filme, é possível que tenham bom retorno nas bilheterias. Se não...
Talvez tudo não passe da imaginação febril de um pesquisador médico chamado Tommy (Jackman), cuja bela mulher, Izzy (Weisz), sofre de câncer cerebral em estado terminal. Tommy não quer que Izzy morra, é claro, e acha que poderá impedir sua morte se conseguir o tratamento certo para ela.
Ele e sua equipe estudam uma cura para tumores cerebrais. Mas o trabalho que fazem é com chimpanzés, o que significa que ele pode testar um composto experimental com um velho chimpanzé chamado Donovan - algo que não seria autorizado a fazer com sua mulher.
O composto foi trazido da floresta equatorial, onde, numa vida anterior, Tomás era um militar espanhol que tentava salvar a rainha Isabela da malvada Inquisição. Esta afirmava que as pessoas eram pecadoras e estavam destinadas a ir para o inferno, de qualquer maneira.
Quando não está ocupado sendo Tommy ou Tomás, Jackman é visto no futuro no papel de Tom, um astronauta que lembra David Carradine em Kung Fu, mas sem o rabicho de cabelo. Ele vagueia no espaço numa nave-bolha e passa algum tempo perto de uma grande árvore, com cuja seiva espera poder salvar não apenas a rainha Isabela, mas também Izzy.
Hugh Jackman faz tudo o que seus papéis lhe pedem, e sua gama de atuação é admirável. Rachel Weisz, que não tem nada a provar, se sai muito bem em simplesmente ser bela.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
O ATOR. (Texto do dramaturgo brasileiro Plínio Marcos)
Por mais que as cruentas inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o suficiente para ele permanecer indiferente às desgraças ou alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave onde ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu na sua vida.
Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade e por aí despertá-lo, tira-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita, e inquieta-lo e comove-lo para as lutas comuns da libertação.
Os atores têm esse Dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos onde não existem defesas. Os atores, eles, e não os diretores e autores, têm esse Dom. Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dos atores. O autor de teatro é bom na medida que escreve peças que dão margem a grandes interpretações dos atores. Mas o ator tem que se conscientizar de que é um cristo da humanidade e que seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva. O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade,. Vai Ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que ator tenha muita coragem muita humildade e sobretudo um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de suas personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidade padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem.
Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade e por aí despertá-lo, tira-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que por desencanto ou medo se sujeita, e inquieta-lo e comove-lo para as lutas comuns da libertação.
Os atores têm esse Dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos onde não existem defesas. Os atores, eles, e não os diretores e autores, têm esse Dom. Por isso o artista do teatro é o ator.
O público vai ao teatro por causa dos atores. O autor de teatro é bom na medida que escreve peças que dão margem a grandes interpretações dos atores. Mas o ator tem que se conscientizar de que é um cristo da humanidade e que seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva. O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade,. Vai Ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que ator tenha muita coragem muita humildade e sobretudo um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de suas personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidade padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem.
Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem. E amo muito mais o ator quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, emprestando seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade para expor sem nenhuma reserva toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado. Eu amo o ator que se empresta inteiro para expor para a platéia os aleijões da alma humana, com a única finalidade de que seu público se compreenda, se fortaleça e caminhe no rumo de um mundo melhor que tem que ser construído pela harmonia e pelo amor. Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem Ter – não é o dinheiro, não são os aplausos – é a esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos. Eu amo os atores que sabem que no palco cada palavra e cada gesto são efêmeros e que nada registra nem documenta sua grandeza. Amo os atores e por eles amo o teatro e sei que é por eles que o teatro é eterno e que jamais será superado por qualquer arte que tenha que se valer da técnica mecânica.
Plínio Marcos
Do livro “Canções e Reflexões de um Palhaço”
Ganhei um poster do meu grande amigo MARCELO PERNA com esse texto. Fiz um quadro dele, que me acompanhou grande parte da minha vida!O quadro se foi, mas o texto permanece, na intenção do Marcelo que eu sempre digo que: rompeu o lacre, para eu encarar o palco!
No meu coração de ATRIZ que em breve estará novamente nos palcos...
É me aguardem!!!
FNO
RAIZES
HINO DOS ORIXÁS (Texto enviado por Ana Bride, pelo ORKUT)
Penso no dia em que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança invade o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver
Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo mamãe IANSÃ
Pela grandeza das ondas do mar
Abençoe-me mamãe IEMANJÁA mata virgem tem seu semeador
Ele é OXÓSSI, Okê, Okê, Aro
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de OXUM Aiê, Aiê
Se a injustiça faz guerra de poder
Vale a espada de OGUM Ogunhê
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido de OBALUAE
Eu sou de paz mas sou um lutador
A minha lei quem dita é XANGÔ
A alegria já tem inspiração
Na inocência de COSME E DAMIÃO
Não tenho medo, vou ter medo de que?
Tenho ao meu lado NANÃ BURUQUÊ
E essa luz que vem de OXALÁ
Tenho certeza que vai me iluminar
Penso no dia que logo vai nascer, e o meu peito se enche de emoção
E essa luz que vem de OXALÁ, tenho certeza que vai me iluminar
Os Orixás
Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorun (dentro da corrente Nagô) ou Zamby (dentro da corrente Bantu e das correntes sincréticas).
Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior,
*A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais, são seus protegidos e uma parte das emanações do próprio Orixá, presentes no Orí ou Camatuê (Cabeça) desses filhos.
Orixá, dentro do culto Umbandista (de uma maneira geral) não são incorporados (não se incorpora o fogo de Xangô, os ventos de Iansã, as águas doces de Oxum ...). O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc, são os Falangeiros dos Orixás (ou também conhecidos como encantados); ou seja, Espíritos (não reencarnacionais) de grande força espiritual (de grande Luz, como alguns gostam de falar) .
EXU É o responsável pela comunicação entre homens e deuses.

OGUM
É o orixá do ferro e da guerra. Abre e domina os caminhos com sua espada. Suas cores são verde e vermelho. Toma cerveja branca. Come farofa de dendê com feijão verde, bode, frango e feijoada. Suas frutas são manga espada e cana-de-açúcar. Seu dia é terça-feira. Seu elemento é o ferro.

Omulu

Ari yê yê


IEMANJÁ
Foi n’areia

Penso no dia em que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança invade o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver
Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo mamãe IANSÃ
Pela grandeza das ondas do mar
Abençoe-me mamãe IEMANJÁA mata virgem tem seu semeador
Ele é OXÓSSI, Okê, Okê, Aro
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de OXUM Aiê, Aiê
Se a injustiça faz guerra de poder
Vale a espada de OGUM Ogunhê
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido de OBALUAE
Eu sou de paz mas sou um lutador
A minha lei quem dita é XANGÔ
A alegria já tem inspiração
Na inocência de COSME E DAMIÃO
Não tenho medo, vou ter medo de que?
Tenho ao meu lado NANÃ BURUQUÊ
E essa luz que vem de OXALÁ
Tenho certeza que vai me iluminar
Penso no dia que logo vai nascer, e o meu peito se enche de emoção
E essa luz que vem de OXALÁ, tenho certeza que vai me iluminar
As imagens
(texto e imagens retirados da internet)
É muito comum que se ouça a seguinte discução: a Umbanda deve usar as imagens de santos católicos (sincretismo) e o Candomblé as imagens dos Orixás. Isso é bastante confuso e até mesmo ridículo. As imagens são apenas uma forma do ser humano se sentir mais próximo aos Orixás, pois os Orixás estão sempre presentes, independente de alguma imagem. Por tanto, não importa qual o tipo de imagem que se use. Até mesmo porque, os africanos não cultuam imagens, eles cultuam a natureza, usando cada um de seus elementos para representar um Orixá, pois a natureza reprezenta a vida, assim como os Orixás. As imagens são eranças deichadas pelo catolicismo imposto (inquizição). Uma outra coisa que se deve observar é que, até mesmo as imagens dos Orixás, são bastante controversas a forma que os africanos dão aos Orixás. As imagens trazem muita coisa do tempo do Império Português, as roupas são muito luchuosas, bem ao contrário do que os africanos acreditam. Um exemplo é Ogum, que na África é imaginado usando somente uma sáia de palha da costa e carregando a sua espada; já no Brasil, Ogum usa roupas que lembram o Império Português, mostrando a influência católica. Por tanto, não há diferença entre uma imagem e outra, pois os Orixás não se importam em como imaginamos que Eles são, Eles apenas querem o nosso respeito, a nossa fé, a nossa obidiência.... Mas existe um porem! Se não somos católicos, por que usarmos imagens católicas? Devemos combater o catolicismo com todas as nossas forças, por isso, não devemos usar imagens de santos católicas, e sim, as imagens que acreditamos representar os Orixás na nossa fé (na nossa fé verdadeira, não em uma fé sincretizada), mesmo que seja as ditas imagens que lembram o Império Português, pois para consolo, não há ligação com o catolicismo.
Os Orixás
Os Orixás não são Deuses como muitas pessoas podem conceber como em outras religiões, mas sim Divindades criadas por um único Deus: Olorun (dentro da corrente Nagô) ou Zamby (dentro da corrente Bantu e das correntes sincréticas).
Na UMBANDA (de uma maneira geral, pois existem variações referentes às diversas ramificações existentes), os Orixás são cultuados como divindades de um plano astral superior,
ARUANDA, que na Terra representam às forças da natureza (muitas vezes a força da natureza com o próprio Orixá):
Orixá:
Exu: o mensageiro, o ponto de contato entre os Orixás e os seres humanos;
Oxalá: o senhor da força, o senhor do poder da vida.
Oxum: as águas doces;
Iemanjá: a rainha dos peixes das águas salgadas;
Iansã: os ventos, chuvas fortes, os relâmpagos;
Xangô: a força do trovão e o fogo provocado pelos relâmpagos
quando (diz uma lenda que "sem Iansã, Xangô não faz fogo ... ") chegam 'a Terra;
Ogum ou Ogun: senhor dos caminhos; os desbravador dos caminhos; senhor do ferro;
Oxossí: o Orixá Odé, o Orixá caçador, senhor da fartura 'a mesa, senhor da caça;
Ossãe: o Orixá das folhas e, sem folhas, nada é possível na Umbada ou no Candomblé; o dono, preservador, das matas e florestas, das folhas medicinais, das ervas de culto;
Obá: a guerreira, a força da libertade;
Nanã: senhora do lodo, das águas lodosas da junção entre o rio e o mar, fonte de vida, e também senhora da morte;
Obaluayê: "O dono da Terra, o Senhor da Terra";o Orixá das doenças, senhor dos mortos (pois conta uma lenda que Obaluayê foi o único Orixá que dominou a morte, Iku); é aquele que tira a doença, mas também aquele que dá a doença.
Oxumaré: é o Orixá do arco-íris, um dos pontos de ligação entre o Aye (a Terra) e o Orun (o Céu); também representa a fartura, o bem estar.
*A cada Orixá está associada uma personalidade e um comportamento diante do mundo e com seus filhos, os quais, são seus protegidos e uma parte das emanações do próprio Orixá, presentes no Orí ou Camatuê (Cabeça) desses filhos.
Orixá, dentro do culto Umbandista (de uma maneira geral) não são incorporados (não se incorpora o fogo de Xangô, os ventos de Iansã, as águas doces de Oxum ...). O que se vê dentro dos vários terreiros, centros, tendas etc, são os Falangeiros dos Orixás (ou também conhecidos como encantados); ou seja, Espíritos (não reencarnacionais) de grande força espiritual (de grande Luz, como alguns gostam de falar) .
EXU É o responsável pela comunicação entre homens e deuses.
Domina as porteiras e encruzilhadas.
Quando há festa de orixá, Exu sempre recebe a primeira oferenda.
É um orixá brincalhão, ousado, bom e ruim ao mesmo tempo.
Suas cores são vermelho e preto.
Fuma charuto, cachimbo e cigarro.
Bebe cachaça, água e mel.
Come farofa de dendê, bode e frango.
Seu elemento é o fogo.

Ele é capitão da encruzilhada
Ele é Ele é mensageiro de Ogum
Sua coroa quem lhe deu foi Oxalá
Sua digina quem lhe deu foi Omulu
Ô salve o sol, as estrelas
Salve a lua Saravá
Seu Tranca-Rua
Ele é dono da gira
Ele é dono da rua
OGUM
É o orixá do ferro e da guerra. Abre e domina os caminhos com sua espada. Suas cores são verde e vermelho. Toma cerveja branca. Come farofa de dendê com feijão verde, bode, frango e feijoada. Suas frutas são manga espada e cana-de-açúcar. Seu dia é terça-feira. Seu elemento é o ferro.
Sustenta a gira Ogum
Não deixa a demanda entrar
É hora, é hora, é hora Ogum
É hora de trabalhar
É cavaleiro da Oxum
É cavaleiro da Oxum
É remador de Iemanjá
Ele é soldado, ele é guerreiro
É ordenança de Oxalá
ODÉ
Domina as matas. Deus da caça, do verde. Suas cores são verde e branco. Come porco, bode e frango. Suas frutas são melão e sapoti. Seu dia é a quinta-feira. Seu elemento é a mata.
Cadê minha fera braba
Meu tigre devorador ?
Eu atirei ele caiu
Chegou Odé caçador
OMULU
Senhor das doenças. Tanto cura quanto causa, principalmente as doenças de pele. Ele foi abandonado por ter o corpo coberto por chagas; por isso usa uma veste de palha da costa. Suas cores são branco, preto e vermelho. Come bode, frango e pipoca. Sua fruta é a romã. Seu dia é a segunda-feira. O elemento de Obaluaê, como também, é chamado, é a doença.

Omulu
Baluaê
Omulu
Leva os contrário
Omolu
Limpe os doente
Omolu
Leva as demanda
Omolu tu és
Omulu tu és
Omulu tu és
Deusa das águas barrentas, da lama. É uma senhora velha que domina o lodo dos rios e dos mares. É calma, lenta e constante. Sua comida é cabra, franga e farinha de milho. Sua cor é o roxo. Sua fruta é uva escura. É carinhosamente chamada de “vovó”. Seu dia é o sábado. Seu elemento é o barro, a lama.
Se Nanã Borokê é minha vó
Se Nanã Borokê é minha vó
Sou filho de Obaluaê
Eu adorei o seu otá
Eu adorei o seu otá
Orixás crianças. Poderosos. São brincalhões, mas trabalham tanto quanto os outros orixás. Suas cores são todas. Comem bolo, cocadas, manjares, caruru, balas e doces. Adoram água com açúcar, mel e guaraná. Seu dia é o domingo. Suas frutas são melancia, banana, maçã, pêra e melão. Seus elementos são os brinquedos e tudo ligado às crianças.

Bêjin também é orixá

Bêjin também é orixá
Bêjin também é orixá
Terra que bebé chorou
Bêjin, Bêjin
Orixá eu sou
Bêjin, Bêjin
Dona do ouro, deusa do amor, rainha das cachoeiras. Materna, bela e vaidosa, delicada e jovem. Adora receber presentes: flores, jóias, espelhos, e perfumes; e banhar-se nas águas dos rios. Coem doce, franga, cabra, bolo, mel, omolucum. Suas frutas são mamão, banana, maçã, melancia, melão, laranja mimo do céu. Sua cor é o amarelo. Seu dia é quinta-feira. Seu elemento é a água doce.

Ari yê yê
Mãe Oxum é um tô
No seu Alá vamo’ saravá
No Oriente já deu sinal
Rainha do ouro
As Oxum vai chegar
Ari yê yê Oxum !
XANGÔ É o orixá da justiça. Deus dos trovões, das pedreiras. Suas cores são vermelho e branco. Come frango, carneiro, amalá, jerimum. Suas frutas são maçã ejambo. Seu dia é a quarta-feira. Seu elemento é a pedra.
XANGÔ É o orixá da justiça. Deus dos trovões, das pedreiras. Suas cores são vermelho e branco. Come frango, carneiro, amalá, jerimum. Suas frutas são maçã ejambo. Seu dia é a quarta-feira. Seu elemento é a pedra.

Dizem que Xangô
Mora na pedreira
Mas não é lá sua morada verdadeira
Ele mora no clarão da Lua
Onde mora Santa Bárbara
Rainha dos ventos, raios e tempestades. É um orixá sensual, muito feminina, guerreira e valente. Usa um chicote para espantar os eguns. Sua cor é o rosa coral. Come cabra, franga, acarajé e cenoura com mel. Suas frutas são jambo, maçã vermelha e manga rosa. Seu dia é quarta-feira. Seu elemento é o vento.

Ô Iansã cadê Ogum?
Foi pro mar
Iansã penteia
Iansã penteia
Os seus cabelos macios
Quando a luz da lua cheia
Clareia as águas do rio
Ogum sonhava
Ogum sonhava
Com a filha de Nanã
E pensava que as estrelas
Eram os olhos de Iansã
Ô Iansã cadê Ogum?
Foi pro mar
Iansã penteia
Iansã penteia
Os seus cabelos macios
Quando a luz da lua cheia
Clareia as águas do rio
Ogum sonhava
Ogum sonhava
Com a filha de Nanã
E pensava que as estrelas
Eram os olhos de Iansã
Ô Iansã cadê Ogum?
Ô Iansã cadê Ogum?
Foi pro mar
Na terra dos orixás
Na terra dos orixás
O amor se dividia
Entre um deus que era de paz
Outro deus que combatia
Mas a luta só termina
Mas a luta só termina
Quando existe um vencedor
Iansã virou rainha
Da coroa de Xangô
IEMANJÁ
Orixá maternal. Acolhedora e compreensiva, calma e ativa. Rainha das águas. O mar é a sua morada. É a mãe da maioria dos orixás. Iemanjá não tolera mentira e traição, por isso seus filhos demoram a confiar em alguém. Sua comida é franga de leite, ovelha, milho branco, manjar, arroz com mel. Suas frutas são maçã branca, uva, pêra, melão. Seu dia é o sábado. Sua cor é o azul claro. Seu elemento é o mar.
Foi n’areia
Foi n’areia
Eu fiz um pedido
Eu fiz um pedido
À mamãe sereia
À Iemanjá
Para nunca mais penar
Foi n’areia
Foi n’areia
Foi numa noite
N’areia branca do mar
A lua lá no céu
A lua lá no céu
Iluminou o meu caminho
Sereia, a Rainha do Mar
OXALÁ
Ao contrário de Exu, Oxalá ou Orixalá é o mais calmo. Pai de todos os orixás simboliza a paz, a pureza, a tranqüilidade. Seu dia é a sexta-feira. Sua cor é o branco. Come frango, pombo, carneiro, inhame, arroz com mel, milho branco. Suas frutas são uva, laranja mimo do céu. Maça branca. Bebe água mineral. Seu elemento é o céu.

Orixalá é o rei do mundo inteiro
Vem abençoar esse gongá
Clareia, meu pai clareia
Lev’as correntes pras ondas do mar...
Ficaram faltando as imagens de : NANÃ e IEMANJÁ. Mas nada é por acaso...Em breve estarão aqui! Estavam indisponiveis no site, ocupadas imagino!!! Ah, sempre tive respeito e um medo enorme de entrar nesses dominios, cá estou!A tempo atravez da minha amiga Cris e meu amigo Adriano, tenho conhecido esse lado das nossas RAIZES!!!Muito obrigada!!!
A LUA CHEIA MAIS IMPORTANTE DO ANO.

Data estelar:
Sol e Mercúrio em conjunção.
Lua atinge a fase cheia mais importante do ano.
Enquanto isso, aqui na nave Terra é propício que nossa humanidade abra sua mente e coração para compreender a razão desta fase cheia da Lua ser a mais importante do ano.
Acontece que o Universo em que existimos e vivenciamos nosso ser é, também, um ser vivo. Neste Universo há seres que não perdem tempo como nós fazemos, e que participam ativa e constantemente da inefável glória, que é a vida universal.
Estes seres permanecem em contínua meditação, e em cada Lua Cheia este exercício atinge seu momento de máxima expressão.
Na Lua Cheia de Maio, a de hoje, vários destes seres colossais, que para nós são deuses, atingem a sintonia entre as diversas meditações, derramando em nosso planeta sofrido maior luz espiritual e física.
Celebremos!
Oscar Quiroga, 02/05/07
Sol e Mercúrio em conjunção.
Lua atinge a fase cheia mais importante do ano.
Enquanto isso, aqui na nave Terra é propício que nossa humanidade abra sua mente e coração para compreender a razão desta fase cheia da Lua ser a mais importante do ano.
Acontece que o Universo em que existimos e vivenciamos nosso ser é, também, um ser vivo. Neste Universo há seres que não perdem tempo como nós fazemos, e que participam ativa e constantemente da inefável glória, que é a vida universal.
Estes seres permanecem em contínua meditação, e em cada Lua Cheia este exercício atinge seu momento de máxima expressão.
Na Lua Cheia de Maio, a de hoje, vários destes seres colossais, que para nós são deuses, atingem a sintonia entre as diversas meditações, derramando em nosso planeta sofrido maior luz espiritual e física.
Celebremos!
Oscar Quiroga, 02/05/07
terça-feira, 1 de maio de 2007
Ilha da magia, 01 de maio de 2007. (imagem Postal VERA SABINO, porta retrato do meu quarto).

Grande UNIVERSO,
cá estou eu, um ponto...
De luz, mais brilhante a cada segundo!!!
Já fui um ponto apagado!
Mas, sempre ponto!
Quero ser linha!
Me ligar com outro ponto!
De luz, claro...
E depois de um tempo...
Fazer um pontinho, que serão reticências, pois ele
têm dois pontos kkkkkkkkk!!!!
Ouvi algumas vezes que a MULHER escolhe o
HOMEM,
escolhi o meu!!!
Nossa, como eu tenho bom gosto...
Muito obrigada hoje e eternamente...
FNO
O UNIVERSO É VIVO.

"Data estelar: Sol e Mercúrio em conjunção, Lua ingressa em Escorpião às 7h42, horário de Brasília, completando a fase cheia mais importante.Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade tem plena capacidade de entender que o universo em que ela se movimenta e vivencia o seu ser é, também,
um ser absolutamente vivo e em franca evolução.
Tudo está vivo, o Universo é vivo, e suas partes constituintes,
desde o ínfimo átomo até as inefáveis galáxias, se diferenciam pelo grau de consciência a respeito de pertencer e ser feitos dessa vida, sendo que a diferença de consciência resulta, também, em diferença de participação na vida. No caso de nossa humanidade, já há amadurecimento suficiente para essa participação na gloriosa vida cósmica se tornar bem mais ativa, expelindo pela sua auspiciosa presença os equívocos cotidianos a que damos o nome de normalidade, mas que, na verdade, não passa de enfermidade."
Oscar Quiroga, 01/05/07
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